Letters To Anyone

29 Fifteenth letter


Notas iniciais
Na real, nem sei quando foi a última vez que eu postei essa fic e já vou atualizá-la. Mas é melhor para vocês, huh?
O tanoshimi. Enjoy ♥

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Vamos jogar?

Labirintos...

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Mais uma carta...

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Então, como está? Espero que não esteja tendo trabalho demais comigo... E Stéphane? Soube que tentou hipnotizá-lo e não acabou bem como queria, não é? Ora, é uma pena... Você poderia ser um ótimo hipnotista. Por que não tenta novamente? Mas dessa vez com alguém que coopere melhor, que tal?

E o nosso jogo?

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Não era ele. Definitivamente não era ele, o que me deixou aliviado. E angustiado.

— Kurt, venha até minha casa. Acho que estamos lidando com um pequeno clube que gostou do nosso assassino.

O quê?

— Apenas venha. Você tem de ler isso, não dá para explicar.

Peguei as cartas anteriores, e, por via das dúvidas, coloquei hora e data naquele envelope também.

Haviam diferenças claras, como a letra. Aquela não era tão desenhada ou meticulosa em cada curva. Parecia ter sido escrita com pressa, diferente das outras, que pareciam levar horas para serem escritas. E tampouco havia o habitual rei de copas. E, ainda por cima, ele jamais terminou as cartas daquele jeito. Não poderia ser ele, de forma alguma.

Mas, não sendo ele, ninguém mais soubera sobre Stéphane ou qualquer coisa parecida. E, se sabiam, não sabiam como ele faz as cartas. Se uma peça encaixa, outra não encaixa.

Mais rápido do que poderia imaginar, Kurt chegara. O deixara sozinho analisando as cartas. Tinha que pensar em outras coisas que não me saiam da cabeça.

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— Definitivamente nosso culpado está reunindo seguidores. E não ensinou muito bem seus aprendizes, pelo visto. Esta foi visivelmente mal escrita e falta detalhes.

— Além da assinatura, e a forma de se expressar. Ele seria menos objetivo — murmurei.

— Agora é só saber quem foi.

— Também não há um só endereço nessa, só o que escrevi para controle, como venho fazendo com todas. Estava na caixa de correios hoje quando acordei.

— A propósito... Está melhor? — desviou a atenção do papel.

— Não importa — dei de ombros.

Ele respirou fundo, com uma expressão infeliz.

— Às vezes me pergunto se é o melhor você continuar nisso.

— Do que está falando?

— Não parece muito bem, há quanto tempo você não dorme de verdade? Fica apenas lendo tudo o que tem e não descansa mais. O único momento em que fechou os olhos, desde que lhe chamamos, foi ontem, mas só porque lhe doparam. Caso contrário, estaria atrás dessa mesa lendo os relatórios. Senão estaria no hospital lendo-os.

— Kurt...

— Você ajudou muito. Desculpe pelo o que fiz ontem, não sabia que terminaria daquele jeito. Ao que parece, ele acordou da forma correta, mas não você. Desculpe mesmo por aquilo. Deveria ter lhe escutado e não seguido em frente. Juro que me arrependo disso. Mas... — parou e respirou fundo. — Não sei como dizer isso.

— Já sei aonde quer chegar, Kurt — suspirei. — E não, não estou fora dessa. Mesmo que quisesse, não conseguiria. Ele está daquele jeito e vou tirá-lo de lá. Mesmo que não seja... Você sabe... Mas vou encontrar essa maldita resposta.

— Frank...

— Não, deixe-me dizer uma coisa: isso já virou pessoal há muito tempo. Sinto que se não conseguir chegar pelo menos perto desse cara, ou sei lá quem seja, não importa, não poderei viver em paz. Sinto como se todos fossem me olhar e soubessem que desisti, que deixei um assassino correr livre por aí. Já não é mais porque você me pediu... Aliás, já nem me lembro mais se havia uma vida antes disso. Na verdade, sentia-me vazio demais e agora isso... É o único motivo pelo qual ainda me importo em continuar.

— Não está exagerando?

— Não, não estou.

Ele pareceu relevar a ideia, deixando-me escolher qual o melhor caminho. E não voltaria atrás.

Tinha razão, já ficara pessoal. Ele me comentava abertamente, expunha suas ideias onde bem entendesse e muito que bem? Não, comigo não. Uma vez que começo algo, é praticamente impossível me parar e agora tinha que “vingar”. O faria com prazer, nem que para isso precisasse descer até seu nível e matá-lo. O faria, para o bem do mundo.

Notas finais
Desculpem erros.
E, para quem quer saber, o Bob dá as caras no próximo capítulo e eu amo fazer spoiler ~risos~
Kissus. Way.