Notas iniciais
Espero que vocês gostem do novo capítulo, não se esqueçam de comentar. Obrigado pelos comentários. Fico feliz em saber que vocês estão curtindo a fic. =) X

Eu tento dormir, e não por muito tempo. Quando eu caio no sono, eu sonho com Oliver. Eles são sonhos eróticos, sonhos torturantes, no qual ele me toca em lugares que me fazem suar e me contorcer. Ele me beija nos sonhos, e eu o deixo, e eu beijo-o de volta, e torna-se mais que um beijo. Torna-se algo que me faz ter dor entre minhas pernas.

Eu acordo em um emaranhado suado de lençol e olho para o teto, incapaz de esquecer os sonhos. Eu caio no sono e, imediatamente, os sonhos começam novamente.

[...]

Eu pensei em Oliver durante a manhã inteira, meu corpo responde a ele de uma forma que eu nem comecei a entender. Eu não acho que retive uma única palavra de qualquer uma das minhas três aulas hoje.

Está extraordinariamente quente hoje, e eu estou debatendo comigo mesma sobre seu eu devo ou não deixar o estágio, quando olhei para cima e vi Oliver encostado em seu carro falando ao telefone. Antes que eu conseguisse fugir ele caminhava na minha direção. Sua boca perfeita se espalhou em um largo sorriso, revelando dentes igualmente perfeitos. Seu rosto se transformou de lindo em simplesmente de tirar o fôlego.

Eu sabia que estava olhando, mas eu não conseguia tirar meus olhos dos lábios que estavam tão perto.

— Você parece tensa. — Ele está calmo e totalmente composto.

— Eu estou bem.

Ele bufa. — Amor, não minta para mim.

— Não me chame assim.

— Vê? Tensa. É apenas uma palavra. — Ele continua a olhar para mim com diversão.

— O que você está fazendo aqui? – Eu pergunto.

— Apenas me certificando que você não deixe o estágio. — Eu não podia esconder o profundo suspiro de frustração.

— Pensei eu te dar uma carona para o trabalho Felicity.

—Agradeço a oferta, mas eu vou recusar.

— Recusar? — Disse ele, com os olhos brilhando maliciosamente. — E se eu insistir?

— Insista o quanto você quiser. A minha resposta não vai mudar.

Oliver estreitou os olhos em mim e seus lábios se curvaram para cima nos cantos. — Eu sempre poderia tentar.

A maneira como ele disse soava escuro e sujo, infinitamente prazeroso. Tudo o que pude pensar era o que eu gostaria que ele me fizesse fazer. Minha boca estava tão seca, minha língua grudou no céu da boca.

Seu sorriso era presunçoso. — Ou você vem comigo por bem ou eu posso te arrastar a força, como na noite passada.

Ele inclinou se contra a porta do motorista e cruzou os braços sobre o peito para me assistir. O desafio era claro. Se eu fosse apenas teimosa o suficiente para realmente não querer ir com ele, eu iria encontrar uma maneira de contorna-lo. Mas é aí que está a coisa. Eu quero ir com ele.

Eu não disse nada sobre o sorriso satisfeito que ele está vestindo quando se senta ao meu lado. Era melhor ele achar que ganhou.

— Agora, foi tão difícil? – Ele pergunta.

Eu me sinto corar furiosamente, e ele me dá esse olhar de novo, aquele como se me visse assim como na sala VIP.

— Você cora facilmente, você sabe disso? — Ele toca o meu rosto com a ponta do dedo, e minha pele queima, onde ele me toca. Eu quero me afastar, mas eu não posso. Meu desconforto claro o diverte ainda mais.

— Então, como uma menina inocente como você, virou uma stripper?

Eu quase consegui esquecer, por uma fração de segundo, como eu ganho a minha vida. E agora Oliver tem que vir e me lembrar.

— O desespero, ok? — Estou cheia de uma raiva irracional. — Eu não tive escolha! Foi o único trabalho que eu pude encontrar, e procurei por semanas. Semanas! Eu não tinha nenhuma experiência de trabalhar em qualquer coisa. Eu não consegui... Eu não tenho ninguém para pedir ajuda. Eu não tenho para onde ir. Eu não posso e não vou voltar para a Las Vegas. Minhas bolsas acabaram, e elas cobriam tudo, das aulas ao alojamento, alimentação e livros. Eu odeio isso... Eu odeio aquilo que eu faço!

Eu estou chorando, e não posso parar. Tudo irrompe, todas as emoções que eu mantive engarrafadas há meses. A solidão, a saudade, a vergonha e a culpa. Senti seus braços ir ao meu redor. Eu o empurro, mas não tenho força e ele é muito forte e muito quente e reconfortante.

— Você não está mais sozinha, Felicity. — Isso é a pior coisa possível que ele pode dizer para mim. Se eu estava chorando antes, se transforma em uma tempestade de lágrimas.

Ele não disse mais nada. Ele só me tem em um abraço, e me deixa chorar. Eu gostaria de poder dizer que este é um desabafo, mas não é. É apenas necessário. A crise de autopiedade. Isso não ajuda. Isso não muda nada.

— Me solta. — eu digo.

— Não. — Sua voz é suave, mas firme, e os seus braços implacavelmente fortes.

— Por favor. Apenas me solta. Estou bem.

— Mentira.

— O que você quer de mim? — Eu desisto de lutar e fico mole, mas tensa. Seus braços estão em volta de mim, quentes e reconfortantes e eu quero ficar aqui para sempre, assim como estou. Seus lábios passam pela minha orelha e eu tremo, chocada com a ternura e a intimidade do momento.

Eu fui sugada para dentro de tudo isso, mas não posso dar ao luxo de deixar que isso aconteça novamente. Ele não me conhece, nem eu a ele. Nós não somos amigos. Nós não somos amantes. Ele me beijou, mas isso não significa nada. Para um homem como Oliver, um beijo não é mais do que um aperto de mão. Ele está acostumado a uma noite de sexo e em seguida, um rápido adeus. É uma troca de prazer para ele. Nada mais.

Eu não penso no futuro, exceto por uma vaga ideia de esperança de que ele vai ficar melhor. Oliver não é o futuro. Ele é o meu presente, e ele não é nada para mim. Nem eu para ele. Eu não sou um objeto de desejo, a não ser porque ele me viu nua e me quer para uma noite de prazer.

E eu quero mais. Eu quero um futuro.

— Obrigada.

— Você está bem? — ele pergunta. Sua expressão demonstra sua preocupação.

Concordo com a cabeça. — Eu estou bem.

— Você é uma mulher e bem tem um monte de significados.

— Eu estou bem. Sinto muito por ter me descontrolado assim. — eu digo com profissionalismo forçado. — Devemos ir para o escritório.

— Eu não me importo com escritório. Fale comigo.

— Falar sobre o quê? — encontro seus olhos brevemente. — Não é nada para você se preocupar.

— Mas eu me preocupo com isso. — ele diz e posso dizer que ele está sendo sincero.

— Bem... Não se preocupe. Isso não importa.

— Merda, Felicity. Basta parar. Eu não sou estúpido. É óbvio que você não está bem. — Eu tenho que ficar longe dele. É muito fácil acreditar que ele realmente se importa.

— Talvez não, mas não é seu problema. Eu sou apenas a estagiária. Minha vida particular não é parte do trabalho.

— Você não é apenas um trabalho. E eu não te conheci como Felicity, a estagiária. Eu te conheci como Meghan, a stripper. Mas isso não é você, e você não pertence lá. Eu sabia naquele momento e eu sei disso agora. Eu não posso... Eu não posso nem imaginar você lá. Você é muito mais do que esse clube de merda.

— Mas esta é a minha realidade. Isso é tudo que existe. Você... Nós mal nos conhecemos. Apenas, pare de me confundir, ok? Por favor?

Não importa que ele está perto, apenas alguns centímetros de distância, com os olhos em mim, escuros e inescrutáveis, eu não posso pensar e não consigo me lembrar por que eu deveria ficar longe dele .

— Como estou confundindo você?

— Você acabou de fazer. Tudo sobre você. Você fala comigo e age como se me conhecesse. Como se nós fôssemos alguma coisa.

— Por que isso te confunde?

— Porque não é verdade...? — Eu odeio que isso sai como uma pergunta, como uma dúvida.

— Mas e se fosse? E se eu te conhecesse? E se fôssemos alguma coisa... Ou pudéssemos ser?

A boca dele se aproxima, os olhos a centímetros dos meus. Não, isso não pode acontecer novamente.

Seus lábios tocam os meus e tudo desmorona. Estou possuída por ele. Ele tira um gemido de mim, puxa o meu corpo contra o dele, me molda nele. Minha boca se move, os meus lábios provam os dele, minhas mãos se assentam em seu peito entre nós e enrolam em sua camisa e eu estou pressionando contra ele, esmagando minhas curvas contra os seus ângulos. Eu estou participando, estou incentivando.

Sua mão desliza para o meu quadril, para baixo e volta para agarrar minha bunda, e uma faísca está acesa dentro de mim. É um toque proibido, um possessivo e provocante. É um passo em direção a mais. Um beijo é só um beijo, mas a mão na minha bunda, me segurando e me possuindo assim... É mais. Eu gosto disso. Calor constrói na minha barriga com o seu aperto no meu traseiro. Uma mão, e então, e quando não o paro... Duas. Apenas segurando em primeiro lugar. Em seguida seus dedos em garra, cavam no músculo, apertam com força, relaxam e pegam novamente. Acariciam gentilmente. Eu sinto o seu desejo.

Notas finais
Então gostaram? Quanto tempo será que Felicity vai resistir as investidas do Oliver? rsrs X