Let's Not Fall In Love
7 Capítulo 6 - Apenas uma Festa
Notas iniciais

MARTI
Nunca pensei que trabalhar com o Ji-Yong fosse ser assim tão divertido, acho que passamos mais tempo a conversar sobre assuntos do quotidiano do que a compor propriamente, sinto-me tão bem com ele, acho que a Seung-Hee Unnie afinal tinha razão, o Ji-Yong faz-me bem, mesmo quando estou maldisposta ele sempre consegue-me roubar um sorriso, sinto que posso confiar nele.
Uma vez mais nos encontrávamos naquele estúdio com vista para a bela cidade de Seoul, eram cinco da tarde e eu e Ji-Yong encontrava-nos na árdua tarefa de passar mais um nível no candy crush, podemos dizer que a coisa estava um pouco complicada. Ji-Yong afastou-se e olhou para o relógio digital em cima da mesa e logo se levantou.
–Que se passa? — Perguntei pousando o telemóvel em cima da dita mesa.
–Sabes que horas são? — Retorqui Ji-Yong, ele nem tempo me deu de reagir. — Cinco... Estamos aqui desde de manhã e não fizemos nada ainda, apenas uma simples melodia...
–Acho que o candy crush nos distraiu um pouco... — Disse.
–É … um pouco... Isto nunca me aconteceu... Nós temos de ter o álbum gravado para outubro e estamos praticamente no início de setembro. O Presidente vai-me matar! – Resmungou ele dando voltas no estúdio.
Eu levantei-me e fui até junto da janela, admirei durante alguns momentos a paisagem, logo Ji-Yong se juntou a mim.
– Tens razão. – Disse. – Queres fazer umas horas extra?
– Sim. – Respondeu Ji-Yong mas rapidamente levou a mão à cabeça e olhou para mim. – Espera… Hoje não posso, temos um jantar especial lá em casa… Terá de ser noutro dia.
– Jantar especial? – Indaguei.
– Sim, o verão está para acabar então decidimos fazer um jantar especial antes que nos separemos para prosseguir com os nossos projetos solo… E já que estou a falar nisso… — Ji-Yong fez uma pausa hesitante, como se tivesse medo da minha reação. – Queres ir comigo?
– Como assim ir contigo, pensei que fosse um jantar para vocês os cinco. – Retorqui.
– Bem… era para ser, mas o Daesung convidou a So-Han, o Taeyang convidou a Hyo-Rin Noona e o Seung-Hyun Hyung mandou-me uma mensagem a dizer que estava a pensar convidar a Seung-Hee… — Informou olhando de novo lá para fora.
– Eu sabia! – Sussurrei para mim mesma, percebendo depois que Ji-Yong tinha ouvido. — Bem… ah… É… Eu acho que a Seung-Hee Unnie está a começar a gostar do Seung-Hyun Oppa… E estou um pouco preocupada… Mas mudando de assunto, sim eu vou contigo ao jantar, mas antes vou ter de passar por casa para trocar de roupa. – Fiz uma pausa. – E o Seungri?
– Esse vai levar a Irene a sua melhor amiga, acho que não conheces. – Revelou Ji-Yong.
– Go Irene? A modelo? – Perguntei.
– Sim, conheces? – Retorquiu.
– Se conheço… Claro que conheço, ela trabalhou durante bastante tempo em Nova Iorque como parceira do Andrew, ela é uma rapariga cinco estrelas, acho que o Seungri escolheu bem. – Disse voltando para junto da mesa de mistura.
– Ele não escolheu, eles só são amigos. – Afirmou Ji-Yong vindo para junto de mim. – Se fosse para acontecer alguma coisa já teria acontecido não achas?
– Bem… Isso é verdade. – Concordei sentando-me e dando continuidade ao trabalho que ainda estava por fazer, Ji-Yong juntou-se a mim e trabalhamos até a noite cair sobre a cidade de Seoul.
***
Ji-Yong acompanhou-me até casa, como de manhã tinha ido para o estúdio com o Seung-Hyun agora não tinha um carro para voltar para casa, assim que lhe ofereci boleia, apesar de que o carro que estou a usar seja dele. Ele acompanhou-me até ao apartamento ficando especado à porta.
– Que se passa? – Questionei.
– Bem… Parece que passou um furacão nesta cozinha… Há quanto tempo não lavas os pratos? – Perguntou entrado finalmente para dentro.
– Digamos que não sou a pessoa mais organizada do mundo… — Disse entrando para o quarto e fechando a porta. A verdade é que desde que cheguei ainda não tive tempo para deixar tudo organizado, o Andrew faz-me mesmo muita falta.
Dentro do quarto troquei de roupa, vesti algo um pouco mais formal, uma blusa branca, umas skinny jeans pretas, um casaco formal e uns tacões pretos, fui até à casa de banho onde desamarrei o cabelo, ajeitando-o depois com as mãos, passei um pouco de rímel e eyeliner para dar ao meu olhar um toque mais dramático e por fim pus um pouco de batom vermelho.
Saí do quarto e deparei-me com Ji-Yong sentado no sofá a ler um dos livros que lá tinha. – Demorei assim tanto?
– N… — Começou. – Estás linda! – Disse com a boca semiaberta.
– O…Obrigada. – Agradeci. Ele levantou-se do sofá e acompanhou-me até ao carro que se encontrava à porta do prédio, parei por uns momentos antes de entrar para o lado do passageiro no carro, senti que alguém nos observava, que sensação mais estranha…
– Está tudo bem? – Perguntou ele de dentro do carro.
–Sim… é só que… nada esquece… — Respondi. Olhei uma última vez em redor e entrei dentro do carro.
Já no carro nos dirigindo para a casa de Ji-Yong surgiu-me uma pergunta e apesar de ter feito de tudo para a tentar afugentar não consegui. — …. Oppa… Esta pergunta surgiu-me agora à pouco e não consigo afastá-la…
– Qual pergunta? – Disse Ji-Yong olhando atentamente para a frente.
– Sei que tens um apartamento mesmo perto do prédio da YG, não percebo porque não o utilizas, seria muito mais prático. – Indaguei.
– Eu usei-o durante algum tempo.- Começou. – Na verdade todos os membros do BIGBANG já viveram sozinhos por algum tempo, mas a verdade é que se torna muito aborrecido, nós preferimos viver juntos, assim tudo é mais divertido.
– E isso não causa um pouco de transtorno… Já sabes… — Disse-lhe dando-lhe uma pequena cotovelada no braço.
– Não, não causa transtorno, Marti. – Disse num tom perverso. – Os nossos quartos são insonorizados e além disso está cada um numa ponta da casa por isso não há problemas… Espera… Será que tu… — Um sorriso que não soube como interpretar abriu-se lhe no rosto. – Não te esqueças do que me fizeste prometer.
Quando finalmente percebi o que aquele sorriso queria dizer o sangue subiu-me para as bochechas deixando-as completamente vermelhas. – Não!... Eu só perguntei porque estava curiosa, não quero fazer nada de estranho… Seu tarado!
Dei-lhe uma estalada de leve no braço e ele olhou para mim com aquele sorriso terno que sempre fazia.
– Nós os dois podemos não fazer nada, mas tem um parzinho que de certeza que vai fazer. – Disse Ji-Yong.
– Taeyang e a Hyo-Rin Unnie? – Dei um palpite.
– Como é que sabes?
– Foi só um palpite, e também ouvi dizer que ela vai passar umas semanas no Japão para gravar umas cenas para um k-drama que está a gravar. – Disse.
– Andas muito informada… Bem isto é só uma suposição já que eles ainda não confirmaram nada. – Afirmou Ji-Yong.
***
Quando entramos para dentro da casa os convidados já tinham chegado, estavam todos espalhados pelo grande salão que juntava a sala de jantar e a sala de estar num só, com uma decoração moderna e aberta tinha um ambiente fantástico, as enormes janelas que a rodeavam pela frente e pelo lado esquerdo estavam um pouco abertas dando assim acesso ao enorme terraço onde uma mesa se encontrava pronta. Avistei Seung-Hee prostrada sobre o corrimão junto à mesa, estava sozinha e parecia estar a admirar a fantástica paisagem da cidade, fui até junto dela.
– Estás sozinha? – Perguntei antes de mais nada. Ela pareceu pouco surpresa por eu estar ali.
– Afinal o Seung-Hyun tinha razão, sempre vieste. – Respondeu endireitando-se.
– Como assim ele tinha razão? – Questionei confusa. – E onde é que ele anda?
– Ele tinha dito que o Ji-Yong te tinha convidado e tu tinhas aceitado, por isso é que vim, e ele foi ver como é que as coisas estão. – Revelou Seung-Hee.
– Pois o Ji-Yong Oppa, disse que o Seung-Hyun Oppa te tinha pedido e tu tinhas aceitado. – Disse.
– Eles são mesmo muito inteligentes. – Disse Seung-Hee rindo-se e eu logo me juntei a ela. Eles sabiam que uma sem a outra não iriamos à festa sendo assim mentiram-nos dizendo que a outra tinha aceite para nós aceitar-mos.
– Eles pensam em tudo. – Proferi.
– Pensamos em quê? – Perguntaram os dois rapazes ao mesmo tempo.
– Nada nada. – Respondemos as duas ao mesmo tempo.
Todos se juntaram à mesa e se sentaram para dar início ao jantar que foi constituído por uma imensidade de pratos que quase tinha a certeza que tinha sido o Seung-Hyun Oppa a escolher, e umas sobremesas super saborosas. No final do jantar o Taeyang e o Seungri foram até ao mini bar e de lá retiraram umas quantas garrafas de Soju.
– Vamos jogar? – Perguntou Taeyang pousando uma das garrafas.
– Claro! — Responderam todos em conjunto.
– Mas antes de começar, eu e a Hyo-Rin gostava-mos de vos revelar algo… — Disse Taeyang.
– Sim Taeyang nós já sabemos que vocês os dois namoram, não precisas de revelar. – Disse o Ji-Yong.
A cara do Taeyang não tinha preço. Todos nos começamos a rir da sua reação.
– Vamos lá, amor, eu disse-te que eles já sabiam, tu não és a pessoa mais discreta do mundo. – Disse Hyo-Rin dando-lhe um beijo na cara e tirando-lhe uma das garrafas da mão. – Então vamos jogar?
– Isso pergunta-se? – Brincou So-Han.
Uma festa não é festa se não há jogos e álcool. Depois da primeira rodada do jogo a Irene já estava mais que bêbada o que dava para arrancar umas boas gargalhadas. Na terceira e na quarta rodada metade do grupo já estava mais para lá do que para cá, tirando eu, o Ji-Yong e o Taeyang que parecia-mos ser os que aguentavam mais. Depois da quinta rodada paramos de jogar e começamos a beber normalmente. Hyo-Rin e Taeyang dirigiram-se para o quarto, Hyo-Rin ia no colo de Taeyang pois já não se conseguia segurar em pé de tanto rir. A Irene e o Seungri sentaram-se no sofá a conversar, já a Seung-hee e o T.O.P estavam a conversar junto ao corrimão no terraço, a Seung-Hee não estava muito bem, já se começava a balançar bastante em cima dos saltos chegando a um ponto em que os tirou e os atirou para uma esquina. Para mim que apenas eu e o Ji-Yong ainda estávamos bem.
– Vou buscar mais soju. – Disse Ji-Yong dirigindo-se ao bar voltando depois com umas 4 garrafas.
Sentam-nos na mesa e começamos a conversar e a beber enquanto ouvíamos a música de fundo. Depois de algum tempo já começava a notar que o álcool começava a fazer efeito, já começava a dizer coisas sem sentido e a rir-me de qualquer coisinha.
– Tu também já não estás muito bem. – Disse Ji-Yong entre gargalhadas.
– Olha quem fala. – Disse já com uma voz estranha dando um gole da garrafa.
Ele olhou para o relógio e depois em redor. – Parece que já foram todos dormir. Já é bastante tarde.
– A noite ainda é uma criança! – Disse.
– São quatro da manhã anda lá, podes dormir no meu quarto. – Sugeriu enquanto se levantava.
Apesar de também já não estar muito bem, estava bem melhor que eu que já não me segurava em pé, e apesar de ter recusado a ajuda e a oferta ele acabou por me levar ao colo para o quarto dele. Passamos pelo Seung-hyun e pela Seung Hee os dois estavam a dormir encostados um ao outro e de mãos dadas. Chegando ao quarto, Ji-Yong tirou-me os sapatos e colocou-me debaixo da roupa.
– Está muito calor! – Resmunguei. Ele veio até junto de mim e tirou a manta deixando-me só o lençol. Ji-Yong saiu do quarto e o que aconteceu a seguir é um mistério, pois acabei por adormecer embalada pelo silêncio, o cansaço e a bebida.
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