Let´s Rock

25 Capítulo Nove, Parte Um: O Princípio do Fim (Primeiro Ato)


Notas iniciais
Capitulo escrito pelo Fabiano Alves. Como ficou muito grande, decidi dividi-lo em duas partes. Espero que gostem!

Force guardou seus pensamentos para si. Olhou para Chargeok: ele parecia o mesmo, entretanto aquela demonstração de poder que abatera os mercenários, Amanda e Marceli eram a certeza de que o cavaleiro não era mais o mesmo que ele conhecera.

- Chargeok...Tudo bem com você? — indagou Rachiele — Quer dizer, Chargeok ou Thor...?

Aron não compreendia o que se passava. Como assim aquele sujeito que era um agora era outro? Pensou em perguntar algo para Rachiele, mas percebeu que a noviça estava ainda tão confusa quanto ele.

- A inscrição que lemos no templo...Ela falava disso... — comentou Force — Se tivessemos fugido, Thor nunca despertaria no corpo de Chargeok...

Rybio e Zealotus recuaram. A presença do deus do trovão os incomodava. Rybio após um estalo na língua murmurou para Zea:

- Olhe ali em cima...à sua esquerda...Não faça nada...

Zea ajeitou seu elmo e olhou na direção indicada pelo aliado. Viu um gárgula voando ao longe, com seu arco preso nas costas. O gárgula, mesmo de longe gesticulou positivamente para Zea e Rybio, pouco antes de se tornar invísivel.

- O Verme Sábio... — murmurou Zea.

- Sabia que aquele velho estudioso não nos deixaria na mão... — disse Rybio num sussurro — Com certeza ele sabe do surgimento de Thor...

Zealotus concordou com a cabeça. Então os dois se aproximaram do grupo.

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Em Glast Heim, o Verme Sábio, usando de uma bola de cristal, observava tudo pelo ponto de vista do Gárgula que enviou atrás de Zealotus quando a mesma não apareceu no portal.

Foi interrompido pela voz de Alice, que se aproximava.

- Senhor...?

- Não creio que vá acontecer nada com aqueles dois... — ele cobre a bola de cristal e murmura algo, fazendo a luz emitida pela mesma sumir — O que foi Alice?

- Intrusos no Castelo...

- Ahh... — o Verme Sábio suspira — Quantos e onde?

- Duas mulheres. Dançarinas. No primeiro andar do castelo.

O Sábio arqueou uma sobrancelha ao ouvir.

- Dançarinas sozinhas? Não pode ser...Todos que tentaram invadir o Castelo estavam pelo menos em 12 integrantes...E haviam assassinos e cavaleiros na maioria dos casos...Tem algo estranho aqui...

- O que devo fazer? Elimina-las como de costume?

- Não, não. Vá com dois soldados Raydrics e um oficial Khalitzburg. Traga-as aqui. Depois as matamos...

- Sim senhor.

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Irene logo após ter saído de sua casa com Zurrumud, indagou-lhe por onde começariam a procurar Rachiele.

Zurrumud, sorrindo disse que viu claramente uma mulher que há tempos havia visto na Prisão de Glast Heim, portanto era por ali que deveriam começar a busca.

Pensaram em tentar buscar ajuda junto ao povo do Feudo, mas desistiram.

"Eles iriam rir. E de certo diriam que enlouquecemos por querer ajudar alguém que provocou tantas tragédias." comentou Irene.

E ali estavam as duas em Glast Heim, avançaram sem problemas até a entrada do Castelo. A parte complicada seria não serem vistas.

- Irene, use isso. — disse Zurrumud lhe dando algo.

- Huh? — Irene pegou o item nas mãos, era uma presilha azulada.

- Presilha de esconderijo...Peguei do baú do meu esposo...Vamos usa-la e ficaremos camufladas. Daí poderemos procurar a Rachi por todo o castelo sem sermos descobertas.

- Excelente idéia, irmã! — alegrou-se Irene, que pegou a presilha e a prendeu em suas vestes. — Vamos.

E assim fizeram. Tinham passado incólumes pelo primeiro andar do castelo. Nada encontraram, mas continuaram a procurar.

- Eu acho que ouvi alguma coisa... — murmurou Zurrumud oculta para Irene, que estava próxima — Dessa parede!

- Só tem um quadro nela...Tem certeza? — indagou Irene, saindo do esconderijo.

- Tenho...- Zurrumud tateou a parede. Um enorme quadro retratando o cavaleiro do abismo e seu grupo podia ser visto. — Escute! — ela colocou o ouvido no quadro e Irene fez o mesmo.

A parede não era espessa, devia haver uma passagem secreta para a sala atrás do quadro, mas Irene e Zurrumud limitaram-se a ouvir, sem notar o que se passava ao redor delas.

Ouviram gritos. Gritos de dor. A voz, claramente masculina, devia estar sendo torturada. Ouviram uma segunda voz. Decerto o torturador.

- Como é seu nome, humano infeliz? — bradou a voz do carrasco.

- Alexander...Alexander! Malditos, não vão conseguir! Eu morro, mas não farei o que querem!

- Quem vai desistir é você, humano. — ouviram a voz do carrasco — Já está bem limpo aí?

- Sim senhor. — ouviu -se uma terceira voz.

- Corte. Tem meu consentimento.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!

O grito ecoou por todo o castelo, Irene e Zurrumud se ocultaram tão logo o ouviram. Quando o silêncio voltou, ouviram do outro lado do quadro a voz do torturador:

- Como é seu nome humano?

- Lancaster...Meu nome é Lancaster...

- Está pronto. Traga o próximo e mande Lancaster para o laboratório.

- Lancaster...Lancaster.- murmurava o prisioneiro.

Zurrumud fez menção de ela e Irene seguirem, foi quando se viram cercadas por um grupo.

- Intrusas! Podemos vê-las com clareza! Apareçam ou sentirão a força do aço! — ordenou um soldado de armadura com corpo invisível.

Irene e Zurrumud desativaram os esconderijos e apareceram.

Foram capturadas e levadas até o Verme Sábio.

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