Letters To Anyone

21 Eleventh letter (part 3)


Notas iniciais
E a terceira parte.
Desculpa se ficou tarde ou sei lá o quê. Acabei enrolando tanto que esqueci e só vim lembrar agora.
O tanoshimi. Enjoy ♥

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Vamos jogar?

Apenas um ás.

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Continuei em silêncio.

– Desculpe se toquei em alguma ferida ou algo do tipo, mas é o que nos parece. Bob pediu para que não comentasse nada para não ser indiscreto e tudo mais. Mas fui obrigado a comentar.

– Ah, Rose... Deixe que explique a ele o que foi que houve aqui – Gerard riu baixo e piscou discretamente para que mantesse a boca fechada. Assenti e dei-lhe às honras da explicação. – Na verdade, não fazemos muito o tipo casal em público. Sinceramente, Rose tem um pouco de receio em demonstrar amor nessas condições, mesmo havendo tão pouca gente. É que quanto era solteira, sempre que via isso se sentia incomodada e resolveu não incomodar aqueles que estão na condição em que esteve. Concordei só para não haver qualquer tipo de...

Mas calei-o com um apertão em sua coxa, bem próximo a sua virilha. Ele rapidamente calou a boca.

– Sei como é – Stéphane riu. – Mas ainda sim, não parece que são grandes coisas...

– Rose, desculpe, mas deixe-me provar o que esse casal tem a capacidade de fazer – dizendo isso, virou-me de frente para ele e tomou meus lábios com voracidade.

Em choque, não sabia o que deveria fazer. Não sabia se o afastava ou se o deixava aproveitar do beijo roubado. Aos poucos, percebi que minha resistência sumia e passei a retribuir aquele beijo, tentando parecer o mais convincente possível.

Senti uma de suas mãos em minha nuca e a outra em meu joelho direito, subindo rapidamente por minhas coxas.

Pousei minhas mãos em seu peito, pronto para afastá-lo, quando senti algo pior do que o beijo surpresa.

Seus dedos apertavam meu baixo ventre de maneira que me torturou. O tecido justíssimo da calça jeans somado ao calor de seus dedos era delirante.

Gemi contra seus lábios e empurrei-o levemente para trás, arfando.

Enquanto procurava normalizar a respiração, senti minhas bochechas queimarem com o rubor e dois pares de olhos sobre mim. Levantei o olhar da mesa e encarei os olhares de Bryar e Stéphane.

– Uau. Isso sim foi um beijo – suspirou Stéphane. – Mas não sei... Bob, você ainda beija muito melhor do que pareceu. E quanto a mim?

– Meu anjo, você tem o melhor beijo do mundo. Desculpe, Rose, mas é a verdade. Sabe, você é sensual e tudo mais, além de parecer que beija maravilhosamente bem, mas... É, Stéphane ainda é a minha garota – e, dizendo isso, beijou-o com extrema intensidade, soando mais obsceno do que deveria. Parecia terrivelmente erótico.

E quanto mais olhava para aquele beijo pornográfico bem a minha frente, senti fisgadas violentas provindas do meu baixo ventre. Estava excitado, e a culpa era de Gerard por ter me provocado daquela forma. E daqueles dois que estavam praticamente transando na minha frente.

Reprimi outro gemido, levando as mãos para meu sexo rijo, tocando-me superficialmente. Mas, droga, precisava de mais do que só aquilo. Parecia que aqueles toques só serviam para me provocar ainda mais.

– Isso sim é que chamo de beijo – murmurou Stéphane e selou os lábios do namorado com um sorriso, virando-se para mim novamente.

Forcei um sorriso da melhor forma que pude.

– Com licença, tenho que retocar a maquiagem – murmurei de qualquer forma e me levantei.

Fui até os fundos do restaurante e, sem nem sequer hesitar, dirigi-me para o banheiro masculino, apesar de ser temporariamente uma garota. Enfiei-me em uma das cabines e gemi alto de fracasso.

Não sabia o que fazer com aquilo. Nem sequer sabia como passara despercebido dos dois, que, por acaso, pareciam ter um olhar extremamente observador.

Alguns segundos depois, ouvi três batidas no cubículo em que me encontrava.

– O que é? – murmurei irritado.

– Esqueceu a bolsa, meu amor, como retocará a maquiagem sem ela? – aquele tom de voz irônico me deu vontade de abrir aquela porta e voar em seu pescoço.

– Vá embora. A culpa é toda sua – enfiei o rosto contra as mãos e bufei.

– Se a culpa é minha, preciso me redimir, não?

– Já falei: vá embora – rosnei.

– Abra – pediu de modo frio, seu típico tom de voz.

Destranquei a porta e ele entrou, mas estava sem a bolsa preta que fora obrigado a usar naquela noite.

Pelo contrário: vi-a sobre o mármore da pia em frente, assim como o reflexo de suas costas no espelho que ocupava toda a largura da parede do outro lado em que estava.

– Se a culpa é minha, vou concertar – repetiu.

Puxou-me pela mão, levantando-me com extrema facilidade.

Vacilei sobre os saltos altos e abracei-o com força antes que caísse, tendo o abraço retribuído com carinho.

No instante seguinte, uma de suas mãos se dirigiu até meu sexo, acariciando-o por cima da calça.

– Ficou maluco? E se... Alguém entrar?

– Eu tranquei – murmurou atenciosamente em meu ouvido.

Prendeu-me em mais um beijo intenso, mas, daquela vez, não tive como não retribuir. E da maneira mais quente que poderia.

Não queria admitir mas... Não haviam mais chances: meu coração se entregara a ele. E sabia que essa não fora a melhor escolha que já fizera na vida.

Ainda o beijando, pude sentir suas mãos em minhas coxas e subiam gradativamente mais, deixando-me desesperado. Claro, estava tão necessitado que doía, mas não sabia se queria ajuda dele.

– Espere... – afastei-o e olhei em seus olhos claros. Suas pupilas estavam terrivelmente dilatadas, assim como as minhas deveriam estar também. Sua respiração estava tão descompassada quanto a minha e possivelmente seu coração batia em um ritmo tão estranho quanto o meu, mas essa última ideia era apenas uma suposição.

– O quê? – sussurrou e mordeu meu pescoço.

– Não consigo... Deixar que faça isso, desculpe – tropecei um passo para trás e senti minhas costas se chocarem contra a porta fechada do cubículo.

– Mas... Vai ficar assim?

Sua voz tinha fortes traços de malícia, percebi rapidamente.

– Não consigo... Simplesmente não consigo, desculpe.

– Aliás, por que está se desculpando?

– Não sei – abaixei o olhar.

– Então faremos assim – afastou-se um pouco e abriu a bolsa que jazia esquecida. Revirou-a um pouco e tirou de dentro um lenço cinza. – Venha aqui – chamou-me ternamente.

Hesitante, tropecei os passos para frente.

Com extrema facilidade, segurou-me pela cintura e deixou-me sentado ao lado da bolsa aberta e revirada.

– Apenas fique quieto e aproveite – amarrou o lenço sobre meus olhos com um forte nó, deixando-me à mercê de suas vontades.

Senti suas mãos passearem pelo meu corpo novamente, indo e voltando diversas vezes. Minha blusa foi arrancada com ferocidade, assim como o tal sutiã de peixinho.

– Oh, é uma graça, o peixe vermelho – riu baixo contra meu ouvido, provocando-me um arrepio pelo corpo.

Alisou meu tronco desnudo ao seu bel prazer, ao que sinto seus dentes em meu ombro esquerdo, mordendo-o de leve e em seguida chupando o lugar de maneira deliciosa.

Desceu lambendo até meu mamilo esquerdo, pondo-o entre os dentes e lambendo-o, sugando-o e mordiscando-o de forma tentadora, enquanto seus dedos davam atenção ao outro.

Não pude impedir outro gemido por mais que tentasse. Joguei a cabeça para trás e gemi longamente, mordendo algo fino que encontrei ao meu lado, algo como uma caneta ou um lápis. Isso talvez me impedisse de gemer tão alto caso alguém resolvesse aparecer.

Senti-o se afastar e ouvi o zíper de minha calça sendo aberto, assim como o botão sendo posto para fora de sua casa. Ele desceu o jeans até onde pôde, e fez o mesmo com minha boxer branca, que, naquela altura, deveria estar transparente.

– Já está assim, querida? – sussurrou latente.

– Calado – murmurei com o lápis na boca.

– Talvez você goste disso... – sua voz se aproximou de meu ouvido novamente, seu tronco grudado contra o meu.

Levou a mão novamente até meu sexo pulsante, o que me fez abrir ainda mais as pernas, realmente necessitado por aquele toque.

Seus dedos ágeis e quentes massageavam meu membro, causando-me espasmos cada vez que sentia seu toque forte.

Ia devagar, mantendo um ritmo constante terrivelmente torturante. Gemia cada vez mais, abraçando-o com força, oferecendo-me cada vez mais.

– Parece delicioso... – murmurou com uma ponta travessa na voz.

– O que você... – mas antes mesmo de concluir a frase senti seus habilidosos lábios contra meu falo, descendo e subindo em um ritmo intenso. Seus dentes se arrastavam contra a área sensível, praticamente me fazendo gritar.

Agarrei qualquer coisa que estivesse próximo a mim naquele momento e... Gemi sem parar, tendo cada tensão do meu corpo aplacado por aqueles lábios tão cuidadosos.

Sua língua ajudava ainda mais e sentia que daquela forma gozaria em pouco tempo.

Não pude me controlar e arranquei o lenço, possibilitando minha visão.

Uma de suas mãos estava afastando uma parte dos fios compridos e negros de seu rosto. Os orbes verdes me encaravam e pude senti-lo gemer.

– Pare... – pedi tortuosamente com a voz vacilante e fraca, soltando o lápis e ouvindo-o rolar pelo chão.

– Não está bom? – a mão que antes usava para afastar os fios voltou a me masturbar em um ritmo frenético e de maneira forte. Era o paraíso em suas melhores condições, aquele momento.

– S-sim, mas... Ah... – não conseguia parar de gemer para falar coerentemente.

– Mas...? – estimulou-me.

– Droga! Estou... Perto! – gritei quatro oitavas mais alto, agarrando seus ombros sem nenhum pudor, enfiando as unhas compridas na carne daquele local.

– Sério? – e voltou a usar a boca.

Mais duas estimulações e alcancei meu auge, gritando tão alto quanto antes, desfazendo-me em sua boca.

Fechei os olhos e continuei tentando respirar, procurando tranquilizar os batimentos cardíacos e a respiração.

Ao olhar para baixo novamente, pude vê-lo engolindo o líquido branco com incrível prazer.

– Ficou maluco? – repeti com a voz descompassada.

– Não, não fiquei. Não ainda – levantou-se e colou novamente o tronco no meu.

Ele pegou uma de minhas mãos e levou até seu baixo ventre, onde podia senti-lo pulsar.

– Eu...?

– Agora acho que você precisa me ajudar.

Assenti quase sem forças, ainda com os vestígios do prazer.

Respirou fundo quando apertei-o, fechou os olhos e gemeu baixo.

Pelo visto, era bem mais controlado do que eu.

Cruzei minhas pernas em seus quadris, mantendo-o junto ao meu corpo. Perdendo todo torpor e hesitação que um dia já tivera, massageei-o, mesmo sobre o tecido do jeans que usava. Ele não protestou, apenas aceitou de ótimo grado.

Claro, eu não tinha toda a desenvoltura que ele demonstrara ter, mas tentei fazer o meu melhor, aplicando força aos poucos e aumentando o ritmo gradativamente.

Ele mordia o lenço cinza que estava jogado sobre a bolsa, mantendo os olhos fechados. Abraçava-me com força, as unhas cravadas em minhas costas e ombros, aproveitando minha mão ao máximo possível.

Quando já não estava mais satisfeito sem o meu real toque, livrou-se parcialmente da calça e da boxer escura que trajava, pondo sua mão sobre a minha e auxiliando nos toques.

Pouco tempo depois, estávamos os dois praticamente mortos, ofegantes, corados e satisfeitos.

Pelo menos eu estava. Mas de manhã viria a ressaca moral.

Notas finais
Desculpem erros.
Foi uma boa curiosidade sobre esse letter ou não?
Kissus. Way.