Let´s Rock

26 Capítulo Nove, Parte Um: O Princípio do Fim (Segundo Ato)


Passada a surpresa inicial, Rachiele, Aron e Force, agora acompanhados de Chargeok/Thor conversavam.

- Foram bem-sucedidos em sua busca guerreiros escolhidos; contudo, onde se encontra meu martelo mistíco? — perguntou Thor, no corpo de Chargeok.

Aron, Force e Rachiele se entreolharam. Tinham achado aquele que podia cessar com o problema que os tinha lançado nessa missão, mas não tinham pistas do martelo mágico de Thor.

- Nós...nós não sabemos Charge...digo, Thor. — falou Force.

- Eu pensava que bastava encontrá-lo e tudo se resolveria... — falou Rachiele.

- Só minha presença não é suficiente para cessar os planos de meu maligno meio-irmão Loki...Preciso de Mjolnir, minha arma, para dar fim ao estratagema do Trapaceiro...

Os heróis se viram com um novo problema, mas enquanto pensavam onde poderia estar o martelo, foram interrompidos por Aron, que avistou algo.

- Amigos...Temos companhia!

Uma massa de espadachins, ferreiros e magos se aproximaram rápido pela floresta. Um deles, um cavaleiro montado em um Peco-peco tomou a frente.

- Chargeok! Estávamos a sua procura! Está bem?

Os olhos de Chargeok brilharam e então sua voz pode-se ouvir:

- Amigos, estou bem! Venham todos aqui, temos que conversar sobre algo importante! Está chegando a hora da batalha final!

Ao longe, Zealotus e Rybio apenas observavam tudo que acontecia.

- Devemos nos juntar a eles? — perguntou Rybio.

- Não, não...Você sabe porque estamos aqui. Parece que o cavaleiro ali, aquele que chamam de Chargeok, vai falar aos aliados. Vamos esperar...

- Certo.

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Rob coçou seu rosto. Diante dele, seus aliados que o seguiram desde que tudo começara estavam ajoelhados como se ele fosse um rei ou algo mais que isso.

A iluminação da sala de Rob parecia fraquejar, como se prenunciasse algo...

- Necrus, Crea e Billy...Eu os chamei aqui porque havia de lhes dar um parecer sobre os ultimos eventos ocorridos na minha cidade...Sei que vocês deram seu melhor e que por causa de uma traição de uma de nossas aliadas, os malditos que deixaram o mundo assim escaparam...

Silêncio entre os três. Crea olhou para Necrus, mas nada disse.

- Contudo, mesmo com a fuga dos três, digo-lhes que eles não escaparão da justiça. Nem que seja de minha justiça...

Billy franziu as sombrancelhas; olhou para Crea como se sinalizando que sentia algo errado, mas o assassino nada lhe disse ou fez.

- Nesse momento uma ferreira de minha confiança está em um árduo trabalho. Mas em breve teremos boas notícias dela. Coisa que não posso dizer de vocês três... — os olhos de Rob brilharam naquele instante.

- Senhor Rob...? — indagou Necrus. — Está bem?

- Nunca me senti tão bem, sacerdote...- e gesticulou rapidamente fazendo mãos de cor dourada brotarem do chão, segurando cada um dos três aliados, que ficaram prostados, deitados e indefesos no chão empoeirado da Torre.

- O que significa isso?? — indagou Necrus, preso com o rosto junto ao chão.

- Rob seu traidor! O que vai fazer?? — Crea, igualmente furioso tentava se livrar das mãos, sem sucesso.

- Nós não fizemos nada errado, senhor! — tentava dialogar Billy.

- Ah, fizeram sim...Deixaram os três fugir...Foram vencidos...Meus soldados não podem ser vencidos, por nada nem por ninguém. E se vocês foram vencidos então não servem mais aos meus desígnios... E seu destino é a morte! Não tentem fugir...Essas mãos são feitas de Emperium...Vai demorar até vocês as quebrarem...

- Rob, o que aconteceu com você? Nunca agiu dessa forma! Não é possível que seu ódio para com o Force o tenha deixado assim! — argumentava Crea.

- Mas deixou Crea. Me deixou pior do que você pensava. Adeus. — e num movimento de mão, a cabeça do assassino se desprendeu do corpo.

- Teleporte! Teleporte!!! — Necrus tentava a todo custo fugir dali, mas sem sucesso.

- Bloqueei o uso de habilidades mágicas aqui sacerdote...Antes eu não tinha poder para isso e precisava de canalizadores, mas agora isso é passado... — se aproximou de Necrus.

- Se-senhor! Perdão! Dê-me uma segunda chance...Eu vou trazer a noviça de volta para...para... — a voz dele sumia ao ver que Rob não o escutava.

- Foi por você ter trazido Zealotus para cá que isso tudo aconteceu...Boa parte da culpa é sua...Bem, aqui está seu castigo...

E num brilho do olhar Necrus sentiu seu corpo se enchendo de algo, possivelmente energia mágica, e culminou com o mesmo explodindo em mil pedaços que se espalharam por toda a sala.

- Sacerdotes...- disse Rob enquanto se limpava magicamente — Sempre tentando se livrar de suas obrigações e erros... — meneou a cabeça negativamente enquanto ia em direção de Billy.

- Senhor! Mas... — por alguma razão, Billy silenciou. E não olhou para Rob com medo ou indignação.

- Agora gostei de ver pequeno Billy...Sabe que a culpa é sua. Terá tempo para pensar nisso tudo quando chegar ao Reino de Hel. — materializou uma espada que voou e transpassou o coração do mercenário, de cujos lábios verteu sangue como se fosse água.

- Eu...eu...Argh...- balbuciou Billy, querendo dizer algo. — Eu vou...

- Chega! Silêncio! — ordenou Rob, fazendo uma lança surgir do nada e cravar sua ponta serrilhada na cabeça de Billy, silenciando-o definitivamente.

Rob sentou-se de novo em seu trono. Olhou os corpos dos seus aliados diante de si. Ajeitou seu manto e deu uma ordem mental para todos na Torre:

- Todos os soldados remanescentes, se preparem. Injustiçado Artêmis, venha para minha sala AGORA!

Alguns minutos se passam. Rob desintegra os corpos dos seus antigos aliados quando batem à porta de sua sala.

- Entre Artêmis. — ordena o bruxo.

- Senhor...? Em que posso ajuda-lo?

- Em muitas coisas. Quero que se vingue de Glast Heim.

- O quê?

- Você não entendeu errado. Pegue meu exército. Pegue os soldados, magos, mercenários, assassinos, todos os que restaram. Rume para Glast Heim e faça aquela cidade-fantasma sumir do mapa de Geffen. Não poupe esforços. Não poupe nínguém de lá. Eu tenho assuntos maiores a resolver em particular. Só volte depois que o último guerreiro de Glast Heim tiver tombado. Fui claro?

- Sim senhor.

- Muito bem General Artêmis. Vou lhe dar um pequeno presente para ajudá-lo quando se confrontar com seus inimigos... — os olhos de Rob brilharam enquanto ele gesticulava algo e falava um antigo idioma perdido de Midgard. Artêmis sentiu como se corpo fosse bombardeado por energia quase que explodindo, coisa que não aconteceu.

- Se-senhor...O que você fez comigo? — indagou o injustiçado.

- Fiz o que era preciso. — sorriu Rob — Agora vá General!

- Sim, senhor!

- Ah, mais uma coisa.

- O que, senhor?

- Não admito falhas. Se falhar seu destino será o mesmo dos meus outros soldados. Não importa onde você esteja...

Artemis engoliu em seco. Curvou-se diante de Rob e saiu da sala em silêncio.

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Alguém bateu de forma rápida e insistente na enorme porta dupla que separava a sala do mundo exterior. Um guerreiro com um olho vazio entrou.

- Que significa isso, meu filho?

- Pai! Vim saber notícias de meu irmão!

- Ele está em Midgard.

- E os escolhidos?

- Estão com ele.

- E o inimigo?

- Começa a se mostrar.

- Devo reunir as tropas? O vigia de Bifrost sente que algo está errado.

- O vigia de Bifrost está correto. Contudo, se os escolhidos e seu irmão falharem, então aí sim as tropas deverão se reunir.

- Tem certeza disso meu pai? Não deveríamos intervir agora? Afinal eles já falharam antes...

- Se alguém há de intervir que esse alguém seja eu. — disse o idoso guerreiro, pegando sua lança. — Prepara-te meu filho.

- Sim meu senhor e soberano de Asgard, Odin!

- Tyr, o crepúsculo se aproxima. Esteja pronto. Se Heimdall tocar o chifre, corra para a ponte Bifrost.

- Sim, meu senhor!