Les Fleurs du Mal
42 Capitulo 41
Notas iniciais

Capitulo 41
Inverno – A outra cara da Lua.
“… Você, com olhos tristes,
Não fique desanimada…
É difícil criar coragem,
Num mundo cheio de pessoas
Você pode perder tudo de vista,
E a escuridão dentro de você
Pode te fazer sentir tão insignificante...
Mas eu vejo suas cores reais
Brilhando por dentro.
Eu vejo suas cores reais
E é por isso que eu te amo.
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais… são lindas
Como um arco-íris.
Mostre-me um sorriso então,
Não fique infeliz, não me lembro
Quando foi a última vez que vi você sorrindo.
Se este mundo te deixa louca
E você aguentou tudo que consegue tolerar,
Me chame
Porque você sabe que estarei lá...”
Cyndi Lauper – True Colors
Yurie caminhava meio inquieta ao lado de Subaru, quem para ela havia sido uma supressa como acompanhaste. Para ela era inquietante, havia se passado dias que não o via rodando por a moradia, ela se perguntava qual seria o motivo, sabia exatamente sobre a conversa com Tsubaki como todas as outras de suas novas amigas, mais ainda ignoravam muito.
Subaru se refletia em seus olhos como algo pensativo, não sabia se podia dizer que ele estava triste e decepcionado, não o conhecia suficiente para isso, mais era o que ele passava.
O anda dele era calmo, passivo, a diferencia do ar de delinquente quem ele sempre fazia passar, seu pescoço alvo estava um pouco agachado, seu olhar escalará sem brilho, parecia observar fixamente o mapa que a vampira o havia ‘dado’, porém este não parecia ser seu principal interprese.
– Sakamaki-san…? – Yurie deixou ao pouco de se mover, vendo como Subaru sim seguia um pouco mais do que ela, ate que se parou ao escutar-lha.
O jovem vampiro se sentia incomodo por vários fatores, ela era um dos fatos, o fazia sentir incomodo, por que cada vez ele sentia a necessidade de poder estar com ela, por poucas vezes que realmente conversaram, Yurie chamava a atenção dele de tal forma, tal e como a primeira vez.
Os olhos de Subaru a buscavam, sua silhueta sempre parecia penetrar ate o mais profundo de seus pensamentos com aquele toque navi. Os cabelos dela como a noite ao menos ele podia intuir que era macio no tato, sua pele alva tinha uma delicadeza que parecia que se quebraria se ele a tocasse e o pior e o melhor de tudo, seus olhos brilhantes como a noite, brilhavam tal e como as estrelas e a luz prateada da lua que Subaru tanto gostava de admirar.
Subaru ainda se perguntava de onde havia nascido essa grande fixação com ela, algo sempre o estava atraindo a ela, o pouco que sabia parecia o suficiente e necessário para ele justificar suas emoções tão contraditórias e bipolares.
Tudo o incomodava por que ele sabia que não poderia se sentir assim, não quando ainda lembrava a aquela quem ele tinha... — Ele ate mesmo começava a se questionar sobre os sentimentos. Principalmente agora quando ele sabia uma parte de sua verdade, a parte da verdade que Tsubaki o havia contado a ele.
#···#
– Christal, sua mãe Subaru, era prima de Karl Heinz… Ele a induziu tal e como fez com suas demais esposas para que fossem produto dos experimentos dele… — Nem mesmo o olhar de pena da vampira era comparado com o que ele começava a sentir dentro de si em aquele preciso momento. – Ele jamais a estrupo Subaru, Christal o amava… Mais saber que era apenas mais um de seus experimentos, foi isso que a enlouqueceu…
O vazio completo invadiu o oco corpo de Subaru, seu mundo parou, ele se sentiu pesado e por primeira vez na vida cansado. O peso que havia sobre ele, a dor que ele sentia nem mesmo existia, nem mesmo a ira que deveria sentir, o momento e a confecção de Tsubaki havia feito Subaru sentir algo que era muito pior do que qualquer outro sentimento: — Nada.
Seus olhos perderam o brilho e por mais que ele tentasse se manter em pé, o sustento dele em aquele momento era as paredes brancas de aquela sala, ele podia se sentir aliviado por um lado: — Sua mãe o havia amado, erroneamente, mais o havia amado mais que tudo, ele não era um imundo nascido de um ato sem consentimento, mais não sabia se era pior ser apenas um produto criado para satisfazer os planos de um desquiciado ser como era Karl Heinz.
Amor…? Ódio…? Tristeza…? Indignação…? Decepção…?
Qual era o melhor sentimento para ele quando não se sentia nada? Era inútil pensar nisso, Subaru deveria saber, mais era pior pensar no que não deveria fazer, ao menos neste momento quando o mundo havia mudado algo nele, quando a historia que ele tinha havia sido mudada por algo que nem mesmo ele tinha certeza do que era ao cem por cento.
“Uma nova espécie de vampiros”
#···#
– Poderia me chamar de Subaru…? – Yurie ficou supressa diante do olhar do vampiro, seus olhos rubis captavam a atenção do olhar safira dela, totalmente do olhar perdido e tristonhos que ele sempre mostrava a ela, este olhar tinha algo mais profundo maior do que aquele anterior.
– Su-baru? – Estava nervosa, era de costumem japoneses de não falar o primeiro nome da pessoa e quando um rapaz dizia isso para uma moça acostumava ser quando sua relação havia começado, Yurie não tinha isso na cabeça, mais se surpreendia que ele pedisse a ela isso, seguramente deveria ter algum significado com a imensidade de sentimentos que ele deveria esta sentido ou o que quer que seja que ele e os demais vampiros estavam passando.
– Você queria me perguntar algo não era assim? – Ele volto o corpo para o lado, vendo as pessoas no local que caminhavam de um lado para outro, escutava o som que emitia esse número de pessoas, porem, para ele parecia mais que ecos de um lugar distante, sentisse incômodo em se portar dessa maneira, mais ele não tinha tanto direitos a nada, era o fruto de um simples experimento sem sentido.
– Queria dizer que a loja que buscamos esta justamente ali… — O sussurro baixo de Yurie tinha um tom nervoso que Subaru não deixou de passar desapercebido, ele deveria esta incomodando-a, era claro que sim, ela não era nada para ele e o mesmo sempre era praticamente desagradável com ela.
– Vamos então… — Ele seguiu as indicações do dedo dela caminhando na frente sem olhar para trás.
As atitudes dele não deixaram de incomodar a jovem moça, Yurie se sentia opressiva e começava a ver que os problemas dele eram tão grande que ela pouco importava – Ela estava sendo uma egoísta, sabia disso e não estava gostando, porem, por que se sentia tão frustrada com se contradizer e pensar que odiava se sentir assim, estes sentimentos de dualidade e contradição começava a pesar na consciência dela.
Yurie não suportava pessoas egoístas, não suportava as multidões e muito menos suportava se meter nos problemas dos outros… Tudo era diferente em aquele momento, ela se sentia produto de tudo isto, começava a se desagradar em poder ser mais importante que seus problemas para ele, mal se importava com a multidão que os rodeava e encima de tudo, gostaria de saber tudo o que se passava com ele, o que tanto o distanciava ainda mais dela.
Os dois adentraram na loja de decorações a loja tinha um aspeto elegante e refinado, estava repleta de diverso objetos, tanto como flores de plástico, bolas natalinas de vários materiais, velas de diversos tons e diversos cheiros, incensos que incomodo um pouco a Subaru entre outras decorações e decorações da época natalina.
Subaru chamo realmente atenção das moças e algumas mulheres que se encontravam na loja, ate mesmo se podia escutar-lhas falando o quanto ele era incrível e belo, Yurie não se importo muito com isso, estava acostumada as moças do colégio que também gritavam e se torciam para ver-lho, era habitual, porem a diferencia, hoje ele parecia mal se importar, os gritos das fãs dele do colégio o deixavam frustrado coisa que o fazia acabar quebrando alguma janela ou uma parede do colégio e ser levado a diretoria, mais ele estava calmo de mais para se importar.
Yurie suspirou tentando se manter assim mesmo calma, ela estava tentando evitar todas as coisas que menos suportava e que estava se destacando nela em aquele dia, tratou de agir formal e como sempre agia, tranquila, o que chegou a consegui depois de se mentalizar. Ela se aproximou de Subaru deixando as outras moças com um pouco de inveja, mais para sua pouca supressa as moças também começaram a admirar sua beleza e comentar sobre ela, o menos inesperado foi comentar que eles formavam um lindo casal, o que chegou a incomodar-lha, já Subaru olhava a lista de coisas que deveria comprar de decoração e colocava na cesta de compras que havia dado a ele um dos vendedores da loja.
Perceber que Yurie estava perto dele chegou a trazer-lho a realidade, ela tinha um sorriso calmo e controlado, bem feito, mais Subaru saiba que era um sorriso respeitoso e sem sentimentos algum a não ser mostrar amabilidade e cortesia. Ela o ajudo a escolher o que estava escrito no papel, ele simplesmente seguiu as escolhas dela, com um pouco tempo até em seu rosto apareceu um pequeno sorriso mais sem mostrar uma alegria real.
Por aquele momento, tanto ela como ele esqueceram um pouco dos demais problemas, se centraram a comentar um pouco sobre o que deveria comprar, limitando-se ao seu própio gosto. Tanto Yurie como Subaru tiveram escolha por cores prateadas, a maioria das decorações que escolheram eram desta cor e de diferentes tons de azul que chegou a preferir Yurie. Ao fim, compraram as quantidades exaltar e tudo o que havia na lista.
– Muito obrigada por tudo, tenham um bom dia…
Os dois saíram juntos da loja, se sentiam menos pressionado com as coisas que estavam pesando durante o caminho de ida, porem, no momento em que começaram a caminhar perceberam que não tinha outro destino e não tinham para onde ir, exatamente, tudo se limitava ao ponto em onde havia marcado, mais ainda faltava muito ate as nove.
– Aonde se pode saber que podemos ir com tudo isso…? – O vampiro murmuro um pouco frustrado em pensar que deveriam arca com tudo até as nove e algo da noite. Por o grande que seria em onde eles iriam arrumar, eram bastante as bolsas de enfeites e decorações que haviam comprado.
Yurie logo percebeu que o mais adequado haveria sido comprar tudo quando desse ao menos as oito para não carregar com tudo por toda a hora, não pode deixar de suspirar em relação ao problema que os dois haviam criado juntos por terem outras coisas na cabeça, mais agora eram como de menos, eles estavam sumidos em este problema que pelo momento parecia o maior.
Yurie lembrou de algo importante que os poderiam ajudar ao menos pela hora em que estariam sem poder se encontrar com os demais.
– Lembro que este centro tem uns armários especiais para guardar coisas, acostumam a estar perto dos elevadores ou escadas, podemos deixar o mais próximo do ponto de encontro e quando seja a hora o pegamos sem problemas algum. – Ela deu um pequeno sorriso.
– Ah… Se é assim... – Subaru tinha pouco emoção em sua voz, sentia o agrado da ideia mesmo que não demonstrasse.
Sem mais o que dizer, os dois caminharam juntos até o local mencionado por Yurie, deixaram as coisas depois de colocar a moeda e guardaram as chaves na bolsa da mesma. O pequeno problema havia sido resolvido, mais restava o maior, até a hora acordada com a vampira e os demais, eles estavam completamente sozinhos e sem saber para onde ir e fazer.
Algo os unia, Yurie e Subaru não suportavam as multidões, começavam a perceber na mesma, haviam deixado de lado seus problemas pessoais, porém agora eles começavam a voltar.
Subaru e Yurie começaram a perceber que deveriam estar juntos ate a hora prevista, estariam sozinhos e mal sabiam sobre o que conversar, Subaru não tinha nenhuma espécie de passatempo, muito menos deveria ter algo que Yurie e ele compartissem mais do que a forma solitária e na deles que tinha. Yurie até penso em iniciar alguma conversa, mais não era boa nisso, muito menos com ele.
Os dois permaneciam frente a fileira de armários sem falar muito, ele admirou ela, e logo admirou o lado, Yurie percebeu que ele pareciam sem jeito e um pouco a fez ficar sem jeito, fazendo-a suspirar percebendo o quanto parecia sufocar-lha aquela situação, mesmo que ela não fosse deste tipo de pessoa, talvez tudo era devido que ela sentia que ele a interessava e bastante.
Subaru sentia o peso de seus sentimentos por Yurie que começava pesar novamente, ele sabia que deveria fazer algo, mais sempre pensava com negatividade sobre seus sentimentos, não se sentia impróprios dele, muito menos se sentia com direito a nada em relação a ela…
– Você gosta de ir aos games-centers? – Ele se surpreendeu com a pergunta dela, a admirou e percebeu que ela dava um pequeno sorriso mostrando o lugar.
Subaru admirou o local, estava repleto de maquinas de jogos e pessoas, fazia barulho e brilhava em multidões de cores, ele sabia que jamais gostaria de um lugar como aquele, se sentiria totalmente incomodo, não duvidava nenhum pouco disso, porem, ela precisava de alguma distração.
Sem nenhuma duvida, Subaru a seguiu, Yurie quem não estava muito segura do que fazer, viu apenas aquele lugar de entretenimento como uma possibilidade de fazer com que os dois se distraíssem um pouco, ela não sabia sobre o que conversar com ele, ele não era disso ao cem por cento muito menos ela quem apesar da vontade de saber o que acontecia com ele, sabia que não deveria perguntar e não conseguiria nada.
Em meio aos brinquedos os dois quase se topara com uma e outra correria de alguma criança ou outra que corria direto a outra maquina com os papeis de pontos para o premio e as moedas de cinquenta Yens. Havia também pessoas da mesma idade que Subaru e Yurie, a diferencia destes que eram mais recatados, o grupo de adolescentes da mesma idade estavam animados e competiam uns contra outros, também havia casais, Subaru até se surpreendeu em ver uma moça melosa com o seu namorado, fazendo com que este pegasse um bonequinho de pelúcia, sendo este um ursinho com um coração.
– Yoshirin vai, você consegue querido, eu sei que sim — Ela gritava animada e eufórica com uma voz que incomodaria qualquer homem, mais seu namorado Yoshirin estava tão concentrado no urso que parecia passar desapercebido, até que ele conseguiu ganhar-lho.
– Aqui amada Michi… — Os olhos de rasgos japoneses dele brilhavam como estrelas ao admirar sua amada.
– Yoshirin… — Os olhos da moça também brilhavam de tal forma que Subaru se questionava por que alguns casais eram tão empalagosos como aqueles.
– Michi… Minha amada… — Era tal o momento que Subaru só deixou de admirar-lho quando escuto uns abafados risos ao seu lado.
No momento em que noto que sua cara devia ser de “que é isso?” e isto fazia graça a Yurie, não deixou de corar e olhar para outro lado mostrando indiferencia, já Yurie que percebeu que esta ‘rindo’ dele ate de maneira tão diferente do que acostumava ser se sentiu estranha e se perguntou o por que disso.
Yurie foi a encargada de explicar para ele como funcionava o lugar, Subaru entendeu cada uma das explicações que ela o contava mais se perguntava se a finalidade destes jogos eram mesmo distrair as pessoas e não tirar dinheiro deles com tão pouca coisa já que o prêmio ‘grátis’ parecia mais que um pretexto para ganhar dinheiro, Yurie comentou a ele que pensava o mesmo, mais que com o tempo se distrairia.
Subaru e ela jogaram juntos a umas quantas máquinas e brinquedos que haviam, alguns ele ate se divertiu, porém outros eram tão fácil e que usavam a força, porém o mesmo teve que se controlar para não quebrar nada. Yurie acabou por se divertir mais do que esperava, ao menos ela e ele tinha algo que compartiam juntos que não fosse incomodo ou silencio.
– Não chora Sachiko… — O choro da pequena menina capto a atenção de Subaru e também de Yurie, praticamente de todos os que estavam no jogo. A mesma parecia ter apenas cinco aninhos, na visão de todos era bastante fofinha e pequenina, seus cabelos negros estavam soltos e eram curtos, seus rasgos japoneses eram adoráveis e sua pele branca havia se tornado vermelha por a grande imensidade de lagrimas e gritos que espalhava.
– Eu quelo… Eu queloo… — ela falava descontrolada apontando para o modelo da mesma maquina que o casal que Subaru e Yurie viram ao entrar. O que a acalmava parecia ter apenas nove ou dez anos, era parecido a ela intuindo que este deveria ser seu irmão.
Subaru afinou um pouco seus olhos diante as duas crianças, percebeu que os humanos eram tão felizes de poder viver chorando por coisas tão banais como aquelas, diferente dele quem havia tido que conter as lagrimas e mais de uma das extremas situações de sua maldita vida, como poderiam ser tão afortunados em ser felizes dessa forma, ter tudo e ainda chorar por que queriam mais, eles sim que eram egoísta.
– As crianças são tão inconscientes… — Subaru admirou Yurie do quem admirava a cena com certa intensidade, mostrando um pequeno sorriso até com um pouco de carinho e nostalgia. – Invejo sua inocência e a forma que elas praticamente ignoram as maldades do mundo.
Subaru deixou de admirar-lha para voltar a contemplar a cena, a menina começava a se conformar diante do choro, o irmão a havia consolado até o ponto de que ela havia entendido apesar de continuar dizendo que queria o que ela aponto como gatinho de pelúcia. Ela era ignorante ao que podia e não podia ter, mais seu irmão sabia que não poderia ter e com a responsabilidade que ele tinha como o mais velho ele a convenceu…
As palavras de Yurie chamaram a atenção de Subaru, por primeira vez ele entendeu algo – Ela também deveria ter seus própios problemas aos que ele ignorava completamente. – Não eram tão diferentes ao final, dizer que invejava a inocência de uma criança, as que tinha a capacidade de ignorar os problemas do mundo a volta, tudo significava que os únicos que realmente eram capazes de ver beleza nas coisas fúteis ou tristeza nas mesmas coisas eram as crianças, nem mesmo os humanos estavam escapes.
– Você o que…? – A pequena Sachiko deixou de chorar e admirou os rubis olhos do vampiro, ela o admirou vendo sua face tão bela e varonil seus cabelos meio bagunçados de uma cor branca prateada, toda a beleza dele a deixou vermelha mais não deixou de sorrir com a pergunta.
– Sim, onii-chan vai da pa mi? – Ela se ânimo bastante, seu irmão ficou meio sem saber como reagir diante da proposta do ‘rapaz’ quem por certo ele acabou vendo a beleza que ele imanava e também corou um pouco.
Yurie estava sem palavras diante do que Subaru havia feito, ele não parecia desses, mais ele estava demonstrando algo diferente, distinto do que havia se mostrado e talvez isso significava mais do que ela imaginava. Não demorou muito para ir mais perto e ver como Subaru tratava de conseguir o gato de pelúcia para a menina.
#···#
O que parecia tão fácil não havia sido nada, Subaru começava a perceber que não era tão fáceis aquelas máquinas que ele começava a sentir que o enganava, havia feito cinco tentativas e as cinco haviam fracassado, o máximo que ele havia conseguido era elevar o gato por dez centímetros a mas de onde estava, mais não era suficiente, a máquina começava a aborrecer-lho e começava a pensar que havia sido uma idiotes tratar de conseguir aquilo para aquela menina.
A pequena Sachiko e seu irmão davam ânimos a Subaru, enquanto Yurie admirava aquela coisa estranha que estava acontecendo, tudo lembrou a ela de algo que havia esquecido a algum tempo.
Yurie lembro que uma vez quando parecia ter mais ou menos a idade de Sachiko havia visto uma máquina de aquelas, havia se emocionado ao ver a quantidade de pelúcias que havia, sentia a vontade imensa de ter-lhos e não demorou muito pediu ao seu pai, quem se fez o ‘valente’ e homem da casa alegando que ele conseguiria para sua pequena princesa.
Assim como Subaru, por mais que gastou quase todas suas moedas ele não conseguia, mais também não desistia de tratar de consegui o pelúcia que ela mais tinha adorado em aquele então, o unicórnio azul.
– DROGA?! – As nostálgicas lembranças de Yurie foram borradas quando ouviu o grito de Subaru quem havia perdido a paciência, este por impulso havia dado um soco na máquina e havia estraçalhado o vidro, os dois meninos estavam sem palavras, mais o vampiro se sentia aliviado.
– Nossa… — Yurie murmuro supressa, piscava os olhos sem saber como reagir diante de aquilo pois não estava certo mais não se sentia completamente mal por isso.
– Aqui… É seu… — Subaru pegou o gato de pelúcia e deu a menina, com um sorriso amável e ate controlado.
– Ah! Obrigada Onii-chan! – Ela abraço o bichano totalmente animada.
– Obrigado mesmo… — O irmão dela agradeceu com a típica reverencia japonesa e para a supressa do menino a mãe deles o chamava para que fossem embora, ela não havia visto a tal atrocidade de Subaru, mais estava buscando os filhos a algum tempo.
As duas crianças se retiraram dando o tempo para que os trabalhadores do local encontrassem a Subaru e a Yurie sozinhos em aquele lugar frente o olhar de umas quantas pessoas.
– Ei você! O que acha que fez! Como se atreve a… — O homem mais velho admirou o vidro quebrado, vendo também a mão do vampiro, como estava intacta ele não conseguia se explicar nada, mais pioro quando viu seu rosto de delinquente, Subaru o contemplo deixando-o sem palavras.
– Que? – O albino falo como se o trabalhado o estivesse incomodando, fazendo o mesmo retroceder.
– Aí meu deus, um delinquente… Ah, quero dizer eu… Sinto… — Ele se tropeço com as palavras, Subaru entendia que sua violência não era boa e ate queria se desculpar por haver perdido o controle, porem: — SEGURANÇAS!
Os mesmos vinha em direção a Subaru o qual nem sequer reagiu diante do ato mais foi tomado por algo maior, Yurie segurou a mão dele fazendo-o ficar sem palavras enquanto a via, ela o puxou.
– Vem devemos sair de aqui! – Yurie disse algo desesperada e fez Subaru correr junto a ela para longe de onde estavam os seguranças, atravessando entre as pessoas o lugar até parar longe do game-center.
Subaru e ela correram com tudo o que podia, mais Yurie que ele, ele estava sendo levado por ela, vendo como suas mãos apertavam as dele com todo o cuidado, via seus cabelos voando com a velocidade e como parte de seu corpo se movia, ele seguia as costas dela…
As costas dela eram pequenas, muito mais que as dele, mais ele as seguia cegamente tal e como em um passado seguia as costas de sua mãe…
“ …Ela amo você Subaru e sei que ainda o ama, devo dizer isso a você, antes que persista em que é produto somente de Karl Heinz… Deve pensar nela e não nele, você é o céu estrelado de sua mãe…”
Ele lembrou das palavras de Tsubaki quem tratava de confortar-lho a alguns dias atrás, ele via como ela se sentia culpada por não poder fazer mais e por tudo o que havia revelado, Subaru ate pensou que deveria ser mentira e quis ignorar-lho tudo, porem, correndo junto a Yurie ele penso nas possibilidades de haver nascido por o amor de sua mãe…
Os dois chegaram a correr até o ponto em que não chegaram a ouvi nenhum sobre ninguém que os perseguiam, se esconderam dentro de um corredor que levava ate uma das saídas de incêndio e os banheiros do centro comercia, lá, encostaram suas costas contra a parede, Yurie recuperava o ar fortemente e também Subaru quem pensava nas palavras de Tsubaki e tudo o que elas significavam.
Yurie lembrou do final de aquela nostálgica lembrança com seu pai… Ele não havia conseguido em aquele dia e havia se desculpado diante dela por ser um pouco inútil, a pequena Yurie havia chorado por não poder ter aquele unicórnio tão lindo e seu pai se mostrou triste, ela se abraço desconsolada nos braços caloroso de sua mãe e deixou de falar com seu pai por todo o dia.
Se ao menos ela soubesse o que sabe agora, em aquele tempo ela tentaria dizer a ele que não importava – Mais ela era uma criança inocente, ignorante do que poderia haver provocado em seu pai. – Mais não foi assim, não se pode fazer nada por aquela criança de cinco aninhos e na manha seguinte havia acordado com um sorriso de orelha a orelha quando em seu lado havia encontrado o unicórnio azul.
Yurie ainda lembrava a felicidade do momento e lembrou que na mesma noite quando seu pai chegou ela o abraço tão forte e disse a ele: “- Eu amo você papai -” e o que ele respondeu: “- Eu sempre a amarei minha pequena princesa… - ”
No mesmo momento, Yurie sentiu seu coração bater mais forte, seguia de mãos dadas com Subaru quem também lembrava a mãe, no mesmo momento os dois escutaram sons tão distintos e diferentes, uma melodia doce cheia de calor que encheu os ouvidos dos dois.
Yurie não podia se explicar o que havia acontecido nem o que estava fazendo, ela ria quase tão alto que achava que a escutariam em todo o centro comercial, talvez foi produto do momento que ela jamais havia vivido junto a alguém, talvez foi a lembrança de seu pai, por que lembrou de que era amada por mais longe que ele estivesse. Ela achou hilario correr de seguranças de um centro comercia, junto a um vampiro, coisas que ela achava que jamais aconteceria em sua vida…
Subaru a admirou supresso, imensa foi a supressa, quando o mesmo se ajunto as rizas, ele também sentia vontades de rir e riu junto a ela como nunca jamais havia feito, qualquer um dos irmãos de Subaru, se vissem aquele momento tão estranho diriam que Subaru estava sofrendo de uma certa esquizofrenia, porem não era assim, Subaru ria por que ela ria, ela o havia contagiado e não podia nem mesmo menti para si mesmo que ele mesmo queria rir.
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