Let Me Make You Fall In Love
15 Lucky
Notas iniciais
Tudo aquilo parecia muito mais do que a realidade ou até mesmo um sonho. As minhas meninas estavam ali. Não sei como conseguiram, mas elas vieram a Londres para ficar por um bom tempo. Estávamos no meio de janeiro, então elas ainda estavam de férias das aulas no Brasil e ficariam até a última semana que pudessem. Isso era o que eu achava, até os meninos me surpreenderem.
FLASH BACK ON
– ME DIZ AGORA QUE PORRA É ESSA! – Eu quase disse berrando e Harry riu. Ele estava me deixando fora do sério com esse negócio de ficar escondendo alguma coisa e rir sem motivo. Eu amava a risada dele, mas não quando eu não sabia do que ele ria e Harry não me dizia. Até que ele colocou a mão na maçaneta e a virou, tomando cuidado para não cair já que estava encostado na porta. Parei de encará-lo e olhei para dentro do apartamento pronta para entrar e bater a porta na cara dele. Então, eu vejo um grupo de mais ou menos sete pessoas espalhadas pelo apartamento, alguns deitados no sofá, outros fazendo bagunça na cozinha e outros caídos no chão rindo. Até que eu começo a identificar todos aqueles rostos. Tinha uma menina com cabelos castanhos até a metade das costas e com um corpo saliente, e quando ela virou para mim e abriu um sorriso lindo, pude ver nitidamente aqueles olhos marrons que eu era acostumada a ver todos os dias. Senti lágrimas escorrendo pela minha face e vários gritos vindo de todos os cantos da sala. Corri para abraçá-la como nunca tinha abraçado ninguém, que saudade que eu tinha daquele abraço. Com toda a certeza do mundo, era ela, minha Mari.
Ficaria no calor do seu abraço até toda aquela saudade sumir, se é que era possível, mas eu senti outras pessoas nos abraçando por trás. Desfiz-me do abraço da Mari e virei para ver quem estava atrás de mim, e juro, se eu pensasse mais um pouco cairia de boca no chão de tão surpresa que fiquei. Dei de cara com duas meninas com os corpos completamente modelados pelas roupas, com os cabelos soltos tão lindos quando os do Harry. — Ok eu exagerei. –
Uma delas tinha os olhos azuis como o mar, os cabelos castanhos bem claros perfeitamente modelados em cachos largos e o corpo definido em uma roupa bem do seu estilo. Minha Natália. Às vezes mais louca do que qualquer uma de nós quatro, e outras vezes, a mais ciumenta e romântica. Não dá pra descrevê-la.
A outra tinha os cabelos castanhos lisos caídos na altura do busto, aqueles olhos marrons bem clarinhos brilhantes me olhando e com a boca modelada em um sorriso lindo que eu amava tanto. Era a minha Camila. Sempre achei que ela tivesse uns problemas no cérebro ou que tivesse batido a cabeça quando pequena, porque, mais retardada do que ela só eu mesmo. Mas ela era minha, e quando estávamos todas juntas, nos tornávamos quatro desnorteadas capazes de fazer de tudo por um momento de alegria. Eram incontáveis os momentos que passamos juntas, sejam eles felizes ou tristes. Elas nunca me abandonaram e eu tenha certeza que nunca irão fazê-lo.
As puxei juntas para um abraço esperado a 3 semanas mas que pareciam 3 anos. Só Deus sabia a falta que elas faziam nessa minha nova vida. Elas me envolveram forte como nunca fizeram isso, e então pude sentir outra pessoa nos abraçando e pelo cheirinho agradável, era Mari. Lá estávamos nós quatro juntas de novo, desde sempre e como sempre. Londres ia tremer nessas semanas, se é que vocês me entendem.
(...)
– Já volto gente. – Eu disse saindo da sala cheia das pessoas que eu mais amava na vida e indo ao meu quarto. Hoje tinha acordado muito cedo, e por mais que eu tivesse mil e um motivos para me deixar acordada, precisava de um tempo para descansar, esfriar a cabeça. Precisava pensar em tudo o que havia acontecido e o que estava para acontecer, quais seriam os meus planos a partir de agora. Entrei no meu quarto fechando a porta ao passar, tirei minha sapatilha e me joguei na cama, literalmente.
Fechei meus olhos, deixando com que todas as lembranças e pensamentos bons invadissem os meus pensamentos. Parecia que tudo finalmente estava dando certo, parecia que pela primeira vez, eu poderia ser feliz sem me importar com nada. Minha vida estava tão perto da perfeição, se é que ela pode ser alcançada. Só faltava uma coisa diante disso tudo: Harry. Tudo bem, eu estava com ele, estávamos felizes – eu acho – mas, o que eu era dele? Quero dizer, não estávamos namorando até porque ele não disse nada, mas também estava claro que eu era dele e ele era meu. Isso é uma incógnita.
– Posso entrar? – Eu ouço uma voz rouca ecoando no meu quarto vindo da direção da porta. Olhei para onde vinha aquela doce voz, a porta estava entre aberta deixando a mostra um menino completamente perfeito com cachos modelados e olhos lindos. Eu sorri para ele, que imediatamente entrou no quarto e fechou a porta ao passar. – Você tava dormindo? – Ele perguntou, sentando na beirada da cama no lado em que eu estava. Eu sorri e fiz que não com a cabeça.
– Só estava pensando... – Eu disse e ia continuar, mas seria muito cedo para falar de alguma coisa séria entre nós. Ele levantou uma sobrancelha para mim e eu ri. Como eu pude ser tão boba hoje de manhã? Eu tinha um quase namorado que era um anjo e fazia questão de me fazer surpresas maravilhosas que eu nunca imaginei receber. – Deixa pra lá. – Eu disse e repousei a minha mão em cima da dele.
– Gostou da surpresa? – Ele perguntou praticamente lendo os meus pensamentos com os olhinhos brilhando e um sorriso que eu poderia jurar nunca ter visto algum tão lindo antes. Eu soltei uma risada e cobri o rosto com as mãos. – Para de fazer isso. – Ele disse sério. Eu descobri somente meus olhos, ainda deixando minhas mãos ali e o encarei confusa.
– O que foi? – Perguntei.
– Sua risada. – Ele disse ainda sério. – Sei lá, quando você ri, eu me sinto bem. É estranho, mas é bom. – Ele disse sorrindo e eu senti um milhão de animais pisoteando meu estômago e mil sensações diferentes passando no meu corpo. Como podia existir alguém assim?
– Você não existe né. – Eu disse rindo. Ele delicadamente tirou as minhas mãos para que pudesse ver meu rosto e ficou alisando-o com as pontinhas dos dedos. Harry se inclinou para mais perto de mim e só ficou ali, me olhando como se estivesse gravando todos os detalhes do meu rosto. Sai daí que essa função é minha, mister perfeição. – Para Harry. – Eu digo um pouco constrangida e torno a voltar as minhas mãos para o meu rosto. Ele ri e se aproxima do meu pescoço deixando os seus lábios lá, já que era o único lugar livre. Só que eu sou digamos que um pouco (ou muito) sensível. Eu estremeci toda com aquele toque, o que fez ele rir mais ainda e eu tirar as mãos do rosto. – Chato. – Eu digo quando ele olha para mim rindo.
– Bobona. – Ele diz e me da um selinho, mas sem se afastar depois. Ele somente continuou ali, me olhando e passando as mãos delicadamente pelo meu rosto. Estava tão bom que eu até fechei os olhos, até que eu o ouço dizendo uma coisa que fez eu me perguntar se estava vivendo ou sonhando. – Eu te amo. – Ele disse devagar e bem baixinho, como se não fosse para eu escutar. Não consegui dizer nada, permaneci de olhos fechados, mas sorri imediatamente após ouvir aquelas três palavrinhas saindo da sua boca.
– Ãh...Não era pra você escutar. – Ele disse um pouco constrangido e eu ri abrindo os olhos.
– É mentira então? – Eu pergunto com ironia e ele meio que se desespera.
– Claro que não. – Ele disse e relaxou de novo. – Eu te amo. – Dessa vez eu ouvi em alto e bom som. Juro que se não fosse pelas pessoas que também estavam aqui não responderia pelos meus atos com aquele menino. Eu sorri sem perceber e o puxei para mais perto. Harry caiu em cima de mim e acabou deitando do meu lado. Ficamos nos beijando e fazendo carinhos até pegarmos no sono.
(...)
NIALL’S P.O.V
Uma pergunta: Meu dia pode melhorar? Tudo bem que ele foi muito corrido, e os meninos tiveram que fazer tudo na hora certa programada senão ia melar tudo. Mas no final, foi melhor do que eu esperava.
FLASH BACK ON
– Cadê elas, cara? – Eu perguntei a Harry quando já estávamos há 15 minutos na frente da porta do desembarque do aeroporto. Se as meninas demorassem muito ele ia se atrasar para buscar a Luma e ia melar tudo.
– Calma cara, o avião pousou agora. – Harry me respondeu, mas não tinha como eu ficar calmo. De uns tempos para cá, nessas últimas 3 semanas, eu venho conversando com a Mari e convenhamos, nunca tinha conhecido alguém igual a ela. Os meninos ficam de palhaçada dizendo que eu vou ficar com ela e blá blá blá, mas não é assim que as coisas acontecem. Se for para acontecer, vai acontecer.
– Sã-São elas? – Zayn me perguntou apontando para três meninas saindo pela porta do desembarque. Eu acompanhei o seu olhar e elas eram... puta que pariu! O que era aquilo? Elas eram perfeitas.
– Dá pra fechar a boca pelo menos? – Harry pergunta rindo.
– Quem é você e o que fez com o meu namorado? – Louis perguntou colocando as mãos no ombro do Haz. Realmente, não era aquele Harry que estávamos acostumados. Será que a Luma tinha mesmo mudado ele, tipo, completamente?
– Eu to namorando agora. – Ele disse ainda rindo.
– NAMORANDO? – Todos nós o questionamos juntos encarando-o. Harry riu ainda mais, até que sinto alguém me cutucando pelas costas e os meninos me olharam com cara de safado, não tava entendendo mais nada. Virei-me e lá estava o que eu gosto de chamar de perfeição. Ela era bem melhor ao vivo, se é que isso era possível.
– Mari! – Eu digo a abraçando. Acho que ela se assustou um pouco com aquele ato desesperado, mas depois relaxou nos meus braços. Olhei para o lado e Zayn estava conversando uma coisa qualquer com quem parecia ser a Camila, já que tinha cabelos lisos na altura do busto. Nada mal, mas ainda preferia a Mari. Louis estava “brigando” com Harry (mais uma daquelas DRs) enquanto Liam conversava com a Natália, só podia ser ela, já que foi a última que sobrou. Continuo preferindo a Mariana.
Fomos todos no carro do Liam, menos Harry. Se nós não nos dividíssemos não ia dar tempo de nós chegarmos à casa da Luma antes de Harry a pegar na faculdade. Levamos as malas para o carro e seguimos viagem. Fomos cantando, conversando e rindo o percurso inteiro.
– To com fome. – Eu e Mari dissemos ao mesmo tempo. Eu olhei para ela, ela olhou para mim e começamos a rir descontroladamente. A risada dela era mais escandalosa do que a minha, mas não deixava de ser linda. Pera, Niall, o que é isso que você ta pensando?
FLASH BACK OFF
– Cadê a Luma e o Harry? – Liam perguntou, nos fazendo pensar muita merda.
– Nem te conto. – Camila disse gargalhando, o que fez todos fazerem o mesmo.
– AQUELE VAGABUNDO ESTÁ TRANSANDO COM OUTRA E EU ESTOU EM CASA? – Louis pergunta se levantando do sofá alterado. Todos nós rimos mais ainda e Lou sai correndo até o quarto da Luma. Confesso que fiquei preocupado sobre o que ele ia fazer. Depois de um tempo Louis volta enquanto continuávamos rindo feito loucos. – Eles estavam dormindo. – Ele diz sentando no sofá com cara de triste.
– Seu filho da puta! – Harry diz chegando na sala com o cabelo todo bagunçado e a cara amassada.
– Não xinga a sua sogra, amor. – Louis diz e até Harry caiu na gargalhada.
(...)
Pedimos comida chinesa para o almoço antes que eu morresse de fome já que ninguém cuida de mim, só a Mari que ficou concordando comigo. Agora estávamos sentados em qualquer canto da sala assistindo “Hangover” e ninguém parava de rir.
– Que calor. – Zayn disse tirando o casaco que ele estava. Todos os olhares femininos se viraram para ele em questão de segundos.
– Tira tudo. – Camila diz bem baixinho, mas aí ela percebe que todos nós ouvimos. Ela ficou mais vermelha do que eu quando tomo sol. Rimos até não aguentar mais.
Acabamos de ver o filme, que por sinal eu não prestei atenção nenhuma. Luma e Harry estavam cheios de carinhos praticamente deitados em um dos sofás enquanto eu ficava moscando olhando pro teto.
– Tem uma festa hoje! Bora? – Louis pergunta animado. Não tinha mais nada para fazer hoje mesmo, por que não?
– Eu topo! – Zayn e Camila gritam se levantando ao mesmo tempo, depois se olham e ela torna a virar a cabeça. Vish.
LUMA’S P.O.V
Festa! Cara, só as minhas amigas sabem o quanto eu amo festa. Ainda tava cedo, os meninos decidiram ir cada um para sua casa, se trocar e mais tarde passavam aqui para pegar nós quatro. Mari moraria comigo a partir de agora e Naty e Camila ficariam aqui até precisarem ir embora. Mais feliz? Impossível.
Decidimos ir ao shopping comprar umas coisinhas, o que nós não fazíamos há muito tempo. Liguei para Jonas pedindo para que ele nos levassem até lá e ele disse que em 15 minutos estava aqui.
– Vou só trocar de roupa e nós vamos. – Eu disse para as meninas que estavam jogadas na minha cama. Vesti uma roupa qualquer e descemos para esperar Jonas.
Elas estavam estranhas, não sei o que tinha acontecido, mas as conhecia o suficiente para dizer que normal elas não estavam. Tudo bem, elas nunca foram muito normais, mas as três, inclusive a Mariana, estavam com cara de que tinham aprontado alguma coisa.
– Da pra me dizer o que ouve? – Eu perguntei e elas começaram a gargalhar, não ligando para as pessoas que passavam na calçada.
– Você e o Harry hein... – Natália disse rindo e eu não pude deixar de rir junto. Suspirei sabendo que teria que contar a elas todos os detalhes existentes.
– Pois é. – Eu disse sorrindo e elas me abraçaram.
Rapidamente Jonas chegou e entramos no carro. Apresentei-o a minhas amigas e contei tudo o que tinha acontecido, como sempre. Ele ficou sorrindo aquele sorriso que eu amo e pediu desculpas por não poder ter dito nada sobre isso. Nós rimos e conversamos até chegarmos ao shopping, que não era muito longe.
Mostrei a elas todas as lojas, por mais que não conhecesse muito bem. Acho que nunca compramos tanta coisa em um dia só. Depois fomos a praça de alimentação, já que a Mariana estava com fome, claro.
Mal podia esperar por essa festa, estava com um bom pressentimento. Eu sempre gostei de festas, admito, mas ia ser a primeira vez que iria com o Harry. De alguma forma, não deixava de ser especial. Sem contar na minha felicidade por ter as meninas aqui, que era muito mais do que um presente ou uma surpresa. O Harry era o melhor quase namorado do mundo, mas daqui a pouco esse “quase” some, é o que eu espero.
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