Letters To Anyone
19 Eleventh letter (part 1)
Notas iniciais
E postando agora só porque a Mitsu ficou me enchendo o saco para fazê-lo, caso contrário seria só amanhã.
Domingo vou viajar, então vou tentar dar mais uma atualizada antes disso.
ENFIM O CAPÍTULO QUE EU FIZ TANTO SUSPENSE!
Ou parte dele.
E obrigado mil anos pela recomendação. Adorei, A_Revolution :3
O tanoshimi. Enjoy ♥
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Vamos jogar?
Apenas um ás.
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A pura verdade é que homem nenhum no mundo pode conseguir se equilibrar daquele jeito. Ou ter unhas mais compridas que bigodes de gato. Ou aquelas roupas justas que pareciam marcar cada parte do seu corpo, inclusive os órgãos internos. Ou ter uma franja cobrindo o rosto inteiro. E nem falei da maquiagem... [1]
Vamos colocar detalhes nisso, apesar de não adorar isso.
O que Kurt e uma policial – havia uma mulher envolvida no caso para me ajudar – haviam escolhido para usar no encontro daquela noite era uma blusa simples. Simples? Nem tanto. Era preta e deveria estar com sérios problemas, uma vez que a alça direita ficava caindo. Mas, segundo todos, era para ser daquele jeito. E nem me pergunte o que fizeram para resolver o problema de seios. Acho que aquele sutiã era tamanho quarenta e quatro...
E tinha um peixe vermelho próximo à alça direita.
Certo, descendo um pouco mais, ainda na blusa... E tirando o problema da alça que caia, tinha o quesito de que aquela blusa era menor do que um palmo. Ou quase isso. Irritava-me ter que ficar ajustando-a no quadril, uma vez que a desgraçada ficava subindo cada vez mais.
Felizmente, antes que alguém visse o peixinho vermelho...
Ultrapassando a blusa defeituosa, havia aquele jeans preto colado até a minha alma. E jurava que jamais conseguiria tirá-lo, uma vez que colocá-lo já foi um inferno. Não desejaria passar por aquilo tudo novamente. Nunca. Mais. Era muito trabalho para colocar uma simples calça jeans e passava isso adiante.
Nem falei dos sapatos, então espere porque ainda vai piorar.
Juro por tudo que me é mais sagrado: sapato feminino é sinônimo de inferno.
Jamais me acertaria sobre aqueles saltos altos de praticamente quinze centímetros e tão finos quanto uma agulha. Se não mais finos, vale ressaltar.
E quanto ao resto? Aquela policial – que deveria estar rindo até a alma da minha situação – me enfiara uma maquiagem. Nunca vi tanta coisa para esconder a verdadeira beleza junto. Se eu concordasse, seria apenas um lápis e olhe lá. Não precisava de corretivo, base, pó compacto, sombra, delineador, rímel, blush, lápis de olho e tampouco batom! Mas para minha sorte, era incolor.
Então para que passar?
Para me humilhar ainda mais.
E era em um momento como aquele que agradecia por não ter amigos. Ou uma vida social que servisse para me ridicularizar.
Unhas? Postiças – enormes, por sinal – pintadas com esmalte preto que parecia meio fosco. Isso é um dos detalhes que não me preocupei.
E depois de morrer sufocado com uma peruca morena – não sei por que –, colocar dois colares – exagero – e pelo menos três anéis – mais um exagero [2] –, acho que finalmente estava pronto.
Pronta.
– Está tudo bem? – Kurt perguntou-me.
– Claro que não. Relatarei algumas costelas quebradas e um pulmão perfurado ao final da noite. Não espere relatório – murmurei enfezado.
– Sua garota está pronta, senhor – ele pegou-me pela mão esquerda – antes que desse de cara com o chão, mais uma vez – e ajudou-me a andar.
E, mais uma vez, felizmente para aquilo havia um truque: andar agarrado à Gerard a noite inteira. E se não pudesse, ficar sentado, imóvel. Tal como um morto.
Se bem que os mortos devem se sentir bem mais confortáveis do que eu.
Escadas!
Levei quase duas horas – mais uma vez, exagero – para descer aqueles malditos degraus, mas finalmente estava no térreo da minha casa.
Ah, se as paredes pudessem falar... Estariam rindo da minha situação e da minha cara de panda.
Se nem eu estava acreditando que poderia enganar alguém, que dirá os outros...
– E ela está linda – ele me ofereceu a mão com um sorriso.
– Está bondoso agora por quê? – levei a mão livre até a cintura e encarei-o. Como uma perfeita garotinha, Iero, meus parabéns.
– Eu consigo ser gentil. E faz parte do teatro. Agora, por favor, não leve a personagem tão a sério, sim? Não quero ter qualquer problema, seja temperamental ou qualquer outro.
– Ah! Há! Há! Ah, espere! Estou sem ar! Que hilário! – em seguida fechei a cara novamente. – Vê se não me mata de rir, tudo bem?
– Como a senhora quiser, Rose – piscou.
Notas finais
Ainda tem mais duas partes, espero que estejam todos curiosos *-*
Terminei a fic no word, já. E devo informar que a fic tem 31 capítulos, ou seja, está meio longe de acabar e tudo mais.
Reviews? Não betei o capítulo ainda e to com sono demais para fazê-lo agora.
Kissus. Way.
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