Let's Not Fall In Love

17 Capítulo 16 - Sombras do Passado


Notas iniciais
- Todos os acontecimentos aqui descritos são fictícios, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. — Espero que gostem!

T.O.P

Encontrava-me sentado no terraço de casa, já estávamos em outubro e uma brisa gelada percorreu o meu cabelo. Levei o cigarro à boca, e deixei que ele aquece-se o meu interior.

Não consigo deixar a Seung-Hee longe dos meus pensamentos, ela está sempre presente, e o meu coração doí cada vez que penso que não posso estar junto dela e abraçá-la...

Os meus pensamentos foram interrompidos por Ji-Yong que se sentou à minha frente.

— Hyung, posso-te fazer uma pergunta? — Questionou. Eu assenti afirmativamente em resposta. — O que se passa entre ti a Seung-Hee? Desde que ela passou aquela semana fora, que as coisas entre vocês andam muito estranhas.

— Eu também não te sei explicar o que se passa, Ji-Yong… Não sei se deva continuar a lutar por ela. — Deitei a beata do cigarro fora. — Quer dizer, por mais que eu tente entrar na vida dela, ela simplesmente me ignora, ou me deixa de lado. E sinceramente estou cansado…

— Mas tu já tentaste ter uma conversa séria com ela? Explicar-lhe o que sentes?

— Ela sabe o que eu sinto, Ji-Yong… Porque é que eu me tinha de apaixonar logo por ela. — Suspirei e olhei o sol a pôr-se ao longe. — Sabes Ji-Yong, eu entendo a Seung-Hee… É o emprego dela que está em jogo…

— Estás a falar das regras? Talvez haja uma forma das contornar… Sei lá, porque não falas com a Giselle Noona sobre isso? — Sugeriu Ji-Yong.

— Talvez faça isso, mas não hoje. E como é que vai a gravação do MV para o teu comeback? As pessoas andam todas curiosas acerca deste comeback repentino. — Tentei mudar de assunto.

— As coisas vão bastante bem, a semana que vem já poderei lançar o MV. A Haru também concordou em colaborar comigo e já estamos a trabalhar no single, nos mês que vem já teremos as coisas todas prontas. Só espero que a Yong-Gi volte depressa…

— Sentes falta dela, não? — Perguntei, já sabendo a reposta. — Eu sei que sim, tu nunca esperaste tanto tempo por alguém, nem mesmo pela Chae-Rin…

— É verdade… E talvez esteja a ser um idiota ao esperar… — Disse levantando-se. — Bem, tenho voltar para o estúdio, parece que vou passar mais uma noite acordado a trabalhar.

Despedi-me de Ji-Yong e deixei-me estar um pouco mais no terraço, mas logo desisti devido à brisa fria que me começava a deixar gelado. Fui até ao meu quarto e deitei-me na cama, talvez deva falar coma Giselle Noona, só para ter a certeza.

***

— Posso? — Perguntei antes de entrar dentro do escritório de Giselle. Ela retorquiu afirmativamente.

— O que te trás aqui, Seung-Hyun? — Questionou.

Sentei-me à sua frente e depois de uma pequena hesitação finalmente falei. — É sobre as regras que implementaste faz algum tempo. As relações entre staff e idols

— E o que é que queres saber? — Indagou.

— Bem… Como é que funciona isso?

— Qualquer funcionário que tenha interação direta com idols não pode ter um relacionamento amoroso com dito idol. Isso inclui managers, estilistas, maquilhadores, produtores, etc. Isso quer dizer que a pessoas de administração e gestão, ou até mesmo ao diretor do departamento de managers essa regra não se aplica já que essas pessoas não trabalham diretamente com os idols em questão. — Explicou. — Mas porquê essa pergunta agora?

— E quem é o diretor de managers? — Indaguei um pouco.

— Era Oh Ji-Nu, mas ele deixou o cargo faz umas semanas pois quis seguir o seu sonho de tornar diretor de cinema. Neste momento temos esse posto livre. Já fiz a proposta à Yuri e à Seung-Hee, mas nenhuma das duas aceitou.

— Porquê? — Questionei surpreendido.

— A Yuri diz que quer continuar a acompanhar as BlackJack apesar de todos os problemas, e a Seung-Hee já é a segunda vez que nega este posto. — Ela fez uma pausa. — Quando decidimos abrir a GP Enter. eu já tinha convidado a Seung-Hee, mas ela negou pois queria ficar ao lado de Marti.

— Entendo.

— Mas porquê tantas perguntas? Quer dizer, não me digas que estás interessado na nossa Seung-Hee?

Fiquei um pouco atrapalhado, como é que ela suspeitava disso? Acenei negativamente.

— Seung-Hyun, eu posso ser lenta, mas não sou cega. Eu vou-te dar um conselho como amiga. — Ela encarou-me. — Uma rapariga que trabalhava aqui foi despedida por causa de uma situação similar. Mas eu disse-lhe que se ela quisesse continuar a trabalhar na nossa empresa só precisava de tirar um curso de administração que ela teria um lugar no nosso departamento de administração, e ela assim fez. Neste momento está a terminar o curso. Talvez a Seung-Hee ainda não saiba isso e essa seja a razão dela ter tanto medo de gostar de ti. Este emprego é tudo o que ela tem. Mas se a convenceres a tornar-se Diretora dos managers, então aí não haverá nenhum problema se vocês os dois tiverem um caso. Ela não trabalhará diretamente contigo.

— E como é que é suposto convencê-la disso? — Perguntei, sabendo que a Seung-Hee nunca acreditaria nas minhas palavras.

Giselle entregou-me uma folha com a explicação detalhada de como funcionavam as novas regras. — Entrega-lhe isso. Tenho a certeza que assim ela entenderá melhor o funcionamento destas novas regras e fará um juízo mais correto. Agora o resto é contigo.

Agradeci-lhe pela ajuda e dirigi-me à saída. — Boa Sorte, Seung-Hyun! — Disse Giselle.

Com o papel na mão e uma esperança renovada dirigi-me de volta a casa. A Seung-Hee seria mim custasse o que custasse!

***

Estava sentado no sofá enquanto lia atentamente aquela folha que Giselle me havia dado. Tinha esperança que isto mudasse o pensamente de Seung-Hee, mas também sabia que seria difícil fazê-la aceitar esta nova posição. Fui interrompido pela campainha a tocar.

— Quem será a esta hora? — Falei de mim para mim enquanto me dirigia para a porta.

Abri a porta e deparei-me com uma mulher de longos cabelos castanhos e bastante baixa por sinal.

— Em que posso ajudar? — Perguntei amavelmente, arrependendo-me no minuto seguinte. — Soo-Young?!

— Olá, Oppa. — Disse com um sorriso estampado na cara.

O quê… Não… Porquê? Por raio é que esta mulher está à porta da minha casa? Porque é que depois de tanto tempo ela decidiu aparacer?

— Só podes estar a brincar comigo. — Cuspi fechando-lhe a porta na cara, mas ela impediu que a porta fechasse por completo pondo o pé. Só me faltava mais esta.

Ela entrou e deu uma vista de olhos pelo local. — Bonita casa, adorei a decoração, bem diferente do apartamento em que vivíamos naquele tempo.

Ela dirigiu-se ao terraço, o sol ainda ia alto no céu. — A vista desde aqui é maravilhosa.

Dirigi-me também para o terraço, mas não lhe dirigi a palavra.

— Quanto tempo foi? Quatro anos, certo? Mudaste muito em quatro anos…

— Foram cinco anos e meio. — Falei frio. — Quero que saias desta casa imediatamente!

O Sangue fervia-me nas veias da raiva que estava a acumular-se dentro de mim.

— Oppa, ao menos cumprimenta-me como deve ser, já se passou imenso tempo desde a ultima vez que nos vimos. — Ela aproximou-se de mim e abraçou-me. — Tinha tantas saudades tuas, Oppa.

Eu afastei-a, mas ela voltou a aproximar-se. — Vamos reatar as coisas… Eu estava enganada, eu amo-te e sempre te amei.

— Palavras vazia não têm significado. Agora quero que saias da minha casa. — Disse voltando-a a afastar.

— Oppa, tu já não me amas?

— Não. — Cuspi. Não a amo, nem voltarei a amar uma mulher podre como ela.

— Como podes dizer isso, quando estivemos prestes a casar? Nós éramos tão felizes.

— Disseste bem, “éramos”. — Retorqui com um meio sorriso sarcástico. — Se bem me lembro, foste tu que fugiste com aquele cantor japonês. Como é que ele está?

Ela pus uma expressão triste e admirou a cidade. — Ele abandonou-me e levou tudo o que tinha… A minha carreira no Japão já não é o que era.

— Bem, parece que o karma realmente existe. Mas agora quero que saias desta casa e nunca mais apareças!

— Porque és tão mau comigo, Oppa. Eu sei que ainda me amas, voltemos a ficar juntos e finalmente formar uma família!

— Jamais farei isso, se queres sugar a fama de alguém procura outra pessoa, tiveste a tua oportunidade e destruíste tudo no dia em que fugiste com aquele homem para o Japão. — Afirmei, tentando conter a vontade de partir alguma coisa.

— Oppa… — Ela avançou para mim e colou os seus lábios aos meus. Fiquei estático. Essa eu não esperava. Com as duas mãos afastei-a rapidamente. Passei uma das mãos na boca para a limpar e com a outra arrastei Soo-Young até à porta.

— Não voltes a aparecer à minha frente, porque se o fazes juro que não me vou tentar conter! — Fechei-lhe a porta na cara e deite-me depois no sofá, levei as mãos à cabeça e despenteei o cabelo. Porque é que esta vadia tinha de aparecer agora!?

***

Acordei sobressaltado com o tocar do meu telefone, tentei ignorar e descansar mais um pouco, mas sem sucesso, o telemóvel simplesmente não parava. Depois de alguns minutos alguém bateu à porta.

— Quem é? — Interroguei enquanto dava uma volta sobre a cama.

— É o Ji-Yong. — Respondeu. Ele entrou no meu quarto com o telemóvel em mãos e com uma expressão de choque. — Já lestes as notícias hoje?

— Não, porquê? — Retorqui sem entender nada do que estava a acontecer.

— Olha. — Ele passou-me o seu telemóvel para minha mão. No topo do artigo a letras grandes em negrito podia-se ler: “ Está o casal SooHyun de volta?”, mais abaixo uma introdução ao assunto do artigo se podia ler, acompanhado de fotos tiradas por paparazzis da passagem de Soo-Young pela minha casa. — “O que costumava ser o casal mais querido do público em 2009 parece estar de volta, depois de cinco anos separados, conseguimos fotos exclusivas do seu reencontro. Foi um reencontro cheio de paixão e saudade como podemos ver nestas imagens.” — Neguei-me a continuar a ler tais mentiras.

— Como é que isto aconteceu? — Perguntou Taeyang entrando no meu quarto junto com o resto do pessoal.

— Aquele mulher veio até aqui pedir desculpas por me ter abandonado. E tenho quase a certeza que foi ela quem chamou os paparazzis. -Expliquei levantando-me da cama.

— Como podes ter tanta a certeza? — Questionou Seungri.

— Ela está na miséria, a sua fama esgotou-se tanto cá como no Japão. E que melhor forma de voltar à do que com um escândalo envolvendo uma idol famoso. -Fiz uma pausa. — Ela tem uma cara bonita e uma voz doce, mas é capaz de te destruir por completo. É como uma tigresa, bonita mas mortal.

Notas finais
- Espero que tenham gostado!