Let Me Love You
8 Capítulo 8
Notas iniciais
O mundo gira, e tudo o que eu vejo é Oliver ao meu lado. Estou ciente do poder deste veículo, a velocidade sem esforço. Eu olho para o painel de instrumentos, e ele está a sessenta, costura através do tráfego com habilidade louca e irresponsável. Fecho meus olhos, de repente sou arremessada para frente como se derrapando até parar. Minha porta está aberta, e o cinto que eu não me lembro de ter prendido é destravado. Sou levantada do carro com os braços poderosos de Oliver. Eu sinto o cheiro dele, algum tipo fraco, mas inebriante perfume.. Eu reconheço o modo como meu corpo reage à sua presença.
— Ponha-me no chão.
— Não.
Eu olho ao meu redor. Estamos no campus, e todo o mundo está assistindo, pelo menos é o que parece. Eu ouço sussurros.
— Por favor. Ponha-me no chão. Posso caminhar.
— Que prédio? — Sua voz é sedosa e íntima.
Eu aponto, e ele faz um caminho mais curto para lá. Eu não sou nada em seus braços. Ele abre a porta e faz uma pausa.
— Segundo andar. Duzentos e seis.
Ele está na minha porta, de alguma forma torcendo a maçaneta sem me largar. Oliver olha ao redor da sala procurando um lugar para me colocar. Eu chuto meus pés, e ele relutantemente me coloca de pé, mas suas mãos não deixam meus braços. Eu saio de suas garras e afastar-me para sentar na minha cadeira.
— Eu estou bem, Oliver. Sério.
Oliver apenas olha para mim e eu não consigo desviar o olhar, não posso tirar os olhos de seus olhos.
— Por quê? – Eu pergunto.
— Por que, o quê?
— Por que você está aqui Oliver? Por que está fazendo tudo isso?
Seus olhos são intensos, ficando escuros e tempestuosos conforme ele considera a sua resposta. — Porque eu quero.
— Mas por quê?
Ele não respondeu, mas em vez retorna com sua própria pergunta. — Por que você está questionando isso?
— Você não deveria estar aqui. Você deveria apenas ir para casa e me deixar em paz.
— Mas isso não é o que você quer. E não é o que eu quero.
Droga, ele está certo. Eu o quero aqui. Sua presença é... Inebriante. Eu estou tonta com sua proximidade. Isso tudo é um sonho do qual vou acordar, eu tenho certeza. Mas eu não quero.
— Você não sabe o que eu quero. — digo. É uma mentira, e eu sou uma péssima mentirosa.
Ele disse: — Eu acho que eu posso fazer isso.
Eu mal tinha processado suas palavras antes dele me puxar para cima da cadeira onde ele estava sentado e cobrir minha boca com a sua. Sua essência me sobrecarregou. Em seguida eu me esqueci sobre tudo exceto ele. Todo o meu corpo estremeceu, e meu coração despencou em direção ao meu estômago como se a força da gravidade tivesse dobrado. Minha cabeça estava nadando, mas eu não me importei. Eu abri minha boca, e imediatamente sua língua entrou, tomando controle. Minhas mãos se fecharam nas suas costas, e em resposta, ele me puxou mais perto. Seu beijo era lento e em seguida rápido, depois provocador. Nós estávamos pressionados tão firmemente que eu podia sentir cada rota do seu corpo, mas ainda assim eu queria ficar mais perto. Sua mão escorregou subindo a parte de trás da minha camisa, dedos quentes pressionando na minha carne já superaquecida. Um gemido escapou da minha boca com o contato íntimo. Imediatamente, eu me arrependi, porque o som pareceu clarear sua mente, e ele se afastou. Eu não podia impedir meus lábios de seguirem-no, mas ele permaneceu fora do alcance do meu beijo. Ao invés disso ele gemeu, mergulhou sua cabeça, e colocou um beijo ardente no meu pescoço.
Meu cérebro definitivamente estava em discagem lenta. Eu era todo corpo naquele momento, e Deus, isso parecia bom. Eu era somente a soma das minhas terminações nervosas, as quais estavam enlouquecendo. Ele exalou pesadamente. Sua voz estava rouca quando ele falou
— Desculpe. Me deixei levar.
Aquelas eram exatamente as palavras certas. Deixado levar. Eu nunca estive tão envolvida por outra pessoa antes. Eu nunca estive tão... fora de controle. Estava de uma vez me excitando e me aterrorizando. Seu rosto apareceu na frente do meu, e eu tentei manter minha expressão neutra. Sua mão deslizou para fora da minha camisa, e eu estremeci, minha pele triste com a perda.
O silêncio reina quando eu luto comigo mesma. Eu quero levar o meu pé para trás e pedir-lhe para sair. Ele vê muito, seus olhos perfuram minha alma e veem o que eu quero, quando eu não sei nem por mim mesma. Mas eu também quero deslizar da minha cadeira e ir para seu colo novamente, e eu quero beijá-lo. O pensamento me assusta. Eu não deveria querê-lo. Ele é... errado. Querer ele é errado.
Eu assisto seus braços flexionarem em sua camisa cinza apertada, vejo seus olhos mudarem e vagarem. Minha saia vai até os joelhos e as pernas estão pressionadas, mas eu sinto que seus olhos veem através das minhas roupas. Ele olha para mim como se me visse assim como na sala VIP.
— Oliver, ouça... — Eu começo. — Eu sou uma estudante. Uma estagiária. Você sabe onde eu trabalho. Que eu faço.
— E isso é um problema?
— Sim!
— Você tem vergonha do que você faz Felicity?
Eu não respondo, não olho para ele, me levanto. — Você deveria ir.
Ele se levanta, também, mas apenas para ficar acima de mim, o corpo perto do meu. Seu dedo indicador toca no meu queixo e me obriga a olhar para ele. Eu faço, e eu estou sem fôlego.
— Não faça isso Felicity, não fuja de mim. — É uma respiração, um sussurro.
— Por que você faz isso, se você sente vergonha? — Seu olhar queima dentro de mim, e sei que ele pode ver os meus segredos, ver a minha vergonha, ver a minha necessidade e meu medo. Seu dedo polegar segurar suavemente o queixo, então não posso me afastar. Eu me recuso a responder.
— Por favor, apenas vá.
— Tudo bem. — Ele libera o meu queixo e vira em direção à porta. Minha pele queima, onde ele me tocou. — Vejo você no escritório amanhã.
— Não.
Ele para e volta. — O quê? Não, o quê?
— Eu não posso fazer isso.
— Felicity, do que você está falando? — Ele franze a testa para mim.
— Eu não posso trabalhar com você. Eu apenas não posso fazer isso.
— Eu tive a impressão de que você tem que fazer isso, se quiser terminar o estágio. — Ele coça a mandíbula. — Eu não sei do que você tem tanto medo. Apesar da minha reputação, eu não sou tão ruim assim.
Eu balancei minha cabeça. — Não é isso.
— Então o quê? Explique-se.
— Você não entenderia. Você não poderia.
— Você ficaria surpresa com o que eu posso entender. — Ele diz. Seus olhos atentos nos meus, não vacilam, desafiando-me a olhar para longe, o que é claro que eu não posso fazer.
— Você sabe. — eu sussurro. — Você me viu. Você viu Meghan. Você nunca vai me enxergar como nada, além disso, agora.
— Eu estou te tratando como uma stripper? — Ele diz a palavra casualmente, como se ouvir isso a cada vez não abrisse um buraco em mim.
— Você acha que é a primeira menina a sobrevivar na faculdade desta forma? Você está incrivelmente bem, Felicity. Isso não te define.
— Define sim.
— Então esse é o seu problema. Você vai deixá-lo arruinar a sua carreira antes mesmo de começar? Sério? Se é grande coisa, eu não vou contar a ninguém. E eu vou falar com Derek e certificar-me de que ele não conte também. Basta vir trabalhar amanhã.
— Apenas... Vá. Por favor. — Estou quase chorando, segurando-as de volta desesperadamente.
Oliver balança a cabeça lentamente, como se estivesse confuso e irritado. — Droga, Felicity. Apenas deixe-me...
— Deixe o quê? O que você vai fazer? Mudar a realidade?
Ele suspira, exasperado. — Porra, tudo bem. Que seja assim. — Ele se vira para a porta e coloca a mão na maçaneta. Eu sinto-o ali, me assistindo. Eu estou de costas para ele, e em seguida, o som do giro da maçaneta. Então ele sai.
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