Let´s Rock

32 Capítulo Dez, Parte Um: Guerra e Poder.


Notas iniciais
Capitulo escrito pelo Fabiano Alves. Esse é o antipenúltimo capitulo da fic, espero que gostem! ^^

Era um entardecer nos arredores de Geffen.

Não um entardecer como os outros. Naquela tarde, dois exércitos se enfrentavam às portas da cidade conhecida como Glast Heim, que anteriormente era palco de discussões entre os deuses e os mortais.

O confronto de hoje era muito diferente dos duelos de idéias de outrora...

- Recuem! Todo mundo para trás! Esses porcos estão avançando! — bradava um cavaleiro para seus aliados. — Caiam malditos! — exclamou enquanto sua lança transpassava o peito de um soldado de Rob, que tentava, inutilmente, segurar com sua manopla a arma do cavaleiro.

Protegido por uma escolta, o verme sábio era levado para os portões da cidade. Junto dele, Zealotus, Alice e alguns bruxos. Ao passarem os portões, são recebidos por um grupo de gárgulas que batem continência.

- Subam o mais alto que puderem, e descarreguem as flechas naqueles malditos! Vão! — ordenou Zealotus, fazendo com que os gárgulas alçassem vôo para acima da muralha semi-destruída da cidade. — Sábio...- disse ela se voltando para o verme — Se esse seu plano não der certo, estaremos perdidos!

- Confie em mim, Zea...- ele sorriu — Venceremos essa batalha! Bruxos! Fiquem em formato de pentagrama , eu ficarei no centro. Enquanto eu recitar o encanto, vocês devem repetí-lo, entenderam?

Os bruxos responderam um "sim" em uníssono.

- Muito bem..vamos começar...- ele abriu um dos tomos que fora passado por Alice — Alice, acho melhor você sair daqui...

- Fique no castelo, Alice. Aqui não é lugar para você — disse Zea — Vocês! — bradou para um grupo de guerreiros próximos — Me ajudem aqui! Temos que proteger esse bruxos enquanto eles executam o feitiço!

O soldados se posicionaram perto de Zealotus, rechaçando os primeiros guerreiros de Rob que se aproximavam do portão.

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Alice voltara para o castelo. Nunca o viu tão vazio quanto agora. Os sons de luta às portas da cidade a deixavam temerosa que o pior pudesse acontecer. Escutou estrondos de relâmpagos ao longe. Pensou o pior.

Foi quando notou duas figuras saindo dos calabouços.

E teve certeza que as conhecia, pois havia auxiliado a captura das duas.

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Force estava atordoado. Seus olhos lhe mostravam um mundo que girava. Fraquejou e sentiu sua espada escapar de sua mão. Baixou a cabeça, tentando se recuperar.

Thor se colocou contra um relâmpago que foi arremessado contra o amigo.

- Loki, seu bastardo!

- Irmão...ainda tenta proteger esses débeis mortais? O jogo acabou, eu venci!

- Não! — tomado de fúria, Thor avançou contra seu irmão com as mãos nuas.

Loki sorriu e desferiu tal golpe usando o martelo que outrora pertencia a Thor que o deus do trovão foi jogado contra a parede do templo, que veio abaixo, colocando em colapso todo o já castigado local.

- N-não...- balbuciou Thor, vendo os escolhidos serem soterrados enquanto Loki avançava sem os escombros o incomodarem.

Trovejou.

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- Eles foram derrotados, pai! Deixe-me ir! — exclamou Tyr, fazendo menção de sacar sua espada.

- Contenha-te filho. — disse Odin — Vislumbra Bifrost! — ordenou o pai dos deuses.

Tyr virou-se na direção de uma janela. Aguçou seus sentidos e então sentiu algo vindo na ponte. Sentiu Heimdall, guardião da ponte do arco-íris e mais algo.

- Mas...o quê...? — indagou.

Odin virou-se na direção do filho.

- Sim. Nossos inimigos se preparam para deflagrar o Ragnarok. Caso Loki vença em Midgard, eles atacarão. E se fores até Midgard para ajudar Thor, nos deixará desguarnecidos aqui e ao invés de nossos rivais terem o mesmo fim que nós, vencerão a batalha e alterarão toda a realidade, o presente e o futuro. Se é isso que desejas, vai agora!

Tyr fez uma breve mesura para Odin e disse, com uma voz mais amena.

- Defenderei Asgard junto ao senhor, pai...

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Em Glast Heim, Rybio decepava a cabeça de um bruxo e finalmente chegava diante do cavaleiro de Geffen, seu antigo aliado, Artêmis.

- Ora! Vejam só! — estalou a língua enquanto fazia malabarismo com sua lâmina — Você está outro Artêmis! — sorriu.

- Gentileza sua, velho companheiro... — a voz de Artêmis ressoou dentro do capacete — Preparado para nosso acerto de contas? — o cavalo negro relinchou.

- Sempre estou, seu verme! — Rybio fechou a cara numa expressão séria e saltou arremessando sua lâmina contra o cavaleiro, que levantou o estandarte de Geffen e foi envolvido por um campo de força que rebateu a lâmina contra o chão.

- Não vai ser tão fácil assim, amigo...

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Eu pensava que poderíamos vencer.

Eu pensava que tinhamos chances.

Me enganei. Me enganei demais.

O cheiro do pó que se depositou sobre nossos corpos era algo insuportável.

Eu tossia enquanto o gosto de sangue chegava em minha boca.

Tentei me mover, mas o corpo doía, e as pedras, pesadas, não me deixavam mover.

Chegamos tão longe para morrer...

Eu queria...ter feito mais.

Conformo-me, fecho meus olhos e espero que a morte chegue.

Até para respirar dói. Espero que não demore para que eu vá.

......Droga......

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Falhamos.

Não é preciso outra explicação. Simplesmente isso: Falhamos.

Foi tudo em vão. Andamos tanto, corremos perigo mais de uma vez para morrermos...Aqui, ao lado de Thor.

Pensei que poderíamos com a ajuda de Thor ( Quem diria que meu grande amigo Chargeok teria um destino assim? ) vencer as dificuldades.

Agora estamos aqui...Debaixo de escombros, feridos, e mesmo que tivéssemos como sair daqui...

Não temos como deter Loki...

Rob, meu amigo, me perdoe por não poder salvá-lo...

Marceli, Amanda, perdão por não tê-las salvado...

Chargeok, desculpe por abandoná-lo assim...

Rachi, Aron...

Vocês foram bons amigos.

Mas é que sonhos morrem.

Desculpem, desculpem mesmo.

Mas não dá mais...

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Silph...Aonde será que você está...?

Queria te ver antes de...de...

......

Queria te falar da Rachi...ela é legal...

E o Bulk? E o Billy...?

Será que eles estão bem...?

Isso é pior do quê água fria...

Não escuto nada...Folk? Ravi...?

Vocês estão...por aí...?

Tá tudo vermelho....

Tudo...

Tu....

.........

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Em Asgard, os dois corvos de Odin pousam cada um em seus ombros e um por vez, lhe contam o que viram.

Após ouvir, o soberano de Asgard os dispensa e ambos saem pela janela mais próxima, voltando para Midgard.

Tyr se aproxima.

- Pai...? Que notícias trouxeram de Midgard?

Com seu semblante sério, Odin se pronuncia:

- Filho meu, Loki nos enganou novamente. Não bastasse sua intenta de ter escapado do cativeiro e estar tramando algo que culminará com o Ragnarok, ele fez uma afronta contra seu irmão e meu filho, Thor.

Tyr apenas observava, incrédulo.

- O que ele fez a meu irmão, pai?

- Destituiu ele da posse de Mjolnir.

- Impossível... — murmurou Tyr.

- Não, não é. Mas dois podem jogar o jogo em que Loki nos colocou. — caminhou até seu trono, e olhou sua armadura de batalha e sua lança, de nome Gungnir.

Tirou Gungnir do armorial.

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Desde que tinha entregado a encomenda para Rob, Mace Knight se recolheu a seus aposentos. Viu da janela de seu quarto quando as tropas do exército de Rob partiram em direção de Glast Heim.

Acendeu uma vela e deitou-se em sua modesta cama, tirando aos poucos seu equipamento de ferreira.

Sua mente estava confusa.

Nos ultimos dias, fora bombardeada de lembranças, sonhos, desejos e ambições que não eram suas. Não entendia o que poderia estar acontecendo.

Talvez fosse loucura.

Então Rob solicitou uma forja. Forneceria o material. Pelo que ele dizia, uma certa arma precisava ser recuperada de um templo destruído.

Mace aceitou o contrato. Era uma aventureira poderosa, daria conta de recuperar a arma, que soube ser um martelo.

Com quase nenhum esforço maior, invadiu um antigo templo, recuperou o martelo e saiu de lá, ilesa, voltando para Geffen, onde Rob a esperava.

Recebendo um farto pagamento pelo trabalho feito, Mace pensou em voltar às estradas.

Foi quando Rob lhe solicitou um novo trabalho.

Entregaria runas místicas, feitas por ele próprio. O objetivo era preparar a arma para receber um encantamento.

"Esse martelo está muito danificado. Precisa de um encanto para funcionar como se deve." disse Rob.

Como Mace Knight era uma ferreira habilidosa, aceitou a tarefa.

Foram dias e dias na forja. As runas demoraram meses para serem colocadas no martelo, e durante os intervalos, Rob sempre vinha para usar feitiços que Mace desconhecia, mas que ajudaram no refinamento da arma.

Finalmente tinha completado a tarefa proposta por Rob; Mace entregou-lhe o martelo e ele o experimentou, com muita desenvoltura para um bruxo tão franzino.

Satisfeito, Rob pagou uma generosa quantia pelo serviço de Mace e ela voltou feliz para sua casa, onde vivia desde que sua mãe tinha morrido.

Nesse momento, acordou.

Esses pensamento, desconexos e confusos, que se mesclavam quase que formavam um sonho, deixavam Mace desconcertada.

Sentiu algo pegando no bolso de seu pijama.

Tirou. Era uma carta com um enorme dragão prateado.

"Mas de quem diabos é isso?" pensou.

Jogou a carta no chão. Ao ver a mesma girando no ar e caindo no chão empoeirado e parando teve um sobresalto: aquela carta era sua.

Saiu da cama e a pegou, olhando-a. Tentando se lembrar.

"Essa carta não é minha...mas..."

Lembrou-se de algo que não era sua memória.

"Ei, eu só vim...Oooooops!"

"Ei...Essa carta...é minha!! MINHA CARTA BAHAMUT! LADRÃO DESGRAÇADO!"

"Não, não, espere aí! Eu vim..."

"MARTELO DE THOR!!"

Mace sacudiu a cabeça, como se desejasse que os pensamentos a deixassem, mas de nada adiantou.

"Eu conheço aquele cara que estava na arena de Rob...é o Aron!"

(Mas como sei o nome dele? Eu nunca o vi!)

"Poderoso Odin, dá-me forças!" implorou Mace para si mesma, enquanto pegava seu equipamento de forja e saía do quarto deixando para trás uma cama desarrumada e uma vela que se apagava.

Não tinha tempo a perder.

Ainda se lembrava de onde era o templo de Thor, mas e se mesmo aquilo que sabia desaparecesse de sua mente?

Correu.

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Force chorava soterrado pelos escombros.

Doia-lhe mais a alma do que seus ferimentos ser vencido e colocado daquela maneira ao lado de quem considerava seus amigos.

Amigos esses que, assim como os de outrora, estavam agora distantes.

"Espera a gente, Force!" lembrou-se da voz. Era Marceli ou Amanda? Não sabia.

Também não importava mais.

"Não morra Force! Eu te amo!" Essa era Amanda. Desarmando-o antes que se matasse por causa da alucinação causada pelo druida maligno.

"Temos que um dia ir até Geffen para os bruxos descobrirem o que é esse seu poder, Force..." Esse era Chargeok, em outro mundo, num outro tempo.

"Meu poder?" a dúvida tomou conta de Force. E se usasse seu poder para se salvar ali?

"Se eu usar o poder...pode ser que eu fique como em meus sonhos..."

Lembrou-se de pesadelos terríveis onde seu poder o corrompera e ele, antes um audaz espadachim tentando se tornar um templário, tornou-se uma cruel criatura.

"Nós não temos escolha...Aron, Rachi, Chargeok...Me perdoem se algo der errado..."

Se concentrou, clamando pela seu poder, escondido dentro de si mesmo...