Lets Get Back

13 [LGB] Eleventh


Notas iniciais
11 – The night is so young! So come on, let me be your toy …
(Tom POV’s)

Quando acordei olhei para Mika que dormia calmamente ao meu lado. Uma de suas pernas estava por entre as minhas, enquanto a outra caia pra fora da cama. Cuidadosamente tirei sua perna do meio das minhas, e coloquei sua outra perna na cama, cuidando ao fechar a porta. Dei uma leve olhada no relógio. Onze da manhã.

Observei a cozinha, procurando alguma coisa gostosa. Acabei fazendo chocolate quente e fazendo um pão para Mika. Coloquei tudo em uma bandeja que achei, e fui em direção ao quarto. Dei um pulo ao encontrar com Ana no meio do caminho.

- Café da manhã? — Ana ergueu sua sobrancelha, mostrando-me pela primeira vez que conseguia fazer como Harry, mas de repente deu um pulo, arregalando os olhos. — Vocês ...?

Arregalei os olhos, cochichando, por medo de Mika acordar.

- Não! Eu respeito a Mika, e nunca faria isso com ela, sem ela querer. Eu não sei se você não percebeu, mas eu ainda nem a beijei. – Franzi minhas sobrancelhas, me perguntando se ninguém tinha notado que ainda não havíamos nos beijado. Ela tombou a cabeça para o lado, me lembrando Mika em algum momento da noite passada e sorriu.

- Own, que buni. – Ri sem graça, e olhei para o quarto ao ouvir um barulho de alguém se mexendo. Ana sorriu, e me perguntou receosa: — Quer que eu abra a porta? Ela não deve ter acordado ainda.

Assenti, enquanto Ana abria à porta de uma maneira em que quem estivesse dentro do quarto não a via. Agradeçi baixinho, e coloquei a bandeja em cima da cama, enquanto Ana fechava a porta. Olhei temeroso para Mika, me perguntando o que fazer. Respirei fundo, e me aproximei, cutucando-a.

- Mika? — chamei-a, enquanto a balançava um pouco, ela demorou mas abriu os olhos com dificuldade, – Hey! Bom dia, bela adormecida! – ela sorriu, enquanto se espreguiçava, e perguntei calmo. – A fim de um café da manhã, gatinha?

Mika franziu as sobrancelhas, um sorriso calmo em seu rosto.

- Café da manhã? Quem fez?

- Eu mesmo, com direito a ser servido na cama! – Fiz pose, enquanto entregava-lhe a bandeja, ela me olhou, pasma.

- Brinca que você fez café pra mim Tom!

Fiz um não, me sentindo sem graça. Eu não era de cozinhar. Principalmente fazer um café da manhã para alguém. Nunca havia feito para Giovanna, mas não sabia porque, mas algo me dizia para agradar Mika. Mima-lá, melhor dizendo.

Mika deu um leve gritinho, colocando a bandeja de lado, e antes que eu pudesse perceber, ela já estava com os braços envolta do meu pescoço, abraçando-me na ponta dos pés.

- Obrigada Tom. Você é a primeira pessoa que faz algo assim por mim. – Contou, visivelmente sem graça, enquanto se afastava. Deixei minhas mãos em sua cintura, apoiando minha cabeça em seu pescoço, sentindo um cheiro bom vindo deste.

- Pode não parecer Mika, mas você já é especial para mim. E muito. – Levantei um pouco minha cabeça, olhando fixamente nos olhos de Mika, sua mão que continuava em minha nuca fez um leve carinho, puxando-me para mais perto.

Fui me aproximando aos poucos, conseguia sentir a respiração de Mika junto a minha. Eu sentia cada parte de mim arrepiada, apertei minha mão envolta da sua cintura, nossos narizes se tocando, eu já quase podia dizer o quão doce era o gosto de seus lábios, então...

- TOM, SEU PAI CHEGOU, E ELE QUER FALAR COM VOCÊ E- Respirei fundo, Mika de repente estava a – no mínimo – uns cinco metros de distância de mim, sua respiração – como a minha – estava ofegante – , e ela olhada para qualquer lugar menos para mim, tive vontade de voar em cima de Dougie. – Ops, acho melhor eu voltar depois!

E antes que eu pudesse dar um passo para quebrar a cara daquele nanico, ele havia desaparecido, fechando a porta com um baque. Olhei para Micaelly, do outro lado do quarto, tomando seu café, olhando para sua xícara de café com leite como se eu nem estivesse no quarto. Ela estava com vergonha?

Mordi levemente meus lábios, e fui em sua direção. Quando por fim estava na sua frente, os olhos de Micaelly estava firmes em um lugar: o chão. Se ela fosse alguma viciada em sapatos eu diria que estava olhando seus chinelos, mas eu – mesmo com esse pouco tempo – já a conheço a ponto de saber que está apenas com vergonha.

Tirei a xícara em sua mão, e ela não se mexia. Seu olhar continuava fixo no chão. Puxei suas mãos, colocando-as em volta do meu pescoço e apoiando minha cabeça em seu pescoço.

Aquele cheiro invadiu minhas narinas novamente e me perguntei como havia conseguido sobreviver tanto tempo cheirando perfumes não tão cheirosos, quando apenas o cheiro de Micaelly me fazia suspirar. Inebriante.

- Eu devia ter trancado a porta. – falei, enquanto com minhas mãos em sua cintura, trazia-a para mais perto de mim. Mika não falou nada. E isso estava me deixando mal. Respirei fundo, sentindo seu cheiro novamente. – Porque você não fala nada¿ — perguntei, e Mika não respondeu. Joguei minha cabeça para trás, me sentindo vencido. E então a voz de Mika surgiu.

- Você gosta de mim Tom? — olhei para Mika, me perguntando como ela havia ainda tido essa pergunta estúpida, revirei os olhos, e coloquei minha mão delicadamente em seu queixo, erguendo-o até que pudesse ver todo seu rosto.

- A última vez que eu fiz café da manhã para alguém foi pra... – franzi minha sobrancelhas, tentando me lembrar, e por fim me lembrei de três anos atrás. – minha mãe, quando eu tinha batido o carro dela e não sabia como contar. Você definitivamente é importante pra mim.

Mika deu uma leve risada, enquanto parecia pensar em algo. Eu realmente estava me perguntando o que ela estava pensando, porque, por mais que com esse pouco tempo eu já pudesse conhecer Mika, ainda havia muito dela para mim conhecer.

E antes que eu pudesse piscar, os braços de Mika em volta de meu pescoço me puxaram, colando nossos lábios em um beijo inesperado. Demorei um pouco para acordar e enfim abrir meus lábios.

E então eu me senti quase como no céu. Porque a breve sensação que eu havia sentido quando havia quase-beijado Mika, não chegava nem perto do terremoto de emoções que me dominavam agora, com seus lábios juntos aos meus, uma de suas mãos passando pelos meus cabelos, enquanto a outra fazia carinho na minha nuca.

Era quase como um daqueles momentos que você percebe, pelos seus batimentos cardíacos acelerados, pela simples sensação de estar flutuando, ou talvez apenas por sentir as tais ‘borboletas’, que você está apaixonado.

E eu não me importaria com isso, se eu não tivesse uma namorada em algum lugar lá fora, tivesse um trabalho que apesar de amar ser cansativo, e milhões de fãs no mundo todo que estavam esperando por mim quando esse verão acabasse.

Mas, você quer saber? Eu não me importo com nada disso. O mundo pode estar acabando, que eu vou estar feliz pois eu sei que vou morrer com uma garota que em menos de um dia, conseguiu fazer eu me sentir como em anos eu não me sentia. Vivo.

Notas finais
Já que eu tinha esqueçido de postar, vocês ganham um LGBBÔNUS! O doze! De grátis :D UHSAUHSAHUHUSAHU Vou postar, besos! (Lá eu termino de conversar com vocês, xuxus).