Let Her Go - Delena/ Klaroline
53 Capitulo 53 O amor de Hope
Notas iniciais
Caroline acordou sentindo a falta de alguém ao seu lado se virou vendo a cama vazia escutou um barulho vindo do ateliê de Klaus, se levantou levando os lençóis junto a seu corpo. Sorriu ao entrar no local e ver seu marido apenas de calça jeans.
— Ainda é meio surreal – sussurrou o abraçando por trás deixando os lençóis caírem.
— Surreal é sentir seu corpo nu contra o meu – murmurou o hibrido dando uma ultima pincelada ao desenho.
Virou-se rapidamente, puxando Caroline para si.
— Não bobinho – riu – surreal nos Klaus, eu e você, nossos filhos, nossa família – falou contra a boca do hibrido.
Klaus a pegou nos braços, fazendo a mesma entrelaçar a as pernas em sua cintura.
— É, mas eu sempre soube que era você, sempre soube... Desde do momento em que bati os olhos em você, vi o seu jeito prepotente me apaixonei – sussurrou antes de a beijar – eu e você sempre era para ser, estava escrito. E eu te amo Lovah – a beijou.
O loiro jogou sua Caroline na cama, se deitando por cima dela. Se falassem que eles estariam juntos há 17 anos atrás Caroline iria rir da cara do pobre ser que ousou a falar isso, mas agora ela não liga mais, ama Klaus com todas as suas forças e não vive mais sem ele e sua família, Klaus a deu o que ela sempre quis ter. O ama como nunca ira amar alguém novamente.
A 16 anos atrás Caroline estava nervosa, custando respirar, mesmo não sendo preciso fazer isso como os humanos, estava se olhando no espelho. Passou as mãos pelo vestido de noiva, a peça única e exclusiva desenhada por Cecília era todo de renda, mangas longas rendadas, o corpete era todo bordado em brilhantes e assim ia seguindo pela saia de renda rodada. Ajeitou a tiara de esmeraldas sorrindo ao lembrar que Klaus a dera, passou a mão delicadamente pela pulseira que fora o inicio de tudo aquilo e sorriu, com cuidado arrumou o véu. A cauda de seu vestido era de cinco metros, tudo como ela sempre sonhou, seus cabelos estavam presos em um coque e alguns fios ondulados estavam soltos, a maquiagem era chamativa nos olhos, e os lábios já eram rosados por um batom matte.
Iriam se casar na floresta, sim, no alto de uma clareira aonde o sol iria se por. Sorriu sem acreditar que iria se casar com Klaus Mikaelson, céus há uns dois anos atrás eles eram inimigos e olhe onde param, no altar.
— Klaus calma – disse Damon rindo, o homem esta amando isso.
Ali este presente todos os amigos, a decoração é toda no rosa, obra das três Barbies.
— Calmo, okay – o hibrido respirou fundo, mas soltou o mesmo quando levantou os olhos e se deparou com um par de olhos azuis o olhando.
Klaus estava tão nervoso que não se deu conta que a marcha nupcial havia começado a tocar, sorriu olhando a loira que tinha lagrimas nos olhos, prometeu não chorar, mas ao ver Caroline chorando seus olhos marejaram.
— Se quiser desistir – murmurou.
— Nunca – respondeu ela dando passos em sua direção.
Liz segurava a mão da filha toda emocionada. Klaus sacudiu a cabeça tentando evitar que as lagrimas rolassem por seu rosto, falhou. Cecília já chorava enquanto segurava Hope, kol a abraçou.
— Eu te amo – Klaus disse assim que Liz entregou a mão da filha – eu te amo tanto – beijou a esta da moça.
— Eu também te amo – beijou castamente os lábios do homem.
A cerimônia começou, era vez de Klaus dizer os votos.
— Sabe – tirou um papel do bolso – não vou precisar disso — jogou no chão – Caroline Forbes, você me salvou de eu mesmo, você foi a luz na minha vida, a escuridão havia tomado posse de meu coração a muito tempo, e você chegou com a sua luz, luz própria que emana não de propósito, é o seu jeito lovah. Você me salvou e eu não tenho vergonha de assumir isso em frente a todo mundo, é a verdade, chegou e mudou minha vida... Eu te amo, sempre e para sempre.
— Klaus – murmurou ela chorando, o hibrido sorriu ainda mais.
Cecília andou com Hope em direção aos dois, com cuidado Klaus pegou as alianças da mão da criança dando um beijo no rosto de sua pequena, Caroline sorriu beijando Hope. Colocou a aliança de ouro no dedo da amada beijando a mão da mesma.
— Klaus Mikaelson – sussurrou – tínhamos tudo para dar errado, todos diziam que não era o certo, mas para que fazer o certo? Meu corpo e coração sempre clamou por você, neguei, ah eu neguei, como neguei... porem chegou um momento que você me provou ser digno do meu amor, Klaus, sempre me salvando de tudo, diz que eu te salvei, mas você me fez mulher... me fez a mulher mais feliz da face da terra. Eu sempre sonhei com um amor épico e você é o meu amor épico, meu ultimo amor, te amarei ate depois do fim. Sempre e para sempre sua.
Klaus tinha lagrimas nos olhos, Elena sorriu emocionada se aproximando com Henrik nos braços, Caroline com delicadeza pegou a aliança da mão do filho beijando o mesmo, e Klaus fez o mesmo sorrindo todo orgulhoso.
— Pode beijar a noiva – disse o juiz.
Klaus riu puxando Caroline para si, a deitou em seus braços dando um verdadeiro beijo de novela na mulher.
Caroline riu lembrando do casamento.
— O mais cômico foi Cecília pegando o buque novamente – ria na cama.
Klaus sorriu.
— Tenho uma surpresa para você – sussurrou no ouvido da mesma.
Fez ela se enrolar nos lençóis, pegando a mesma nos braços e a levando ate ao ateliê. Caroline sorriu ao ver um quadro dela de noiva.
— EU AMEI – gritou animada.
Klaus sorriu, com cuidado ele apertou um botão escondido atrás de uma estatua, a porta se abriu. Caroline pegou a Mao de seu marido que a guiou pelo local escuro, o homem ligou as luzes fazendo Caroline sorrir ao ver o que ali tinha.
— A céus – sorriu passando os olhos pelas telas.
Era em seqüência, tinha Caroline em seu quarto, Caroline no baile de MF e assim ia ate os dias atuais.
— Eu amo pintar você minha salvadora – a puxou a prensando na parede.
A mulher sorriu.
— Serei eternamente sua — unhou as costas do loiro o puxando para um beijo.
Cecília e kol sorriam animados, estavam passeando na praia e já era por do sol.
— Quem diria que estaríamos juntos – murmurou a garota.
— Por quê? – perguntou ele rindo.
— Passamos por tanta coisa, mortes, coisas que nenhum casal normal passa...
— Essa é a graça, não somos normais – foi a vez da morena rir da careta que o noivo fez.
Kol a pegou nos braços, a rodando em um beijo apaixonado, colocou a moça delicadamente no chão, ia a beijar novamente porem ela o empurra fazendo ele cair no chão.
— Vem me pegar – grita já correndo para o mar.
— Mulher eu nunca lhe deixaria escapar – se levantou correndo atrás da mesma.
Ela corria, jogou água com os pés em kol que revirou os olhos a puxando pela cintura quando a alcançou.
— É uma droga você ser mais forte que eu kol – sussurrou brava.
— Não acho – a virou para ele com rapidez, a pegou nos braços fazendo-a entrelaçar as pernas em sua cintura – eu amo isso – olhava para a boca da garota – eu amo você com todo o meu ser Salvatore, sempre irei amar você.
Sorriu, segurando a nuca dele com uma mão e levando a outra ate os cabelos castanhos do jovem vampiro.
— Eu amo você – falou contra os lábios de kol.
Ele a beija. Sai da água com facilidade deitando a garota na areia da praia se colocando por cima dela, o sol se escondia entre as enormes montanhas atrás do casal, mas nada importava para os dois a não ser o corpo um do outro.
Elena e Damon estavam em casa, os filhos haviam saído com Hope, Claire e Henrik de férias para a casa de Cecília e Kol, então sobrou para os dois ficarem em casa agarradinhos vendo um filme.
— Que coisa mais humana – reclamou Damon pela milésima vez.
— Mas você gosta – ela riu beijando castamente os lábios do marido.
— Não tem escolhas – fez pouco caso.
— Será que as crianças estão bem? – perguntou Elena.
— Kol e Cecília cuidarão deles, eu acho – Riu da cara de preocupada da esposa – temos coisas melhores a fazer – sorriu a puxando para cima dele.
— Ah é?
— Ah é – a puxou a beijando, em um movimento rápido rasgou o vestido que a mesma usava.
Katherine e Stefan estavam viajando, Paris, Kath ama Paris e sempre que podem vão para a cidade Luz. O resto do pessoal ta por ai curtindo a eternidade. Hayley e Elijah se mudaram para a mansão em frente a mansão Mikaelson para dar privacidade ao casal Klaroline, como carinhosamente Cecília chamava.
— O que acham de irmos a uma festa? – perguntou Hope aos amigos.
— Tio kol e Cecília iriam nos matar – alertou Valentina.
Os jovens já estão com 16 anos de idade, e nunca saíram sozinhos pois os pais alegam ser perigoso demais, não o perigo que qualquer jovem sofreria ao sair durante a noite com os amigos, mas sim o perigo de quem sabe demais sobre o mundo sobrenatural.
— Vai ser legal Tina – Henrik se jogou ao lado da namorada no sofá.
— Henrik – murmurou.
— Vai ser mesmo – Disse Claire toda animada – já tenho a roupa ideal.
— Vocês são burros – disse Ian, ele parecia ser o único a pensar às vezes – tio kol e tia Cecí estão bem ali – apontou para porta da casa – na praia, eles logo vão voltar.
— Mas vai ser legal amor – Claire piscou para, bom os dois não tem um termo certo ainda.
Paul estava distante, estava sentando na sacada escutando tudo, ele e Hope não são namorados como todos pensaram que seriam... coisas os impedem de tentar, de serem felizes juntos.
— Você não vai?– a loira chegou por trás.
Hope ajeitou o vestido rosa que usava, ganhou de Cecília, com cuidado se sentou ao lado dele... Parecia que tinha medo de chegar perto dele.
— Desculpa – pediu com lagrimas nos olhos – nunca quis te machucar.
Ele se virou para ela a olhando com culpa.
— A culpa não é sua, eu pedi por isso Hope... Eu já tenho 17 anos e eu escolhi isso.
Hope e Paul são os mais velhos da turma, eles têm 17 anos.
— Paul – sussurrou – eu não queria isso eu não posso te transformar.
Levantou a mão para afagar o rosto do mesmo, porem abaixou.
— Eu não posso te privar de nada que a vida tem a oferecer, logo chegarei à fase adulta e... Tornarei-me vampira por completo, eu nunca matei ninguém antes Paul... se eu fizer isso, se eu te transformar irei estar te matando e...
— Libertando seu lado lobisomem, você já me disse.
— Espero que entenda, você cresceu nesse mundo e sabe que só há duas formas de sair dele e estou te dando alternativas de ainda sair – mordeu os lábios se deixando chorar – eu te amo.
Paul e Hope paralisaram ao ver o que a hibrida acabara de falar, ela nunca disse que o amava e isso os pegou de surpresa, ainda mais agora.
— Não chore – murmurou ele.
Hope sorriu entre as lagrimas sacudindo a cabeça incrédula, não acreditava que ele iria ignorar a declaração dela para ele.
— Eu vou me arrumar para festa – murmurou ela quase inaudível.
Hope subiu as escadas correndo, seu irmão por ser o único a ter poderes sobrenaturais fora também o único que escutou.
— Se me dêem licença, irei atormentar Hope – disse e já saiu correndo.
Com calma entrou no quarto da Irma enquanto estivessem ali, na casa de Cecília e Kol. Henrik fez careta ao ver a Irmã ali : deitada na cama chorando.
— Vamos lá sua mimada, não chore por ele – se sentou ao lado dela.
— Você escutou – soluçou ela, sua voz saiu abafada por causa do travesseiro que tinha no rosto.
Hope estava se batendo mentalmente por ter esquecido que Henrik estava na sala.
— Escutei – murmurou ele fazendo a Irmã o encarar – Hope Mikaelson não chore, eu te entendo, entendo o que é querer fazer uma coisa e não poder.
— Mesmo? – perguntou ela.
— Mesmo – se deitou ao lado da mesma.
Puxou a irmã para um abraço.
— Ele vai entender, não agora, não hoje, ou amanhã... Mas um dia vai. Aliás Hope, temos a eternidade para isso.
— Eu te amo seu idiota.
— Eu também te amo sua retardada.
— Que esse momento fique só entre-nos – murmurou ela rindo.
— Só entre-nos – sussurrou ele beijando o topo da cabeça dela.
Se separaram, cada um foi para um canto se arrumar, iram sair e aproveitar a noite em Los Angeles. Saíram escondidos de kol e Cecilia que ainda estavam na praia, pegaram os carros dos tios. Hope fora com Henrik e Valentina, enquanto Paul fora com Ian e Claire. Os amigos sabiam do rolo dos dois, mas preferiam não comentar nada com ninguém, sabia que eles se amavam, mas eram cabeças duras demais para assumir, e Hope amava Henrik demais para tirar uma vida humana dele, ela não poderia fazer isso, não se perdoaria.
Cecilia entrou na casa em sua velocidade inumana correndo de Kol, rapidamente estava no quarto dos dois, se assustou com ele dentro do mesmo a olhando com um sorriso sapeca nos lábios.
— Janela, baby – sorriu de lado, logo após laçou uma piscadela a morena que revirou os olhos
— Não vale... – andou até ele sorrindo cínica, passou as mãos pela nuca do homem pronto para o beijar, parou franzido o cenho deixando kol de olhos fechados esperando o beijo de sua amada – kol – murmurou ela ainda com o cenho franzido – esta silencioso demais.
O vampiro abriu os olhos, encarando sua noiva que se afastou dele.
— Eles não...
— Eles são criados por pessoas impossíveis, sim eles... merda – ela saiu correndo para garagem, chegando lá kol já estava a sua espera vendo a mesma aberta e somente o carro rosa de Cecilia na garagem.
— Bom, eu ligo para os pais deles ou você liga? – Murmurou a pergunta a garota que revirava os olhos novamente.
— Bom – mordeu os lábios nervosa – acho que nos dois juntos conseguimos os achar.
— Eu não vou no seu carro rosa – Kol disse sorrindo sarcástico.
— Va a pé então – falou já indo em direção ao quarto.
Cecilia rapidamente vestiu um vestido preto, colocando os saltos vermelho, prendeu os cabelos em um rabo de cavalo enquanto kol tentava ligar para as crianças.
— Eu os mato, klaus ira nos matar – kol reclamava já dentro do carro.
— Eles precisam sair, viver uma vida normal – Cecília disse ao parar em um sinaleiro.
— Está aí Cecí, eles não são normais.
Meia hora depois eles adentraram o restaurante mais famoso da cidade, onde o GPS de kol acusara que eles estavam, Cecília sorriu os vendo comerem animados e não perceberem a presença de ambos ali. Kol sorriu sentindo o coração apertar ao ver a forma que Hope olhava para Paul, era com adoração.
— Vamos – Cecília pegou na mão de kol vendo que eles não os notaram ali – eles merecem isso.
Saíram do restaurante, decididos a irem para casa.
Horas mais tarde Hope adentrava a casa dos tios bêbada e sozinha, pois pedira para Henrik deixar o carro de seu tio com ela, precisava de um tempo só para si, já que em NoLa não tinha isso. Colocou os sapatos de salto em cima da mesinha de centro da tia, se jogando no sofá, não tinha forças para subir as escadas. Fechou os olhos sentindo os mesmos queimar com as lagrimas que queriam escorrer por suas bochechas. Não entendia o porquê de Paul a odiar, ela fez o melhor para ele.
— Bêbada, Hope? – Não queria o olhar, mas sabia quem era.
— Me deixe sozinha – pediu tentando se levantar do sofá.
Paul suspirou vendo a mulher que amava ali, naquele estado, sabia que Hope sempre fora fraca para bebida.
— Eu te ajudo – disse já passando as mãos pela cintura da jovem.
A pegou nos braços com facilidade, subiu as escadas até o quarto que a menina ficava, a colocou na cama com cuidado vendo ela chorar.
— Não chore – pediu.
Ela sacudiu a cabeça.
— Eu vou te dar um banho – falou Paul.
Hope sorriu maliciosa já tirando o vestido que usava, Paul soltou o ar que prendia vendo o corpo escultural a sua frente, novamente a pegou nos braços a colocando debaixo do chuveiro só de Lingerie. Acabou se molhando também, pois Hope grudara nele, e tirou a camisa que usava. Depois de banhada Hope se vestiu sozinha, já estava em plena consciência e se deitou na cama se cobrindo, Paul deu uma última olhada nela que virou o rosto para o lado, evitando o olhar. Ia saindo do quarto, mas parou de costas ficando ali.
— Por que você faz isso conosco? – Perguntou a garota.
— Por que eu te amo – engoliu a seco, se virando para garota agora sentada na cama – por que eu te amo Hope e quero passar a eternidade ao seu lado, não estou preparado para te ver sempre linda enquanto eu envelheço e vejo você perder o interesse em mim e arrumar alguém melhor, alguém do seu nível... aliás a princesa do mundo sobrenatural é você.
Hope fechou os olhos deixando as lagrimas caírem.
— Eu te amo Paul, por favor me entenda... eu quero o melhor para você – andou até ele.
— Sabe o que é triste nisso Hope? – Sussurrou passando as mãos pela cintura dela, a puxando para si.
— O que? – Murmurou deitando a cabeça no peitoral dele, escutando seu coração
— Eu entendo – colocou o queixo em cima da cabeça de Hope e ali ficaram abraçados.
— Eu te amo – disse ela levantando a face para o olhar.
— Eu te amo – murmurou ele segurando o queixo dela e assim selando seus lábios.
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