Les Fleurs du Mal
7 Capitulo 6
Notas iniciais

Capitulo 6
Escuridão e Luz – O brilho das estrelas
“…Você tem procurado
Você encontrou muitas coisas?
Tempo para aprender
Por que eu não aprendi nada?
Palavras sem significado
Me mantiveram sonhando
Mas elas não me dizem nada…
…Você é inseguro?
Ou simplesmente está com medo de baixar sua guarda?
Você foi ferido?
Você tem medo de expor seu coração?
A vida pode ser cruel
Mas só às vezes
Você está desistindo antes de começar…”
Birdy – All you never say
Encostado parte de seu corpo na varanda, Yuma admirava o céu pensativo, sem realmente vontades de se entrosar com as pessoas ali. Pensava em tudo o que havia acontecido, deixando sua mente vagar. Yuma fechou seus olhos, lembrando tantas coisas que havia descoberto durante tão pouco tempo.
Ao princípio se confiou, confiou no plano de aquele homem, a quem ele achou que deveria agradece por ter-lho tirado de aquele lugar, porem, havia sido um bom começo para sua nova vida tudo o que havia sucedido?Os vampiros haviam tirado muito dele, talvez se ele soubesse dos ocorridos anteriores ao que era, quem sabe teria se auto negado, mais também não cabia duvida de que apesar dos vampiros serem o que são, viviam uma vida tão desgraçada como a dele depois de conhecer-lho.
Muitas coisas se passavam por sua mente, mal podia contar todas e cada uma delas, mal queria lembrar direito de cada uma delas, sentia tedio em retornar ao passado, sentia tedio por sua misera vida, porem, ela a única vida que ele conhecia e assim seria.
O único que ele havia encontrado, que matasse este tedio tão grande de sua vida, ate acho que o plano poderia dar certo se fosse possível que ele fosse…
Yuma apeto o punho frustrado, sentido a dor de suas unhas ao serem cravadas em sua própia pele, apesar de que era uma dor superficial, ele precisamente não sentia a dor como os humanos, ele já não era um deles e tinha isso muito claro, porem, ao momento se perguntava o que ela havia sentido…
As estrelas cintilantes no céu faziam ele lembrar dela, principalmente a menor de todas e com um curto brilho. Pequena e frágil, quebrada se ao menos poder ser concertada, as estrelas que haviam no céu estavam distantes ao que ele, apesar de sua altura, jamais poderia alcançar, por mais pequena que parecessem, assim havia resultado ser ela, pequena e frágil, porem inalcançável, ate mesmo por ele.
Ao haver percebido seus sentimentos tarde de mais, haviam causado conflitos, Yuma se segurava diante da raiva e da dor, sentia que poderia haver feito algo por ela, mais nada foi feito e o plano que ele sabia desde um começo foi o culpado de tudo. Se ele houvesse tratado de reter este plano – Não havia condição, já estava posto em funcionamento, até mesmo muito antes de o própio ‘nasce’.
Era tudo um mero capricho dele, era o capricho de um aristocrata egocêntrico e egoísta que apenas queria chegar aos seus fins e meios usando quem quera que o pudesse ajudar para alcançar sua suposta vontade egocêntrica e egoísta. Como todos e cada um dos personagens que ele odiava da alta sociedade, se deixou enganar por alguém em que acredito que poderia confiar, a pessoa que o havia salvado, havia sido o mesmo que o havia volto a destruir tudo em pedaços.
Seria ironia do destino? Uma vida como humano e tudo havia perdido, uma vida como vampiro e voltava a perder sua própia essência de vida… Ainda tinha seus irmãos, apesar de que não eram os melhores irmãos do mundo se levavam bem no que podia, porém ele seriam suficientes para poder retornar a ‘vida’ como qualquer outro dia, como quando a havia conhecido?
A menina o deixava entediado, ele não a suportava, mais desde quando? Desde quando ela havia setornado tão inteiramente importante para si? Yuma não tinha nenhuma ideia de nada, apenas que quando deu por si: – Volto a repetir – Era tarde, muito tarde para quais quer um modo de tentar concertar tudo.
Apesar de lembrar de seu velho amigo, apesar de lembrar o motivo por que havia perdido tudo em um começo… Nada doía tanto como a morte dela.
O maior peso em sua vida, a pessoa que não era nada, repentinamente passou a ser algo e quando o foi tudo, nem sequer ele era valido para ela, para o plano dele, muito menos quando ela morreu para proteger-lhos ele não pode fazer nada por ela… Assim como não conseguiu proteger seus pais, nem seus amigos… Yuma havia perdido coisas e isso pesava em sua consciência, pensava que era suficiente, bastante suficiente para o termino de sua ‘vida’, se é que ela poderia terminar de algum modo…
– Incríveis, como são de brilhantes as estrelas, quando o brilho delas atinge a terra, muitas delas já desapareceram… Apesar de tudo sua luz é infinita, quando as admiro é como se me animassem a seguir viva, mesmo aquelas sem muito brilho, fazem de tudo por permanecer em este vasto céu, se for assim todos têm uma oportunidade não acha? – Yuma admirou aquela jovem com bastante supressa, ela estava se dirigindo a ele sem ao menos conhecer-lho? Como podia ser que tal palavras fossem para ele.
– Como pode falar com alguém que mal conhece… — Ele disse admirando as pequenas costas da moçae parte de seus cabelos até o ombro, eram de um marrom claro acinzentado e liso.
– Hm…?! – A moça que não tinha ideia da presencia dele o admirou assustada, bastante, pois ela sim acreditava que estava sozinha, era apenas sua mania de falar sozinha consigo mesma, não tinha ninguém ao seu lado que preenchesse suas conversas, porem, era a primeira vez que alguém falava com ela surpreendendo-a por haver mostrado esta parte de sua personalidade frente, nem mais nem menos que um rapaz que mal o conhecia.
Yuma se encontrou cara a cara com aquela moça, pois por impulso e o dado momento virou seu corpo totalmente para admirar-lho. Esta não era tão pequena frente a ele, tinha uma altura razoável para uma mulher de tal idade, mostrando um corpo de proporções delicadas. Seus olhos eram de um castanho escuro quase pretos no anoitecer, seus cabelos, combinavam bem com aquelas cores de olhos. Seu semblante era delicado e Yuma mesmo sentiu que ela era frágil e delicada, seu corpo tinha um cheiro a gardênias, porem um pouco desse cheiro também tinha o gosto de algo que ele desconhecia.
Se sentiu surpreendido pela moça, pois esta começo a se colocar nervosa, mostrando uma reação totalmente encabulada, de par em par suas bochechas estavam vermelhas como dois tomates brilhantes na luz do sol ao amanhecer, apesar de não demonstrá-lo, Yuma até acho adorável aquela face, tanto que para sua supressa um torto sorriso se formo em sua boca.
– Desculpe! Eu não queria incomodar-lho… — A menina era estabanada, mal sabia como não parar de se desculpar diante de aquilo, sua timidez crescia mais e mais fazendo Yuma rir…
Poucas coisas o faziam rir ou sorrir, até mesmo para Yuma foi uma supressa, se enfartava de risos de aquela simples menina mal conhecendo-a: — Se perguntou internamente que caralhos estava acontecendo com ele.
Escuridão e Luz – Uma infinita melodia
Ruki mantinha seus olhos fixos nas pessoas ao redor, todas mantinham um aparente feliz e animado, casais dançavam com a delicada musica de balada em meio ao que ele considerou uma miragem criada pelo deserto. Em meio a quantidade de casais que dançavam, todas as moças mantinham os olhos com brilhos como a estrela.
Ele mal entendia por que se fixava claramente em cada uma delas, mais fazia ideia de que tudo era o motivo de sua própia consciência, o amor fazia cada um sonhar e desejar coisas impossíveis, ate mesmo alguém como ele o havia sofrido, não da maneira normal como aquelas casais pareciam sofrer… Ao seu modo.
Sua boca sorrio mostrando desprezo por os própios pensamentos, repentino foi quando desejou voltar a ser humano, foi o dia em que ela morreu. Ruki começo a achar que se nunca tivesse conhecido aquele homem algo na vida dela haveria mudado: — Ou apenas seria um modo de amenizar sua culpabilidade?
Ruki havia passado por alto muitas coisas, havia seguido os planos de Karl Heinz sem duvidar em nenhum momento pois tinha muito que agradecer-lho, ao menos no passado. Karl Heinz havia sido o pai que Ruki havia perdido, ele havia dado uma outra oportunidade a ele, havia prometido que se vingaria da dor e da miséria pelo que a humanidade o havia feito passar, o único que ele havia feito, era deixar de ser humano.
Quando deixou de ser humano, Ruki recupero aquele ego e orgulho que tinha – Não havia aprendido nada de quando era pequeno e maldoso. – Ruki volto a se sentir o mais apreciado ser e apesar de manter suas aparências serias, mostrava orgulho do que era, era completamente voltado ao seu egocentrismo, ate mesmo seus irmãos eram leais a ele, isso o havia cresce mais uma vez: — Estava por cima de toda calamidade, estava por cima da escoria humana.
Ele havia se dedicado tempo de mais a tudo o que havia construído, com tudo de levar a termos o plano de Karl Heinz, mal se importava sobre a pessoa que sofreria com este plano, ele mal esperava que acabasse se apaixonando por ela – Seu error havia iniciado no momento em que não se importo com nada. – Ruki acreditava que se soubesse tudo o que sabe agora, não haveria se importado em viver ruma vida de humilhações, se ao menos ela estivesse viva.
Ruki era inteligente e sabia bem que não era uma opção permanecer deixando voltar e transbordar por todo seu corpo os erros que teve, deveria esquecer-lho tudo para puder continuar – Porem ele sabia bem que era impossível, ele havia se apaixonado e ela era algo significante…
Por mais tempo que se passasse seguiria com a cicatriz pulsante em seu peito, apesar de que seu coração não batia mais, ele sentia a dor em aquele lugar insonoro. De todos erros, era este o pior de todos os que havia cometido, se sentia mal, refletia e tratava de escapar de sua própia consciência, porém, cada vez mais uma palavra era incrementada.
Se ao menos tivesse sido um bom menino talvez não houvesse acabado no orfanato, se houvesse sido um bom filho sua mãe o viria buscar, se tivesse sido o que não foi em muitas ocasiões, haveria sido muito mais fácil cada um de seus paços até ela ou até que o correspondesse, apesar de não ser própio estava ali refletindo uma e outra vez se tivesse sido outra pessoa.
Ruki admirou ao frente, se perguntando ainda o que fazia em aquele lugar, havia dando um tempo para seus demais irmãos e para si própio, porem vendo as coisas como estavam não era o lugar mais apropriado para ele se sentia a vontade, não era o lugar mais apropriado para se sentir a vontade para nada.
Havia caído em mais uns dos planos de Karl Heinz e se perguntava o que realmente queria com convidar-lhos a uma festa, até mesmo os filhos biológicos dele, ele estava se fartando de rir de cada um deles, mal se importava com nada, por que simplesmente se eles foram um erro como o própio disse, o que ele ganhava com que cada um deles continuava vivo: — Ruki mal podia parar de pensar tratando de raciocinar o que significava aquele plano para ele, era a forma de fugir de seus mais sobrios e tristes pensamentos.
Diante do som da musica que logo se converteu em uma linda melodia, Ruki alço a vista ao palco. Seus pés se moveram quase sozinhos, havia uma incrível curiosidade por aquele som, seu corpo se movia por a total curiosidade por a voz que o parecia guiar.
A voz era delicada e forte, era uma melodia impressionante, seus ouvidos captavam cada nota, das gravas as mais agudas, o tom lento, o tom suave…
“ A noite se aproxima.
Você está tão perto,
Ao mesmo tempo tão longe…”
Eram o chamar das ondas do mar, o fresco vento em um dia de calor. Ruki via um céu azul celeste, o mas claro e infinito, iluminado com os cálidos raios solares. O cheiro de lírios invadira suas narinas…
“…O que você deseja?
Que está em sua mente?
A silhueta arriscar a vida.
Vendo sua beleza transparente, fiquei sem palavras…”
Em meio ao deserto, Ruki ouviu o canto de um anjo fazendo com que da fina areia começassem a nascerem milhares de flores em sua volta – Um campo de flores infinito… — Penas, os pássaros saíram voando diante dele mostrando o azul infinito do céu mais uma vez então Ruki a viu…
“… Se você levar para o céu, eu quero ser suas asas.
Não importa quão forte o vento,
Eles nunca vão quebrar, as asas resistentes.
Algum dia, vou tê-los…”
Em meio ao que devia ser o cenário havia uma bela mulher que encantava com sua voz a todos o que chegavam a escutar-lha…
“…Nós crecemos com os mesmo sonhos,
na rua florescendo como flores brancas
mas agora…”
Se os anjos existissem, Ruki achava que eles eram parecidos a ela, seus cabelos eram de tom perolado quase branco como as nuvens do céu ao amanhecer, seus olhos era de uma cor infinita e azul, como céu ao meio dia. Sua pele, alva, se semelhava ao delicado branco puro neve, mantinha seus pômulos róseos delicados, como flores de pêssego assim como os lábios que se fechavam como um brote florar e se abriam invadido o local com sua doce voz que o fez perguntar se era igual aos de uma ninfa.
“… Corrida entre as nuvens, o dirigible prata.
Olhei para cima e atingiu, mas fugiu do meu alcance,
Tão pequeño que desapareceu…”
Ruki sentiu seu corpo oco se encher de uma paz infinita, não parava de repetir a palavra, uma e outra vez em sua mente — “infinito”- tudo azul e tão infinito que chegou a fazer-lho suspirar trais o prazeroso e momentâneo momento de paz.
“…Entre as nuvens sem fim, gostaria de saber onde
Todas as coisas estão se movendo em direção.
Um lugar desejado de tranquilidade.
O caminho descendente dos anjos,
Certamente leva em meus braços.”
Terminada a musica, Ruki desejou sentir mas… Muito mas do que havia escutado, muito mais do que havia sentido.
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