Let Me Love You
7 Capítulo 7
Notas iniciais
— Pare com isso. Mesmo se você fosse apenas uma estagiária, não me chame de senhor. Como você chegou aqui?
— Eu tomei um táxi.
Oliver esfrega as mãos sobre o rosto com irritação. —Não seja estúpida.
Tento respirar, mas eu não posso. Eu vejo o seu reflexo no espelho, e a realidade ofuscante de sua presença na minha frente. Ele é muito lindo para palavras. Muito homem para ser real. Suas bochechas são altas e afiadas, sua mandíbula é como uma escultura de mármore. Seus braços são grossos, longos e ondulados com músculos. A camisa é uma segunda pele sobre os músculos. A calça jeans recebe as coxas e o traseiro, e eu simplesmente não posso olhar para longe dele. Eu fecho meus olhos e tento respirar.
— Eu vou fazer isso ser fácil. — Oliver diz. — Você estava no clube naquela noite. Você é a Meghan. Agora você está aqui, e você é Felicity.
Sinto uma onda de pânico, e ela sai como raiva. — Não há nada para explicar! Você já sabe de tudo, não é? Você viu o que eu faço. O que mais você quer que eu diga?
Eu me afasto. Braços fortes me pegam e me seguram. Seus dedos tocam meu ombro e facilmente me giram. Eu abaixo minha cabeça para evitar seus olhos, porque seu olhar é muito objetivo, parecem saber tudo. Apenas o toque de seus dedos no meu ombro é suficiente para deixar o meu coração batendo. Eu estava saindo, eu estava indo para fora, mas eu não posso me mover. Eu não posso me afastar. Ele está me sugando para a órbita de sua intensidade. Seu toque é uma correnteza. Ele me suga. É um catalisador, acendendo o fogo de necessidade. Eu preciso. Dele, do seu toque, algo assim. Qualquer coisa. Eu nem ao menos sei.
— Não me toque. — eu agarro, empurrando para longe dele.
— Felicity, está tudo bem. Eu não me importo.
— Não está tudo bem. Eu me importo. — Eu estou encarando a porta, com Oliver atrás de mim.
Eu entro em pânico e corro para longe dele. — Eu tenho que ir.
— Para onde?
— Embora. — Eu escancaro a porta, mas sua mão pega meu pulso e me para.
– Isso não vai funcionar, Sr. Queen. Pedirei para Merlyn... Quero dizer, o Sr. Merlyn, atribuir outro estagiário para você.
— Eu acho que não.
Eu não respondo. Argumentar é inútil. Não posso fazer isso. Ele é demais. Ele sabe. Trabalhar com ele profissionalmente, quando ele sabe o que eu sou... Não. Eu não posso.
Volto para a sala de conferências. — Sr. Merlyn, podemos ter uma palavra em particular?
— Está tudo bem, Felicity? — Balancei minha cabeça em uma negativa.
— Não, senhor. Eu... Eu não posso aceitar esta missão.
— Felicity, eu não entendo. Isso é de vital importância. Isso é o primeiro grande projeto que você ira trabalhar. Qual é o problema?
Eu não sei o que dizer, como explicar sem explicar tudo. — Eu só... Eu não posso trabalhar com Oliver Queen.
Merlyn se recosta na cadeira. — Deus. Eu estava me perguntando se isso seria um problema. — Ele suspira e mexe com sua caneta, girando-a em entre seus dedos. — Eu sei que Oliver tem uma certa... Reputação. Mas tenho certeza de que ele vai se comportar com você.
Oliver tinha uma reputação como um festeiro e playboy mulherengo. E nem se fala no desfile interminável de namoradas com que ele tinha sido fotografado. Ele tinha uma mulher diferente em seu braço em cada fotografia.
— Ele deu em cima de você? — Merlyn pergunta.
Eu quero dizer que sim. Quero colocar a culpa toda em Oliver, deixar sua reputação vencer a luta para mim. Mas eu não posso. Eu balancei minha cabeça.
— Não, não é isso.
— Bem, então, eu confesso que não entendo. Qual é o problema?
Eu respiro e tento me concentrar. — É... Eu não posso. Sinto muito. Eu só... Não posso.
— Felicity, eu gosto de você. Você é trabalhadora, é inteligente e realmente parece amar tudo isso. Quero contratá-la em tempo integral. Eu realmente quero. Acho que você poderia ir longe. Mas... Se você recusar isso, minhas mãos estão atadas, a menos que tenha as acusações contra Oliver, você precisa fazer isso. Esta é a maior oportunidade de sua vida. Poderia fazer a sua carreira, mas se não fizer, vai quebrá-la. Estou sendo honesto com você.
— Eu entendo.
— Por que você não vai para casa e pensa sobre isso?
Concordo com a cabeça. — Eu vou senhor. Obrigada.
Levantando nos pés instáveis, deixo seu escritório, pego o elevador descendo, e ando duas quadras e meia até o ponto de táxi. Eu não percebi que ele estava atrás de mim, até que fosse tarde demais.
— Onde você está indo? — Sua voz está bem atrás de mim, intimamente zumbindo no meu ouvido.
— Casa.
— Do que você tem medo... Meghan?
Eu giro no lugar e tenho que conter meu impulso de esbofeteá-lo. — Esse não é meu nome. Não me chame assim.
Eu dou um passo para trás. Se ele me tocar, estou perdida. Alguma coisa ruim vai acontecer. Eu sei o que vai acontecer. Estou ficando tonta. Mas tudo isso é irrelevante em comparação ao efeito da sua proximidade. Ele não está nem mesmo a centímetros de distância. Meus seios estão raspando em seu peito. Lembro-me de como seus olhos olham para mim, como ele me devorava com os olhos. Ele me queria. Mas ele me viu, também. Viu a mim, por dentro.
Você não pertence a este lugar, ele disse.
E então ele me beijou. Ele está tão perto de novo, e eu estou me afogando. Se ele pressionar sua boca na minha, eu não vou ser capaz de detê-lo.
Eu balanço sobre os meus pés, e eu cairia se não fosse por um braço de ferro em torno da minha cintura me segurando.
— Eu estou bem. Só preciso voltar para o meu dormitório. — tropeço novamente, ao tentar ficar longe dele.
— Você não está bem. Deixe-me levá-la para casa — ele diz.
Ele olha para mim, parecendo ofendido pela minha teimosia.
—Você vai desmaiar.
— Eu vou ficar bem.
Ele balança a cabeça e gira sobre os calcanhares. Eu ouvi-lo murmurar baixinho: — Garota idiota.
— Eu ouvi isso. — murmuro.
— Essa era a intenção. — Ele responde.
Oliver dá passos para longe. Não posso deixar de observá-lo, ele se move como um predador, como uma pantera espreita através da grama. Eu cerro os olhos. Algo nele fala comigo, me chama. Não é só porque ele é tão bonito. É algo nele. Algo magnético em seus olhos e sua presença me arrastando para ele.
Pneus guincham e o carro esportivo elegante, o que eu tinha visto no estacionamento, ruge em direção a mim. Não. Eu tenho que resistir.
Ele derrapa até parar no meio da pista junto ao meio-fio, escancara a porta e sai, sem se importar com o tráfego se acumulando atrás dele, sem se importar com as buzinas e os gritos. Quando ele se move em direção a mim, seus olhos estão diferentes. Azul-cinza agora, e com raiva. Ele abre a porta do passageiro com um empurrão, envolve um braço em volta da minha cintura, e com facilidade e gentilmente me empurra para dentro do carro.
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