Let Me Love You
5 Capítulo 5
Notas iniciais
POV Oliver
– Eu não sei como você me convenceu disso. – Resmunguei novamente.
– Por favor, Oliver dá pra você se divertir? Você está estranho desde aquela noite no Verdant, não tem mais vida social. – Tommy me recriminou de novo.
No entanto, aqui estou eu em um club de strip. Tommy estava certo, desde aquela noite, eu não conseguia tirar aquela garota da minha cabeça. Como pode estar acontecendo isso comigo? Eu não sei ao menos o seu nome, e ela tem esse efeito em mim. Eu nunca senti isso em toda a minha vida.
– Oliver eu pedi a melhor stripper e só para deixar claro ela não faz extras. Então nada de tocar. – Tommy disse rindo.
– Ok, entendido.
Estávamos em uma sala VIP, quando de repente a porta se abriu.
É ela! A garota do Verdant.
Eu a observava entrar na sala. Caramba, ela é ainda mais linda do que eu me lembrava. Eu sabia que estava pedindo para ter problemas. Eu não sabia a resposta para isso, mas parece que há algo sobre ela... Ela é grande de se olhar, sem dúvida.
E isso não é bom.
E eu sei disso.
Eu tentei desesperadamente pendurar meu cérebro e dar uma melhor impressão desta vez.
Não recue agora Oliver! Ela estava olhando para mim, tão perto que eu podia ver onde a vaga linha da pupila acabava e onde a íris começava. Seus olhos eram incríveis!
A música que estava tocando na sala ficou mais alta. Eu senti um arrepio em minha espinha. De repente Tommy pergunta:
— Você vai dançar ou não?
Eu resisti o sorriso ridículo que estava puxando meus lábios. Eu não podia deixá-la ver que tive o prazer de ouvi-lo falar, eu mal consigo respirar, eu estou tão animado.
Tire isso da cabeça Oliver! Ela está fora dos limites!
Ela caminha até o centro da sala e começa a dançar, eu não posso tirar meus olhos dela. Então ela caminha até a minha frente, minhas mãos repousam em seus quadris, minhas palmas escovando sua cintura. Ela é sexy, linda como o inferno. Aposto que nunca conheceu um homem que não pode acabar aos seus pés. Eu estava a observando como se quisesse a despir bem onde estamos. Ela inclinou a cabeça para um lado, enquanto me observava, tinha a sensação de que ela estava me avaliando.
Eu não queria que ela soubesse que me afetava tanto. Então ela se afasta novamente para o centro da sala, e desabotoa sua camisa. Eu não sei o que aconteceu comigo, um sentimento de ciúme invadiu meu peito e eu disse:
— Tudo bem, rapazes. Fora.
— Ah, vamos lá, Oliver. Agora que está ficando bom. — diz Tommy. Não respondo, só lanço um olhar duro a ele. Tommy se levanta e Derek o acompanha.
Quando a porta se fecha atrás deles, eu me levanto lentamente e caminho em direção a ela. Minhas mãos estão enroladas em volta da sua cintura, em um gesto possessivo. Coloco minhas mãos sobre seus quadris e a deixo seguir a batida. Começo a me mover junto com ela. Não consigo mais manter o controle, e minhas mãos empurram seu jeans. Ela me olha com medo.
— Não, você não pode. – Ela diz.
— Sim, eu posso e você quer. – Ela era uma contradição. Eu podia dizer que ela está atraída por mim, mas tenta não estar. Eu podia dizer que é um pouco tímida, mas ela tenta não deixar isso transparecer também. E vê-la colocar uma cara de brava era tão quente! Isso me fez querer continuar, para ver até onde ela ia.
— Eu não faço extras. Você não pode me tocar. – Tommy me disse isso, só que eu não me importava, eu quero essa garota de um jeito que eu nunca quis outra. Tudo que consigo dizer é:
— No entanto, aqui estou eu, te tocando. — Minhas mãos deslizam até a sua cintura. Ela parece aterrorizada.
— Não tenha medo. — Minha voz é calorosa.
— Eu não tenho. – Ela diz e eu ri.
— É mentira, Meghan. — Eu sei que soava perverso, mas era a verdade. Algo sobre a reação dela aos meus toques, eu já estava pensando no que eu poderia fazer com ela.
— Apenas deixe-me dançar. – Ela diz.
Eu me afasto e sento novamente no sofá.
— Então, dance. – Ela começa a dançar novamente.
Santo inferno! Eu quero a despir!
Eu sei que ela me quer. Ou pelo menos eu acho que ela quer. Eu só acho que ela não quer me querer. Isso por si só desperta o meu interesse. Eu não me importo com a coisa de gato e rato acontecendo. Eu estou disposto há jogar para colocá-la em minha cama. Eu tenho bons instintos sobre as mulheres na maioria das vezes, e minha intuição me diz que ela vai valer a pena esperar. Eu queria tocá-la, acariciá-la, tanto que eu enrolei meus dedos em punhos apertados para mantê-los para mim.
Meu Deus, como eu quero beijá-la!
Levou alguns segundos para me concentrar em algo que não fosse à forma em que seus lábios exuberantes se separaram um pouco. Seria tão fácil deslizar meu dedo entre eles, de sentir o calor de sua boca, a umidade da sua língua. Fiquei surpreso e irritado que eu senti minha calça encolher um tamanho na virilha. Vou ter que ter cuidado extra com esta garota. Não me lembrava da última vez que alguém testou tão completamente minha moderação.
Levantei-me novamente e caminhei até ela.
— Você não pertence a este lugar. — Eu podia dizer que ela não estava esperando que eu dissesse isso. Mas fiquei tão feliz por ter dito.
Minha boca desce para sua, meus lábios devoram os seus. Ela reage a mim mesmo quando ela não quer. Maldito seja! Acabei de ficar mais e mais atraído. Coisas escuras e sujas vêm à minha mente, coisas como a quantidade de prazer que lhe daria. Porra, eu amo isso!
Eu sinto a necessidade de me colocar no lugar e eu me lembro de que estou à deriva em terreno perigoso. Ela não quer parar também. Não tenho dúvidas.
Eu sei que preciso ir. Não importa o quanto eu queira beijar ela de novo, não importa o quanto queira ela. Eu vou manter o controle, ela vale a pena. Então tudo que posso fazer é partir, antes que eu faça alguma coisa errada e acabe com as minhas chances com ela.
Eu saio da sala rapidamente sem olhar pra trás.
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