Let's Not Fall In Love

8 Capítulo 7 - Tempestade de Emoções


Notas iniciais
- Todos os acontecimentos aqui descritos são fictícios, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. — Espero que gostem!

G-DRAGON

Acordei com Marti a dormir junto a mim, doía-me um pouco a cabeça de ter bebido de mais ontem à noite apesar de não se comparar ao que Marti havia bebido. Levantei-me e desci até à cozinha onde me deparei com algum do pessoal a tomar o pequeno-almoço.

— Bom dia. – Cumprimentaram em conjunto sendo que a seguir Seungri tomou a palavra. – Bem-disposto?

— Dentro dos possíveis, sim. – Respondi só me dando conta da natureza da pergunta depois. – Eu e a Marti… Nada.

Fui até à ao armário retirei uma chávena e depois fui até ao fogão buscar a chaleira que já tinha a água quente, virei-a na chávena e perguntei: — Onde é que anda o Taeyang?

— No aeroporto provavelmente, deve ter ido levar a Hyo-Rin Noona. – Respondeu Seungri.

— E o Seung-Hyun Hyung? – Perguntei sentido um vazio pouco usual na ponta da mesa.

— A Seung-Hee teve uma reunião de emergência mais cedo e o Oppa foi-a levar. – Respondeu So-Han.

— Bem, então se não se importam vou voltar para cima pois ainda estou bastante cansado. Vejo vos logo. – Despedi-me levando o chá para cima.

Quando entrei no quarto Marti continuava a dormir como uma pedra, e depois é que eu reparei que ela tinha tirados as calças?! A sério que esta rapariga me tirou as calças?! Ela estava com calor mas não era para tanto. Depois de tomar o meu chá voltei-me a deitar na cama e a adormecer.

***

Um grito estrondoso junto a mim me fez acordar e ainda meu adormecido olhei para Marti que estava sentada na cama agarrada aos lençóis, e uma expressão de desespero preenchia seu rosto.

—Que se passa? — Perguntei sentando-me na cama junto dela, um gemido foi a minha resposta.

Depois de uns momentos de silêncio ela finalmente conseguiu articular algumas palavras. — Nós ontem… O que aconteceu ontem?... Nós… — Ela apontou para o meu tronco despido e depois para as suas pernas que estavam cobertas pelo lençol branco.

Então ela não se lembra do que se passou ontem à noite? Não me estranha nada com a bebedeira que apanhou.

—Bem… — Respondi.

A expressão de Marti tornou-se sombria, ela levantou-se da cama embrulhada no lençol e pegou nas calças começando a caminhar em direção à casa de banho. — Tu prometeste…

A reação de Marti foi algo menos estérica do que eu esperava e isso me surpreendeu bastante. Uns minutos depois de ter entrado saiu da casa de banho mais ao menos arranjada, pegou nos tacões e saiu do quarto em alta velocidade, venho que ela havia levado aquela brincadeira demasiado a sério, desci as escadas a correr atrás dela e antes que pudesse atravessar a porta principal agarrei-lhe o pulso puxando-a para mim abraçando-a depois.

—Não aconteceu nada… Eu jamais quebraria uma promessa. — Esclareci. — Desculpa…

— Idiota… — Disse abraçando-me de volta e começando-se a rir às gargalhadas. Aquela reação por parte de Marti deixou-me completamente sem expressão. — Estás desculpado mas não voltes a fazer isso outra vez… Por um momento duvidei…

Interrompia colocando o meu dedo indicador nos seus lábios. — Jamais duvides da minha amizade, Yong-Gi.

O silêncio apoderou-se da casa vazia enquanto os nossos olhares se encontravam fixados um no outro, rapidamente retirei a minha mão dos seus lábios macios e ela afastou-se um pouco com uma expressão envergonhada e uma mão na cabeça.

—B...Bem então vou indo… — Disse Marti visivelmente atrapalhada.

—Ao menos deixa-me oferecer-te o almoço, já que a hora do pequeno-almoço passou à bastante. — Proferi pegando nos sapatos que ela tinha na mão.

—Bem, já que estás a oferecer parece mal não aceitar, e como hoje é sábado e não tenho nenhum compromisso vou aproveitar. — Aceitou enquanto um sorriso preenchia o seu rosto. — Talvez seja muito pedir, mas… Será que posso tomar um banho? É que para além da dor de cabeça e os enjoos a noite de ontem também me deixou com cheiro horrível a álcool.

—Claro que podes, lá em cima tens toalhas e um robe que podes usar. — Informei. — Enquanto tu tomas banho vou começar a preparar o almoço.

Marti abandonou a sala e subiu as escadas em direção ao meu quarto, eu tomei a direção oposta e fui até à cozinha. Apesar de não ser o melhor chef de cozinha do mundo, o Seung-Hyun Hyung ensinou-me algumas coisas, o suficiente para fazer um almoço como deve ser, mas apesar disso achei também uma boa ideia abrir o meu portátil e procurar algo fácil para fazer. Depois de escolhida a receita percorri os armários da cozinha em busca dos ingredientes necessários para fazer um arroz de delicias com camarão, eu já tinha visto o Seung-Hyun Hyung fazê-la uma vez, mas a verdade é que não faço ideia do que são metade dos ingredientes. Apesar dos ingredientes serem um pouco difíceis de encontrar aqui na Coreia já que a receite me parece ser portuguesa, o Seung-Hyun havia feito o favor de trazer para a nossa casa uma série de ingredientes bem raros tornando-me assim mais fácil a preparação do manjar.

Antes de começar a juntar os ingredientes todos, decidi preparar um chá para Marti para a ajudar a recuperar da ressaca de à noite, depois de preparado o chá subi as escadas até ao meu quarto, reparei ao entrar que Marti havia feito a cama, as suas coisas estavam arrumadas numa esquina da mesma, muito bem dobradas e organizadas, algo que me surpreendeu em Marti, ela parecia ainda estar a tomar banho assim que decidi deixar o chá dentro de um tabuleiro em cima da cama, abri a primeira gaveta da mesinha de cabeceira e de lá retirei um papel e uma caneta, no papel escrevi “bebe-me”. Supos que ela iria demorar para sair daquela casa de banho assim que aproveitar para tomar um banho rapidamente e mudar de roupa.

O duche rápido ajudou-me a aclarar as ideias e a ficar um pouco mais acordado, e depois de descer as escadas em alta velocidade, dei início à preparação do almoço. Naquele momento sentia-me como um verdadeiro chef de cozinha! Iriamos almoçar ao ar livre, aproveitando a mesa que havia sido utilizada na festa da noite anterior, pus a mesa.

Quando Marti desceu para baixo já estava tudo pronto, aquele banho havia-lhe feito muito bem, parecia uma pessoa completamente diferente, mais alegre e definitivamente mais acordada.

—Disto não estava eu à espera. — Comentou Marti enquanto se aproximava da mesa.

—E o que esperavas então? — Questionei curioso.

—Sei lá, talvez uma pizza, ou então algo queimado. — Brincou enquanto se sentava.

—O Seung-Hyun Hyung ensinou-me umas coisinhas sobre culinária, e claro o portátil também ajudou. — Revelei sentando-me em frente a ela.

—Talvez vá parecer uma idiota, mas… O que é? — Perguntou apontado para o tabuleiro.

—Arroz de delícias com camarão, é um prato português. — Respondi.

Peguei numa colher e comecei por servir Marti e de seguida servi-me a mim. Marti pegou no garfo e levou-o à boca para provar, fiquei com medo da sua reação, ela mastigou por alguns segundo e engoliu, eu fixei o meu olhar no seu rosto esperando a sua avaliação final.

—E?... — Perguntei impacientemente.

Ela olhou para mim e um sorriso rasgou-lhe o rosto. — E… Está excelente!

—Ainda bem que gostaste. Já me estavas a assustar. — Brinquei levando o garfo à boca.

O almoço decorreu com tranquilidade, falamos acerca do álbum e de como poderia ser feita a sua promoção, também contamos histórias antigas e brincadeiras engraçadas, e apesar de já nos conhecermos faz algum tempo, com esta conversa, senti que realmente não a conhecia… Foi bom conhecer este lado desconhecido de Marti, este lado mais descontraído e brincalhão.

Depois de almoçarmos, Marti ajudou-me a arrumar a mesa e a lavar a loiça. Então ela lavava os pratos e eu secava-os e colocava-os nos seus respetivos lugares. Terminado o trabalho Marti dirigiu-se há sala para pegar nas suas coisas.

— Então… Já vou embora, obrigada pelo almoço. — Agradeceu Marti.

Eu não queria que ela fosse embora. — Porque não ficas mais um pouco, podemos ir dar uma volta por aí.

— Tudo bem. — Concordou sorrindo. — Não tenho nada melhor que fazer. Mas… sabes que de tacões não dá muito jeito caminhar…

— Pois… Não tinha pensado nisso… — Disse cuçando a cabeça enquanto pensava numa solução.

— Espera! Eu acho que tenho umas sapatilhas no carro. — Disse Marti saindo a correr em direção ao carro, e eu acompanhei-a

Marti abriu a mala e de lá retirou umas sapatilhas. — Afinal tentar ser saudável até dá jeito. — Brincou. — Onde vamos?

— Que tal aquele parque da cerejeira? — Questionei. — É bastante perto e não teremos problemas com paparazzis intrometidos.

— Pode ser!

Subi rapidamente até à casa, fechei a porta e voltei para junto de Marti para assim darmos início ao nosso pequeno passei. Foi num rápido que chegamos ao nosso destino, rápido de mais até, estávamos os dois tão entretidos na conversa que nem tínhamos reparado no passar do tempo. Sentamo-nos na relva e depois de alguns minutos de conversa Marti fez-me uma pergunta que me deixou sem saber o que responder.

— Acho que já falei o suficiente sobre a minha vida amorosa, agora é a tua vez. Então, já encontraste o amor da tua vida?

Aquela pergunta fez-me pensar, sim… Eu já havia gostado de várias mulher, já havia estado com várias mulheres e todas me acabaram por magoar, mas não… Nunca encontrei o amor da minha vida, pelo menos até agora… E talvez, só talvez… A tivesse há minha frente neste momento… Mas no que estou eu a pensar, eu fiz-lhe uma promessa! Eu prometi-lhe!

—Então?... — Insistiu.

— Não, nunca a encontrei… Eu já estive com várias mulher, nunca tive a oportunidade de sentir aquilo que tu sentes pelo Andrew… — Finalmente respondi. — Ele teve sorte de te ter encontrado…

— Tenho a certeza que tu também vais encontrar. — Animou Marti abraçando-me de seguida.

Fiquei surpreendido com aquele gesto, é como se ela sentisse de alguma forma o meu desanimo. Quando ela me ia largar puxei de novo para mim e abracei-a ainda com mais força. Senti como se não a pudesse largar, senti que se a deixasse ir ela nunca voltaria… E apesar de ela nunca poder ser minha, eu não queria que ela fosse de mais ninguém…

O nosso abraço foi quebrado pelos expersores que começaram a funcionar do nada. Os dois nos levantamos rapidamente e saímos a correr do parque, mas já era tarde de mais, já estávamos completamente encharcados.

—Parece que eles não nos queriam aqui. — Disse Marti a rir da situação, apesar do momento estranho vivido há pouco.

—Mesmo, vamos voltar e mudar de roupa. — Sugeri.

Regressamos a casa e depois do terceiro banho de hoje decidimos passar o resto da tarde ali por casa. Emprestei a Marti umas calças de fato de treino e uma t-shirt enquanto a sua roupa não secava, ela pareci uma criancinha dentro daquela roupa que lhe ficava enorme, mas por algum motivo deixava-a muito engraçada e fofa. Ela sentou-se no sofá ao meu lado e olhou para mim.

—E o que fazemos agora? -Perguntou.

— Podemos ver um filme se quiseres. — Sugeri.

—Que filme? — Questionou.

Depois de pensar um pouco falei. — “In the Heart of the Sea, acho que vais gostar.

—Pode ser, mas se eu não gostar vais-me ouvir. — Brincou dando-me uma pequena palmada no braço.

Eu coloquei o filme a reproduzir no ecrã gigante da sala enquanto Marti fechava as cortinas, depois eu fui até à cozinha buscar umas cervejas frescas e a Marti tratou das pipocas. Os dois sentamo-nos um junto ao outro e demos início à sessão de cinema.

Marti adormeceu um pouco depois do início do filme, com a cabeça encostada ao meu ombro, e apesar de estar acordado não estava a prestar muita atenção ao filme, tinha demasiadas coisas na cabeça para me conseguir concentrar.

Com a cabeça encostada ao meu ombro adormecida, Marti parecia um anjo… Eu sentia-me como o seu protetor… Enquanto admiro a sua beleza, penso em como conseguirei evitar apaixonar-me cada vez mais por ela… No fundo eu sei que não o conseguirei evitar, desde o dia em que a conheci que quero estar com ela… E suponho que menti ao dizer que ainda não havia encontrado o amor da minha vida… Pois acho que ele está bem ao meu lado...

Notas finais
- Espero que tenham gostado!