Let Me Make You Fall In Love
16 S.O.S
Notas iniciais
Alguma coisa me dizia que essa noite iria ser incrível, mas devia ser pelo fato de eu ter o menino que eu sempre amei do meu lado e as minhas melhores amigas vivendo um sonho junto comigo. Nada demais né.
Estava sentada no sofá com as devidas roupas e o cabelo solto com leves ondas, só esperando a Mari acabar de se arrumar para me maquiar. Fiquei surpresa comigo mesma, porque eu nunca sou a primeira a ficar pronta e hoje eu tinha ido mais rápido do que imaginei. Natália estava na cozinha comendo alguma coisa e Camila estava no quarto junto com Mari. Levei a cabeça para trás e suspirei sorrindo assim que me lembrei de hoje mais cedo, quando Harry disse que me amava. Soltei uma leve risada e coloquei minhas mãos tapando o meu rosto, eu podia jurar que quando abrisse os olhos iria acordar no Brasil com as paredes do meu quarto cheias de pôsteres do One Direction. Mas ao invés disso, senti alguém se aproximando e sentando ao meu lado. Tirei as mãos do meu rosto e olhei para o lado.
– Alguém tá feliz... – Naty disse sorrindo e fazendo cócegas na minha barriga, eu caí em seus braços gargalhando.
– PARA NATY, PARA! – Eu gritei enquanto tentava recuperar o fôlego, ela me entendeu e parou. Mas ainda me olhava com cara de que queria saber o porquê de tanta alegria.
– Então me conta!
– Conta o que? – Eu me fiz de desentendida, mas comecei a rir quando ela fez uma cara de “aham, tá”. – Tudo bem... – Eu disse ainda rindo e tomando coragem para dizer aquelas palavras que faziam meu coração bater a 1000 mil por hora só de lembrar o Harry dizendo aquilo.
– Anda! – Ela me pressionou.
– O Harry disse...
– Disse o que? – Ela disse alto me sacudindo. Eu olhei para baixo e continuei bem baixinho.
– Ele disse que me ama. – Eu completei e pude ouvir passos rápidos até a minha direção e gritos agudos vindo de todos os lugares da sala.
– ELE DISSE QUE TE AMA? – Perguntou a Mariana me sacudindo. Então pude ver que ela e Camila tinham ouvido o que eu disse e vieram correndo.
– É... – Eu disse olhando para elas e deixando algumas lágrimas escaparem dos meus olhos. Rapidamente as limpei e levantei sorrindo.
– Eu não acredito! Meu Deus! Como assim? Cara, o Harry! Tipo, aaaaaaaaaaaaaaaaaaah é o Harry! – Camila disse se embolando nas palavras enquanto nós três ríamos. O jeito que ela falava me lembrava de alguém que eu não lembrava agora quem, mas que me lembrava eu tinha certeza.
– Eu também não acredito. – Eu disse e elas me abraçaram todas juntas.
Acabamos com aquela euforia e Mari me maquiou, ela sempre fazia as melhores maquiagens, apesar de não gostar muito de andar toda maquiada. Ela fez a da Naty, da Camila e a dela também.
Estávamos conversando até o celular da Cami tocar avisando que tinha uma nova mensagem e ela lê-la sorrindo.
– O Renato disse que eu vou receber uma surpresa daqui uns dias. – Ela disse sorrindo.
– O QUÊ? – Eu, Natália e Mariana dissemos juntas. Cara, se eu não gostasse dela tanto assim, já teria a tacado da janela há muito tempo. Ela é doida por esse Renato, que é o seu “namorado”, digamos assim. Só que o problema é que ele é um idiota, que já traiu ela e fica com outras garotas e ela continua cega. Eu já desisti de tentar a fazer entender, eles ficam nesse vai e volta de relacionamento o tempo inteiro e sempre quando isso acontece esse Renato aí fica com outras garotas. Daí agora que ela veio para cá junto com as meninas, eu ainda tenho que ficar ouvindo ela falar desse garoto. A Camila merece coisa melhor, só isso que eu digo.
– Ai gente, fiquem feliz por mim! – Ela disse fazendo cara de cachorro abandonado, como sempre. Eu bufei senti meu celular tocando dentro da minha bolsa, a abri e o tirei de lá revelando o nome mais lindo do mundo na tela. Era o Harry.
– Oi príncipe. – Eu digo atendendo e ouço as meninas fazerem um “awn”.
– Oi minha princesa. – Eu ouvi aquela voz rouca falando especialmente para mim, com direito a posse e tudo. Harry tá me deixando mal acostumada com isso. – Passamos aí em 15 minutos, pode ser?
– Tudo bem. – Eu disse sorrindo e pelo jeito que ele deu uma risadinha gostosa, ele tinha ouvido.
– Até mais, te amo. – Harry disse e eu paralisei. Senti minhas bochechas corarem e minha expressão ficar nula. As meninas que estavam olhando para mim durante toda a ligação, colocaram em mim, como se estivessem preocupadas. Ele disse que me ama, de novo.
– Ta-Ta bom. – Foi tudo o que eu consegui dizer e ele desligou.
Eu estava quase morrendo com tanta fofura desse menino, meu Senhor! Harry, como você pode ser tão perfeito? Parece que tudo o que ele faz, o que ele diz, é feito com os mínimos detalhes, como se fossem para me deixar bem do jeito que eu estou agora.
– O que aconteceu, criatura? – Mariana disse me virando para ela e colocando as mãos na minha perna.
– Ele disse de-de novo. – Eu disse com um pouco de dificuldade e ouvi imediatamente elas rindo. São umas idiotas né, queria ver se fosse o Niall falando pra Mari o que ia ser da voz dela de tanto gritar.
(...)
A passagem do carro para a festa estava toda cercada por paparazzi. Já vi que a gente ia sair em um milhão de sites de fofocas no dia seguinte, e eu seria odiada por cinco milhões de garotas. Quase enforquei Harry por não me dizer que a festa era tão chique daquele jeito e que tinham pessoas importantes lá. Mas ele segurou a minha mão durante todo o caminho, o que me fez esquecer tudo o que eu pensei antes.
Lá dentro era tudo muito bem arrumado, com mesas para jantar e uma pista de dança gigante com um bar atrás. A decoração era de cores fortes e escuras, que deixavam o ambiente completamente gostoso de passar uma noite.
Ficamos esperando o resto do pessoal no bar, enquanto Harry pedia alguma coisa para nós dois. Ele sentou em um banquinho de frente para o bar como eu e inclinou a cabeça para mim sorrindo colocando uma de suas mãos no meu rosto. A beijei levemente e tornei a olhar para ele. Eu ainda me perguntava como alguém como o Harry estava comigo. Não pela sua fama ou coisa do tipo, e sim porque ele era tudo o que um homem precisava ser.
– CARA, A EMMA WATSON TA AQUI! – Ouvi a Natália gritando vindo em nossa direção. Eu e Harry começamos a rir enquanto ela vinha correndo com os meninos e as meninas atrás. Ela era doida por Harry Potter, principalmente por essa Emma não sei o que. Eu nunca liguei muito pra isso, eu sou mais daquelas que passam o dia inteiro ouvindo músicas e saindo de casa do que lendo livros e assistindo filmes.
– Eu ia fazer um comentário sobre como ela é, mas acho melhor não. – Disse Harry olhando pra mim com cara de safado. Os meninos começaram a rir e eu fiz cara de brava cruzando os braços.
– Acho bom. – Eu disse e ele deixou um beijo na minha bochecha. Era o Harry Styles né, nem se eu quisesse ele iria não pensar alguma coisa sobre uma mulher “gostosa” que aparecesse na frente dele. – Aliás, eu pensei que você gostasse de rugas e essas coisas. – Eu disse para ele que me olhou com cara de bravo. Todos nós começamos a gargalhar até Harry responder.
– Você tem rugas? – Ele perguntou e eu franzi o cenho.
– Claro que não né. – Eu disse como se aquilo fosse a coisa mais obvia do mundo, porque era.
– Então eu acho que gosto de garotas sem rugas. – Ele disse e eu o olhei de boca aberta. Eu ainda ficava uma boba perto dele, principalmente quando ele fazia aqueles comentários que faziam os pelinhos do meu corpo se eriçarem desde o pé até a cabeça. – Vem, vamos dançar. – Ele levantou rindo da minha cara e me puxando pela mão delicadamente. Mari me olhou sorrindo, mas não um sorriso safado ou coisa do tipo, era um sorriso de quem estava feliz por mim. Só ela sabe o que eu já passei para estar ali agora, quantas vezes eu chorei só por “rumores” do Harry estar namorando e eu estar tão longe sem nem chances de reverter aquilo. Estar com ele sempre foi o meu maior sonho, por mais idiota e sem noção que as outras pessoas falavam que era não deixava de ser um sonho. E quando se tem um sonho com pelo menos 1% de chances, vale a pena correr atrás dele.
– O que foi princesa? –Uma voz rouca me perguntou no pé do meu ouvido tirando-me dos meus devaneios e foi só aí que eu percebi que já estava no meio da pista de dança e Harry me envolvia em seus braços. Eu sorri com o jeito como estávamos, parecia muito mais do que a realidade, ou até um dos sonhos mais impossíveis.
– Só tava pensando como tudo era antes. – Eu respondi.
– Por que você não esquece o passado e vive o presente comigo? Eu não vou me incomodar. –Ele disse sorrindo e eu o respondi com uma risada.
Dançamos todos os tipos de músicas possíveis. Harry dançava melhor do que eu pensava, mas perto de mim era difícil alguém dançar mal. Harry me olhava nos olhos a cada momento, como se quisesse dizer alguma coisa que não era preciso dizer com palavras. Não entedia a sua expressão facial, era como se ele quisesse me agarrar ali mesmo, sem se importar com os paparazzi ou as pessoas que poderiam comentar sobre isso no dia seguinte. Eu sorri com aqueles pensamentos, aquilo era tudo e mais um pouco.
– Você ta me deixando maluco. – Ele se aproximou e sussurrou no pé do meu ouvido esquerdo. Eu me arrepiei toda e tornei a encará-lo assim que ele se afastou um pouco.
Passei as mãos envoltas do seu pescoço e ele num ato já esperado, colocou as mãos na minha cintura. Começamos a nos beijar seguindo a melodia da música, ele me segurava cada vez mais perto dele, o que fez atiçar a minha vontade de querê-lo ainda mais. Eu entrelaçava os meus dedos no seu cabelo e ele passeava com a sua mão por todas as minhas costas. Suspirávamos pesadamente entre os beijos, como se nunca tivéssemos feito algo tão quente. Estávamos fervendo, em questão de desejo e em questão de temperatura também, apesar do clima estar estável.
– Fala cara! – Ouvi alguém dizer perto de nós. Não sei como, mas aquela voz não me era estranha. Harry interrompeu o beijo, deixando um selinho nos meus lábios e eu precisei de tempo para me recompor e olhar para o bendito ser que havia impedido Harry de falar para irmos para a casa e terminar o que estávamos fazendo.
Me virei para a pessoa que agora conversa tranquilamente com o Harry e dei de cara com um garoto que parecia um pouco mais velho, com cabelos ruivos e olhos adoravelmente azuis. Desci meu olhar dos pés á cabeça, só para ter certeza de que não estava em mais um dos meus sonhos malucos com o meu príncipe e seus amigos.
– Oi! Ouvi muito falar de você. – Aquele garoto de olhos ruivos disse diretamente para mim e pude ver de canto que Harry ria. Provavelmente da minha cara de quem não sabia o que fazer ou como agir.
– O-Oi. – Eu finalmente consegui dizer e Harry ria mais ainda. Me virei para ele e o encarei séria, ele tentou segurar o riso mais riu novamente sem sucesso algum.
– Eu sou Ed, prazer... Luma, certo? – Ele me perguntou como se ninguém naquela festa soubesse quem era o ruivo provocativo que estava andando por aí. E tem outra, o que mais Harry havia dito sobre mim?
– É um prazer. – Eu consegui finalmente dizer um pouco mais normal, ele continuava a me olhar sorrindo e eu fiz o mesmo.
– Dá pra parar de comer a minha namorada com os olhos? – O Harry se pronunciou ali e eu o olhei, confusa. Namorada? Era a segunda vez que ele me chamava assim na frente de outras pessoas sem ao menos me pedir em namoro. Não que eu estivesse reclamando, é só que eu queria que ele falasse sobre isso comigo.
Disse ao Harry que iria tomar um ar com a Camila enquanto ele conversava com Ed. Mas na verdade, eu só queria ficar sozinha, longe de toda aquela agitação. De repente não me sentia tão bem, meu estômago dava cambalhotas na minha barriga e o meu corpo cambaleava sobre os meus pés. Não sabia ao certo o porquê de estar daquele jeito, mas nunca fui de beber muito e quando isso acontecia, eu ficava muito mal. Saí daquele tumulto tentando me prender ao chão a cada passo, mas a minha vista estava cada vez pior, eu via tudo embaçado. Com dificuldade, pude ver o que parecia uma porta de vidro grande que dava para atrás daquela casa de festa. Entrei por aquela porta me segurando em qualquer coisa que estivesse ali. Não podia dizer que não tinha ninguém, mas pelo menos a barulheira não era nítida e tinham menos pessoas.
Com dificuldade, me sentei em um banco que tinha ali e tentei ao máximo manter a minha cabeça levantada, mas ela insistia em tombar. Sentia-me tonta e como se tudo o que eu tivesse comid a semana inteira fosse voltar pela minha boca a qualquer momento. As luzes que piscavam na parte de dentro passavam pela porta transparente. O barulho das músicas mixadas ecoava por todo o ambiente e chegavam como subidos aos meus ouvidos. Não podia garantir que estava vendo direito, porque tudo para mim parecia como sombras e vultos.
Senti meus braços tremendo, flácidos e sem vida como braços de uma boneca. Sabia que não me aguentaria ali por muito tempo, e começava a me perguntar se aquilo tudo era só devido a quantidade de álcool no meu corpo. E subitamente, me vi caída no banco com a cabeça para trás e sem nenhum poder sobre o meu corpo mole.
HARRY’S P.O.V
Luma disse que ia tomar um ar enquanto eu e Ed conversávamos, mas já se passara meia hora e ela ainda não tinha voltado. Era impressionante o modo como eu me preocupava com ela, muito mais do que eu pensei que fosse me importar. Avistei o resto do pessoal conversando em frente a bar, talvez se falasse com eles e eles me dissessem que ela estava ali me sentiria muito mais tranquilo.
Peguei Ed pelo braço e lhe expliquei o que tinha acontecido, ele concordou comigo e fomos caminhando em direção ao pessoal. Eles nos avistaram indo até lá e as meninas trocaram olhares entre si. Natália se levantou fazendo movimentos com as mãos que de longe não pude ver o que dizia. Assim que chegamos, as três me abordaram:
– Cadê a Luma? – Eu e Mariana nos perguntamos ao mesmo tempo.
– Eu pensei que ela estivesse com você. – Nós respondemos juntos novamente.
– Ela me disse que ia tomar um ar há meia hora com a Camila, mas até agora não voltou. – Eu disse desesperado, atropelando as palavras quando percebi que ninguém sabia do que se tratava.
– O que? Eu fiquei aqui o tempo inteiro. – Camila disse quase gritando. Ela rapidamente pegou o seu celular para provavelmente ligar para Luma, mas sua mão tremia tanto que achei impossível ela conseguir finalizar o ato.
– Calma, calma. Harry e Mari vão lá pra fora procurar ela e nós procuramos aqui dentro. – Liam sugeriu. – Sem pânico, talvez ela só quisesse respirar um pouco e acabou demorando mais do que o planejado. – Ele continuou. Suas palavras podiam até ter acalmado aos outros, mas a mim não deu certo. Eu ainda estava aflito. Por que ela havia mentido? Era só dizer que queria ficar sozinha. Mas como sempre, Liam percebeu que eu estava de cabeça baixa e veio me acalmar. – Você gosta mesmo dela né, cara. – Ele disse enquanto batia fraco no meu ombro esquerdo. Eu nem precisei fazer que sim com a cabeça, só dei uma risada leve.
Então fomos eu e Mari para fora da casa de festas procurar pela Luma. Passamos por aquele monte de gente com dificuldade: Alguns flashes, pessoas conhecidas, multidão, multidão e mais multidão. Parecia que quando você corria contra o tempo as coisas ficavam mais difíceis do que já eram. Quando finalmente conseguimos passar pela enorme porta de vidro, pude ver um projeto de garota caída em um dos bancos. Ela parecia... Sem vida.
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