Les Fleurs du Mal
39 Capitulo 38
Notas iniciais

Capitulo 38
Escuro – Em meio a nevoeiro
“…Neste momento, era doloroso para respirar, mesmo que eu procure no espelho
Eu não posso sentir minha própria existência, com certeza
Com tristeza ao longo de minha bochecha, eu olho para cima, para fora da janela
No céu da noite, não há estrelas que não pode brilhar sozinho
Eu era incapaz de aviso prévio. Mesmo o som do meu próprio coração
Ele só tem que ser alguém do ritmo, e ficar lá sem mudar
Eu estava procurando o significado da vida, a luz parecia desvanecer-se
Mas
Eu não esqueço o calor de sua mão, que eu tinha apurado
A noite de lágrimas passadas, em meio a isso,
Eu posso voar, se eu fechar os olhos ... Se os dois de nós poderia desejar que
O Brilho das estrelas sobrepom as que não podem brilhar sozinhas
Eu vou sorrir com você aqui novamente, sem alterar
dor tão doce ...
como um ser, para sempre e sempre…”
Alice Nine – Subaru
Os ecos de seu corpo submergido vinha a ele, o bater de suas mãos que pareciam sobressair para alcançar a superfície de algo solido, seu corpo em momentos afundava em momentos conseguia fazer seu peso saltar contra o que devia ser a superfície líquida de aquela água viscosa.
– Kaa-sama…! – O grito se transformo em um tumultuoso eco de um passado tão longe…
Ayato suspendeu suas costas contra a parede de aquele lugar, seu estomago rugia de fome ate o ponto que parecia esta se auto comendo. Ele parecia perder as forças e o controle de seu própio corpo, mal conseguia ver, estava tudo bastante embalsado, tal e como a chuva embalsava os cristas grossos das janelas.
Sua boca salivava segundo a segundo, o seu olfato estava transtornado, apenas havia sido um vestígio do cheiro de sangue para fazer-lho transtornar, que haveria se machucado? Aquele gosto estava levando a tona toda a fome que parecia acumular depois de que ela houvesse morto.
– Ayato-san… — Ele arregalou seus olhos verdes, ali estava aquela ‘peixe’ intrometida, ele quase a havia esquecido por esta tonto de mais... Seu pescoço estava embelezado por um cachecol fino de seda transparente, combinava perfeitamente com aquele vestido que deixava a mostra parte de sua pele sobre o peito.
Ele tentou se controlar, diante dele havia o que tanto ele desejava, estava ali, mais ele não queria. A sede o transformava em algo pior do que já era…
Quando Ayato notou, estava tomando a garota em braços, ela nem mesmo se coloco encontra, parte de seus longos cabelos loiros caiam sobre onde era seu alcance mais o inconsciente dele fez aquilo sai de lugar, retirou o fino cachecol que escondia aquela fixação sua. Seu pescoço, fino branco e tão delicado, cheirava a perfume, um perfumem doce…
Ela não se retorceu nem sequer luto contra a força do vampiro, mais ele lutava contra essa fome mentalmente: -“ Por que estou lutando contra meus própios instintos? Desde quando eu lutei contra meus instintos…? Desde quando eu tive que lutar contra mim mesmo para tomar o que era meu…” – As perguntas gritavam uma atrás da outra em sua mente, fazendo-o duvida do porque das atitudes…
… Sem resposta e muito menos impedimentos, Ayato abriu sua boca, sua língua lambeu o pescoço dela e, sem mais demoras suas finas presas cortaram sua carne como gilete, cravando o suficiente para que pudesse beber de aquele liquido tão precioso para ele.
O liquido viscoso com o gosto mais doce que ele jamais havia sentido, era tal e como ele lembrava, aquele gosto que os humanos chamavam de ferro, para ele era muito mais doce que isso, era um prazer que o fazia perder a noção de seus atos, era delicioso, como podia haver demorado tanto em combate contra sua própia mente se o certo era se entregar a essa doce paixão.
As unhas de Ayato se cravaram na carne do braço dela, fazendo-a gemer de dor, ao perceber o tal gemido, o incontrolável e salvagem animal dentro dele, foi contendo pelo seu consciente, ela estava sentindo dor, ele devia se importar? Ele pensou isso enquanto continuava a tomar seu manjar, tanto que acredito que bebeu por muito tempo.
– Ayato-Kun, não se preocupe, você precisa disso… Por favor beba de mim… — Os olhos de Ayato se ergueram…
…O leito do qual ele bebia não era quente, nem cheirava bem, ele lembrava aquele gosto, mais era diferente… O sangue de demônio que corria por dentro de seu corpo, do corpo dela…
– Você…? – Ayato olhava para seu ombro nu, percebeu as marcas de sua presa em aquele lugar, seu corpo não estava quente e sim frio tal e como a última vez que a viu.
Ele ergueu sua cabeça, passou tão lentamente a trajetória que podia jurar que se passara um milênio até que pode contemplar-lha novamente. Seus curtos cabelos ondulados de uma cor canário, sua pele embranquecida, alva, tão alva como fria e seus olhos…
O brilho delicado que havia nos olhos dela eram diferentes, não havia vida, mais brilhava quando olhavam para ele, aqueles róseos olhos quem Ayato quase não conseguia escapar – Ele lembro que mataria por eles… -.
– Não se preocupe, dessa vez ficaremos para sempre juntos Ayato-kun… — Ele não tinha palavras para explicar o que fazia ali, em aquele lugar Komori Yui ou tal e como ele preferia chamar-lha “Chichinashi”.
Komori si adiantou a segurar a face do desconcentrado Ayato e levou seus lábios para perto dos seus, selando-o, Ayato sem compreender o que estava acontecendo, aos poucos foi cessando permitido a passagem e o entrelaçamento de seus lábios com ela.
Era a mesma carnosidade, impregnava seus lábios da mesma forma, mais estava frio ao ponto de que Ayato pensava que tocava o gelo. A língua dela se adiantou e se entrelaçou com a língua do vampiro quem por momentos deixou que aquela sede de tantas coisas o dominasse ate que sentiu a mesma morde parte de seus lábios inferiores com… Suas presas…
Ayato volto a abri os olhos e quando percebeu no ocorrido empurro-a de perto dele, tocando logo em seguia seus lábios sentido com a barriga de seus dedos seu própio sangue.
– Ayato-kun, do que tanto você tem medo…? – Ele viu nos olhos dela, um brilho incomum, o mesmo brilho que se via nos olhos de um animal, o sorriso que formava seu rosto era cheio de uma alegria esquizofrênica, um sorriso que Komori Yui nunca havia mostrado a ninguém… — Eu estou aqui Ayato-kun… Ficarei para sempre com você. Dessa vez eu…
···
– Ayato-san! – Ele abriu os olhos, encontrando-se cara a cara com Anne, quem tinha lagrimas em seus olhos e mostrava uma total mostra de preocupação com o mesmo, ele estava sentado perto de uma das paredes do corredor principal do primeiro piso.
Os sons a sua volta parecia ecoar em sua mente, apenas podia ver claro as safiras pedras de Anne, que brilhavam entre lagrimas de desespero ao ver como o mesmo havia simplesmente desmaiado.
Ali não estava somente a menina, também estava umas quantas moças que ao escutar a gritaria de Anne pedido ajuda, havia vindo a ajudar-lha o mais rápido, assim como ali também estava parte dos Sakamaki e os Mukami.
Reiji admirou a cena, mostrava-se como sempre, mais por dentro estava bastante inquieto com o que via, da mesma forma estava seus demais irmãos, Laito não tinha palavras para o que via, muito menos Subaru quem começo até se preocupar por seu meio-irmão quem era de tanta indiferencia a ele.
Shuu era o único que admirava com seriedade o sucesso, ele não tinha muita curiosidade nem mesmo se mostrava supresso, no fundo estava preocupado, mais o que ele podia fazer, era fora de seu entendimento.
Já os Mukami apenas se fizeram perguntas mentalmente, Ruki estava paciente, mantinha a duvida pois talvez aquilo em si era parte dos planos de aquele homem, mais parecia tão surreal o que ele estava tratando com aquilo?
– Touya tira Anne de aqui por favor… — Tsubaki estava abaixada frente a Ayato, o qual, parecia sem forças até para admirar-lha. – Megumi poderia levar as outras moças a sala, preciso ajudar-lho…
Megumi não demorou em fazer o que Tsubaki havia mandado, apesar de que as atitudes e a cena deixaram antônimas as moças, que admiravam envolta, se perguntava se seria alguma coisa de vampiro, talvez Ayato tivesse alguma doença que elas desconheciam nos vampiros, ninguém sabia nada, elas eram apenas humanas mais pela forma em como se comportava parecia ser algo mais grave e estavam desentendidas para poder opinar ao certo.
Touya segurou Anne quem por um momento tratou de se conter, mais o mesmo a transportou junto a ele a cozinha da casa, em onde ele a sentou em uma cadeira e tratou de acalmar-lha, ela estava um tanto alterada.
– Quantos de vocês…? – Tsubaki ergueu as mangas de seu suéter de lã.
– Perdão…? – Disse Ruki tentando entender o que ela queria dizer.
– Quanto de vocês não consegue tomar o sangue que deia a vocês…? – Ela estalou os dedos fazendo aparecer uma espécie de caneca e uma faca.
Por um momento nenhum disse nada, estavam sem entender por que ela perguntava isso a eles. Ruki duvidou se deveria responder isso a ela quem formava parte dos planos de Karl Heinz.
Mais foi demais para eles o que viram, Tsubaki ergueu parte de seu braço esquerdo e furou com a faca, justamente em onde estava a artéria, de tal maneira que a passagem do sangue foi tal e como um jorro de água deixando cair o suficiente para encher a caneca.
Repentinamente todos sentiram vontades de avançar contra a vampira quem percebeu mais manteve a calma, apenas suspirando.
– Se é assim então, prepararei bebida para todos, quando eu terminar com este… — Tsubaki sequentemente deixou a faca no chão e com dois de seus dedos murmurou umas palavras e rapidamente o ferimento se curou depois de um pequeno raio de luz no lugar. – Por favor, um de vocês pode abri a boca dele e logo segurar para que o sangue entre direto?
Shuu se manteve calmo, apesar de ter o cheiro bem centrado em suas narinas por o perto que estava. Abriu a boca de seu meio-irmão e seguiu as seguintes indicações de Tsubaki quem virou com calma a caneca levando o líquido na boca.
– Como sabe que servira…? É o suficiente para que ele esteja melhor? – Reiji não demorou em mostra interesses pelo que ela estava tentando fazer.
– Por que justamente sou neta do rei demônio… — Alguns mostraram um pouco de supressa, outros apenas se calaram e ficaram em silêncio, vendo como Ayato parecia volta a ‘si’ aos poucos, ainda que um pouco zonzo.
Ele parecia agradecer o sangue da vampira, era parecido e ate mais doce que aquele que ele bebia de sua antiga noiva em sacrifício…
– Deve esta se sentido melhor Ayato… É quase igual o sangue que corria por as veias dela… — Kanato disse admirando o irmão com uma pequena sorrisão de satisfação. Depois do ocorrido com Celestia, Tsubaki havia se encargado de dar a ele um pouco de seu sangue, da mesma forma que atuava com Ayato.
– Shuu pode levar Ayato ao quarto dele? Enquanto prepararei um pouco de sangue meu para todos vocês… Será o suficiente para aguentar mais a sede… — Tsubaki viu quando Shuu desapareceu com Ayato, em seguida virou para os outros. – Esperarem na sala aparte que há no segundo piso, em onde estão os quartos de vocês, ela esta mais ao fundo, já, já apareço lá. E sim, darei algumas explicações a vocês… Pode confiar em mim Ruki, Reiji isto não forma parte do plano de Karl Heinz… Talvez é mais bem um esperado ‘contratempo’…
···
A grosa camada de nevoa cobria todo o redor da cidade, o amanhecer era frio e não mostrava nem rastros do sol, apenas se podia ver de um lado a outro, a nevoa se estendia como um manto grosso e impenetrável para a visão humana.
Fazia alguns minutos que os olhos escarlata de Hades observavam os quase restos de uma tumba arquitetônica. O mausoléu gótico estava esquecido pelo tempo, mostrando isso nas gretas abertas que havia nas Pedrarias que o cobria de uma maneira homogênea. A porta era de ferro, era o único que parecia impenetrável pelo tempo, conservava a força do ferro o qual pesava variação de algumas toneladas.
– As quatro e cinquenta e nove da manha… Quatro minutos para as cinco… — Estava completamente pendente do tempo em seu relógio de bolso de ouro e prata, uma relíquia família que ele apreciava muito, tal e como admirava a Chronos, pena que aquele codinome não era seu.
– Como sempre pontual Hades… — Para Hades foi uma pequena supressa o som melódico da voz da mulher que acabava de aparecer frente suas costas, as quais se viraram para receber-lha.
– Ártemis, quanto tempo. Que bela a vejo. – Hades não mentia entorno a beleza dela, seus cabelos eram longos, caiam como finas camadas de fios de um loiro prateado, a vista, pareciam ser macios e caía com total delicadeza sobre o vestido azul noite que ela vestia. Sua pele pálida tinha um brilho incomum, mostrava a mesma cor delicada que o sol aportava a lua.
O que mais ressaltava em Artemisa era sua face, semelhante a uma moça em maior auge de sua beleza, seus pômulos eram delicados, seus lábios eram de um pêssego carnoso, seu nariz fino e pequeno, davam um aspeto ainda mais jovial a ela e seus olhos, imensos, pareciam nadar em mar coberto pela luz do luar que iluminava o ato de tal forma que prendia qualquer ser humano em seu leito.
– Ao final você não conseguiu convencer a Chronos para que vinhe-se…? – Perto de Ártemis, ao igual que sua altura de metro e sessenta estava um rapaz de pele alva, que tinha uma característica de pura e delicada, mostrando que parecia ter mais ou menos a idade dela.
A diferencia dela, este tinha olhos de um azul acinzentado que parecia mais um prateado neve. Seus cabelos tinham uma cor avelhana que mostrava o bem cuidado que pareciam ser, seus lábios eram semelhantes aos de Ártemis, assim como pare de seu rosto mais com feições varonis. Este vestia um traje azul-escuro, em par com Artemisa, mais uma camisa negra formal e uma gravata branca, no bolso do terno levava uma rosa de uma tonalidade rosa pêssego.
– Você sabe Apolo, Chronos sempre é difícil de convencer, tanto é que nos deixou a muito tempo para seguir sua própia vida esquecendo do que verdade nos importava enquanto ao concelho… — Hades parecia ter vontades de suspirar, mais se controlo, demonstrando que tinha um grande auto controle de suas emoções e conservou durante muito tempo o sorriso delicado de orelha a orelha, vendo como aos poucos os que havia convidado chegava.
– Hm… É uma pena, que Chronos tenha se desvirtuado de nossos planos, — O em fim poderíamos acabar com aquele ser… — O seguinte que apareceu era um homem, mais tinha uma forma feminina de falar e ser, seus cabelos eram longos, totalmente presos em um rabo de cavalo que caía quase ate por suas cochas, de uma cor bronze como uma pálida cor vermelha.
Este tinha olhos finos e puxados elegantemente, sua íris tinha uma cor violeta que brilhava com uma luz rósea, a pele dele não era diferente dos demais, tinha a mesma cor alva, porem puxava um pouco para uma pequena quantia de uma cor rósea perolada. Suas vestimentas assim como sua aparência era elegante, vestia uma espécie de sobre tudo enforma de capa, que dava a ele a aparência de um nobre, suas vestimentas de dentro, a blusa forma, mostrava parte de seu musculo peitoral e suas calças eram formais de uma cor cinza escura.
– Mais por outro lado… — O ruivo seguro a mão de Ártemis e também de Apolo. – Que lindos se vem vocês dois na branda luz escondida pela nevoa queridos, quem me dera a mim que aceitassem minha proposta de um trio – O ruivo falou sobre aquele ato da maneira mais calma e normal de todas.
– Sho-sho… Deixe minha amada irmão maldito Eros… — Apolo espanto a Eros como se de uma mosca se tratasse. – Você fede… — Mal dava para se saber si aquilo era uma espécie de cômica parte de uma persa ou se era o que de verdade se mostrava já que Apolo não demonstrava nenhuma espécie de emoção, seus olhos era baixos e mostravam uma espécie de desinteresse total nas coisas, principalmente por serem sem brilho algum.
– Tks… Eros bobinho deveria saber que com Ártemis e Apolo estas coisas não se podem fazer, eles ainda são muito crianças para isso… — Frente a Hades, Eros, Apolo e Ártemis apareceram dois homens de alto porte, o que falava deles era moreno e o mais alto dos dois, parecia ultrapassar por pouco o metro e noventa.
Mostrava um corpo bastante musculoso suas vestimentas eram elegantes apesar de descuidadas, o colete encaixava perfeitamente seu busto bem notável, parte de seu corpo que parecia uma imensa montanha. Ele tinha cabelos castanhos chocolate, devia ser largo ate a altura um pouco a mais do que os ombros, levava totalmente recolhido em um rabo de cavalo baixo. Seus olhos eram dourados como o sol de verão e tinha uma espécie de brilho carismático que se destacava alem de suas cicatrizes que ocupava partes de seu rosto. Seu sorriso era de um total galã.
– Ah! Amado Poseidón… — Eros suspirou em ver seu antigo primeiro amor, ele era bissexual, não podia enganar que o codinome Eros combinava perfeitamente com ele, o deus grego do amor.
– Deixemos de bobagens, é hora de ir ao que importa…
– Zeus como sempre não anda com recepções felizes… — Hades parecia implicar com o tal Zeus, quem mostrava realmente uma aparência seria.
Era um pouco mais baixo que Poseidon e claramente diferente, sua pele era alva, seu rosto tinha um aspeto varonil tão destacado como Poseidon, os cabelos dele eram curtos e loiros, dourados como os raios de sol e seus olhos tinham um intenso brilho azul celeste.
– Devemos iniciar a reunião dentro, eles estão nos esperando… — Zeus abriu a porta do tumulo, se adiantando ao recinto o que apresentou uma imagem bastante diferente do esperado já que dentro havia umas escadas subterrâneas.
Ao final da escada, havia um passadio subterrâneo feito com pedras de caliça, iluminado por candelabros que se incendia com o som dos paços dos visitantes. As paredes do que parecia largo passadio estavam cobertas por esculturas sobressaístes do que parecia partes de uma historia de guerra.
O passadiço acabava frente a uma sala amplia retangular, que tinha a aparência de um anfiteatro justamente no centro, já que este era circular, com colunas de mármore branco que sustenta o que deveria ser uma espécie de edifício subterrâneo, ao redor do centro circular havia degraus de escadas como assentos de uma plateia a qual se centrava a contemplar o suposto ‘altar’ que estava no meio do centro.
– Como se suponha, vocês os demônios são menos pontuais do imaginado – Os olhos dourado do vampiro que possuía cabelos cobre, observou com um certo desprezo o grupo de demônios.
– Shin… Controle-se… — Os olhos de serpente do albino contemplaram com severidade o menor.
– Cinco minutos e nos chamam de pouco pontuais? – Hades afinou os olhos.
– Em fim, é um prazer rever-lhos depois de décadas… — Zeus se dirigiu aos vampiros com uma voz poderosa e seria. – Carla e Shin, os primeiros Bloods e os legítimos herdeiros do rey Gisbach.
Os irmãos Tsukinami assentiram a Zeus por quem eles pareciam ter um grande respeito e o mesmo verse e versa. Os vampiros e os demônios, continuaram sua conversa particular depois de suas saudações.
···
– Senhorita Anne se encontra melhor? – A voz de preocupação de Touya capto a atenção dela quem mostrava o choque do momento.
Para Anne, ver Ayato de aquele jeito, ela ate chegou a pensar que o perderia para sempre, para algumas pessoas podia ater sido uma espécie de desmaio natural de alguém que sente fome, tal e como comento Touya com ela, porem para ela foi imaginar o que seria o desaparecer de uma pessoa. Ela temia uma coisa mais do que tudo em esta vida, era a morte, uma fobia que muitos tinham mais que ela ressaltava ante todas justamente por que havia perdido muito pequena seus pais, o acidente deles a havia traumado de tal forma que ver Ayato de aquela maneira, por meros momentos lembro de suas circunstâncias em aquele então.
– Ele estará bem, tal e como a expliquei, alguns de nos vampiros desmaiamos se sentimos muita fome, não o conheço bem, mais Ayato esteve todo tempo se segurando para que a fome não o devorasse… — Anne sentiu as delicadas e macias mãos de Touya sobre a sua e apertou com se assim pudesse dar força a ela. – Ayato deve esta passando por uma dura fazer... Tanto que tenho certeza que quando ‘ela’ de quem todos eles comentam…
Anne admirou a cabeça abaixada de Touya, seus cabelos negros ondulados se viam com um brilho prateado, por conta da branda luz do amanhecer enevoado. No momento em que Touya apertou um pouco forte sua mão, ela sentiu como se o mesmo se aferrasse a algo como se o que ele disse a continuação fosse sobre ele.
– Quando ela se foi eles devem ter perdido algo bastante importante para eles. — Touya estava crente de si que assim era, ele havia perdido algo em um passado, ele havia sido abandonado, a vida dele nem era tão diferente como a vida dos demais Sakamaki, era um deles nem mesmo seu passado errôneo o desmentia como filho de um homem que mal ligava para eles, nem mesmo sua mãe que parecia nem ter um pingo de amor sequer.
– Touya…? – O baixo murmuro preocupado de Anne, fez o vampiro contemplar-lha com seu olhar violeta, a moça viu este se embaçarem mal percebeu que na realidade ela estava voltando a lagrimar. — Você também…?
– Sim, senhorita… — Anne não sabia se os seus embaçados olhos fizeram parte de aquele quadro, mais Touya sorriu com um carinho e afeto incondicional, ele mal a conhecia mais ela sentiu como se a mesma áurea carinhosa do mesmo a abraçasse.
– Uma vez li em um livro que existem dois tipos de pessoas… Umas que são como o sol e outras que são como a lua. As que são como o sol, elas tem luz própia e brilha dando luz a aqueles que precisam e as pessoas que são como a lua, elas precisam do brilho de outras para puder continuarem vivendo…
… Ayato deve ser tal e como a lua assim como eu – Anne viu o macio sorriso do jovem vampiro consequentemente também sentiu suas lagrimas serem limpas por os dedos dele – Posso entendere-lo mais não sou quem para mudar-lho, eu também preciso da luz de outros para sobreviver… Mais você tem uma luz incrível que brilha dando calor a aqueles que precisam, estou seguro de que você poderá chegar a ele ou tudo, nem que seja pela força eu sei que você consegue…
As mãos de Touya acariciaram os cabelos dourados de Anne, a mesma sentiu o carinho ainda mais imenso que ele transmitiu depois de aquelas palavras tão bonitas que fizeram a mesma se sentir aquecida. Anne pensou que Touya tinha razão, se ela se propusesse conseguiria ser aquela que levasse a luz para Ayato. Anne estava disposta a ser quem curasse as feridas de Ayato, por mais que este se opusesse.
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