Notas iniciais
Cá estamos nós depois de muitos anos. Vocês viram a Amanda menina virar uma mulher, estiveram presentes nos últimos anos da minha vida. Saibam que se hoje eu tenho amor e vontade de ser escritora é por cada uma de vocês. Obrigada por tudo, mas acima de tudo obrigada por terem abraçado a nossa Salvatore caçula. É isso, chegamos ao final. Tivemos choro, risos, gritos, surtos, ameaças kkk e muito amor por aqui nos últimos anos. Amo vocês. Um beijo cheio de gloss cor de rosa com muito brilho, de Mandy e Ceci.

Meu nome é Cecília Samantha Vega, eu sou uma vampira há quase dois séculos. Há 17 anos atrás tudo que me restou após minha transformação fora tirado de mim da pior forma possível, mas eu descobri minha verdadeira origem. Eu sou Cecília Samantha Vega Salvatore, em vida humana uma princesa que carregava os poderes da luz e como vampira, a vampira que salvou todos os vampiros do mundo com seus poderes da luz.

Estava sozinha em meu quarto no castelo de Elia, ilha onde era um país até 100 anos atrás, meu país que deixará de ser um. Nada mudou ali depois que eu parti, tudo ainda era igual. Fechei os olhos respirando fundo e sorrindo feliz. A última vez que eu estive ali foi o dia em que fui praticamente obrigada a fugir do meu casamento. Coincidência não? Estou aqui hoje justamente para um casamento, o meu casamento com Kol Mikaelson, meu verdadeiro amor épico. Sorri andando em direção a sacada que ali tinha, vi a praia a uns 500 metros de distância sentindo a brisa bater em minha face e consequentemente movimentar meus cabelos. Vi também a decoração do meu casamento onde se encerrava o jardim e começava a praia. Tudo bem delicado, tudo ali tinha o meu jeito.

— Eu senti você chegando… — falei quando senti o cheiro de Kol.

Me virei vendo ele sorrindo pra mim.

— Nervosa? — andou até mim me abraçando.

— Naan — fiz pouco caso abanando a mão no ar — nenhum pouco.

Kol mordeu o lábio inferior tentando conter uma risada.

— Certeza? — apertou minha cintura contra seu corpo.

Ri dele e sacudi a cabeça positivamente antes de responder:

— Não nos casamos todo dia, ou casamos? — perguntei levando a mão ao queixo.

— Não. Não é todos os dias que se casa com uma princesa, estou certo?

— Certíssimo.

— Não vai fugir em… boatos que você é uma princesa fujona de casamentos.

— Não tenho precisão de fugir. Já você… — fiz suspense — Se quiser desistir ainda está em tempo.

— Eu quero você. Sempre quis você. Sempre será você. Mandona, chata, engraçada, prepotente, linda, inteligente, cheirosa, orgulhosa, gostosa… céus, se eu ficar aqui falando das suas qualidades e alguns, só alguns defeitinhos que eu não me importo iremos ficar a eternidade aqui e perder o nosso casamento — Ele sussurrou o final.

— Mas nós temos a eternidade. Continue! — Ele riu me fazendo rir.

— Prefiro aproveitar nossa eternidade de outro jeito. Se é que me entende. — Piscou safado pra mim.

— Eu entendo. Como entendo — mordi seu lábio inferior o puxando pra mim.

Kol soltou um gemido baixo e em questão de milésimos eu já estava sendo prensada na parede. Agarrei ele pelos ombros antes de o beijar. Senti ele sorrir entre nosso beijo ansioso e sorri de volta.

— Ecaaaaaa. Vocês vão ter a eternidade para isso, tios. — Escutei a voz de Hope.

Abri os olhos ainda beijando Kol e revirei os mesmos descendo do colo de meu noivo. Parei o beijo e ele me abraçou. Encaramos Hope que estava parada no batente da porta com um sorriso cínico igual ao do pai.

— Empata foda — Kol bufou fazendo nossa sobrinha rir alto.

— Poxa titio ‘Tol — fez gracinha — Eu só vim ver se a minha titia ‘Tetilia precisava de algo.

Ela andou até mim me abraçando. Senti meus olhos marejados por ter a minha pequena — agora não mais — ali ao meu lado.

— Mas poderia ter ido empatar seu pai e sua mãe. Aposto meu carro novo que eles estão no vuco-vuco — meu noivo disse pensativo.

— Eca tio. Queria saber disso não — Fez careta com nojo — eca, eca…

Ri dela ainda abraçada a ela. Kol sorriu e sumiu em sua velocidade inumana deixando eu e Hope com cara de tacho durante cinco segundos. Ele voltou rindo alto.

— Olhe só, eles estavam mesmo, mas Henrik machucou o dedo e foi atrás dos pais — Ele riu alto.

— Aquele pirralho é tão dependente dos meus pais — disse minha sobrinha me soltando.

— Até que enfim achei você — disse Paul da porta com um sorriso lindo direcionado a namorada.

— Aqui estou eu… — ela sorriu abrindo os braços e mostrando seu corpo com as mãos.

— Titia — o garoto que já está quase um homem andou até mim me abraçando.

Paul me ergueu do chão e me rodou no ar entre seu abraço.

— Ninguém merece a felicidade mais do que a senhora. Eu te amo.

— O meu pequeno — sorri terna — a titia te ama.

— Assim fico com ciúmes… solta minha tia — Hope disse tentando empurrar o menino que riu — Eu amo mais tia, tenha certeza.

Senti a garota me abraçar por trás e fechei os olhos sorrindo feliz.

— Vai ser a noiva mais linda do mundo, titia! — murmurou meu sobrinho.

— Então vocês vão ter que sair pois faltam seis horas pro casamento — Hope nos soltou.

Ela se virou para o tio vendo ele parado me olhando com a sobrancelha arqueada.

— O tio — ela bufou — nem era pro senhor ver a tia antes do casamento, você é muito intrometido sabia? Nossa…

— Você é tão mandona, caralho Hope Mikaelson.

— Caralho digo eu tio. A tia não vai fugir não, da para sair agora e ver ela só no altar? — a menina perguntou ao meu noivo que desviou os olhos dela olhando para mim.

Dei de ombros vendo ele suspirar derrotado passando por Hope, bagunçando os cabelos loiros da menina que ficou brava fazendo uma careta. Ele parou em minha frente me dando um beijo casto. Fechamos os olhos e encostei nossas testas, assim que abri os olhos vi os seus e sorri abertamente. E ali na minha frente eu tinha tudo que eu preciso para viver.

— Te vejo no altar futura senhora Mikaelson — segurou minha mão olhando o anel de noivado que ali tinha, depositou um beijo na mesma.

— Só para constar... Eu vou ser a branco — pisquei o olho direito a ele.

— E eu jurando que seria rosa — Ele fez um biquinho e ri.

— Dei spoiler — levei as mãos a boca incrédula — Eu amo rosa, mas hoje já vai ter rosa demais.

Ele beijou minha testa e saiu levando Paul junto.

— Tia — Hope chamou — obrigada. Acho que nunca agradeci a senhora por ter me salvado.

— Pequena, amo você como se fosse uma filha. Eu amo você.

— Eu também amo a senhora! — ela me abraçou.

Autora narrando

— O neném da mamãe — disse Caroline olhando o dedo machucado do filho.

— Mamãe tá doendo — Ele fez um biquinho manhoso.

— Eu sei, eu sei — abraçou o filho.

— Henrik larga de ser manhoso, você vai se curar — disse Valentina sentada ao lado do namorado.

— Oh Valentina, você é minha namorada ou não? Sua insensível — revirou os olhos.

— Seu manhoso. Desconfia, era só colocar um band aid aí que estaria pronto.

Klaus riu dos dois discutindo, lembrava muito ele e Caroline.

— Não sei como te amo, Valentina. Não sei.

— Me ama porque não aceito seus joguinhos de querer bancar o rei da porra toda — ela deu de ombros e Caroline riu soltando o filho.

— Mas eu sou o rei da porra toda — disse recebendo um olhar de deboche da namorada.

— Certeza Henrik? — perguntou enrolando uma mecha de cabelo na ponta do dedo indicador.

Ele estalou a língua no céu da boca pensativo. O híbrido soltou um suspiro derrotado fixando os olhos idênticos aos do pai em sua amada.

— Não!

Valentina riu antes de estalar um beijo na bochecha do namorado, apertando a mesma logo depois.

— Vai sair do quarto do papai e da mamãe agora? — Hope perguntou entrando no quarto.

A moça se sentou no colo do pai que a abraçou sorrindo.

— Oi papai — beijou o rosto dele.

— Oi princesa — respondeu ele a abraçando.

— É assim Hope Mikaelson? — perguntou Caroline cruzando os braços.

— A mamãe tá com ciúmes — Klaus sussurrou no ouvido da filha.

— Tá mesmo — a moça riu se levantando do colo do pai.

— Oi mamãe — ela abraçou a mãe que a abraçou de volta sorrindo.

— Oi minha bonequinha — estalou um beijo na bochecha da filha que já tinha seu tamanho.

— Hope? — Hayley adentrou o quarto chamando por sua filha.

— Vejo que iremos continuar o que estávamos fazendo só a noite, lovah — disse Klaus revirando os olhos.

— Sim mamãe — respondeu estendendo o braço livre a mãe que beijou a testa da filha, assim Hope estava no meio das duas mães.

— Claire está atrás de você, ela está quase surtando porque houve um pequeno problema no vestido dela e somente você pode arrumar — Hayley deu o recado a moça que revirou os olhos.

— De novo? — perguntou sem paciência — Já é a terceira vez em um mês e agora olhe só, bem no dia do casamento.

Todos riram dela que bufou se separando das mães.

Vou lá ajudar ela — beijou a bochecha de Hayley e depois a de Car.

No quarto de Cecília a noiva já estava pronta. Ceci sorriu se olhando no imenso espelho que ali tinha. O seu vestido era todo em uma renda leve, o modelo era princesa todo romântico e tinha mangas compridas com aplicações em renda. O corpete era todo bordado com pedrarias e as mesmas eram distribuídas pela saia longa e cheia, a mesma não era pesada e dava uma impressão de leveza, seu decote era em V valorizando seu busto. Suas joias eram o colar que sua a mãe a dera, usava um pequeno brinco de diamantes. Tinha os cabelos presos parcialmente, os mesmos desciam em cascata formando lindos cachos em suas pontas, para completar usava uma tiara, o seu véu era longo e leve, e não poderia faltar uma calda de oito metros. Sua maquiagem era composta por um olho ponto de luz prata e para completar usava um cílios postiços, sua pele estava bastante iluminada com o iluminador na cor champanhe, e claro que não poderia faltar um batom vermelho.

— Espero não interromper — disse Melissa adentrando o quarto assustando a amiga.

— Que susto Mel — revirou os olhos rindo com a mão no peito.

— Se você não fosse uma vampira eu me preocuparia, mas como você é uma e não tem perigo de morrer de susto… Eu não me preocupo.

— Palhaça.

A loira sorriu andando até a amiga. Melissa descobriu da pior forma possível sobre o mundo sobrenatural, houve uma invasão de vampiros na festa do colégio em Mystic Falls e um massacre aconteceu ali. A mãe de Melissa sempre soube sobre Cecília e fora a moça que contou a amiga sobre o mundo sobrenatural já que Melissa e Daniel eram de famílias fundadoras.

— Cadê Alice e Nina? — Ceci perguntou se referindo as filhas de sua amiga.

Elas são gêmeas não idênticas, uma é a cara de Mel e a outra a cara de Daniel.

— Estão correndo por aí se achando princesas. Você está uma verdadeira princesa — disse com os olhos marejados — Céus Ceci, está uma noiva linda, tão linda…

— Eu não acredito que vou me casar com o amor da minha vida.

— Pode acreditar, você vai. Ele já está te esperando no altar.

— Deus… — Ceci engoliu em seco — Eu só tenho a agradecer por tudo.

— Amém! — respondeu Mel dando a mão a amiga que a pegou — Te vejo daqui quinze minutos.

Mel deu um beijo na testa de Ceci saindo do quarto logo em seguida. A Salvatore respirou fundo pegando o buquê de rosas na cor rosa e sorriu boba.

— Vamos? — Damon perguntou entrando no quarto ao lado de Stefan.

— Você está linda — elogiou o Salvatore de olhos verdes.

— Uma verdadeira princesa — o mais velho deles concordou.

— Obrigada — agradeceu sentindo os olhos marejados.

Era os dois que iriam a levar até o altar.

— Eu tô pronta — disse estendendo os dois braços aos irmãos.

— Vamos lá entregar nossa irmãzinha a Kol Mikaelson — Stefan acariciou a bochecha dela.

Ela estava entre os dois sorrindo toda boba, assim eles saíram do quarto. Uma carruagem a esperava para a levar até o lugar do casamento, Damon e Stefan a ajudaram a subir na mesma e subiram logo após.

— Nervosa? — Damon perguntou vendo que Cecília batia as unhas em seu braço.

— Eu pareço nervosa? — sorriu de lado.

— Sim, muito por sinal.

— Eu tô feliz, Damon. Eu não tinha nada, havia perdido tudo…, mas olhe agora, eu tenho tudo.

— É bom te ver feliz, Salvatore caçula — Stefan pegou na mão da irmã que o olhou sorrindo abertamente.

Cecília olhou para o lado vendo que já havia chegado ao lugar de seu casamento.

Estava tudo do jeito que ela sempre sonhou. Tudo ali era romântico e delicado, as flores, o altar, o mar atrás abraçando o sol que estava quase se pondo. Tudo era harmônico.

— Eu estou muito nervosa… — assumiu vendo Felipe estender a mão a ela.

Ele o esperava do lado de fora da cerimônia, ela pegou a mão dele e desceu da carruagem.

— É bom te ver feliz irmã — beijou a testa da garota que o abraçou.

— Obrigada por tudo… eu te amo muito — sussurrou.

— Dessa vez eu vou te deixar casar.

— Eu e Stefan achamos justo ele te levar até Kol — Damon disse sorrindo de lado.

Cecília olhou para os irmãos que sorriam.

— Felipe… você disse que não queria… — ela o olhou com a sobrancelha arqueada.

— Eu pensei bem. Você é como uma filha, uma filha velha… mas uma filha que eu amo mais que tudo no mundo — ele disse fazendo ela sorrir abertamente.

— Vamos lá me levar até Kol Mikaelson.

— Da tempo de fugir — Damon disse beijando a bochecha da irmã que riu.

— Tem um helicóptero te esperando caso queira… — Stefan fez ela rir ainda mais antes de beijar a testa dela.

— Eu posso ouvir tudo isso — Kol disse do altar.

Os dois Salvatores entraram ficando ao lado de suas mulheres e filhos. Kol se arrepiou ao ouvir a risada da garota que tanto ama.

— Eu tenho certeza que papai e mamãe estão aqui neste dia — Felipe disse ao conduzir a irmã até ao início do tapete rosa claro. Ela sorriu para ele confirmando com a cabeça.

Kol estava vendado. A marcha nupcial começou e Cecília não parava de sorrir. Rebekah tirou a venda de Kol que levou a mão a boca ao ver a mulher vestida de noiva, ele começou a chorar fazendo sua noiva chorar. Em passos lentos e ao som de Aleluia Cecília era conduzida até ao altar. Ela abriu um sorriso gigante fazendo o moreno que a esperada a poucos passos tremer, era patético isso, ele, um vampiro de mil anos tremendo por causa de um sorriso.

— Prazer, sou Cecília Vega Salvatore — a morena disse assim que o homem segurou sua mão que era entregue por seu irmão.

— Satisfação, sou Kol Mikaelson… o prazer vem depois — sussurrou fazendo ela rir enquanto beijava sua mão.

— Te entrego em nome do meu pai a princesa Cecília, o ser mais apaixonante e único deste universo — disse Felipe vendo Kol o fitar.

— Ela é minha vida, cuidarei dela para todo o sempre! — afirmou fazendo todos sorrirem.

Felipe depositou um beijo na testa da irmã e assim andou até seu lugar.

— Você está tremendo — o Original disse a moça que revirou os olhos.

— Você também está — disse enquanto era guiada até ao altar.

— Um pouco — lançou um sorriso de lado a futura esposa.

Cecília do altar viu Alexander, o homem olhava para ela com um enorme sorriso nos lábios, ao seu lado estava sua namorada.

A cerimônia começou e todos calaram para prestarem atenção em tudo.

— E cá estamos nós — Kol segurava as duas mãos da jovem que o olhava apaixonada — tantos anos depois de quando te vi pela primeira vez. Você não pode acreditar, mas eu me vi casando com você no mesmo instante em que coloquei os olhos em você naquela noite fria em Paris, naquele baile onde usava um vestido rosa claro, cabelos presos e um batom vermelho como o sangue… é, eu ainda lembro — ele riu ao ver sua cara de surpresa. — Você sabe que significa tudo para mim. Você é a luz nos dias nublados, é o riso no dia triste, é a minha âncora. Você me ensinou a amar de verdade, minha doce Ceci. Você é o amor da minha vida! Eu te amo. Eu te amo e prometo honrar esse amor, prometo cuidar de você, prometo não desistir de nós. Isso que estamos vivendo vai ser eterno. Eu te amo para todo o sempre.

Ele colocou a aliança no dedo da moça que riu boba quando recebeu um beijo na testa.

— Kol Mikaelson, o homem que é o meu amor épico. De todas as histórias de amor que eu já vi, li, e até mesmo escrevi a nossa é a mais linda de todas. Passamos por muitas coisas, coisas que ninguém consegue imaginar, mas cá estamos nós meu amor, firmes, fortes e ainda um do outro. Você é minha luz, minha proteção, meu horei... meu príncipe – sorriu entre as lágrimas – e acima de tudo, es o amor da minha vida. Ainda tenha aquelas mesmas sensações que tive no início, você ainda me causa os mesmos efeitos. Não me arrependo de nada que fiz por nos dois, eu faria tudo de novo se apenas tivesse a mesma certeza que tenho aqui agora nesse altar: vai valer a pena, vamos viver o para sempre juntos. Nossa história de amor não tem fim, só teve um início mas não um fim. Nosso amor é eterno, atravessara décadas, séculos... milênios. Eu sou sua, da ponta dos meus dedos dos pés até o final dos meus fios de cabelos. Eu te amo e acredito que nosso amor é predestinado. Para sempre sua... eu digo sim a nós.

Kol sorriu bobo após Cecilia colocar a aliança em seu dedo e mal esperou o juiz de paz dizer para o noivo beijar a noiva e já foi a puxando pra si e assim pétalas de flores cor de rosa caíram em cima deles, bem no momento em que o sol abraçava o mar para se por. Ceci sorriu entre o beijo parando o mesmo. Os dois sorriram juntos e ela passou a mão na face do homem o admirando com todo amor do mundo.

— Eu te amo – ele acariciou a bochecha dela depositando um beijo castamente nos lábios da moça.

— Eu te amo – ela o beijou novamente enquanto ele a pegava nos braços a rodando no ar.

Algumas horas mais tarde

A festa de casamento acontecia animadamente. Os mais novos estavam sentados na areia da praia bebendo champanhe. Hope olhou para o irmão, amigos e namorado antes de dizer.

— Eles passaram por muita coisa antes de nós – sussurrou se referindo aos pais e tios, deitou a cabeça no ombro de Paul que abraçou sua cintura.

— Mamãe contou por alto a história mesmo – disse Claire. – Ela disse que sempre sonhou em ser mãe e eu proporcionei isso a ela, mal sabe ela e o papai que eles que me salvaram – tinha lagrimas nos olhos – Sou grata a eles por tudo.

— Mamãe disse que eu e Ian demos a felicidade plena a ela – Valentina olhava para frente – Papai disse que nós mudamos a forma dele ver muita coisa, coisas que nem mamãe conseguiu. E cara, história deles é perfeita. Eles são meus exemplos em tudo.

Os meninos estavam calados, mas concordavam com tudo.

— Eu vou lá neles – disse Tina se levantando e saindo correndo.

Logo atrás dela estavam os amigos, ao achar os pais a garota se jogou nos braços dos mesmos que a abraçaram ainda sem entender nada, Ian chegou meio tímido, mas ainda sim abraçou os pais.

— Eu amo vocês – os dois falaram juntos.

— Também amo vocês – disse Elena beijando o topo da cabeça dos filhos.

Damon sorriu se sentindo realizado.

— Mamãe e papai – Claire sorriu abraçando a mãe – Mamãe, eu te amo... amo a senhora e o papai.

Rebekah sorriu e sentiu seus olhos marejarem e puxou Matt para o abraço. Klaus e Caroline estavam dançando quando quase foram ao chão ao sentir os filhos os abraçarem.

— Eu prometo não decepcionar vocês – Hope sussurrou – Eu amo vocês.

— Mamãe e papai – Disse Henrik sorrindo – vocês são meu tudo.

— E vocês são minha vida – Disse Klaus enquanto mexia nos cabelos do filho.

Hope sorriu deitando a cabeça no peito do pai enquanto via o namorado abraçar sua sogra.

— Paul, você foi meu presente – disse Kath – meu e do seu pai, você revelou o melhor lado meu, você faz com que eu me sinta humana.

— Você é o filho que eu sempre sonhei – Stefan abraçou o filho.

Cecilia olhava a cena de longe bebendo uma taça de champanhe. Estava tão concentrada que não percebeu o marido chegar por traz a virando para ele rapidamente.

— Agora eu te assustei – ele riu.

— Agora sim – revirou os olhos logo rindo.

Ela focou os olhos em um ponto vazio atrás do namorado, era mais forte que ela ficar olhando ali. Sentiu seus olhos marejarem ao ver a silhueta de seus pais formando aos poucos. Clarissa sorriu abertamente para a filha que retribuiu o mesmo, Leandro apontou para a cabeça da moça e ela sentiu Kol arrumando sua tiara.

— Te amamos, pequena – a mãe da princesa sussurrou.

— Seja feliz princesinha, para sempre. Papai te ama – e então os dois desaparecem.

Felipe que também presenciou a cena olhou para a irmã que ainda olhava parta a frente. Ela sentiu kol virar a face dela para si e limpar as lagrimas que rolavam por suas bochechas.

— Meus pais, eles estavam aqui meu amor – contou sorrindo.

— Que bom minha princesa – beijou a testa da morena – Agora vamos dançar — disse a ver que todos estavam indo para a pista de dança.

Klaus puxou Caroline que riu alto quando ele a rodou no ar.

— Minha rainha – ele sussurrou olhando dentro dos olhos dela.

— Sua, para todo sempre sua rainha – o puxou para um beijo.

— O que acha de pegarmos um jatinho e fugir para bem longe por um mês – sugeriu o Original – só assim para terminamos o que começamos mais cedo.

A loira riu pendendo a cabeça para trás.

— É uma ótima ideia... eu escolho os lugares – viu seu marido sorrir maliciosamente.

— Qualquer lugar, desde que eu esteja com você – ela sorriu fechando os olhos enquanto ele acariciava sua bochecha.

Klaus beijou Caroline com todo amor que sente pela loira.

Todos os casais dançavam lentamente ao som de uma música clássica. Kol pegou Cecilia nos braços a tirando da pista de dança deixando-a sem entender nada. A morena não usava mais o vestido que se casou, mas sim um modelo leve com uma fenda na lateral da perna esquerda e já estava sem sapatos a muito tempo. Kol a colocou na areia assim que chegaram na praia. Ele a puxou para si e começou a dançar sob a luz do luar e ao som das ondas do mar. Ela sorriu abertamente se sentindo realizada.

— Isso daria um ótimo final de livro – o homem sussurrou a rodando e a puxando para si novamente.

— Sim, esse poderia ser o final da nossa história.... mas nós temos uma enternecida para viver. Eu te amei por décadas e te amarei por toda a eternidade – ela sorriu.

Kol a beija apaixonadamente demonstrando todo seu carinho a jovem. É, quem diria que aquela moça descabelada que andava sem rumo pelas ruas de Toronto iria mudar o rumo da vida dos heróis de Mystic Falls. A eternidade a eles pertence e que saibam aproveitar muito bem o que cada um ali tem. Não é o fim, é apenas o começo do felizes para sempre de cada um presente naquela praia. Que assim, seja.

Notas finais
Obrigada princesas.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!