Let´s Rock
31 Capítulo Nove, Parte Três: O Obscuro Lado De Cada Coração (Terceiro Ato)
- Isso não é bom... — o Verme Sábio meneia a cabeça — Eles estão impregnados com uma energia sobrenatural oriunda de Rob.- Senhor, o que devemos fazer? — indagou Alice.- Se continuar como está, eles vão ser encurralados aqui, e daí estaremos sitiados. Será díficil fazê-los recuar, ficaremos num impasse que poderá durar meses, e nós não temos esse tempo...Precisamos fazê-los recuar no campo...Agora!- Senhor...?- Alice, me leve para o campo de batalha.- Mas...senhor, isso é arriscado!- É o que precisa ser feito! Se eu ficar aqui, eles vão perder. Pegue os dois livros antigos com runas entalhadas em cima de minha mesa.- Sim senhor.- Se a força militar não funciona, teremos que usar a força dos rituais antigos... — ele ponderou consigo mesmo. — Solicito escolta até onde Zealotus está!
Dois Khalitzburg se apresentaram.- Senhor, o que devemos fazer com respeito aos prisioneiros?- Humm... — o Verme Sábio ponderou por instantes — Deixe-os trancados, quando tudo isso acabar damos um jeito neles. Alice, por gentileza...A empregada pegou o Verme com cuidado e o colocou dentro de seu avental, enquanto levava os livros em suas mãos.- Para o campo de batalha! Rápido! — ordenou o Verme Sábio.------------------------------ Irene, temos que sair daqui! — falou Zurrumud, presa por correntes numa cela junto a irmã.- Não Zu...esqueça...Está tudo perdido...Viemos até aqui para morrer...Deuses, que tolice fizemos! — lamentava-se Irene, também presa, ao lado da irmã.- Não podemos desistir! Vamos fugir, voltaremos para Geffen e lá faremos algo! Eu vou falar com o líder do clã e com meu esposo e...- Zu, está tudo perdido! — chorou amarga — Primeiro a Rachi, depois o Norman, agora tudo...tudo...- nada mais disse, e chorou.- NÃO SEJA TÃO COVARDE! — ralhou Zurrumud. — Droga, vamos sair daqui! Vamos fugir! Não sei o que está acontecendo lá fora, veja, eles deixaram sem guardas. Vamos fugir! — moveu os pulsos e se soltou das algemas, se inclinando se livrou os tornozelos. — Irene! Pára de chorar, pensa na sua filha! Vamos achá-la! — começou a tirar as algemas que prendiam a irmã — Nós vamos conseguir, confie em mim, em você! Tenho certeza que a Rachi está bem!Mas Irene não respondia: Mesmo livre dos grilhões, mantinha sua alma presa.-----------------------------Rachiele sentou-se ao lado do homem, e o olhou. Demorou a pronunciar palavra, mas teve que fazê-lo."Qual...qual foi seu pecado?" Deu-lhe um pouco de água e de comida para que recuperasse as forças que o cárcere lhe tirara.O homem engoliu a comida e sorveu a água; ergueu a cabeça e a encarou. Sua feições tornaram-se como a de um demônio. Mediu Rachiele de cima a baixo. Farejou medo nela."Meu pecado foi buscar a Verdade." — disse.Rachiele franziu a testa. Como aquele homem poderia ser condenado por algo como "buscar a verdade"? Decidiu interpela-lo."Como assim por buscar a verdade?""Quando buscamos a Verdade, o que realmente acontece, temos que nos confrontar com a mentira.""A mentira?""Exato. Sabe quando concordamos com as coisas e consideramos elas como verdadeiras, mas quando começamos a procurar o porquê das coisas, descobrimos que é tudo mentira? Mas como ninguém fala isso, essas mentiras passam como verdades.""Entendo sim..."Então, para alcança a Verdade é preciso passar por muitas, muitas mentiras. E muitos não querem que a mentira desapareça."Rachiele o escutava atenta."Sabe porque estou aqui? Porquê entenderam que eu poderia ser uma ameaça. Eu era da Igreja..." ele fez uma pausa."O senhor era da Igreja?" Rachiele indagou."Eu era." Ele disse. "Mas em dado momento, percebi que a Igreja, o que me passavam ali era pouco. Não me sentia completo.""E o que o senhor fez?""Pedi permissão ao meu superior para me afastar das atividades eclesiasticas, e ele me atendeu, dado que sempre fui um bom sacerdote. Então comecei minha busca. Viajei muito, conheci outros lugares, outras pessoas, um dia, enquanto refletia sobre tudo que já tinha passado, entendi que o passado não existe e não devemos viver em função de medos e esperanças. O que existe é o presente.""Essa é a verdade?""Isso é parte dela." ele olhou para Rachiele "Você me parece interessada..." ele sorriu "Gostaria de ter mais tempo para passar o que descobri...""Mas então...Qual foi seu pecado? Buscar a verdade não é pecado.""Meu pecado foi ter contradito meu amigo de dentro da Igreja...""Ahh...""Sabe, as pessoas tem certas crenças. Quando alguma coisa abala essa crença que julga-se ser a Verdade as pessoas ficam perdidas. A razão some. Aí sobra a emoção. Uma emoção negativa, por sinal.""Descontaram em você...""Sim. Tire os trapos das minhas costas e olhe. Eu vou me virar para a luz para você ver melhor..."Rachiele obedeceu. Foi até as costas do prisioneiro e tirou-lhe os trapos do que um dia foi uma roupa; ao tocar a pele do homem, sentiu algo.Então viu."Não, não, não fique assim. Como eu disse, pessoas feridas naquilo que acreditam fazem esse tipo de coisa."
Rachiele tocou as cicatrizes do homem: eram fundas e a carne ainda tinha sinais de queimaduras. Um ferro de marcar. Um não, mais que um."Esses são caracteres antigos que a Igreja usava na época de Glast Heim...Atualmente os ferros que ainda contém esse caracteres são guardados pela Igreja para punir os hereges como eu que os desafiam, com ou sem armas...""Isso...não dói?" perguntou Rachiele tocando os caracteres imbuídos na carne queimada, que iam de cima a baixo nas costas do homem. Grandes, rendondos e com sinais de pressão. Não tinham sido bonzinhos quando o marcaram."Antes sim, mas agora é indiferente." ele respondeu."Sabe, ir atrás da Verdade é algo perigoso; sempre tem alguém que não quer que ela seja encontrada." Ele sorriu. "Acho que a Verdade é uma mulher muito perigosa!" riu.Rachiele olhou pasma para o condenado. Como podia estar tão tranquilo depois de ter passado por tudo aquilo? Estava esperando para ser executado, mas era como se não estivesse."Algum problema?" o homem indagou."Não, nenhum." mentiu Rachiele."Rachiele, não é? Estaria disposta a perder tudo em nome dessa busca pela Verdade?" indagou, olhando ainda com um sorriso vago para a noviça.Rachiele silenciou. E sentiu um "Não" brotando em sua voz...------------------------------------------------- Irene...Irene, levante! Vamos!- Me deixe Zu... — pediu Irene.- Vamos embora daqui!- Não quero...Me deixe...- E a Rachiele, como vai ficar?- Não sei...- E você? Como fica?- Não sei. Não me importo. Tanto faz.- Você não é a Irene que conheci! Quando te falei pra irmos atrás da Rachiele, vi um brilho em seus olhos! Onde está ele agora?- Sumiu... — ela fez uma pausa — Morreu...- Tolice!Zurrumud puxou a irmã para perto de si, tocando-a, procurando algo. Irene, quieta, zumbificada pelo momento simplesmente não reagia. Por fim Zurrumud tirou algo que estava oculto perto do seio direito de Irene: um pequeno baralho.- Aqui, você sabe mexer com isso, puxe uma carta!-...Não...- Puxa uma carta! Essas cartas tem poderes! Você sabe usá-las! Você as usou quando Fátima pediu naquela ocasião da briga no Cassino. Use agora!- ...Não...- Quer que eu puxe uma carta então?Irene a encarou. Zurrumud não tinha ainda plena noção do poder que aquelas cartas tinham. Quando Fátima ensinou Irene a manusea-las advertiu-a sobre efeitos perversos que podiam acometer quem não soubesse o que fazia.E agora Zurrumud se propunha a tirar uma daquelas cartas do mini-baralho.- Espere Zurrumud.- Irmã...- Não puxe as cartas de qualquer jeito. A energia nelas é sensível. Deixe comigo. — estendeu a mão.- Por favor, veja se a Rachi está bem...Veja o que está acontecendo lá fora...- Sim,sim... — Irene pegou o baralho, se concentrou e puxou uma carta.-----------------------------"Não me respondeu, noviça." disse o homem. "Você buscaria a Verdade, não a verdade sua, individual, mas a Verdade, independentemente de tudo que pudesse acontecer com você?"Rachiele não sabia o que responder. Ou melhor, sabia. Não estava disposta a pagar o preço que aquele homem pagou. Não queria perder nada.Perder nada? Ainda não tinha ganho nada."E-eu.." — a voz falhou."Algum problema noviça?" indagou o homem.---------------------------- As Estrelas! — disse Irene, com uma carta em mãos.- O que querem dizer? — indagou Zurrumud.- As Estrelas falam de Esperança. Estão falando de...de Rachiele...Deuses...Temos que confiar nela! Ela pode conseguir! — lacrimejou ao passo que Zurrumud sorria, concordando com a irmã.- Puxe outra carta!--------------------------Rachiele chorou diante do homem, que não entendeu a angústia da jovem."Eu...eu quero a verdade, digo, a Verdade...Mas eu ainda sou tão nova...Queria viver mais as coisas, sentir as coisas, quero...""Muito bem. Meio caminho andado." o homem sorriu."Huh?""A primeira coisa é ser você mesma."Aquela frase soou familiar para Rachiele, que olhou para o homem, confusa.-------------------------- Os Amantes!- O que querem dizer?- Eles falam das escolhas que fazemos durante a vida. É também um convite ao Amor. Não o amor possessivo que conhecemos, mas o Amor em sua totalidade.- E o que isso tem a ver com Rachi?- Tem a ver que...Filha, independente de sua escolha, quero que saiba que eu te amo, escutou? — encarou a carta, como se pressentisse o que acontecia em outro lugar.------------------------"Tem medo de suas escolhas?" indagou o homem."Tenho." confirmou Rachiele."Não tenha. O aprendizado é contínuo. Se errar vai aprender. Se acertar, também vai aprender. Já deve ter aprendido algo nesse meio tempo, não?""Sim, já...""Isso é bom. O que aprendeu, noviça?""O Amor não aprisiona. Ele liberta."O homem sorriu.------------------------- A Torre! Ah, droga...- Que foi?- A Torre é a carta que carrega a tragédia. Contudo, a tragédia ocasionada pela Torre pode trazer fundações para que algo novo surja.- E a Rachi...- Dependendo da escolha dela, ela pode vir a passar por essa tragédia...Não posso tirar mais cartas. 3 é o limite por dia.- E agora?- Temos que confiar na Rachiele...----------------------"Rachiele, você já está nesse caminho, não é?" perguntou o homem."Sim, estou...""Então do que tem medo?"Ela não respondeu, mas o olhou."Porque não me responde? Algo errado?""Por quê...""Você tem medo que aconteça com você o que aconteceu comigo. É isso?"Rachiele concordou com a cabeça."De novo: Não tema. Se você temer nunca fará nada."Rachiele assentiu com a cabeça, mas por dentro não concordava."Bem, acho que já falei bastante, não acha? Vou dispensá-la."A noviça o encarou. Pensou em dizer um não, mas nada disse."Está dispensada Rachiele. Pode ir. Tenho sua benção por ter me confessado?""E-eu não aceito ser dispensada.""Como é?""Essas coisas que me disse...""O que há? Se não quer seguir esse caminho, é sua escolha. Vou obriga-la para quê?""Mas...""Você está indo contra você, Rachiele, pare com isso agora mesmo.""Mas eu não posso mais..." se atirou nos braços do condenado, que por pouco não foi ao chão junto da noviça. "Me escuta, eu conheci uma pessoa que era como você. E ela estava bem, e ela..." Fez uma pausa."Ela também trazia a Verdade, não é?""É...""Ela deu sorte. Mas pense bem, pode ser que aconteça com você o que aconteceu comigo, está disposta a pagar o preço?""Eu...Eu estou.""Boa menina. Tenho sua benção?" ele sorriu."Tem. Não houve crime ou pecado algum aqui. Apenas um terrível mal-entendido."Rachiele soltou-se do condenado, o olhou e ficou de pé. O homem sorria para a noviça."Mas me diga, não teme a morte?" perguntou Rachiele."Não." respondeu o homem. "Odin nos mostrou o que acontece quando morremos. Estou tranquilo por causa disso."Rachiele então entendeu."Quer dizer que a Igreja...""Sim, mesmo entre as mentiras da mesma ela passa algumas verdades. Valhala e Hel são reais. E eu não devo temer meu destino. E sinceramente..." ele piscou para a noviça. "Acredita realmente que eu vou para Hel? E mesmo que eu vá, acha que vou passar por maus bocados lá, sendo que nada fiz?"Rachiele fez "não" com a cabeça."Então Rachiele de Prontera! A Verdade é que não morremos! Está dispensada. Nos vemos em Valhala quando você também renascer!"Rachiele não sabia porquê, mas sorria, mesmo estando diante de um condenado, sorria. Voltou para a entrada da cela, e chamou pelo guarda. Quis dar uma ultima olhada para o homem, mas ele não estava mais ali e em seu lugar, um portal aberto a aguardava.Rachiele entrou no portal e viu a cela do calabouço se dissolvendo em sua mente.----------------------------------------------Era tudo muito simples.Artêmis havia recebido um presente de Rob, ou melhor um dom.Bastava segurar o estandarte de Geffen e enquanto estivesse montado em seu corcel, uma aura mágica seria gerada e repassada para as tropas.E a fonte desse poder era Rob, usando Artêmis com condutor.O injustiçado usava uma armadura completa com um elmo que cobria-lhe a face. Enquanto segurava com uma mão o estandarte de Geffen, ia, pouco a pouco, fazendo o enorme pesadelo o qual montava andar vagarosamente.O vento soprava frio a cada vez que Artêmis fazia o cavalo demônio andar. E o estandarte de Geffen parecia cada vez mais brilhante a cada passo dado.Sentiu os inimigos perto.- Pegamos o desgraçado! Todo mundo, atacar! — exclamou um cavaleiro, avançando em carga com sua lança apontada para Artêmis enquanto seu grupo se denvencilhava dos demais adversários.
Artêmis apenas sorria por baixo do elmo. Aqueles mortais não sabiam o que os esperava.- Brandir Lança! — o cavaleiro que avançava deu o primeiro ataque.A lança perfurou o estômago de Artêmis, contudo ele nada sentiu. Uma estranha energia prendia a lança ao corpo do injustiçado.- Por Odin, que feitiçaria é essa?? — indagou o cavaleiro, largando a lança como se pressentisse o que estava por acontecer.- Isso é o poder que eu tenho...mortal! — disse Artêmis.A lança explodiu, iluminando a área onde Artêmis estava e fazendo o cavaleiro ser arremessado para trás, junto com sua montaria e seus companheiros, que preparavam seus ataques.- Então... — disse Artêmis, fazendo o cavalo demoníaco dar mais um passo — Quem é o próximo?--------------------------Em meio ao caos da batalha, Zealotus percebeu quando a empregada Alice se aproximava; com um estalar de seu chicote, fez dois soldados Raydric tomarem sua frente para prosseguirem o ataque e recuou indo na direção da empregada.- O que está fazendo aqui Alice? Devia ficar no castelo!- Eu estou obedecendo ordens, senhora...- Como assim...? — Zea nesse momento escutou uma voz e olhou para o avental de Alice. O Verme Sábio levantou sua cabeça e sorriu.- Zealotus, venha comigo. Preciso de 5 bruxos. Vamos vencer essa batalha.Zealotus não entendeu, mas obedeceu o Verme, dado que ele normalmente sabia o que fazia.---------------------------------------------------Eu me lembrava que já havia visto Aron e fOrCe daquele jeito em algum lugar.E me lembrei de onde.Era um dia ensolarado em Izlude. Minha mãe tinha me levado para ir pegar uma encomenda numa amiga de lá. Descobri pouco depois o quanto era delicioso um pão doce de maçã com canela.Me recordo que olhava para os lados, para a rua, enquanto minha mãe me levava pela mão.Sei que em dado momento, vi meninos que brincavam. Apontei e perguntei, notando um menino mais afastado."Mãe, porque aquele menino não está brincando com eles?""Não sei Rachi.Vai ver ele não é amigo deles."Naquela hora, vi um menino de cabelos cor do céu se aproximando daquele que estava só.Aquele que se aproximou era fOrCe.Andamos e passamos perto do porto. Vi um marinheiro troncudo, com cara suja e barba por fazer chutando um outro garoto."Mãe, porque aquele menino de cabelo verde está apanhando?""Você não vê que ele é um mendigo maltrapilho? Ele apanha porque não faz nada. Mas veja, aquele barco vai para Alberta. Talvez os mercadores de lá dêem um ofício para ele e ele algum dia seja alguém na vida." — respondeu minha mãe, vendo aquele garoto sendo jogado dentro de um barco debaixo de tapas e pontapés.Aquele era Aron Wormior.Me recordo que chegamos na casa da amiga de minha mãe, pegamos o pão doce e voltamos para Prontera. O cheiro do pão anuviou minha memória e essa lembrança ficou perdida em minha mente.Até hoje.- Aron, Force! Vocês conseguiram!Os abracei. Julguei que não os veria mais, mas estávamos todos ali, vivos e bem.Chargeok nos observava, com um sorriso no rosto. Acho que Thor estava satisfeito conosco.- Vocês foram bem-sucedidos. — disse Chargeok, com Thor retumbando em sua voz. — Agora me acompanhem, e vamos dar fim ao plano maligno de Loki.Concordamos e seguimos Thor. Subimos um piso de mármore tão polido que víamos nossos reflexos. Luxo e riqueza permeavam todo o ambiente do Palácio de Thor. Ele parou diante de uma porta dupla, com um fechadura feita em forma de um lobo. Com nenhum esforço, Thor a abriu.- Meu martelo repousa aqui. — disse Thor nos olhando. — Vamos!Thor entrou e foi seguido de perto por nós três. Mas quando parou diante do altar onde o martelo haveria de estar senti algo errado.- Thor...? Que aconteceu? — indaguei.- O Martelo dado por meu pai... — Thor parecia transtornado.- Ei! — Force percebeu antes de mim ou Aron — O Martelo sumiu! — ele se aproximou do altar: estava vazio. Algo ou alguém havia tirado o martelo de lá.- Mas como...? — Me perdi nas palavras. Aquilo me soava absurdo. Thor sempre tinha consigo seu martelo mágico, e quem haveria de ter feito aquilo? E como o fez?- Err... gente... — balbuciou Aron — Quem é esse cara aqui atrás...?Nós olhamos para a direção de Aron. Um arcano de cabelos curtos, usando um largo manto nos olhava com um sorriso e um risinho cínico na face. Percebi em seus olhos o mesmo tipo de brilho que possuia Chargeok/Thor.- Loki! — exclamou Thor — Que artimanha usou dessa vez? Vai provocar o Ragnarok se continuar com seu plano!- Ah, irmão... — disse Loki — Sofri tempo demais no Limbo. Felizmente encontrei um mortal que por afinidade me ajudou...- Onde está o martelo, maldito trapaceiro? — fOrCe ficou exaltado ao contemplar em seu antigo companheiro o Deus do mal.- Ah, Force... — dessa vez a voz era de Rob — Eu disse que não iriam mais me menosprezar. Eu consegui o impossível para vocês...- O que quer dizer?? — perguntou Aron, confuso.- Falo disso, pequeno tolo... — disse Loki, tirando de dentro de sua capa o martelo de Thor em suas mãos. — ...MEU martelo. — sorriu.Tremi. De certo aquela arma era poderosa. Loki tinha nos pegado. Sem seu martelo, Thor pouco poderia fazer contra o deus do mal. Aquilo não tinha como piorar.- É apenas um martelo! E daí? Vamos dar um jeito em você mesmo assim! — exclamou fOrCe.- É isso aí! — Aron sacou sua espada. — Vamos lá Thor! Rach!Por algum razão, Loki ria baixinho. Thor nada disse. Decidi interpela-lo.- Thor, qual o problema...? — saquei minha maça.- Aquele martelo...Não sei como, mas é MEU martelo!- O QUÊ?? — o grito saiu em uníssono e então Loki golpeou violentamente o chão usando o martelo que agora sabíamos todos, era de Thor.O chão desabou e caímos.Aquilo havia piorado de um jeito que eu ( e acho, nem Aron e Force ) não podíamos conceber.Estávamos perdidos.
Fale com o autor