Let Her Go - Delena/ Klaroline
18 Capitulo 17 Fênix
Notas iniciais
POV CECILIA
Me levantei do chão e fui para um banho.
–Eu não vou chorar – disse ao lembrar das coisas que ele me disse – eu não vou chorar – disse tirando a roupa, tarde demais. Estou chorando.
Terminei meu banho e vesti um hobby, peguei meu celular para ligar para única pessoa que posso confiar nesse momento. Uma, duas, três vezes e nada dela atender. Liguei de novo.
–Alo – disse ela com voz de sono.
–Mel – sussurrei com a voz chorosa.
–Meu deus Ceci, o que ouve? – perguntou ela já alerta.
–Eu... eu, eu e kol terminamos algo que ainda nem tinha começado – disse chorando.
–Não chore amiga – ela disse com a voz chorosa.
–Preciso de você, preciso do seu colo agora amiga – disse em meio as lagrimas.
–Se tivesse como eu pegar o primeiro vôo para NoLa... eu pegaria – ela disse chorando.
–Por favor Mel, vem pra cá neste final de semana, por favor.
–Ceci...
–Eu preciso de você, preciso da minha amiga, amiga que eu posso confiar.
–Eu irei Cecília, chego ai sexta a noite – ela disse e eu sorri.
–Muito obrigada amiga, eu... eu te amo.
–Também te amo... agora trate de ir dormir. Sexta estarei ai com você – ela disse – estarei sempre com você, Boa noite.
–Boa noite – disse e desliguei.
Me deitei na minha cama.
–A kol, por que você fez isso? – perguntei pra mim mesma com os olhos marejados. Limpei a lagrima que teimou em cair.
Tentei dormir mas não consegui, me levantei da cama somente de camisola e descalça. Sai do meu quarto e fui direto ao quarto de kol, pensei em bater. E bati, mas ele não a abriu... sai dali e fui pra fora da casa. O vejo conversando com Davina, fico longe, longe o bastante pra ele não me ver. Ele estava sorrindo pra ele, sorrindo! Como ele pode sorrir depois de tudo que aconteceu? Como? Suspirei e me escondi atrás da grande coluna. Comecei a chorar baixinho... eles estavam rindo, rindo muito alto. Ela estava com as mãos no rosto dele, ele colocou as mãos na cintura dela... fechei os olhos. Não quero ver isso.
–Hey – sussurrou alguém no meu ouvido, e depois colocou a Mao na minha cintura.
–Eidan – disse sem me virar – me tira daqui – disse me virando.
–Meu.. deus, o que foi? – perguntou ele ao me ver chorando.
–Só me tira daqui – pedi e ele olhou por detrás dos meus ombros.
–Idiota – ele sussurrou – vem comigo – ele disse e pegou a minha mão. Saímos dali e fomos pra área da piscina.
–Gosto daqui – disse mais calma. Me sentei.
–O que ele fez? – ele perguntou se sentando ao meu lado.
–Me fez esquecer tudo que vivemos – disse e o olhei.
–Serio?
–Aham... então eu preciso beber, sabe?! Meu passado voltou e isso fez o meu presente se revoltar.
–Irei pegar tequila pra gente – ele disse e saiu.
Em pouco tempo ele volta com duas garrafas de tequila e uma de Bordon. Sorri de lado.
–Isso é meu – peguei a de Bordon de sua mão e levei a boca. Bebi do bico mesmo. Fiz careta quando senti o liquido passar por minha garganta.
–Vai com calma – ele disse com um sorriso divertido.
–Sou vampira... não fico bêbeda fácil – disse e peguei a tequila. A virei metade em um gole só.
–Hey... ele pegou muito pesado? — ele disse e eu parei e o olhei.
–Mais que pesado, não sei por que ele fez isso – disse e me levantei – não sei... eu so sou uma garota confusa. Isso, eu não sei o que fazer da minha vida. A pessoa que eu achava ser o amor da minha vida ate nove meses atrás esta de volta... – suspirei andando de um lado pro outro , Levei as mãos ao rosto em desespero – mas, ele quer que eu esqueça tudo. Esquecer de cada momento que vivemos – disse e peguei a tequila de sua mão, dei um gole – como? Como eu vou esquecer? Eu, eu tomo verbena – disse e me sentei no chão, com as penas cruzadas.
–Você faz isso?
–Claro... quando se vive com Originais... é inevitável. Kol pra me fazer esquecer tudo teria que me drenar... e ele não agüentaria me ver com dor – suspirei – eu falo muito.
–Fala – ele disse e riu.
–Mas, ser eu não é fácil. Alex... droga, ele esta de volta. Eu estou feliz por isso – disse e olhei pro céu estrelado – mas, eu não o amo mais. Eu passei 165 anos amando a mesma pessoa, isso é muito tempo. Daí eu encontro kol, que me fez sentir como se tudo fosse possível. Sabe como é isso? — perguntei com um sorriso bobo nos lábios e lagrimas nos olhos.
–Sei – ele disse – Minha ex que morreu me fazia sentir assim, Cecília.
–Sinto muito...
–Você me lembra ela... seu jeito de ser, se parece com ela – sorri – gosto de conversar com você... pois você é a única pessoa que se preocupa comigo...
–Sempre estarei aqui, você agora é meu amigo. E Cecília Samantha Vega Salvatore, nunca abandona alguém. Amizade pra mim é sempre e pra sempre – disse e fechei os olhos – kol falou que estaria ao meu lado sempre e pra sempre. Mas ele me abandonou. – disse chorando – me da esse Bordon – disse e peguei a garrafa de sua mão, virei ela toda.
–Você é alcoólatra.
–Isso por que você não viu meu irmão, Damon. Ele me supera.
–Isso é difícil, Cecília.
–Pode me chamar de Ceci, gosto desse apelido – disse e me deitei na grama. Senti as gotículas de sereno na grama –Alex quem me deu esse apelido... depois que fugi do castelo não deixei ninguém me chamar assim. Ate cem anos atrás, quando Kol me chamou assim pela primeira vez quando me viu.
–Você o ama – ele disse e se deitou ao meu lado, o olhei – você o ama, Cecília. Vejo isso nos seus olhos.
–Eu o amo – sussurrei pra mim mesma – eu o amo. E o que eu sinto por, Alexander?
–Carinho. Ele relembra o teu passado como humana e você se apegou a ele, mesmo sem o ver.
–Eu amo kol Mikaelson – sentei na grama de uma só vez – ele não me ama, ele não me ama – disse chorando.
–Claro que ama.
–Por que ele fez isso?
–Por que ele é mal... você sempre soube disso Cecilia, cresci ouvindo historia sobre os Originais. Meus pais eram caçadores – ele disse e eu o olhei.
–Sabe o que eu quero?
–Não, o que?
–Morrer – disse e me deitei na grama.
–Não diga isso, Ceci.
–Eu o perdi pra uma humana, ela é sem graça, sem sal, sem brilho. Ela não é eu, Eidan – suspirei e bebi da tequila.
–Ela não é você – ele disse e riu.
–Eu ainda tenho Alex... e se eu pedir pra um Original me fazer esquecer o momento que eu me apaixonei por kol.
–Como? – ele perguntou e franziu o cenho.
–Ric fez isto com a Elena quando meu irmão estava morto – ele me olhou sem entender –longa historia. Demorei a entender, mas com o tempo te explico.
–Quero muito saber – sorri pra ele – E quando foi esse momento? – ele perguntou.
–Eu tinha sido seqüestrada por um caçador, fui muito torturada... ele acabou com a minha roupa e meu iphone. Então eu fui resgatada, acordo nos braços de kol. Ele estava ao meu lado na minha cama – sorriu com a lembrança – então, eu começo a ficar com medo... e ele fala que esta La comigo, e se alguém pensar em fazer mal a mim... ele mataria. Então eu vi que ele estava lá comigo. Sempre estaria. Ele cuidou de mim... foi nessa noite que eu o amei. – terminei e limpei algumas lagrimas – Eu o amei naquele mesmo instante, so não queria assumir – disse e mordi o canto dos lábios – não queria, eu achava errado o amar. Mas eu o amei, o amei naquela noite – ela suspirou –Porem algo mudou quando eu o vi a 100 anos atrás, sorrindo pra mim. Algo ali tinha mudado, so não sabia o que. Entendi tudo somente na noite do meu seqüestro. E eu descobri que não vivo sem ele, hoje – ela fechou os olhos tentando reprimir o choro. O que foi em vão.;
–Então mesmo ele com raiva de você, ele não agüentaria te ver em perigo.
–Também acho que não. – disse sonolenta – o que eu farei?
–Não sei Cecília... mas não desista dele. Eu tenho certeza que esse tal de Alexander seguiu em frente em algum momento de sua vida. Então, siga a sua se você não o ame mais.
–Irei tentar – disse e me sentei novamente na grama, peguei a ultima garrafa de tequila e a virei.
–Você ira conseguir. Você é forte, você é uma princesa – ri pra ele.
–Você é um ótimo amigo — Senti meu corpo ficar mole e acabei adormecendo.
POV ALTORA
O garoto sorriu ao ver o corpo da garota cair sobre a grama sem consciência. Como ela parecia a sua Paula, ate o jeito de ser. Ele passou a mão pelo rosto da jovem adormecida e ela se remexeu, ele a pegou nos braços. Sentiu a brisa de outono em seu rosto. Enquanto ele carregava a jovem em seus braços para dentro da casa as folhas das arvores caem e rolavam no chão.
Já no corredor,ele encontra kol conversando com Davina. O Original de vira e encontra Cecília adormecida nos braços de um dos vampiros de Klaus. Uma raiva súbita o invade.
–Me de licença Davina – o Original pede e vai ate onde o jovem esta. Na porta do quarto de Cecília – O que aconteceu? – perguntou ele já ao lado dos dois jovens.
–Ela quis beber, estava muito feliz, queria comemorar que o ex noivo voltou – disse Eidan. Ele quer mexer na ferida de um Original, pior, a ferida ainda esta aberta.
O original forçou um sorriso.
–Eu a levo pro quarto – ele disse pois não agüentava mais ver a sua Ceci nos braços dele.
–Acho melhor não – disse o jovem.
–Eu a levo – disse ele se alterando – ou vai ser por bem, ou por mal – a vontade do jovem foi de desafiá-lo. Mas, o Original estava com muita raiva.
–Então a leve – disse o jovem entregando Cecília para kol, o original a pegou nos braços e a mesma passou as mãos pelo pescoço dele.
–Pode ir – ele disse pro Eidan que sorriu sínico e saiu do local com raiva.
Ele adentrou o quarto e a colocou na cama, com toda delicadeza do mundo a mesma que usou na noite anterior.
–Tão linda, tão minha – sussurrou ele. Ele passou uma das mãos pelo rosto delicado da jovem, um rosto angelical.
Ele a cobriu e assim saiu do quarto, deixando sua Cecília ali. Sim, ela é sua.
–Kol... – disse Davina andando atrás do mesmo.
–Agora não – disse ele entrando no qurto e batendo a porta na cara da jovem que bufou e revirou os olhos.
***
Cecilia acordou se sentindo nova, renovada. A conversa com seu amigo a fez bem.Enquanto ela se arrumava para descer pro café da manhã, Rebekah conversava com seus amigos:
–Vocês sabem que sábado é o aniversário da Cecília? — perguntou a loira tomando café puro.
–Sim – disse Damon. Ela sorriu.
–Vamos dar um baile de boas vindas a Hope e a rainha de New Orleans – ela disse e olhou para Hayley que revirou os olhos.
–Uma festa para Ceci no meio do baile – disse Caroline animada. Rebekah a olhou e sorriu mais animada ainda.
–Aniversários são uma bobeira – disse Klaus. – Uma coisa...
–Nik, cale a tua boca ou fazemos uma festa para você... pior, surpresa – disse Rebekah e todos riram. Matt olhou admirado para sua Original, sua Rebekah. A mesma devolveu o olhar. -Isso... ain ela vai ficar tão, mais tão feliz – disse a Original.
–Claro que vai – disse Katherine – todos amam festas – disse e sorriu – menos velhos, velhos de espírito odeiam festas – ela disse e olhou pro Damon e Klaus. Ambos reviraram os olhos.
–Não é por que você ajudou cuidar da minha filha que eu não posso arrancar teu coração pra fora – disse Klaus bebendo seu chá.
–Te ajudo – disse Damon.
–Eu enterro o corpo – disse Elena e kath revirou os olhos.
–Vocês vão ter que me agüentar por muito, mas muito tempo – sorriu sínica.
–Infelizmente – disse Elena.
–Cala sua boca que é melhor – disse Katherine.
–Escuta aqui queridinha... – Klaus não deixa ela terminar.
–Vamos parar – ele disse rindo. A cena estava muito engraçada – Nunca pensei em ter duas duplicatas brigando na mesa – ele disse e revirou os olhos.
Quando a Salvatore abriu a porta deu de cara com o Original abrindo a porto do quarto dele. Ela parou de uma vez.
–Bom dia – disse ela mais seca o possível.
–Bom dia – respondeu ele cordialmente.
Ela fechou a porta do quarto ao mesmo tempo que ele.Kol estava tenso e Cecília também, mas ela tem que fingir não lembrar de nada.Desceram a escada lado a lado, Cecília suspirou frustrada com essa situação dos dois.
–Bom dia – disse ela se sentando ao lado esquerdo de Damon.
–Bom dia – disseram eles juntos.
–Vocês não tem casa? — perguntou Hayley para as pessoas sentadas na mesa.
–Temos e por incrível que parrasse é aquela que fica ao lado da sua — disse Katherine sem paciência.
–Eu os convidei Hayley. — disse Rebekah.
–E a casa não é sua, entra quem quiser aqui — disse klaus comendo bolo de cenoura.
Kol sentou ao lado de Davina e sorriu pra mesma que sorriu de volta. A jovem vampira olhava aquela cena com vontade de vomitar, revirou os olhos. Mas, ela sentiu saudade pois aquele sorriso sincero ele direcionava a ela todas as manhãs. Aquele olhar de admiração que ele lançava a ela sempre que ela falava algo ou fazia alguma coisa que ele gostava.
Instantaneamente a lembranças a levou no dia na floresta.
DOIS MESES ATRAS
Os dois apaixonados estavam na floresta fazendo um pique nique perto do lago.
–Você não me pega – gritou a jovem correndo descalça sobre a grama, seus cabelos se movimentavam por causa da brisa que batia em seu rosto. Seu vestido de pano fino, delicado e vermelho rodado se mexia conforme suas pernas se mexiam na velocidade vampira.
–Sou um Original, Baby – gritou ele correndo atrás dela.
Cecilia se virou ainda correndo mas, não viu ele atrás dela. Ela se virou com a testa franzida e quase caiu de costas pelo susto que levou, ele estava a sua frente parado com um sorriso de lado nos lábios. No mesmo momento ele lançou uma piscadela a jovem que bateu de frente com ele.
–Aí – ela disse e ele riu – Essa doeu.
–Te peguei — disse ele com a mãos na cintura da jovem , ele sorriu e fechou brevemente os olhos. Quando abriu encontrou ele a olhando com admiração e com o sorriso mais sincero do mundo.
–É, você me pegou – ela disse sorrindo. Ela colocou as duas mãos na face do vampiro e a segurou fazendo ele a encará-la. Ele ainda continuava com as mãos na cintura dela – isso é o paraíso – ela disse e roçou os lábios nos dele, sujando os dele de batom vermelho. Ela sorriu ainda mais.
As mãos dele ainda continuaram na cintura da jovem. Ela não agüentou e o beijou, ela pediu passagem e ele cedeu. Suas mãos foram para as penas da jovem e as ergueu fazendo as mesma entrelaçar as penas em sua cintura. A garota colocou os braços cruzados na nuca dele. Ela sorriu entre o beijo, com delicadeza ele a deitou na grama. Ficando por cima dela, a mesma o rolou e ficou por cima dele ainda o beijando. Eles pararam o beijo ofegantes, ela caiu pro lado e ergueu as pernas pra cima deixando suas coxas a mostra.
Ele sorri para ele, aquele sorriso sincero e lançou aquele olhar de admiração. Ela o olhou e sorriu.
OFF
–Cecilia, Cecília – disse Rebekah com a testa franzida – Cecilia – ela disse e jogou um pedaço de pão nela.
–Oi?! – disse ela saindo dos devaneios.
–Tem alguém querendo falar com você – ela disse e apontou para Alexander parado a olhando sorrindo.
–Alex – disse a mesma se levantando rápido. Ela o abraçou e por ele ser mais alto que ela a ergueu.
–Já estava com saudades, princesa – ele disse quando a soltou e ela tombou a cabeça para trás e sorriu.
Todos os olhavam atentos, mas o Original casula estava com uma carranca. Ele queria aquele sorriso direcionado a ele, somente a ele.
–Hey pessoal – disse ela se virando e pegando na mão de Alex –Esse aqui é Alexander meu... – ela parou de falar, não sabia o que falar. Pigarreou.
–Noivo – completou Kol sentado e sorrindo sínico ao casal. Cecilia revirou os olhos.
–Amigo – completou ela.
–Então você é o famoso Alexander? – perguntou Caroline ao perceber o clima ruim no ar.
–Famoso não – ele disse e todos riram – Mas, Alexander sim.
–Vamos Alex... quero e mostrar um pouco da cidade – disse ela sorrindo. ELa se virei e viu Kol a olhando com um olhar mortal.
–Foi um prazer conhecer vocês – disse ele.
–Prazer todo nosso – disse Damon – Uma coisinha – ele disse se levantando. Olhou sugesitvo ara Stefan.
–Cuide bem dela, ou eu te mato – disse os dois irmãos juntos. Os demais riram.
–Meu Deus – disse a vampira revirando os olhos e fazendo sinal de negatividade com a cabeça – Eles não farão isso – disse e lançou um olhar mortal pros irmãos.
–Voce não sabe – disse Klaus – eu ajudaria.
–Klaus – disse Caroline.
–O que? Me preocupo com ela! – ele disse para... ainda não temos um termo pra esse casal. A mesma revirou os olhos.
–Eu ajudaria... so por matar mesmo – disse kol e Cecília o olhou com as sobrancelhas arqueadas.
–Ninguem pediu a sua opinião... – disse ela sorrindo sínica. Mas ela ficou magoada com ele.
–Eu também ajudaria – disse Enzo e ela olhou.
–Gente, vamos parar com isso. NINGUEM VAI AJUDAR MEUS IRMAOS A MATAR O ALEX – ela gritou divertida – ele não ira me magoar.
–Depois dessa, não irei mesmo – disse o jovem rindo. Todos riram.
–É bom mesmo – disse Damon se sentando.
–Por que eu tenho que ter somente irmãos homens? – perguntou Cecília.
–E por que eu tenho que ter uma mulher – retrucou Damon. Ceci deu de língua – Ainda por cima muito matura – disse ele sínico.
–Damon, vai a merda – disse ela saindo e puxando o amigo pela mão – não ligue pra eles.
–Claro que não, eu ligo pra você – ele disse a puxando e a abraçando por trás. Deu um beijo no topo da cabeça da jovem. Cecilia sorriu.
***
Depois de um passeio pela cidade, os dois estavam juntos no quarto de Cecília.
–Voce lembra quando eu cantava para Samantha? – perguntou Cecília deitada no colo de Alexander.
–Lembro – ele disse sorrindo – como era mesmo a musica?
–Pega o violão pra mim? – pedi e ele fez que sim. – você sabia que mesmo sem saber que ela era menina eu cantava. Eu sentia que ela era a minha menininha. – disse quando ele chegou com o violão.
Elea entregou o mesmo. Posicionou ele e começou a melodia.
–Hijita, hijita mía
Tesoro de mi corazón,
Eres mi alegría
Me llenas de ilusión,
Hijita, hijita mía
Tesoro de mi corazón,
La vida me cambiaste por ti
Creo en el amor – a jovem terminou a melodia chorando.
Tradução
Filhinha, filhinha minha
Tesouro do meu coração,
Você é minha alegria
Me enche de ilusão,
Filhinha, filhinha minha
Tesouro do meu coração,
Minha vida mudaste por causa de você
Eu creio no Amor.
–Hey... não chore – ele disse e limpou as lagrimas dela.
–Alex, mesmo depois de 165 anos eu ainda lembro dela, lembro de como ela se mexia na minha barriga quando cantava essa musica para ela. Lembro de como ela nos amava... como nois a amávamos. – ela fechou os olhos tentando conter o choro.
–Eu sei Cecília, ela era nosso tesouro. Por ela daríamos os nosso trono, o nosso reino. Tudo, ate mesmo as nossas vidas.
–Sem nem pensar duas vezes – sussurrou a jovem – você é a única coisa boa que ainda esta intacto do meu passado.
–E você é meu tudo – ele sussurrou e ela sorriu.
Se ela já o amou uma vez, por que não amaria de novo?
O garoto se abaixou na frente da menina que estava sentada na sua cama, tirou o violão de seu colo e o colocou em cima da cama, a jovem seguia todos os atos do rapaz com os olhos. Ela segurou o rosto dele entre suas mãos, e ele a olhou sorrindo.
–Por que você não apareceu a dez meses atrás? – perguntou ela em um sussurro.
–Por que eu não sabia onde você estava.
–E seria bem mais fácil – disse a jovem e desviou os olhos dos olhos do rapaz.
–Eu sei...
–Você não sabe, eu preciso te falar algo – ela disse e fechou os grandes olhos azuis. Suspirou fundo para depois os abrirem.
Ela não queria isso, ela queria o amar como antes. Mas ela so tem carinho por ele. Ela o ama, claro. Mas não aquele amor de antes, não aquele amor que ela sentia que ao seu lado tudo era possível. Que o céu, não era o seu limite. Mas, ela encontra o kol que muda a sua vida, muda os seus sentimentos. 165 anos sem amar, sem sentir borboletas no estomago. Sem sentir como se tudo fosse possível. Ela o esperou, ela sempre esperou por ele. Mesmo Cecília não sabendo que Alexander estava vivo, ela o amou. O amou como nunca. Mas, ela precisa por um basta nisso, ela não o ama mais como antes. Por ela, pelo menos uma vez na vida Cecília deve fazer o certo para ela e não para os outros . E sim, para ela.
–Alex... eu te esperei por tanto tempo. Eu sempre soube La no fundo que você estava vivo. Eu sentia isso, eu passei 165 anos te amando, te esperando – ela fecha os olhos – eu não te amo como antes.
–Você o ama – a voz do vampiro sai em um sussurro – você ama o Kol.
–Como? Eu te amei muito – disse ela chorando – na verdade eu nunca quis parar de te amar. Nunca. Mas, simplesmente aconteceu... no momento em que eu estava mais vulnerável ele estava ao meu lado, para me proteger... como você sempre fez – ela disse chorando. Ela se levantou de sua cama.
–Eu entendo... você seguiu em frente. Eu também segui, Cecília — nesse momento ela se ira para ele.
–Você seguiu? – perguntou ela e limpou as lagrimas – você me entende?
–Claro, você é a mãe da minha filha. Te compreendo, você não é obrigada a ficar comigo. Te entendo se quiser ficar com ele. Mas ainda quero ser seu amigo, você é e foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Minha princesa, mãe da minha filha. – a jovem sorriu em meio as lagrimas e se sentiu aliviada.
–Meu príncipe, pai da minha filha – disse a jovem e correu ate o mesmo o abraçando forte — te amo – sussurrou ela, mas um amor como amigos. Ambos sabiam disso.
–Também te amo, minha pequena – a jovem sorriu o soltando.
–Você não existe.
–Também demorei para acreditar que você é real, mas... ta ai a prova – ele disse e passou a mão no rosto da jovem. Ela riu.
–Quero te convidar pro baile! – disse ela e ele sorriu.
–Um baile?! Vamos relembrar os velhos tempos...
–Claro... sempre é bom – ela disse e abraçou a nunca dele, ele colocou as mãos na cintura dela — porem, precisamos do seu convite. Não adianta ser meu ex noivo, amigo... não entrara sem convite – disse a menina divertida – vou buscar, as meninas estão organizando algumas coisas. Elas tem que me esperar que eu quero ajudar .
–Okay, eu espero – disse ele se jogando na cama da garota.
Cecilia desceu as escadas correndo, para encontrar as meninas na sala.
–Os convites já estão prontos? – perguntou a jovem.
–Ainda não – disse Rebekah olhando uma paleta de cores. Ela ergueu dois panos – Qual? – perguntou para as meninas.
–O primeiro – respondeu Ceci da escada. A original olhou os dois tecidos em sua mão.
–É, o primeiro – ela disse sorrindo.
A vampira chegou no seu quarto.
–Ainda não estão prontos – disse ela pulando na cama e deitando ao lado de Alex. Ele a olhou e sorriu.
–Gosto de ficaras assim com você – disse ele a abraçando. Ela deitou no peitoral dele.
–Também gosto – disse ela sorrindo.
E assim eles passaram os dia, rindo um do outro. Matando a saudade, saudade de um amor. Um amor que pode renascer das cinzas, se a fênix pode? Por que um amor puro e Cícero igual aos deles não pode? O amor, a vida, é uma caixinha de surpresas. Ela nos engana, nos faz acreditar em algo que não é.
Mesmo ela estando triste por kol, ela esta feliz. Ela esta feliz pois Alexander esta com ela. E ela sabe que ele não ira abandonar ela. Ele estará com ela, nas horas boas e ruins. Uma promessa que ele não fez no altar. Ele não a fez no altar pois não pode, foi impedido por uma decisão precipitada da parte de Cecília. Mas ela fez isso por ele, por ele, ela desistiu do seu casamento, do amor dos dois. Por ele, ela o esperou. Porem, chegou um momento que ela cansou, ela decidiu seguir a vida.
E seguiu por nove meses, nove meses inesquecíveis. Nove meses mais que perfeitos. Cada toque, cada caricia feita. Ela não se esqueceria daquilo nem se ela não tomasse verbena. Pois aquilo foi intenso, foi real, cada momento mágico ao lado de kol. Eles são reais, como o Original não vê isso? Ela o ama, ela o amou no momento em que desceu as escadas para o baile que Rebekah deu naquela noite. Naquela noite algo mudou nela, naquela noite quando ela encontrou o olhar dele sobre ela, algo mudou. Ela sabia o que, mas sentia que estava lá. Mas o destino a separou dele, e o próprio destino a juntou com ele novamente. E dessa vez era para sempre, era... não é mais. Ou, por enquanto.
Fale com o autor