Notas iniciais
Última vez que eu demoro, prometo =(

Uma semana depois, sexta-feira.

Já estava acordada desde as 07h00min revisando o conteúdo para o simulado que eu teria hoje às 09h30min. Já tinha tomado duas xícaras de café, eu estava mais nervosa do que costumava ficar. Talvez por esse emprego ser tão importante para mim e eu só fosse continuar nele se atingisse certo ponto na prova. Harry disse que iria passaria aqui daqui uma hora para me levar a prova.

Ah, o Harry... Tinha como as coisas estarem melhor entre nós? Ele tem sido um príncipe na última semana, fazia questão de que todos soubessem que estávamos juntos. Harry safado do jeito que é, tentava alguma coisa a mais na hora em que estávamos naquele love, mas nunca passou de beijos e carinhos. Pelo menos por enquanto. Ele disse que quer me levar para conhecer sua mãe, sua irmã e o seu padrasto, mas eu fiquei nervosa só de ele propor isso. Alguma hora vai acontecer isso, mas sabe o que ta pesando na minha consciência? Ele nem disse “eu te amo” ainda.

(...)

Estudei mais um pouco, até que vi que faltava uma hora para a prova e Harry poderia passar aqui a qualquer momento. Corri para o banho, tentando ser o mais rápida possível e como consequência da minha tentativa, deixei um monte de coisas cair no chão, me atrasando mais ainda. Rapidamente as peguei e sai do banho já enrolada na toalha, me secando rapidamente e me vestindo. Tentei ajeitar o meu cabelo na frente do espelho, o que não deu muito certo, peguei o que precisava e corri porta afora, me esquecendo de trancar a fechadura.

Desci até o térreo e lá estava meu princeso conversando com o porteiro do meu prédio. É verdade mesmo que aquele garoto encostado no balcão com uma touca cobrindo o cabelo bagunçado, uma calça caída deixando aparecer quase a cueca inteira e rindo fazendo com que as suas covinhas se realçassem, era meu? Eu ainda não conseguia acreditar em tudo o que vinha acontecendo. Por mais que tivesse visto ele ontem, hoje era como se nunca na vida o tivesse tocado, como se eu ainda fosse só mais uma fã perdida em algum lugar do mundo sonhando com um abraço. Mas ele estava ali, na minha frente. Eu poderia chamá-lo de “meu amor” porque estaria certo, ele era meu. Finalmente, ele era meu.

– Eu acho que você tem uma prova pra fazer. – Eu ouvi uma voz rouca dizendo enquanto ia se aproximando. Até que uma sombra invade a minha visão e lá estava o meu príncipe. Eu olhei para ele, que estava sorrindo e como sempre, sem perceber, sorri de volta. Ele colocou uma de suas mãos na minha cintura para me puxar para perto e selou nossos lábios em um beijo. Bem que eu podia deixar essa prova pra lá e ficar com o Harry né? Mas ele nos separou e saiu do prédio me puxando pela mão delicadamente. Ele abriu a porta do carona de seu carro para mim e entrou no lado do motorista. Eu o olhei desconfiado, ele estava com muita pressa para quem só iria me levar a um lugar a vinte minutos de distância e ainda tínhamos uma hora para chegar ao local.

– Amor, o que aconteceu? – Eu o questionei, o fazendo parar de girar a chave no volante para seguir partida. Ele me olhou e suspirou.

– É que eu tenho que ir com o Niall em um lugar depois de te deixar na faculdade. – Ele respondeu e eu fiquei me perguntando por que ele não tinha me dito isso. Ele estava deixando de me dizer muitas coisas e eu começava a ficar chateada pensando que ele não fazia questão que eu soubesse. Eu apenas assenti com a cabeça e continuamos o percurso inteiro sem dizer nada. Harry estava muito estranho, naquela hora eu só queria que ele se abrisse para mim e que me dissesse o porquê de ele estar agindo daquele jeito. Ele ficava olhando só para a estrada, até que se virou para mim e perguntou: – Aonde vamos almoçar hoje?

– Não sei, onde você ta pensando? – Perguntei de volta.

– Vamos a um restaurante perto da sua casa? Aquele novo que abriu esses dias.

– Por mim, tudo bem. – Eu respondi sorrindo. Ele deixou um selinho nos meus lábios e cruzou a sua mão na minha, que estava parada em cima da minha perna. Parecia que ele conseguia ler a minha mente e responder a tudo o que eu sentia.

Rapidamente nós chegamos à faculdade, eu ainda estava no horário, então Harry estacionou o seu carro bem perto da porta de entrada e ficamos conversando em quanto não dava a hora da prova. Conversamos, rimos e nos beijamos... Até que eu vi que só faltavam dez minutos para a prova, eu realmente não queria sair dali.

– Boa sorte, faz com calma e antes de você sair eu já vou estar aqui. – Ele disse colocando as suas mãos delicadamente no meu rosto e deixando um beijo no meu nariz. Eu ri beijando a sua bochecha e sai do carro, acenando para o meu menino quando cheguei à porta de entrada.

(...)

Faltavam quinze minutos para acabar o tempo da prova e eu tinha encanado em uma única questão que eu tinha estudado bastante. Não sabia como essas coisas aconteciam, se eu tinha estudado sobre aquilo, eu deveria não ter dúvidas. Acabei assinalando qualquer alternativa, rezando para que por sorte fosse aquela. Entreguei a prova para a professora que estava sentada atrás de uma mesa perto da porta da sala, e sai em direção a grande entrada em que Harry me deixou.

E lá estava ele. Encostado no seu carro dando o que parecia ser um autógrafo para uma menina que tinha feito a prova na mesma sala que eu. Várias pessoas ao redor observavam e cochichavam, Harry sorria ao ouvir as palavras daquela menina e respondia a tudo o que ela perguntava. Eu comecei a descer a escadas que davam ao estacionamento a frente do prédio e encarava a tal garota. Tudo bem que ele era um cantor de uma boyband famosa e nós nem estávamos namorando – ainda-, mas por que ele precisava ser tão simpático? Todo mundo de Londres é assim? Já estava ficando desconfortável com aquilo.

Encostei-me ao carro ao lado dele e dei um sorrisinho “simpático” para a menina, que logo me olhou torto quando Harry passou as mãos pela minha cintura.

– A gente tem que ir, foi um prazer. – Ele disse para a menina enquanto rapidamente abria a porta do carro para eu entrar, como se estivesse com pressa. Ele entrou e já tomou partida. Eu fiquei encarando o retrovisor enquanto ele manobrava, não queria ficar olhando praqueles olhos verdes azulados que me fazia obedecer a qualquer movimento dele. Ele parecia estar cada vez mais nervoso, não respondia direito ao que eu perguntava e ainda ficava de simpatia demais com as “fãs”.

– Da pra me dizer por que você tá tão estranho? – Eu finalmente tomei coragem e perguntei. Harry bufou e relaxou no banco do carro.

– Só quero que tudo dê certo. – Ele sussurrou baixinho, como se fosse mais um pensamento do que uma fala.

– Como assim? – Eu perguntei não entendo direito o que ele tinha falado. Precisava de uma explicação e queria ela agora.

– Você precisa passar em casa pra trocar de roupa antes do almoço? – Ele perguntou desviando do assunto. Eu tornei a olhar para a janela e apenas fiz que sim com a cabeça. Eu sempre soube da fama de pegador e mulherengo que ele tinha, e era isso o que piorava tudo. Eu sempre ficava com um pé atrás no quesito de confiar nele, por mais que o amasse muito. – No almoço a gente conversa. – Ele disse e eu gelei. Como assim “a gente conversa”? Na maioria dos filmes que eu vejo por aí, quando um cara fala isso pra namorada ou vice-versa, quer dizer que ele vai terminar a relação. Meu coração estava quase saindo pela boca junto com o nó enorme que tinha na minha garganta. O que será que eu tinha feito para ele querer terminar comigo? Ou será que eu não era o bastante para ele? Essas perguntas invadiam a minha mente com tal velocidade que eu já estava quase chorando de agonia.

– Eu vou subir com você. – Harry disse estacionando o carro na frente do meu prédio, foi aí que eu percebi que eu pensei tanto, que já tínhamos chegado.

– Tudo bem. – Eu respondi com a voz fraca. Harry pegou na minha mão para passarmos a recepção e o porteiro olhou para ele sorrindo e deu uma piscadela. Eu já tinha desistido de tentar entender o que estava acontecendo. Só o que me faltava agora era ele ser gay e gostar do porteiro do meu prédio. Af, cala a boca Luma.

Harry sorriu durante todo o tempo em que estávamos na recepção até chegar na frente do meu apartamento. Eu não aguentava mais, encostei ele na porta colocando os braços em seus ombros e perguntei:

– ME DIZ AGORA QUE PORRA É ESSA? – Eu quase disse berrando e ele riu. Ele estava me deixando fora do sério. Harry colocou a mão na maçaneta e a virou, tomando cuidado para não cair já que estava encostado na porta. Parei de encará-lo e olhei para dentro do apartamento pronta para entrar e bater a porta na cara dele. Então, eu vejo um grupo de mais ou menos sete pessoas espalhadas pelo apartamento, alguns deitados no sofá, outros fazendo bagunça na cozinha e outros caídos no chão rindo. Até que eu começo a identificar todos aqueles rostos. Tinha uma menina com cabelos castanhos até a metade das costas e com um corpo saliente, e quando ela virou para mim e abriu um sorriso lindo, pude ver nitidamente aqueles olhos marrons que eu era acostumada a ver todos os dias. Senti lágrimas escorrendo pela minha face e vários gritos vindo de todos os cantos da sala. Corri para abraçá-la como nunca tinha abraçado ninguém, que saudade que eu tinha daquele abraço. Com toda a certeza do mundo, era ela, minha Mari.

Notas finais
E ai? Quem são as outras pessoas que tão na casa da Luma? Hm? hsajksahs Se tiver 10 reviews eu posto o outro hoje, já ta pronto! ♥ Malikisses.