Lets Get Back

15 [LGB] Thirteenth


Notas iniciais
13 – What’s somebody like you, doing in a place like these¿ …
(Mari POV’s)

FLASHBACK

Assim que o portão abriu, entrei calmamente, tentando prestar atenção no que as pessoas lá dentro diziam. Ouvi risadas, e ouvi conversas. Em inglês. Hã? Assim que cheguei na porta olhei para todas as pessoas naquela sala. Era alguma pegadinha? O McFly ali, na minha frente? Choquei!

Mordi meu lábio levemente quando meus olhos pararam em Dougie. Sentado no sofá, mexendo levemente nos seus cabelos loiros. Segurei um suspiro, aqueles olhos incrivelmente azuis mesmo não direcionados pra mim me hipnotizavam.

Resolvi sair da minha bolha de adoração a Dougie, e mesmo não sabendo o que se tratava, acabei rindo junto com todos. Dougie parecia com vergonha, então voltei meus olhos pra Mika, que cutucava Harry e cochichava algo, o fazendo gargalhar. Olhando pra mim. Revirei os olhos.

FIM DO FLASHBACK

Que horas são? Esfreguei meus olhos, olhando pros lados confusa. Haviamos voltado da casa de Mika cedo, graças a alguns acontecimentos que nem eu entendi direito, e eu havia caído na cama assim que havíamos chegado. Levantei e fui procurar pela casa. Resolvi perguntar pra minha mãe.

- Mãe, cadê a Ana? — mexi nos meus cabelos levemente, me sentindo ansiosa. Eu provavelmente bateria nela se tivesse saído com os McGuys e não tivesse me acordado.

- Saiu com a Mika e a Fran. Falou pra você passar na casa dela e olhar na caixa de correio.

Franzi minhas sobrancelhas, me perguntando O QUE deus, tinha nessa caixa de correio!? Fui me arrumar, colocando uma roupa simples mesmo, já que era a casa da Mika. Terminei de me arrumar, avisei minha mãe e sai em direção da casa de Mika. Abri a caixa de correio depois de apertar a campanhia e não receber resposta.

Fomos tomar sorvete com D., T e H., não nos mate, você ia odiar ficar de vela!!!

By: Mika, Fran e Ana.

PS: Dougie está em casa, disse que não estava a fim de sorvete. (6)

Revirei os olhos, não acreditando naquelas malucas. Olhei fixamente para a casa a minha frente. Dougie era meu amigo. Quer dizer, por mim ele é meu amigo. Fiz uma leve careta, me sentindo sem graça e nervosa. Me assustei quando Dougie saiu, resmungando algo, e ao me notar rapidamente se calou.

- Mari? Tá fazendo o que aqui? — perguntou, estranhando, dei um sorrisinho, me sentindo ficando vermelha.

- Vim chamar as meninas, mas – antes que eu pudesse terminar, Dougie me interrompeu.

- Foram tomar sorvete com os caras, — Dougie revirou os olhos, antes de continuar – eu não queria ficar de vela, então inventei uma desculpa e fiquei em casa.

Franzi minhas sobrancelhas, me perguntando o que ele ia fazer.

- O que estava indo fazer? — perguntei, estranhando suas roupas. Ele usava um largo casaco da Hurley com um boné por baixo da touca, quase não deixando seu rosto a mostra.

- Ia tentar comprar um filme, tava quase dormindo de tédio aqui. – ele fez uma leve careta e eu tive de rir, calmamente.

- Se importa se eu te acompanhar? — perguntei, receosa.

- Não, adoraria, senhorita. – Dougie fez uma reverência, me fazendo rir novamente. Me esticou seu braço, e eu aceitei.

Acabamos comprando “Casa de cera”. Dougie pareceu assustado quando comentei animada sobre adorar filmes de terror. Não compramos pipoca, pois Dougie disse que Bob tinha comprado tanta pipoca, que durava pelo verão inteiro. Então voltamos para a casa dele.

Dougie me contou que por um pequeno problema no quarto deles – a cama de Danny havia quebrado loucamente – os país de Danny – junto com Carrie – estavam rodando a cidade tentando achar uma nova beliche que coubesse no quarto sem deixa-lo mais apertado do que já estava.

Fomos para a cozinha, fazer a pipoca, depois de percebermos que havíamos passado quase quinze minutos parados na frente da casa deles apenas conversando. Fizemos pipoca de forno mesmo. Achei engraçado o fato de Dougie ficar sempre olhando para a pipoca concentrado, como se ao não olhar para a pipoca, ele estivesse perdendo a coisa mais legal do mundo.

E me peguei deixando a pipoca pra lá e o observando. Eu ainda meio que não acreditava. O McFly. No Brasil. Quase meus vizinhos. Mordi meus lábios, pensando em quantas mil e uma garotas estariam morrendo para estar no meu lugar. Então meus pensamentos foram interrompidos por Dougie, me chamando para ir para a sala, com a pipoca devidamente pronta.

Isso que você ganha babando no seu baixista preferido Mariana. Muito bonito!

Exatamente como eu me lembrava ser a sala antigamente, quando o antigo vizinho – gostoso – da Mika morava ali, a sala continuava intacta. Com um sofá. Dougie se sentou no meio, me encurralando. Me sentei a sua direita. Eu estava com a pipoca em minhas mãos. E na verdade não estava prestando atenção no filme

Mas quando meus olhos foram de Dougie para a televisão, exatamente no momento em que uma criançinha estava derretendo graças ao fogo. Dei um grito, assustada e enojada com aquela visão, e só então percebi o que tinha feito.

Toda a pipoca agora estava no chão. Muito bonito Mariana! Lindo!

Suspirei derrotada, me abaixando para pegar a pipoca. Só quando senti uma respiração leve no meu pescoço, que me lembrei que não estava sozinha. Dougie estava ali, me ajudando a catar a pipoca. Extremamente perto de mim. Virei meu rosto, sentindo minha respiração falhar ao perceber o quão perto nós estávamos.

Mordi meu lábio levemente, mas não hesitei em aproximar-me de Dougie. Estavamos incrívelmente próximos quando ouvi o barulho do portão fechar e passos rápidos. E antes que eu pudesse ao menos tentar raciocinar que havia quase beijado Dougie Poynter, todos estavam na porta.

- Dougie! Abusando sexualmente da minha irmã, né safadinho? — Ana brincou, jogando-se em cima do sofá. Dei um pulo, sentindo minhas bochechas ficando vermelhas, e afastei-me de Dougie, sem graça.

Acabou que depois de algumas piadinhas, como sempre, lá estávamos eu e Mika indo fazer o bendito terere. Incrível como nós nunca enjoamos de terere. É tenso.

- Mas e ai... – Mika me olhou com aquela cara de “não me engana que eu sei”, e eu revirei os olhos, suspirando derrotada.

- Ah, a gente tava assistindo filme, daí eu levei um susto, DE VERDADE, e a pipoca caiu no chão, daí a gente tava catando, ué. – revirei os olhos, mordendo meu lábios levemente.

- Catando a pipoca ou o Dougie? — Mika perguntou maliciosamente, e antes que eu pudesse repreende-la, ela já estava gargalhando, fiz uma leve careta, sem graça.

- QUEM TÁ CATANDO QUEM? — Fran entrou, rindo calmamente na cozinha, entrosando legal na conversa. Revirei os olhos.

- A Mika. Tá catando o Tom, ué. – falei, não conseguindo não rir, Mika abriu a boca, e eu fiz um gesto como se falasse que íamos conversar mais tarde. Ela entendeu. Graças a Deus!

- Ah, disso eu já sabia! – Fran falou, gargalhando, enquanto Mika fazia um bico, eu ri, calmamente. Teria de agradecer – e muito – a Mika, por ela não ter me dedurado. – Enfim, vim chamar vocês, porque o povo quer terere!

E então fomos lá pra trás mesmo. A piscina descoberta me fez perceber o clima. Morno. Senti uma leve vontade de pular na piscina, mas sorri, lembrando-me que ainda tinha o verão inteiro para aproveitar isso.

Eu, Danny, Ana, Tom, Fran, Dougie, Mika e Harry. Era a ordem da nossa rodinha quadrada – como foi chamada por Danny. Estavamos conversando, quando de repente, Tom resolveu fazer A pergunta de um milhão de dólares.

- O que vamos fazer hoje?

Todos nós entreolhamos, confusos. Eu não tinha a mínima idéia. Dei um leve olhada pela roda, e meus olhos pararam em Fran, que tinha um leve sorriso maroto no rosto.

- Fala logo Fran, conheço essa tua cara. – Falei, chamando a atenção pra Fran.

- Vocês sabem jogar o jogo da pergunta meninos? — Fran perguntou, calma para os meninos. Todos se entreolharam, e acentiram.

E quando percebi, estávamos jogando. Estavamos fazendo como em verdade ou conseqüência, mas sem conseqüência – para a decepção de certas pessoas – e tendo de ser uma resposta rápida, como diz as regras. A garrafa girou. Muita conheçidencia, não?

Mika pergunta pra Tom.

- Tom, — a atenção estava para o ‘casal principal’ de repente, silêncio total, e Mika estava séria, o que dizia que vinha coisa por aí, — você gosta de mim? Você... gosta mesmo de mim?

Mika estava séria, e Tom suspirou ao fim da pergunta de Mika.

- Quantas vezes eu preciso te dizer? — Tom de repente parecia estressado, — Eu gosto de você Mika! Eu gosto mesmo de você. Você já nessas vinte e quatro horas que passamos juntos virou uma das pessoas mais importantes pra mim. Eu não conseguiria não gostar de você.

Os olhos de Mika estavam brilhando de animação. E ela estava quase chorando. Mas todo mundo resolveu ignorar isso. Mika acabou trocando de lugar com a Fran, e todos sorrindo maliciosos quando ao sentar-se ao lado de Tom, os dois entrelaçaram as mãos. E a garrafa girou.

- Ana pergunta pra Fran.

Dei uma leve olhada para Fran, que fez um gesto para mim como se estivessem cortando seu pescoço. Revirei os olhos, tendo de rir. E então minha querida irmã pediu atenção.

- Pergunta rápida! – Falou, olhando para Fran como se fosse bater nela se demorasse, Fran acentiu. – Ficava com o Danny de novo se ele pedisse?

Um leve silêncio apareceu, e corando fortemente Fran acentiu, mirando qualquer lugar que não fosse perto de Danny. As piadas vieram e foram rapidamente, e de repente a garrafa já estava girando de novo.

O jogo continuou, Danny perguntou para Ana se ela gostava de Harry, Ana disse que achava ele bonito.

E como se o mundo estivesse conspirando comigo, a garrafa parou.

Dougie pergunta pra mim.

- Mari, você quer ficar comigo agora? – Dougie perguntou. Ele estava sério. Senti minha respiração falhar. Não era uma brincadeira. Ele não estava brincando. Era sério. Dougie Poynter queria ficar comigo. Oh meu Deus!

Mordi meu lábio com força, e sentindo minhas bochechas adquirirem uma cor vermelha mais rápido que o normal, acenti.

O silêncio reinou. Todos se entreolhavam. Meus olhos estavam fixos em Dougie, e os dele em mim.

- Tá esperando o que? — Harry perguntou-me frustrado, e eu senti-me ficando ainda mais vermelha – se é que é possível!

Dougie se levantou, veio até mim e me estendeu a mão. Eu aceitei, sorrindo sem graça. O silêncio dominava na rodinha, e todos pareciam prestar atenção na gente. Mas eu não me importava. Porque estava ocupada demais olhando fixamente para os olhos de Dougie.

Os olhos azuis mais lindos que eu já havia visto em toda a minha vida. Sua mão foi receosa até minha cintura, e eu apertei sua mão, que ainda estava junto comigo. Ele puxou-me levemente, e eu podia sentir cada parte do meu corpo se arrepiando. Até o último fio de cabelo.

E de repente Dougie estava ali. A centímetros de mim. Eu podia sentir sua respiração batendo em meu rosto. Podia quase sentir o gosto dos seus lábios sobre o meu. E então ele me beijou.

Eu não sou a lá a expert em beijos, mas, Dougie definitivamente beijava maravilhosamente bem. Talvez fosse porque ele era meu preferido, talvez pelo fato de ele ser alguns anos mais velho que eu, ou pela explicação mais obvía do mundo. Porque ele é o cara que eu amo.

Mordi meu lábio levemente enquanto nos separávamos. Todos estavam com os olhos fixos em nós, e apesar da vergonha, Dougie fez uma leve careta, e eu não consegui não rir. Revirei os olhos, dando-lhe um leve tapa no braço, murmurando um “bobo!”.

Todos estavam conversando, e eu olhei para Dougie, prestes a perguntar-lhe o porque ele estava me puxando para dentro.

- Shh, só vem. – cochichou, puxando-me, e eu o acompanhei, entrando novamente dentro da casa. Estava silenciosa, provavelmente porque os outros estavam lá fora, mas eu não me importava. O silêncio ao seu lado era extremamente agradável.

- Mari? — Dougie chamou-me, e eu olhei pra ele, mostrando-lhe que estava prestando atenção. – Você gosta de mim?

Senti minha respiração falhar. O que eu diria? Dougie tinha namorada! Uma namorada que canta em uma banda, e que eu sei que deve amá-lo. Mas eu não agüentaria mentir para aqueles olhos azuis. E muito menos deixar Dougie passar o verão todo, sem ao menos saber o que eu sentia por ele.

- Sim Dougie, eu gosto de você. Muito. – mordi meu lábio levemente, uma mania que estava pegando. E então me surpreendi. Dougie havia me puxado, e me abraçava fortemente pela cintura. E então eu ouvi as palavras que, não importando que eu sabia que Dougie tivesse alguém lá fora, que ele fosse ir embora no fim do verão, me fizeram perceber, que talvez pudesse dar certo.

- Eu, bom, eu não sei se isso ajuda... Mas eu também gosto muito de você. Mesmo. – E então ele me beijou. E teria sido uma perfeita cena de filme, se Fran não tivesse gargalhado junto com todos os outros, que estavam se escorando na porta. Filhos da Put*!

Notas finais
Só pra explicar, escrevi esse capítulo quando o Dougie e a Frankiestain ainda estavam juntos. Foi escrito pela própria Mari, na verdade, então... HUSAUHHUSAHU Reviews pela interrupção super legal, acabando com o clima :D UHSAUHHUSAHUSAUH Love you guys, peace!