Let Me Take Care Of You
8 PARTE VII – GOING HOME
Notas iniciais
Dedicado especialmente aos incansáveis reviewers desta fic, Marissol Pendragon, Cristal_Black, BloodyHolmes and TheBadWolf ^.^v
Hope you enjoy, guys!!
- O senhor precisa voltar daqui a quinze dias para avaliação do seu quadril, senhor Lestrade. – o médico dizia, enquanto olhava pela última vez o prontuário de Greg, antes de assinar a alta. O policial estava mais do que satisfeito com o final de seus quinze dias de ordálio; ele mal podia esperar para chegar em casa (ou onde quer que Mycroft fosse escondê-lo pelas próximas duas semanas) e livrar-se daquele miasma hospitalar que parecia ter aderido a sua pele, independente do caríssimo gel de banho que Mycroft lhe trouxera. – As recomendações de praxe estão valendo; nessas primeiras semanas, repouso, evitar esforços, e a qualquer sinal de febre ou incômodo, retornar para uma avaliação. Quanto à fisioterapia...
- O senhor não precisa preocupar-se quanto a isso, doutor. – a voz educada de Mycroft, que arrumava a mala de Gregory, interrompeu o médico. – Um especialista altamente qualificado foi contratado para atender o Detetive Inspetor a domicílio. Ele fará sessões diárias, a fim de retornar à Yard em sua plena capacidade laboral.
- Sessões diárias? Bom, isso certamente auxiliará na recuperação do movimento natural de marcha. – o médico concordou – E se o senhor confia neste profissional... – Mycroft olhou para o médico com seu sorriso “você-é-um-idiota-mas-eu-sou-educado-demais-para-lhe-falar”, segundo Greg.
- Se o Príncipe de Gales confia nele, eu também confio, doutor Johnson. – Greg revirou os olhos, recostado na cama. Típico de Mycroft, ir lá e contratar a droga do fisioterapeuta da droga da Família Real. – Há mais alguma informação relevante que tenhamos que saber? – o médico de repente ficou extremamente ruborizado, e desviou o olhar do par.
- Bom, ahn... seria aconselhável, pelo menos nos primeiros cinco ou seis dias, que vocês evitassem... ahn... atividades mais vigorosas no... ahn... no quarto. – Greg sentiu o rosto queimar, e o olhar de Mycroft daria inveja a um tubo de nitrogênio líquido.
- Nós garantimos que seremos cuidadosos em nossas demonstrações de afeto, se isso tranquiliza sua consciência, doutor. Agora, será que o senhor faria a gentileza de dispensar Gregory? O doutor Watson já vem chegando com a cadeira de rodas para conduzi-lo até o carro, e eu tenho certeza de que ele pode assumir daqui. – o médico assentiu e assinou os papéis da dispensa, levando-os até a estação de enfermagem como se todos os perdigueiros do inferno estivessem em seu encalço. Mycroft realmente sabia como reduzir um homem a uma massa trêmula e disforme de terror. – Francamente, o que esse homem pensa? Que eu vou submeter você a uma maratona sexual depois de um mês no hospital? – Greg ergueu as sobrancelhas.
- Eu não me oponho; muito pelo contrário. – Mycroft suspirou e sentou-se na cama, ao lado do policial, que terminava de abotoar o pesado casaco de inverno.
- Gregory, nós já... – ele interrompeu-se com a chegada de John, que trazia a cadeira de rodas e um Sherlock muito aborrecido em seu encalço. – Ah, boa tarde, John, Sherlock. Eu agradeço imensamente a gentileza de virem nos auxiliar.
- Eu declaro estar aqui contra a vontade. – Sherlock bufou, cruzando os braços – Eu deveria estar acompanhando a evolução da decomposição dos pulmões que eu mergulhei em água salgada, mas...
- Eu disse que não ia sobrar um único órgão, membro ou apêndice no flat se ele não viesse comigo. – John interrompeu, carranqueando para o amigo. – Já basta ter mergulhado os malditos pulmões na banheira. Deus sabe quanto tempo eu vou levar pra limpar aquilo depois, porque você não vai limpar, com certeza. – Mycroft e Greg entreolharam-se, segurando o riso.
- Oh, céus, caro irmão, problemas no paraíso? – Sherlock fez uma careta, enquanto Mycroft sorria para ele com falsa inocência.
- Cale a boca, Mycroft.
- Oe, nada de falar assim com meu namorado! – Greg replicou. – Quer que eu diga pro Dimmo cortar seu acesso aos meus casos pendentes? – Sherlock ergueu a gola do casaco e virou-se para John.
- Vou esperar você lá fora. – e saiu, com um de seus dramáticos giros do casaco. Dois segundos depois, a cabeça despenteada reaparecia no umbral da porta – E para seu governo, Lestrade, Dimmock me idolatra. Ele nunca cortaria meu acesso à Yard como você faz. – e dito isso, saiu novamente, deixando os três homens entreolhando-se, Mycroft e Greg com sorrisos divertidos, John com um olhar confuso.
- Que crianção... – Greg resmungou, erguendo-se devagar e sentando-se com cuidado na cadeira de rodas. Mycroft pegou a mala azul e entregou-a para John com um brilho travesso no olhar.
- Um pouco de competição saudável, então, John? – ele provocou o outro, que ficou vermelho e não respondeu, ocupando-se em ajustar a alça da mala com o cenho franzido. Greg piscou para Mycroft e resolveu provocar o amigo mais um pouco.
- Não se preocupe, John. Dimmo está investindo na minha Nat, ele não vai avançar em Sherlock durante as investigações nem nada assim. – John grunhiu algo que parecia muito com babacas cuzões e saiu batendo os pés, arrastando a mala atrás de si. Mycroft sorriu e começou a empurrar a cadeira de rodas em direção ao elevador – Nós éramos tão irritantemente cegos assim? Antes de desatarmos as confusões das nossas vidas?
- Não, Gregory, querido. Nós estávamos bem cientes dos nossos sentimentos e da tensão sexual entre nós; nós só éramos cautelosos demais para agirmos. – Greg virou a cabeça e sorriu para o namorado.
- Covardes, você quer dizer.
- Essa é outra maneira de colocar o cenário.
O carro aguardava na porta do hospital, Joshua segurando a porta traseira com um sorriso contido. Sherlock estava escorado na parede do hospital, esfregando os adesivos de nicotina no braço esquerdo e olhando com desejo para a tabacaria no outro lado da rua. John deixou a mala aos pés do motorista e despediu-se de Greg e Mycroft com uma certa frieza, ainda mordido pelas “brincadeiras sem graça” do casal. Sherlock alcançou-o, erguendo a mão num aceno sem virar-se, parecendo confuso com o súbito mau humor de John. Mycroft ajudou Greg a embarcar no carro enquanto o motorista guardava a bagagem no porta-malas. Ele logo embarcou junto de Greg, vendo que o policial já encontrara sua pequena surpresa, olhando-o com genuíno espanto nos olhos castanhos.
- My, o que é isto? – ele referia-se à bela bengala de castão em suas mãos. O corpo era de ébano polido, feito sob medida para a altura de Greg, e a empunhadura de prata era entalhada na forma de uma raposa. Mycroft sorriu, inclinando a cabeça.
- O médico informou-me que, durante as primeiras semanas, você necessitaria de um apoio para marcha; uma bengala ou uma muleta. Ele tentou oferecer uma daquelas horríveis coisas de alumínio, como a que John usava quando conheceu Sherlock, mas eu declinei a oferta e disse que iria adquirir algo mais adequado a um homem de sua posição. – Greg olhou-o com um sorriso pequeno brincando nos lábios.
- Então, você foi lá e roubou a bengala do Lucius Malfoy pra mim? – Mycroft riu suavemente – Ela é realmente linda, Mycroft, obrigado. – o policial acariciou com os dedos o entalhe de raposa, fazendo Mycroft engolir em seco.
- Nada além de um complemento à sua beleza, meu querido. E... eu mandei manufatura-la no mesmo artesão responsável pelos meus guarda-chuvas. – ele encarou Greg com as sobrancelhas erguidas. O policial deu-se conta do que o político queria dizer.
- Oh... definitivamente roubada do Lucius Malfoy.
- Mas com algo um pouco mais adequado do que uma varinha escondido nela. – ele tomou a bengala das mãos de Gregory, apertando a ponta do focinho da raposa e puxando a empunhadura, revelando uma lâmina de aço de 20cm de comprimento, gume duplo e aparência letal. Ele embainhou-a novamente e depositou a bengala sobre o outro banco, tomando as mãos de Greg nas suas. – Eu me preocupo constantemente com a sua segurança, Gregory. Eu precisava de uma precaução extra durante o tempo da sua recuperação. – Greg sorriu e beijou-lhe os nós dos dedos.
- É brilhante, My. Como tudo em que você coloca a mão. Agora... – ele deu um sorriso travesso – será que eu ganho um beijo decente de boas-vindas?
Greg viu cada detalhe do sorriso pequeno e predatório que tomou os lábios de Mycroft, bem como a forma que seus brilhantes olhos azuis escureceram quando ele lhe soltou as mãos, enlaçando-lhe a cintura com o braço direito e tomando-lhe a nuca num aperto com a mão esquerda. O policial sentiu a pulsação acelerar e um calor familiar tomar-lhe o corpo a medida que a distância entre os dois se fechava. Mycorft tocou-lhe os lábios com leveza primeiro, antes de deslizar a língua pelo lábio inferior de Greg, mordiscando-o em seguida, mas sem aprofundar o beijo, nem mesmo quando a mão de Greg agarrou seus cabelos e ele lançou-se a frente, desesperado por mais contato com seu amante.
- Mycroft... – ele grunhiu contra os lábios rosados e finos que o atormentavam – é melhor parar de me provocar. Eu fiquei um mês naquele hospital. Um mês sem nada. Eu não vou estar propenso a joguinhos por um bom tempo. – ele puxou Mycroft para um beijo duro e sôfrego, todo dentes e línguas e pressão, sem nenhuma gentileza, nenhuma ternura, apenas calor e excitação e vontade reprimida. Quando romperam o beijo, ambos ofegavam, os lábios inchados e extremamente vermelhos, os cabelos despenteados e as pupilas dilatadas. Mycroft tomou fôlego antes de falar.
- Pobre, pobre Gregory. – ele ronronou, arrancando um grunhido do policial. – Sabe, temos uma hora e meia de viagem pela frente. Acho que podemos, se não resolver, ao menos aliviar a sua aflição. – ele desabotoou o pesado casaco de lã que o policial usava, jogando-o no outro banco, junto com a bengala. Seu próprio sobretudo seguiu o mesmo caminho, assim como a jaqueta de Greg e a parte superior de seu terno. – Está mais confortável, meu querido? — ele falou, com um sorriso que fez todo o sangue de Gregory migrar para o sul, e seus jeans ficarem extremamente desconfortáveis. Mycroft recostou-se, vestindo apenas o colete sobre a camisa e a gravata. Sem quebrar o contato visual, ele afrouxou a gravata vagarosamente, tirou-a e abriu os dois primeiros botões da camisa. Desfez então as abotoaduras, rolando as mangas até os cotovelos com uma calma deliberada e levemente sádica. Greg engoliu em seco, sem conseguir tirar os olhos dos antebraços pálidos e das mãos esguias e elegantes. Ele ficava absolutamente louco quando Mycroft rolava as mangas desse jeito; ele parecia... perigoso. Essa era a verdade. E Greg achava aquilo extremamente excitante.
Ele sentiu a respiração prender-se na garganta quando os dedos longos e ágeis começaram a desabotoar sua camisa, as pontas roçando a pele nua do peito a cada botão aberto. Mycroft o observava com os olhos estreitados e um sorriso contido. Greg estava ofegante, gotas de suor acumulando-se em sua testa, seu corpo quente como se estivesse febril. Ele não conseguia compreender o que havia em Mycroft que o deixava tão excitado mesmo com os gestos mais simples, mais corriqueiros. Claro, o homem tinha a graça e a elegância de um tigre; seus movimentos eram precisos, refinados, cheios de uma sensualidade natural. Mas como ele podia transformar o simples ato de desabotoar uma camisa numa poderosa artimanha de sedução?
Antes que ele percebesse, sua camisa estava aberta, e Mycroft lançava um olhar apreciativo a seu peito nu. Ele correu uma das mãos pela pele morena, apreciando o contato dos pelos sob a ponta dos dedos, brincando brevemente com os mamilos, arrancando um gemido de Greg. Num movimento gracioso, ele ajoelhou-se no chão do carro, fazendo Greg sentar-se de frente para ele e abrir as pernas, posicionando-se entre as coxas musculosas. O político correu as mãos pelas pernas de Greg, olhando-o com os olhos azuis escurecidos de desejo. O policial ergueu as mãos, acariciando o rosto liso, a nuca, os cabelos avermelhados, agarrando-os com força quando a boca morna envolveu um de seus mamilos, mordendo-o com delicadeza. As mãos de Mycroft subiram de suas pernas para sua cintura nua, acariciando a pele levemente, provocando-lhe arrepios. A boca habilidosa percorria seu peito, mordiscando e lambendo a pele, descendo em direção ao abdômen plano, evitando cuidadosamente a cicatriz recente, parando apenas ao encontrar o cós da calça jeans. Os dedos que envolviam sua cintura rapidamente desfizeram a fivela do cinto, abrindo o botão e descendo o zíper com lentidão enlouquecedora. Greg agarrou os cabelos na nuca de Mycroft com mais força, sem conseguir tirar os olhos dos dedos que o provocavam, acariciando a pele em torno do elástico de suas cuecas.
- My... o que eu falei sobre joguinhos? – Greg grunhiu, sem fôlego. Mycroft soltou sua risada meio bufada, olhando Greg com um olhar sardônico.
- Você corta toda a minha diversão, meu querido. – Greg aumentou o aperto, curvando-se para beijar Mycroft com força, deixando-o ofegante. – Está bem, amado. Sem mais jogos.
Ele arrancou um longo gemido de Greg ao engolir em um só movimento sua ereção, a língua habilidosa traçando padrões ao longo do comprimento, as mãos agarradas nas coxas musculosas, as unhas cravadas no tecido grosso do jeans. Greg manteve os dedos enlaçados nas mechas avermelhadas, os olhos fechados, a cabeça jogada contra o encosto do carro, concentrando-se apenas na boca morna e úmida que o atormentava, subindo e descendo, os dentes raspando provocativamente em sua glande. Mycroft puxou mais para baixo a cintura da calça, fazendo Greg erguer o quadril, para puxa-la até os tornozelos dele. Greg estava se sentindo completamente exposto, praticamente nu dentro do carro aquecido, o couro do assento grudando em suas pernas, e Mycroft completamente vestido, provocando-o até o limite de suas forças, arrancando-lhe maldições e gemidos em uma voz gutural e repleta de desejo.
Mycroft ergueu a mão direita até a altura dos lábios de Greg, com o indicador e o dedo médio erguidos, e olhou-o com uma sobrancelha erguida. O policial entendeu o pedido e engolfou os dedos, chupando-os e lambendo-os da mesma maneira que o outro fazia com seu pênis, sorrindo satisfeito ao sentir Mycroft gemer em torno de sua ereção, acelerando o movimento da boca. O político arrancou os dedos de entre os lábios que o tantalizavam, e Greg prendeu a respiração ao senti-los circundando a sua entrada. Num movimento delicado e cuidadoso, Mycroft penetrou-o com o indicador, fazendo Greg pular, afundando-se ainda mais em sua boca. Greg agora murmurava palavras desconexas, incapaz de conter-se. Fazia muito tempo desde que Mycroft (ou até ele mesmo) o tocara, mais de um mês; seu corpo tensionava-se, o prazer acumulando-se dentro dele como uma onda, prestes a arrebentar a qualquer momento. Mycroft penetrou-o com dois dedos e curvou-os, atingindo-lhe a próstata num golpe curto e seco, mas que foi suficiente para quebrar a resistência do policial. Gritando o nome de Mycroft, Greg gozou, enterrando-se na boca do amante, o corpo fervente tomado por espasmos. Mycroft removeu os dedos, acariciando as coxas nuas de Greg com as duas mãos enquanto sugava-o até a última gota. Ele removeu o lenço de seda do bolso do colete e limpou seus lábios com delicadeza, antes de erguer-se do chão e sentar-se ao lado de Greg, puxando-o para si e beijando-o lânguida e carinhosamente. Greg estava completamente flácido, e sentia como se todos os ossos de seu corpo houvessem desaparecido. Ele apoiou-se contra o peito de Mycroft, ofegante, com um sorriso de um milhão de Watts no rosto.
- Isso, My, foi incrível. – com cuidado ele tornou a vestir as calças, mas sem abotoá-las nem fechar a camisa. Para Mycroft, ele parecia deliciosamente decadente, a própria encarnação da sensualidade. O político sorriu e puxou-o para que ele deitasse a cabeça em seu colo, estendendo as pernas no banco. – Você é um deus do sexo, Mycroft Holmes. – ele fechou os olhos, esfregando o rosto contra as coxas esguias do namorado.
- Minha intenção é agradá-lo, meu amor. – ele falou, acariciando os fios grisalhos, um sorriso satisfeito nos lábios finos. – Sentindo-se mais... relaxado, Gregory? – o policial soltou uma risada cansada, erguendo uma mão para acariciar os dedos que lhe faziam cafuné.
- Relaxado? Eu não tenho forças no corpo, My. Você sugou toda a minha energia. – Mycroft soltou uma risada breve, curvando-se para beijar os lábios que ele tanto adorava. – Huum... e você, amor? Ainda tem... energia? – Greg esfregou a bochecha contra a virilha de Mycroft, sorrindo ao sentir o outro enrijecer sob seu toque.
- Temos uma hora de viagem ainda, Gregory. – ele falou, os dedos traçando o contorno das clavículas do policial, cuidadosamente evitando o ombro ferido. – É tempo suficiente para que você... esgote a minha energia?
- Bom... com todos os remendos recentes, My, nós vamos ter que ser um pouco criativos nesses primeiros dias.
- Mas eu sei que você é um homem de muitos recursos, Detetive Inspetor. Certamente vai aparecer com uma solução adequada para o meu pequeno problema. – era uma coisa boa que Mycroft não costumava sorrir daquela maneira em público; aquele sorriso era praticamente um atentado ao pudor.
- Seu problema é tudo, menos pequeno, Mycroft. – Greg deu um de seus sorrisos travessos, deslizando no colo de Mycroft até sua cabeça estar apoiada nos joelhos do político, o que lhe dava acesso ao zíper das calças ajustadas, e que pareciam estar extremamente desconfortáveis. – Vamos ver se eu posso ajudar você.
Ele desceu o zíper sem perder tempo. Enquanto Mycroft gostava de provocar ao máximo, enlouquecendo lentamente seu parceiro, Greg era rápido e feroz, atacando sem piedade, querendo levar o outro ao limite no menor tempo possível, antes de parar e começar tudo de novo. Ele expôs o membro de Mycroft, envolvendo-o com a mão direita, masturbando-o num ritmo frenético e implacável. Mycroft agarrava o encosto do banco com uma mão, a outra mão ainda enredada nos cabelos de Greg, num aperto desesperado. O político mordia o lábio inferior para impedir-se de gritar, sempre tão tímido, tão polido. Greg queria ouvi-lo gritar; já fazia tempo demais desde que ouvira Mycroft perder o controle e amaldiçoar, implorar e gritar para ele. Quando ele sentiu o corpo de Mycroft tensionar-se, ele parou o movimento, apertando a base do pênis para conter o orgasmo. Mycroft deixou escapar um gemido frustrado.
- Gregory, não pare...
- Então pare de se controlar, My. Vamos lá, perca um pouco o controle. – ele olhou o rosto afogueado de Mycroft, os olhos azuis agora quase negros, com as pupilas completamente dilatadas, ofegante e trêmulo. Após pensar por um momento, ele virou-se com cuidado, deitando de barriga para baixo e apoiando o peso do corpo todo do lado direito.
- Gregory, o que você... AAAHH! – Mycroft não conteve o grito quando Gregory envolvou-lhe o pênis com a boca, imprimindo o mesmo ritmo de antes, sugando e lambendo e raspando os dentes pela glande cada vez que subia, fazendo Mycroft finalmente perder o controle. – Ah, merda... Greg, não se atreva a parar agora, por favor, por favor, por favor... – Greg, ao contrário, infligiu um ritmo ainda mais desesperado, sabendo que quando Mycroft o chamava de ‘Greg’ e começava a implorar (um traço muito pouco típico nele), era porque ele estava no limiar. E quando ele sentiu o aperto da mão em seu cabelo intensificar-se e os quadris erguerem-se do banco, ele não mais impediu, e o clímax tomou Mycroft, fazendo-o gritar o nome de Greg tão alto que, a despeito do isolamento acústico, Joshua provavelmente ouvira.
Greg arrumou-o o melhor que pode, com a ajuda do lenço de seda, e deixou a cabeça cair novamente no colo de Mycroft, que agora lhe acariciava os cabelos lenta e gentilmente. Os dois ficaram recuperando o fôlego por um momento em silêncio, sorrisos tolos nos rostos enquanto se olhavam.
- Você é, realmente, um homem de recursos, Gregory. Não acho que vou conseguir me mexer pelo resto da viagem.
- Ótimo. – Greg falou, acomodando-se melhor e tomando uma das mãos de Mycroft nas suas, beijando-lhe os nós dos dedos – Porque eu pretendo passar o resto da viagem exatamente aqui, no seu colo, talvez até cochilando. – Mycroft sorriu e beijou-o de leve nos lábios, ajeitando-se em seguida no banco, com a cabeça encostada para trás, os olhos fechados.
- Fico feliz que estamos de acordo.
Mais ou menos 40 minutos depois, ao chegar a Knight’s Hill, a casa de Mycroft em Surrey, Joshua abriu a porta de trás do carro e encontrou o casal profundamente adormecido, uma das mãos de Mycroft nos cabelos de Greg, a outra sendo firmemente segura pelas duas mãos do policial.
Notas finais
E não deixem de conferir a terceira parte da trilogia The Science of Seduction!
Until next time,
Eowin
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