Lets Get Back
14 [LGB] Twelfth
Notas iniciais
(Danny POV’s)
Acordei e olhei pros lados, me perguntando aonde estava. Esfreguei meus olhos, abri-os sentindo a dor da claridade em contato com meus olhos. Bocejei lentamente, me espreguicei e então olhei para a pessoa ao meu lado. Harry. Que romântico. Pensei, revirando os olhos e levantando-me indo em direção a cozinha.
Dei um oi para Ana, que parecia não saber o que fazer para café da manhã para o povo. Perguntei quem estava acordado, e ela olhou para os lados, como uma espiã, antes de cochichar.
- Guarda segredo? — estranhei, mas acenti, puxando uma cadeira e sentando-me.
- Eu só vi o Tom acordado. Tava vindo na cozinha e encontrei ele no meio do caminho. Com um café da manhã. Na bandeja e tudo! – ela fez gestos exagerados com as mãos, e eu ri, rapidamente repetindo suas palavras em minha cabeça e arregalando os olhos.
- O Tom? Tá me zuando né? — perguntei, dando um pulo. Eu conheço Tom. E bom, Tom pode ser o tipo de cara romântico e tudo mais, mas ele é preguiçoso demais pra fazer um café da manhã pra alguém!
- Não, — ela fez um não, acrescentando – tava todo sorrisos, me jurou que não tinha acontecido nada e eu ajudei ele a entrar no quarto da Mika. Tudo parecia em seu lugar, então, a menos que eles tenham saído do quarto pra fazer algo, eles não fizeram nada.
Dei uma leve olhada para a frente da casa ao ouvir uma buzina. Tio Bob havia chegado. Dei uma leve olhada pra Ana, que pareceu se alegrar e jogou as coisas com que iria fazer o café da manhã ali por cima mesmo.
- Vou acordar o Dougie e falar com o Tom, acorda o Harry e vai falar com o Bob. – ela sorriu, mandando-me um beijinho se dirigindo em direção ao corredor. Não consegui não olhar para sua, er, parte traseira. Fala sério! Sou homem, não posso? Dei um sorrisinho, e fui em direção do banheiro, dei uma leve mexida no meu cabelo e pisquei pra meu reflexo. Cara, eu sou TÃO gato!
Fui em direção a sala e tive de rir do jeito bizarro de Harry dormir todo desengonçado. Pensei em zuar dele, mas fazer isso sozinho não tem graça. Voltei pra dentro da casa, não achando Ana, então entrei na primeira porta que achei. Tive de fechar a porta o mais rápido possível, minha respiração estava falha, e bom, eu sou homem.
Homem macho. Macho é macho. E sendo macho, quando, er, vejo alguma coisa que me agra- AAH, deixa de enrolação. A Fran. A Fran, a branca como a neve, com os cabelos pretos desarrumados mais sexy’s que eu já havia visto, e com os olhos de um castanhos tão escuro que me lembra a imensidão do céu. Tão sinceros e ao mesmo tempo tão misteriosos...
Mordi meus lábios, deixando minha cabeça cair batendo na porta. Normalmente eu não estaria em um estado tão deprimente só vendo uma garota (de costas) tirando sua blusa. Mas as outras garotas não eram Franciele. Que com uma pele branca como a neve e com aquele sutiã branco já me fazia ter quase um filme pornô montado na minha mente.
É claro que esse filme nunca sairia na internet. E é obvío que nós seriamos os atores principais. Respirei fundo e expirei. Precisava me acalmar. Fui até o banheiro e joguei água no rosto. Queria tomar um banho gelado, mas tinha que acordar Harry.
Fechei a porta do banheiro, já no corredor, a ponto de ver Dougie abrir a porta do quarto de Mika com tudo – não me dando chance de impedi-lo – gritando a plenos pulmões que o pai de Tom havia chegado. E então ele pareceu ter visto algo e parou subitamente, fechando a porta, totalmente sem graça. Estranhei.
- O que tava acontecendo, Dougie? — perguntei, cutucando-o.
Ele bufou, batendo na própria cabeça repetidas vezes, me segurei pra não rir e repeti a pergunta.
- Tom e Mika estavam quase se beijando! Eu atrapalhei! Que trouxa! – Dougie levantou as mãos pro céu, como se assim pudesse voltar no tempo ou algo parecido e foi em direção a cozinha, me deixando sozinho.
Por pouco tempo.
- O que aconteceu pro Dougie estar se batendo e se chamando de trouxa° — Fran me perguntou inocentemente, mas por não ter a percebido, dei um pulo, virando-me e olhando-a assustada. Ela usava o mesmo short — maravilhosamente curto — jeans que mostrava suas torneadas pernas. Sem contar na sua camiseta – que apesar de ser larga ainda era A Camiseta – do Nirvana. Quem não gosta do Nirvana? Principalmente sendo vestido por uma branca de neve do século XXI extremamente sexy.
- Hãm? — tentei me lembrar do que ela havia falado, mas quando eu começo a observar uma pessoa eu me desligo. E com Fran, eu estava desligado, mas ao mesmo tempo ligado – se é que vocês me entendem. Ela riu calmamente, e eu me senti corando de vergonha. Não dava pra prestar atenção as vezes idiota? Xinguei-me em pensamento, dando um sorriso amarelo.
- Perguntei porque o Dougie tava se batendo e chamando de trouxa. – Fran apontou levemente o corredor e eu me lembrei da situação de agora pouco. Ah sim. Dougie havia atrapalhado Tom e Mika que estavam quase se beij- PERAI! Quase se beijando?
Puxei Fran rápidamente, abrindo a porta do quarto de Mika delicadamente, rezando para não fazer barulho. A visão que tivemos era quase como a de um filme. Os dois conversavam algo baixinho. Mika riu. Tom falou alguma coisa e Mika riu de novo. Então o silêncio se estabeleceu. Os dois se olharam, e antes que Tom conseguisse abrir a boca para falar algo para Mika, Mika o puxou, colando os lábios dos dois.
O sol batendo levemente sobre eles. O jeito engraçado e desengonçado dos dois – era como se os dois tivesse combinado de não saberem o que fazer – mas mesmo assim, só de assistir aquilo, você podia perceber uma coisa. Não iria ser só um amor de verão.
Me mexi desconfortável e meus olhos pararam em Fran, que pulava de animação e batia palminhas – sem som, observação – ao meu lado. Ri calmamente, e de repente me peguei sentindo inveja de Tom. Ele estava lá – com uma garota – e junto a ela ele provavelmente teria o melhor verão de sua vida, e então quebraria seu coração.
Olhei para Fran, novamente. Eu queria ter o melhor verão da minha vida também. Eu queria que ele fosse com Fran. Mas eu não agüentaria ter que ir embora, como se nada houvesse acontecido, como se não tivessem sido os melhores dias da minha vida, sabendo, que Fran estaria machucada. E eu não agüentaria ter de imaginar aquele olhos castanhos cheios de lágrimas.
Respirei fundo, tomando minha decisão. Fechei a porta delicadamente e rumei em direção ao portão da frente. Pedi calmamente o meu celular á Bob. Ele tentou protestar, mas quando fiquei sério, lhe falando que não iria ficar falando futilidades, ele pareceu perceber o quão sério o assunto era, mexeu dentro de uma sacola de telefones e esticou-me.
Disquei os números respirando fundo. Iria ser uma das conversas mais difíceis da minha vida. Mas eu não me importava. Isso mudaria totalmente o rumo da minha vida. E era isso que eu queria. Mudar o rumo da minha vida. Não exatamente mudar, mas voltar a ser o que eu sempre fui. O Danny de antes. E esse Danny queria Fran.
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