Let´s Rock

5 Capítulo 2, parte 2: Impenetrabilidade


Notas iniciais
Escrito por mim, Zora. Espero que gostem!(Ae Tia Verdana, dessa vez eu separei as palavras! XD)

Force apontava seu sabre em direção ao arbusto à

direita, Rachiele olhava com atenção, esperando qual

seria o grande perigo que teriam que enfrentar em

seguida, e Aron olhava corajosamente em direção a

Pluto, lembrando do sabor que o bichinho tinha...

A criatura atrás dos arbustos finalmente se

revela: Uma mulher de média estatura,tûnica negra que

cobria todo o corpo como um vestido, chapéu pontudo e

uma mascara amarela, mas não uma mascara feliz; Nessa, o

desenho dos olhos eram esbugalhados e a boca se

contorcia em furia, como um monstro, totalmente o oposto

das mascaras que a dona Risadinha faz. A mulher fica

imóvel na frente dos três, como uma fantasma; em

seguida, ela vai em direção a Force, este ainda

apontando o sabre.

-Quem é você? — Pergunta Rachiele, cortando o

silêncio. — E por que estava escondida atrás dos

arbustos?

-Eu...Estava fugindo deles... -Responde a

mulher, misteriosa.

Force decide fazer a sua primeira pergunta, mas

Aron foi mais rápido:

-Olá Senhora vestida de

preto-escurido-negro, Tudo bom? Espero que sim. Bem, eu

Sou o Armoz Wzuorvitch...Autch — Diz Aron,que ao andar

em direção a mulher com a mão estendida tropeça em um

galho quebrado no chão, caindo de boca as pés da desta.

-Tenha cuidado, Aron! — Diz Force, puxando o colega

para trás de seu escudo, pela gola da tûnica laranja. -

Não podemos confiar em todas as pessoas que

encontramos escondidas atrás de arbustos por aí. E

quem é você?

A mulher sentou-se no chão, à frente dele, como se

nem ligasse para as ameaças e a espada dirigida à sua

frente. — Podem me chamar de Vick. E eu sou uma

sacerdotisa.

-Sacerdotisa??? — Exclamam os dois(Aron também ia

exclamar,mas Force sem querer pisou nas suas partes

intimas, fazendo com que ele que nem tinha levantado

ainda batesse de cabeça no chão em posição

fetal), olhando para a tûnica negra que ia quase até os

pés; Recatado demais para uma sacerdotisa.

-Eu não preciso que acreditem, só preciso que me

dêem auxílio.Vejam só,escureceu! -Diz a

mulher, apontando para céu.

Aquele escuro não era normal; ele tingiu os céus junto

ao problema que agora aflingia as pessoas, mas as

palavras da mulher atingiram em cheio os três

aventureiros; era suave e carregada de ternura, parecia

vinda de uma pessoa facil de confiar.

-Bem...-Force guarda o sabre, e estende a mão para

que a mulher se levante — Acho que a senhora têm

razão...

— O dia hoje foi tenso para todos nos -

interrompe Rach, a unica que ainda desconfia um pouco

da mulher — Acho que com um monte de gente maluca

atrás da gente,seria imprudente, para não dizer

idiota, fazer uma parada desnecessária para descansar.

O que você acha, Aron?

Aron estava ao lado de Rach, pela primeira vez

prestando atenção a sério ao que os dois estavam

falando. Ele ia dizer o que pensava, mas justo quando

abriu a boca para falar uma borboleta que ia passando

justamente na frente de Aron entrou na boca

dele, fazendo ele engolir e engasgar...

Umas duas horas depois(Depois dos três

gentilmente chutarem Aron no chão, até que ele

vomitasse no pé de Rachiele , que agradecida devolveu a

ele varias "maçadas" na cabeça) Rachiele e Vick

estavam sentadas na sombra de uma árvore um pouco

longe dos portões de Prontera, enquanto Aron e Force

iam atrás de lenha e alguns suprimentos para o grupo.

-xxx-

— Impacto Explosivo! — Grita Force, brandindo sua espada

e derrubando mais uma arvore inteira ao chão.

— Uau! — Exclama Aron, batendo palmas.

— Ei Aron, tem uma coisa que eu queria te

perguntar: Que tecnicas você usa para lutar?

— Trectas...?

— É, tecnicas. Você sabe, aqueles habilidades especiais

que nos espadachins aprendemos quando estamos

estudando para o exame...

— Er... Comigo não teve disso não. Foi so exame e

pronto.

— Só exame?

— É.

— Hum...Você deve ter esquecido — Diz Force,olhando

para Aron, que no momento tentava enfiar a lâmina da

sua espada no nariz — Mas eu posso tentar refrescar

sua memoria. Quer aprender o Impacto Explosivo?

— O que?

— Impacto Explosivo.

— Impar...Tá, tudo bem, eu quero! — Diz Aron, retirando a

lâmina da espada do nariz, passando perto de corta-lo.

— Que bom! Então, vamos começar: Primeiro, fique nessa

posição com a sua espada — Diz Force, ficando em

posição de combate, e segurando com as duas mãos a

espada em posição de ataque. — Tenta você.

Depois de um tempo, Aron se acostuma e fica na mesma

posição de Force.

— Agora, concentre-se. Feche os olhos, tente reunir todo

o seu poder na lâmina da sua espada, mas precisa

dosa-lo, para não sair tão fraco, ou tão forte que você

não possa controlar.

— Ai, parece dificil...

— Pois é, no inicio é meio chatinho, mas com o tempo

você pega o jeito. Depois disso, balance a lâmina da

espada no ar e atire contra o opontente, assim: Impacto

Explosivo! — E com um rápido golpe de espada, arranca

mais um tronco de árvore a sua frente. — Agora é sua

vez, Aron. — Diz Force, guardando a espada.

— Hum...Bem, lá vai...-Aron fica na mesma posição de

combate de Force, e aponta sua espada em posição de

ataque. Ele fecha os olhos e concentra-se: Tenta dosar a

sua energia na lâmina da espada, de modo que o golpe

não saia nem tão fraco, nem forte. Force, sentado em um

tronco ali perto, olha com atenção esperando o próximo

movimento do colega. De repente, Aron abre os

olhos, balança a lamina no ar e grita:

— Impacto Flamejante!!! — Mas no meio da posição de

ataque, o fogo que ardia na lâmina desaparece

misteriosamente, surpreendendo Force e Aron.

— O que aconteceu, Aron? — Diz Force, aproximando-se do

colega, que olhava para a lâmina de sua

espada, pensativo.

— ...

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— Puf Puf, ainda bem que conseguimos fugir da

cidade, irmão Ameríndeo.

— Foi mesmo, irmão Salez. Mais um pouco e imagino que...

— Irmãos, Irmãos!!! — Diz um garoto, chegando perto dos

dois. -Venham rapido!

— Tenha calma! O que aconteceu,Max?

— É o reverendo Gilbert... Eu estava conversando

animadamente com ele lá na gruta, quando de repente, do

nada, ele começou a pegar fogo!!!

— Santo Odin! Vamos logo! — os três começam a correr em

direção ao padre ferido.

— Meu Deus... Será que esse é mais um prenuncio do

Ragnarok? — Pergunta irmão Salez

— Não, essa não é a primeira vez. Parece que o reverendo

Gilbert já passou por isso uma vez, há alguns anos, na

cidade de Alberta. Parece que um garotinho de rua

estava brincando de bater pedras uma na outra, quando

acidentalmente tocou fogo no nosso pobre Reverendo.

— O que? Mas isso é possivel?

— Quem sabe? — Diz o irmão Ameríndeo, ajudando o pobre

padre tostado a levantar-se.

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— Ha, esquece... Eu acho que eu não levo jeito pra essa

coisa, Folk — Diz Aron, guardando a espada na cueca sem

querer.

— Er... É Force... Bem, depois a gente tira um dia

todinho pra treinar, depois de descobrirmos o que de

errado aconteceu com essa gente... Bem, me ajude aqui

com a lenha, Aron.

— Tá bom!

-xxx-

Aron acordou depois de uma noite de sono

confortável. Levantou, despreguiçou-se, mas tomou um

susto ao abrir os olhos: Não estava mais abaixo da

sombra de uma árvore, mais sim em uma velha casa. Estava

precisamente em uma sala pequena, onde movéis velhos e

empoeirados acumulavam-se em seu interior.

Aron ficou confuso por um tempo, mas como havia

esquecido o lugar onde havia dormido mesmo, começou a

procurar por algo que o auxiliasse a lembrar-se dentro

da casa. Haviam duas passagens: uma ficava à sua

direita, não havia porta e dava para ver o seu interior

de onde Aron estava, parecia ser uma despensa; a

outra, a sua frente, era guardada por um grande conjunto

de portas. Usando dedução lógica, Aron decidiu primeiro

abrir a porta a sua frente, mas como não conseguia

abrir-la, depois de passar um tempo tentando girar a

maçaneta pra esquerda e tentar puxa-la pra fora, ele

decidiu primeiro conferir a despensa.

Era menor que a sala anterior, e no meio apenas uma

mesa velha de madeia, mas em cima dela estava uma faca

dourada, sua lâmina salpicando sangue.

Aron pegou a faca dourada e começou a analiza-la

criticamente:

— Hum... o que será essa mancha vermelha na ponta da

fac.. Ai (censurado), me cortei.Hum...Aposto que agora eu não

vou me cortar de nov... Ai carai, me cortei de

novo. Hum... O que será que acontecesse se eu tocar

com o dedo mindinh...(censurado)!!!

Após ficar com os dedos das mãos, dos pés cortados e de

quase atirar o olho pra fora com a faca, Aron é

resgatado bem a tempo por Rach e Force antes que

tentasse enfiar a faca no peito pra ver se a lâmina

aparecia do outro lado.

— Não Aron!!! Não faça isso!!! — Grita Force, arrancando

a faca das mãos do garoto.

— É... Já não basta a energia espiritual que eu vou ter

que gastar te curando... -Diz Rach, olhando Aron dos

pés a cabeça.

— Ravioli, Forqu... O que vocês estão fazendo aqui???

— Er... eu apareci no meio da sala e vim logo pra sala

da frente — Diz Force, olhando relutante para Rach, que

parecia que a qualquer momento ia pular no pescoço de

Aron.

— Eu também... — Restringe-se a garota, apertando os

dedos com força.

— Ah, tá. Er... Como viemos parar aqui?

— Pra ser bem sincera, isso é estranho, já que dormimos

embaixo daquela árvore, é logico que não poderiamos

estar aqui... Além do mais, parece que aparecemos no

mesmo lugar, no meio daquela sala, um por um, ao invés de

todos ao mesmo tempo. Isso não faz sentido

nenhum! Aposto que aquela Bruxa deve ter algo a ver com

iss...-Mas Rachiele é logo interrompida.

Uma sombra rapidamente projetou-se na sala, e assutada

ela virou atenção para onde os colegas também

olhavam: Na entrada, uma mulher de estatura

média, tûnica azul que cobria todo o

corpo como um vestido, cabelos loiros enrolados em

tranças e uma mascara amarela, apenas mais uma mascara

feliz daquelas que a Dona Risadinha faz. Por alguns

segundos intermináveis, o grupo e a donzela da porta

trocaram olhares, até por fim ela limitou-se a dizer:

— Vejo que os dois espadachins já voltaram com a

lenha. Isso é bom.

— Como assim, já voltaram com a lenha???-Pergunta

Rach, confusa — Já faz várias horas que Force e Aron

voltaram com a lenha, aqueceram o fogo e todos fomos

dormir. Eu sei, eu me lembro disso!- Nesse momento, ela

se exalta um pouco — Não tente nos confundir, isso tudo

deve ser apenas uma ilusão criada por você, não é

mesmo? Fale!

— ...Talvez.-Diz a mulher,enigmática.-Talvez tudo isso

não passe de um sonho, talvez ainda estejamos embaixo

da sombra daquela árvore, talvez os dois espadachins

ainda estejam no campo colhendo lenha... Ou talvez tudo

isso jamais tenha acontecido, vocês ainda podem estar

fugindo daquelas pessoas, ou vivendo suas vidas

normalmente sem perceber.

— Isso é loucura! — Braveja Force -Agora ouça

bem, Senhorita Vick: Você pode zombar de mim, tentar me

confundir e até mesmo me levar a loucura esta

noite, mas uma coisa eu não perdoô: Uma pessoa que

entra nos sonhos de outra para usa-los a seu bel

prazer! — E dizendo isso, ele retira sua espada:-Não

sei quem você é, mas isso tudo termina aqui, e

agora! Ahhhh!! — Ele levanta a espada para atacar a

mulher, mas em uma fração de segundo ele para; uma mão

segura o seu ombro. Ele olha para trás e fica surpreso

ao ver que essa mão pertence a Aron.

— Quem é você? — Pergunta Aron sério. Sua fisionomia

não lembra em nada a do garoto bobo de outra hora.

— Hum...Talvez eu seja apenas fruto da imaginação de

vocês, ou vocês da minha, ou todos nós sejamos da de

outros. Mas isso agora não é importante. Apartir de

agora vocês precisam ficar juntos, seja no que der e

vier.

— Como assim? — Pergunta Rach.

— Duas coisas compões uma pessoa desde que ela

nasce: suas escolhas e o destino. Suas escolhas

trouxeram vocês aqui esta noite, e o destino preparou

algo muito maior para os três juntos.

— Escolhas, destino...Poderia ser mais direta?-Reclama

Rach, sempre em sua sede pela verdade.

Mas a mulher apenas diz:

— Cada um de vocês pertencem a uma linha imaginária do

tempo e espaço, separadas por uma frágil barreira

invisível. Para um mundo existem várias realidades

diferentes, de acordo com os eventos chaves

desencadeados em cada um. Por exemplo: Se na guerra

entre humanos e monstros, os humanos ganhassem, o tempo

iria ocorrer normalmente. Mas uma ramificação do tempo

iria se formar, uma nova realidade, em que os monstros

venceriam, e as coisas aconteceriam de modo

diferente. Essas são as escolhas realizadas em

eventos-chave, onde o destino de alguem ou de várias

pessoas de um mundo são decididos, e suas escolhas

levam a caminhos, ramificações infinitas.

— E o que isso tem a ver coma gente??? — Pergunta

Rachiele, ainda mais exaltada. A mulher continua

calmamente:

— Vocês três vieram de três realidades alternativas

diferentes; Force da realidade Chaos; Rachiele da

realidade Loki; Aron da realidade de Freya. Acontece

que, algum distúrbio na realidade causou uma

catástrofe, e agora essas três realidades estão se

unindo em uma só. Acontece que, segundo a uma das

grandes leis que regem o universo, dois ou mais corpos

não podem coexistir ao mesmo tempo em um mesmo lugar, o

que resultaria...

— Num choque de realidades, e no fim de tudo... -

responde Rach, chocada, diminuindo a voz.

— Exatamente.

— Como... Como você sabia disso, Rach???

— Li uma vez, não me lembro onde...Sei que muitos

sábios em Rune Midgard dedicarama vida na abertura de

um portão que levasse a essas outras dimensões, mas

todos fracassaram. Por fim, formou-se uma teoria de

que, graças a nossa versão alternativa, o nosso"eu" em

cada uma dessas realidades, não poderiamos viajar até

elas, porque...

— Dois corpos não podem coexistir ao mesmo tempo, num

mesmo lugar — finalizou Vick.

— Hum... Isso é confuso demais... Quer dizer que as

pessoas estão doidas assim porque estão se unindo com

suas versões alternativas?

— Como todo o mundo. E cabe a vocês impedir que isso

aconteça.

— Nós? — Perguntam os três, incrédulos.

— Os três. O destino os escolheu para essa missão, e só

vocês podem realiza-la, juntos.

— E se não puder-mos conclui-la? — Pergunta Aron.

— Bom... Então, um destino igual ou pior ao Ragnarok nos

espera.

Alguns segundos de silêncio. Vendo o choque causado nos

três,a mulher continua:

— Vocês devem procurar o reencarnado,aquele que traz

luz; Ele está perdido em algum lugar nos campos de

Rune Midgard. Depois, vocês devem guia-lo até a sua

arma ancestral, nas estrelas. Confiem apenas no touro.

— O que???- Pergunta Force; Rach está ainda mais

confusa; Aron, tentando acompanhar. Mas a mulher apenas

diz;

— O tempo de esclarecimento acabou. É hora da ação!

-xxx-