Notas iniciais
Aproveitem o capitulo nos vemos lah em baixooo

Capitulo 42

Inverno – Sonhos

“…Quando as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto
Quando você perde algo que não pode substituir
Quando você ama alguém, mas é desperdiçado
Pode ser pior?

…Lágrimas rolam no seu rosto
Quando você perde algo que não pode substituir
Lágrimas rolam pelo seu rosto
E eu…

…Luzes te guiarão até em casa
E aquecerão teus ossos
E eu tentarei, consertar você…”

Cold Play – Fix You

O abrasante vermelho alaranjado das chamavas que devoravam as paredes e os sustentos das casas da vila.

– Mama! Papa…! – Os gritos ecoantes do menino saíam afogados pelas lagrimas e o desespero ao ver aquelas chamas devastadoras que queimava o lugar que ele havia considerado como lar.

– Edgar! – A voz desesperada atrás dele o deteve por um momento, ele admirou os olhos oceanos do pequeno Shuu, este mostrava uma face de desespero, chegou ate ele e segurou seu braço.

– Shuu… Meus pais! Meus pais eles… Eles… — Edgar não o aceito, não queria aceitar o inevitável em voz alta, nem mesmo em seu consciente.

– Edgar… Eles já não estão…

– Cala sua boca! ME DEIXA… — Com força o castanho conseguiu se livrar das fortes mãos do pequeno vampiro loiro quem não demoro em soltar-lho e o deixou ir.

EDGAR!

Os ecos de seu nome esquecido se balançavam pelas paredes de sua mente…

“…Pobre menino… Pobrezinho…”

Uma sequencia vozes distintas e diferentes invadiam a mente e o corpo oco do menino, as lembranças se tornaram tumultuosas e em meio ao que parecia um oceano de águas escuras…

– Por que…? Por que você trabalha tanto como um escravo o que você deseja ter tanto o que vale a pena…? – Os braços do menino estava completamente enfaixado, ele sentia dores, havia acabado sem ninguém na vida, mal lembrava o que havia acontecido, o castanho havia sido jogado do hospital que perceberam que ele era apenas um órfão sem dinheiro para pagar as contas do lugar.

– Se você me segui você vera como tornarei este mundo igual, este mundo será igual para todos e ninguém vai precisar se preocupar com o dinheiro ou em ser mais ou menos que qualquer outro… Ao final, somos todos iguais, ricos ou pobres… — As palavras de Luck ainda estavam gravadas em sua mente, na mente de aquele que um dia foi chamado de Bear, um novo nome, uma nova identidade…

Era admirável, os olhos chocolate do castanho refletiam o brilho de aquelas palavras ditas com tamanha gentileza por aquele quem o acolheu. Foi tão surpreendente que ele decidiu proteger-lho desde aquele momento para poder tornar o sonho dele realidade…

“Todos somos iguais Bear… Não se esqueça…”

As imagens se difundiram e mudaram com os caóticos sons de explosões e o terremoto provocado por as turbulências do momento de tumulto e caos que sofria o lugar. Tudo era cinza e novamente as flamas incandescentes a cor vermelha alaranjada devorava mais um lugar que ele considerou como sua casa.

– LUCK! – Mais uma vez seus lábios gritaram, desta vez não como Edgar e sim como Bear, uma outra vida, um outro nome e uma nova perdida.

caía ele correu com todas suas forças não alcanço segurar o corpo de seu amado líder que caia em câmera lenta em algo que parecia uma água cheia de barro os fuzis que o apontavam disparava ele mal percebeu que havia sido atingido e aos poucos seus olhos se fecharam…

Bear afundou sem antes poder chegar em onde queria, por mais que ele tentasse jamais era suficiente, por mais que ele corresse ele sempre perdia o que era mais querido. O barro o cobriu por completo e sentiu o balança da água viscosa.

“Não esqueça…” “Luck” “EDGAR…!” “Pobre pequeno…” “filho…”

Milhares de ecos invadiram a mente dele, flutuando entre o que parecia ser as águas cristalinas do oceano a luz brilhante do sol o volto a acordar mais dessa vez era diferente.

LUCK…!

Ele gritou em vão traz acordar, a dor dos hematomas era profunda e ardente mais nenhum pouco em comparação com a dor que ele levava no seu oco peito, doía mais uma vez perder o lugar que era seu.

O som do látego forte atingia as costas dele, a dor pulsante que sentia o fez fechar os punhos e morder parte de seus lábios inferiores, ele não ia derramar nenhuma lagrima, não iria dar o prazer a estas pessoas infelices de chorar de se redimir, por mais que doesse ele não se permitiria isso.

“Assim você aprendera a obedecer…”

– Você também odeia este lugar…? Por que não vamos embora juntos…? – As calmas rizas do loiro o fizeram admirar-lho bem nos olhos azuis cristalinos.

– Não iremos mais ficar aqui… — Os olhos cinza-azulado do moreno não pareciam mostrar nenhuma vida.

– Vamos… — O mais calmo de todos demonstrava uma parte de vida em seus olhar cinza.

Revolcados sons, mais uma vez o caos e o som sem fim do que parecia rizas do destino cruel contra ele, em meio ao valse fúnebre desencadernando em o frio lugar que era a prisão o que o prendia ao escuro, não havia possibilidades para escapar de aquela loucura…

“Eu darei a você uma chance mais, você apenas precisa aceitar… Yuma… Aquele que é maldito pela noite…”

Yuma…

– Yuma-kun…?

Os olhos do castanho se abriram, sonolentos e pesados, ela deitava sobre ele, a garota de cabelos canário e olhos róseos, sua face de preocupação o danificavam por dentro.

– Yuma-kun, não dorme por favor… — O som suave de sua voz, apenas ele para fazer algo lá dentro reviver.

Ele a abraçou entre os braços, sentiu a fria água ao redor de seu corpo, fecho os olhos tentando esquecer tudo o que havia de mal, todo mal parecia passar, o corpo dela, quente abraçado pelo seu, talvez ele poderia salvar-lha.

– Esta se confundido de novo Edgar… Você é tão incapaz como eu de salvar alguém que você ama… — Ele abriu os olhos, repentinamente o corpo dela estava frio, ele a remexeu, ela estava sem vida sobre seu colo, era assustador, temia aquele momento mais ele havia chegado, uma vez mais como uma tempestade precipitada.

– Shuu, devemos salvar-lha…! – Yuma gritou com o pequeno Shuu quem negou com a cabeça.

– Não existe igualdade neste mundo Bear, não podemos salvar a humanidade mesmo que você tente… — Luck conservava a mesmo sorrisão mais a diferencia do carinho que uma vez o havia cultivado, esta estava torta e triste.

– Não, agora é tarde para me salvar Yuma-kun… — Yuma admirou entre seus braços e não havia mais do que uma espécie de boneca sem vida, Yui estava a sua frente com um sorriso agradável, parecia gentil, uma gentileza medonha.

– Assim como foi tarde para salvar os pais de Edgar… — Shuu transpareceu e virou de costa se tornando tal e como era com seus quase vinte anos e caminhou para o profundo da escuridão.

– Você mal chegou próximo de me salvar Bear… Você deveria ter corrido… — Luck começava a se ver tão longe do alcance de onde ele estava, por mais que ele estirasse a mão.

– Se você duvidar como o fez comigo, ela também não será salva… — Yuma não entendeu as palavras de Yui quem sorria com amabilidade para ele. – Se você demorar em entender vai acabar sozinho Yuma-kun…

Os reflexos fizeram a Yuma admirar quem ele segurava em seu colo, sobre ele estava ela, dormia fria entre seus braços, seus castanhos e curtos cabelos tocavam como caricias em seu peito, suas mãos levemente curvadas encachando em forma de travesseiro sobre sua cabeça que mostrava seus cílios longos e fechados.

– O que devemos fazer…?

– Encontraremos o celestial céu?

– Até mesmo a pequena dor é querida.

Yuma desperto com o suo por todas os lados de seu corpo, sentia o peso maior se ocupar de seus tensos ombros…

#···#

Kimiko não podia negar que se sentia altamente intimidada por Yuma e bastante sem jeito por saber que estaria a sois com ele. Yuma nem sequer levava por este lado, ele não sentia-se incomodo com a presencia de Kimiko, porem também não podia se dizer que se sentia cômodo, começava a demonstrar que se preocupava com ela ainda mais.

Não sabia se era seguro esta perto dela, mais começava a pensar que era difícil viver longe. Yuma se encontrava pensativo, ele havia sonhado com algo que quase havia esquecido. A semana havia sido bastante tumultuosa para ele, tanto como para os outros vampiros, as revelações de Tsubaki ainda sacudiam muito as paredes de sua mente que volto a lembrar de bastantes coisas e logo a conversa que ele havia tido com seus irmãos depois de aquilo, mais o sonho era o que pesava um pouco mais em sua consciência.

– Isto… É… — Fazia algum momento que Kimiko se perguntava como iriam juntos a algum lugar se Yuma seguia sentando em um banco e parecia pensativo desde o acontecimento da divisão em pares de Tsubaki.

A menina se sentia intimidada ainda mais por isso, não sabia como falar com ele, sem que antes ele desse um pouco de medo a ela. Mais se continuasse assim os dois não fariam nada e para Kimiko, fazer algo ao menos por quem a havia acolhido tão bem.

– Mukami-san… Yu-… San? – Ela mal sabia como chamar-lho, acreditava que o poderia ofender e também poderia fazer-lho ficar de aquela forma tão aborrecida.

Kimiko também lembrava que não havia conseguido agradecer ele da melhor maneira, depois do ocorrido no dia da festa, ela mal havia volto a se encontrar a sois com ele, sempre estava junto das outras pessoas e vampiros que viviam no lugar quando se encontrava com ele. Também se estava para se encontrar sozinha com ele, ela fugia meio vergonhosa pois não sabia o que dizer nem como agir, mais no momento ela não tinha escapatória, por o milhão de pessoas que estavam em aquele lugar ela se sentia completamente sozinha.

– Tks… Pode me chamar como quiser… — Ele por fim havia falado algo, mostrava-se aborrecido e sem caso a ela, percebe que a deixava nervosa, fez ele tentar agir como ele sempre agia, um pouco indiferente, ele decidiu que deveria deixar os pensamentos sobre o sonho de lado ates que acabasse fazendo mais besteiras.

– Ah, sim… — Ela disse algo sem jeito. – Você gostaria que fossemos comprar o que esta na lista…?

– Se pode saber o que há nessa lista… — Ele pegou o papel dela sem um pouco de tato e admirou tudo o que havia. – Tks… Que tedio, mais vamos logo terminar com isso…

– Sim…! – Kimiko reagia como um soldado que falava com seu comandante, um tanto nervosa, ao perceber a indiferencia dele, decidiu que tinha que se controlar em este ponto.

Ela caminhou e o seguiu, porém o mesmo por conta de sua altura e suas pernas largas caminhava muito mais depressa que ela, a jovem deu um que outro suspiro já que em parte até queria que ele a acompanhasse no mesmo passo – Ao pensar nisso ela coro e se sentiu intimidada pelos própios pensamentos que ela queria saber de onde vinham.

O caminho ate a suposta loja que eles iam foi algo tumultuoso pela quantidade de pessoas, Yuma acabou percebendo que ele acabaria perdendo-a, ate por que a jovem Kimiko se parou uma que outra vez em alguma loja ao admirar algo que a interessava: Na primeira, ela havia se parado por que havia encontrado uma loja que vendia objetos de pintura, na segunda era um pet shop, se parro a brincar com um dos cachorrinhos no mostrador, a terceira foi uma livraria e a…

– Tks… Assim não chegaremos nunca! – Yuma se frusto com a pouca atenção que colocava a moça em seguir-lho, se ela se perdesse ele imagino o que faria (Ele começava a tratar-lha como uma criança).

– Eu sinto muito! – Foi inútil a desculpa de Kimiko, Yuma a agarro pelo até braço e a puxou, se ele não soubesse o frágil que ela era, não haveria se importado em levar-lha como um ‘saco’ de batatas. – Ah…

Foi bastante constrangedor para Kimiko ser levada assim por ele, mais tratou de se concentrar e não ficar mais nervosa do que estava somente de esta mais perto dele. Suas duas bochechas estavam coradas como tomates vermelhos e bem madurinhos, a tensão também era sentida por suas mãos que suavam por culpa do nervosismo.

O caminho continuou de forma caótica, Kimiko acabava se parando a olhar algo, seguidamente era puxada por Yuma, até que os dois ao fim chegaram a loja de jardineira que estava posta no papel.

Yuma não demorou em suspira fundo, sentia-se agradável vendo aquele lugar, Kimiko quem também era uma amante da jardinaria acabou com um sorriso meio bobo, assim que foi solta por Yuma parou meio desentendida pois não havia prestado em que a loja que deveriam ir os dois era uma loja de jardinaria.

– Nossa! – Kimiko começo a andar de um lado para outro vendo as diversas plantas e diversa flores, estava completamente animada em observar cada pequeno brote as folhas das flores mais belas.

Ela estava impressionada na quantidade de flores, folhas e pequenas árvore que havia, entrar na loja parecia haver sido entrar em uma selva, havia por todas partes plantas algumas no alto, outras trepadeiras e jarros de flores de parede como quadros.

– Ei você, preta atenção para não se perder. – Yuma falou um pouco alto, dando um pouco de medo a aqueles clientes que estavam dentro da loja, os mesmos se afastam do vampiro, apesar de sua beleza ele tinha as atitudes e o jeito total de um delinquente.

– Ah! Yu… Mukami-san…. Pode deixar… — Kimiko volto a se por nervosa com a forma de ele falar, mais logo em seguia volto a se distrair.

Yuma conseguiu manter seus problemas longe do momento, ele leu as instruções da vampira quem comentava a ele que apenas deveria encarregar a loja que esta mesma se prestasse a trazer o necessário para cuidar do jardim da casa em que viviam e também milhares de flores brancas e azuis para a suposta festa de natal, deixando a escolha das pessoas que se encargariam da lista.

– Que…? – Yuma deu um longo suspiro, acho que o encargo seria muito mais fácil porém ele não entendia muito de flores, ele entendia mais sobre hortaliças e verduras, as flores eram outra praia.

Ele admirou em onde estava Kimiko e ela já não estava mais ali, fazendo-o desesperar por saber em onde ela estava, ele adentro mais na loja, olhando de um lado para outro meio desesperado e lembrou de seu sonho como uma premonição que não conseguia tirar da cabeça.

– Aí… — Ele ao final havia acabado se topando com a mesma quem rapidamente ele seguro pelo pulso e fez a mesma se assustar tanto pela aproximação como pelo rápido movimento.

– Você! Eu disse para não ir longe! – Ele a encarou com certa raiva, ela retrocedeu um pouco sem saber o que dizer.

– Eu não fui longe eu estava aqui dentro da loja… — Kimiko o encarou um pouco, começo a perceber no certo tom de preocupação na voz de Yuma e se imaginou que ele a estava tratando assim justamente por o que ela tinha.

– Tsk… Que merda… — Ele olhou o lado levando a mão a sua nuca, suspirou como se ela fosse uma carga para ele, e isso o fez passar a ela.

Kimiko começo a se sentir incomoda, talvez ela tinha criado falsas expectativas quando em aquele dia acordo e ele estava ao seu lado. Yuma simplesmente estava preocupado por que ela era fraca de mais, não podia se valer por si sozinha.

– Preciso de sua ajuda… — Ele não reparou no decai da alegria de Kimiko, ela não se importo e simples levou isso como uma forma de criar mais uma parede a alguém com quem ela não queria se importar, por que ao final, todos eram iguais a abandonariam depois de um tempo quando se cansasse de tratar com uma doente.

– Ajuda… Tudo bem, o que deseja? – Kimiko fingiu um sorriso, era igual a todos os amigos que ela havia tido em um passado, ela apenas não entendia por que pensar assim, agora doía muito mais que antes.

– Você conhece muito de flores…? – Os olhos de Kimiko voltaram a se iluminar, ela adorava as flores.

– Sim o que você gostaria de saber?

Yuma não demorar em contar a ela sobre o que havia no papel, explicou que deveriam escolher flores, como limite eram de quatro a cinco tipos o que surpreendeu a Kimiko já que as flores poderiam valer muito dependendo da quantidade. Com o tempo a mesma começo a pensar bastante sobre as flores que podia ser, levou a Yuma de um lado a outro explicando os significados que tinham cada flor que ela achava que ficaria realmente bela no evento.

Para o vampiro foi realmente toda uma experiencia ver como Kimiko se animava em comentar sobre flores e explicar tudo o que sabia, ele agradecia por estes conhecimentos e começo a adorar a expressão dela o pequeno sorriso que ela fazia ao se animar com as explicações, o brilho de seu olhar em admirar as pequenas e as grandes flores, tanto foi que Yuma até levou a mão a face, escondendo um pouco de aquela sorrisa que começava a nasce em seu rosto.

A emotiva reação de Yuma não foi passada desapercebida, Kimiko admirou aquele momento e se perguntou se ela o incomodava, tanto que acalmo seus gesto e tento se conter mais, se sentia intimidada no mal sentido, como era totalmente ignorante do que ele estava sentido.

– Creio que deveríamos escolher flores de camélias, elas são bonitas e alem do mais é o significado do nome da senhorita Tsubaki… — Kimiko deu um pequeno sorriso ao mencionar-lha. – Alem do mais as flores de camélia são as flores do inverno, acho incrível como em meio da neve elas podem florescer…

– As rosas também florescem em tempos frios… — Yuma murmurou para si, mais Kimiko percebeu.

– As rosas são também flores incríveis que florescem todo o tempo do ano, porem entre rosas e camélias, sabe que as camélias são muito mais frágeis? – Kimiko deu um pequeno sorriso.

– Suas flores preferidas são as camélias? – Yuma contemplo os olhos mel da moça quem se surpreendeu com a pergunta, tal e como se fosse uma pergunta tão intima.

– Não, minhas flores preferidas são as Gardênias… — Ela afino o sorriso até o ponto de afina os olhos lembrando de algo que a muito tempo atrás a mãe dela havia explicado a ela sobre essas flores.

Yuma notou os sentimentos que Kimiko parecia ter sobre as flores, o sorriso dela era diferente e mostrava a ele uma espécie de gentil afeto, tão carinhosa era que ele sentiu vontades de alguma forma chegar mais perto dela, porem se conteve.

– O que elas significam…? – Os olhos mel de Kimiko se abriram encontrando com as perolas chocolates dele.

Kimiko se perguntava se deveria explicar o que sabia a alguém, principalmente por ser algo privado e tão intimo para ela, não deveria se sentir a gosto mais seus lábios falaram antes dos seus pensamentos reter-lha.

– Significam amor secreto… — Ela elevou a mão para levar uma das mechas de seu cabelo para detrás de sua orelha algo sem jeito. – Minha mãe me explicou que meu pai se declarou a ela assim, ele deu um boque de Gardênias a ela, justamente no primeiro encontro dele, meu pai sabia que ela tinha conhecimento sobre flores mesmo que amasse mais as estrelas e ela não demorou em pensar no significado dessas…

– Você também sonha em que um dia aquela pessoa que tanto a goste de você se declare assim…? – Yuma bufo um riso, fazendo Kimiko admirar-lho com certa e pequena raiva por acreditar que este estava rindo da história de seus pais.

– Não sonho em nada como isso, meu pai era único, mais não fale desta história como se fosse fútil por favor… — Ela virou um pouco para o lado e suspirou meio frustrada não sabia por que havia falado isso a ele, mais se sentia em confiança, ao menos por os momentos atrás o que ela se arrependeu.

– Sinto muito não queria soar desta maneira. – Novamente ela volto o olhar meio supressa diante da confecção dele. – Na realidade é admiráveis os sonhos que você tem, é parecida a alguém que eu conhecia… Ele também, por mais que fosse impossível pensava em coisas tão românticas como estas…

Yuma levou a mão a cabeça dela e a bagunço com suas grandes mãos, fazendo Kimiko se despenderam e ate se mover um pouco pela força, fazendo-a pensar que parecia uma criança inocente diante dele, ela segurou a mão dele fazendo-o parar.

– Não são apenas sonhos românticos, nem apenas sonhos… — Ele parou de fazer o que estava fazendo assim que sentiu a pequena mão dela sobre a sua, as palavras dela o deixaram quase impressionado. – Talvez em um passado sim que sonhei em que queria encontrar alguém tão brilhante como meu pai, mais quando ele se foi e eu passei a conhecer o mundo perceber que é impossível…

Yuma viu nos olhos de Kimiko o brilho se apagar, viu como ela deixou de sorrir e isso o incomodo tanto que sentiu seu peito oco, não suportava ver-lha com aquela expressão, nenhum pouco, não quando a sorrisa dela era encantadora e adorável, brilhava como o sol que parecia haver se desvanecido.

– Sei que jamais será possível para mim, talvez eu nem tenha muito tempo para encontrar algo assim… — Ela fechou os olhos e sorrio para Yuma, com um sorriso torto que mostrava tristeza contradizendo-se por que também mostrava uma grande gentileza. – Ao menos sei que não é um sonho, por que meus pais o conseguiram Yuma-san, eles conseguiram algo e me alegro inteiramente de ser a prova do amor deles…

As incríveis e surpreendentes palavras de Kimiko não pararam assim, ela continuo e muito além do que Yuma imaginava ela conseguiu captar mais uma vez a atenção dele, mais uma vez ele havia se embelezado pela bondade e gentileza que ela parecia oferecer sem perceber.

– Estou segura que de alguma forma essa pessoa de quem você fala também acredita que não existem apenas sonhos românticos, por que, como dizia meus pais, os sonhos são para ser vivido e nem que seja um pouco eu sei que tanto meus pais como a pessoa de quem você fala devem ter vivido de alguma forma este sonho…

Foi o suficiente para que Yuma saísse do controle, ele mal se deu conta dos atos seguintes: Seu corpo avançou sobre ela, sua mão puxo o antebraço de Kimiko com toda a delicadeza e cuidado trazendo-a até ele e fazendo-a colidir com seu corpo. Kimiko mostrava supressa diante do ato repentino do vampiro, mais foi tão rápido que a deixou sem reação, quando percebeu o mesmo beijava sua frente com uma espécie de sentimento e carinho que ela jamais havia vivido.

– Obrigado… — Era o único que ele conseguiu dizer em meio a tantas tumultuosas emoções que estavam explodindo entre as paredes de sua mente e todo seu interior.

“Eu quero que você viva Edgar”

Ele lembro do murmuro de seus pais tão distantes.

“Edgar não me deixe por favor…”

O grito de Shuu ainda seguia ali, como um ecoo, por mais que ele quisesse ignorar.

“Bear, não existe nada do que não podemos fazer quando sonhamos…”

A sorrisa de Luck e as suas insistências haviam chegado a ele de alguma forma.

“Se você demorar em entender vai acabar sozinho Yuma-kun…”

Um pouco tarde mais ele começava a entender que o que Yui queria dizer a ele.

Notas finais
Por onde começa para falar deste capitulo... affi acabou de uma forma tao linda e fofa... Tal e como os outros... e os seguintes... vamos todas vomitar arcoiris xD Todo este recorrido de um lado o sonho triste de Yuma... lembranças de seus amigos, de shuu de seus pais, pouco menos importante mais importante um pouco Yui... Uffs... Tantas coisas que o leva ao desenlace final do capitulo é como "Yuma liberto" Acha isso ? :) Kimiko nervosa em todos os momentos, fofa fofa fofa... Mais ao final... Acho que ela ficara ainda com duvidas sobre Yuma... :O Por que digo isso, é que ela ainda nao consegue compreender a preocupaçao dele, ainda desconhece a Historia dele claro... mais uffs que fofo ao igual... Depois deste kissu na testa, Kimiko acabara mais sem jeito ao encontrar-lo