Les Fleurs du Mal
40 Capitulo 39
Notas iniciais

Capitulo 39
Escuro – A chegada do inverno
“…Você está pronto para mudar?
Você está voando como queria?
Você faz um desejo agora, a imagem do futuro que se esboça
Por favor, mostre-me sua fraqueza.
Eu quero saber tudo sobre você.
Para fazer essa flor chamada liberdade florescer, bata suas asas.
O mundo está fluindo no mesmo ritmo chorando em tristeza.
Você só precisa de uma possibilidade, o que se pode conseguir?
Eu irei carregar você e correr, mesmo que suas asas estejam machucadas
Para o amanhã que você viu em sonhos antes de adormecer, eu me tornarei suas asas
Eu estarei lá...”
Alice Nine – Tsubasa
– O plano de Karl Heinz… vocês têm claro o que ele deseja? – Tsubaki estava sentada na principal poltrona da sala de estar, alguns dos vampiros estavam sentados a sua maneira nos grandiosos sofares negros envolta da baixa mesa de cristal, outros estavam em pé e até mesmo havia algum próximo a janela.
– ‘Adam e Eva’? – Ruki menciono, este estava próximo a anfitrioa.
– Este plano quem ele mencionava como a busca por uma nova espécie de vampiros…? – Reiji encaixou os óculos enquanto pensava sobre o assunto, relembrando o dia em que Komori havia se suicidado.
– Sim, este plano…
– Você quer dizer que há algo mais que não ficamos sabendo? – Kou via em onde Tsubaki queria chegar, a mesma afirmo com a cabeça.
– Exato meu caro jovem. – Tsubaki cruzo as pernas e encostou as costas nas costas da poltrona, ao parecer era uma espécie de gesto nervoso quando ia contar algo mais profundo e mais serio. – Existe muito mais desse plano do que ele disse, ou prometeu a vocês os Mukami…
– O que realmente ele prometeu a vocês…? – Laito perguntou mostrando um ar de serosidade na voz.
– Ele prometeu a vingança contra a humanidade que tanto mal nos fez… — Yuma bufou algo frustrado depois de terminar o baixo murmuro que foi escutado por todos de ouvidos atentos.
– A vingança contra a humanidade… — Tsubaki riu disso como se fosse uma pequena piada de mal gosto. – Não saberia o que dizer a vocês se ele quer mesmo se vingar da humanidade, esta parte ele não me permite ver, nem muito menos saber…
– Seus poderes realmente permite prever as coisas…? – Ruki mostrou curiosidade.
– São meio parecidos as de Kou…
Tsubaki desvio o olhar de Ruki para Kou e logo em seguida deu um longo suspiro.
– A diferencia de Kou é que ele apenas consegue ver a verdade no coração das pessoas, seus poderes formam parte desses olhos mágicos que Karl Heinz os entrego a ele, eu nasci como este poder, o mesmo poder de minha avô demônio… — Tsubaki retorceu seus ombros tensos tentando estalar-lhos ela começava a se sentir tensa a cada minuto que avançava com a historia, não sabia tudo o que podia contar nem o que deveria, esta parte estava embaçada para ela, pois o mesmo Karl Heinz parecia esta movendo os fios por detrás, ela sabia o quanto poderoso ele era.
– Devo contar a vocês um pouco de minha historia para entender por que eu sei algumas coisas e ignoro outras... Mais farei um breve resumem já que sei que nenhum de vocês tem um interesse concreto sobre mim e muito menos eu quero revelar mais da conta há vocês, preso minha intimidade ante tudo. – Ela sorriu. – Minha mãe era meio irmã de Cordélia e meu pai era irmão legítimo de Cordélia…
Laito e Kanato não demoraram ao colocar os olhos em Tsubaki quem dava um pequeno sorriso descuidado e nervoso como se incomodasse a ela lembrar disso.
– Minha mãe era filha da primeira esposa do rei demônio, meu avô e também o avô de vocês Laito e Kanato, não esquecemos a Ayato. – Shuu conservava os olhos sobre sua velha amiga mais deixou de admirar-lha para ver como seus meios-irmãos reagiam a isto, já que o mesmo sabia da história há algum tempo atrás.
Kanato estava calmo, ele sabia algo já, Laito por outro lado parecia supresso mais mostrava a calma total que sempre tinha.
– Cordélia e meu pai, Cerberus eram gêmeos, filhos do rei demônio e de uma vampira… Porém esta vampira não era uma vampira comum e sim a traiçoeira do clã dos primeiros sangues ou puros sangues, tal e como vocês desejem chamar. Por o que recentemente descobrir, Cordélia e Cerberus foram frutos de um dos planos de Karl Heinz… — Os deixou realmente sem palavras esta revelação tão fugais e ao mesmo tempo tão profunda em relação ao conteúdo.
Laito demonstrou um pouco de indignação em relação a isso, mais segurou-se para não transparecer nada, Kanato sentia curiosidade pelo significado disso, mal entendia o que significava ao ponto da letra, mais resultava ser apenas como parte de fichas de um tabuleiro — ele não estava engando do todo -.
···
Megumi demonstrava um total preocupação, nenhumas das humanas mostravam muitos ânimos, umas estavam preocupadas, outras pensativas e até algumas mostravam um pouco de confusão mental, estavam em silêncios e o que parecia ser, em seus própios mundos particulares.
A vampira podia ter uma pequena ideia do que Tsubaki estava fazendo com os vampiros e isso a deixava calma mais ao mesmo tempo inquieta, não sabia muito bem como atuar em frente aos planos de sua amiga quem tinha bastantes responsabilidades em suas costas e também não sabia o que dizer as moças, por mais que disse para elas não se preocupar, nem mesmo Megumi sabia se podia ser tão ‘egoísta’ de pedir uma coisa tola.
Elas de alguma forma estavam envolvidas na história, não era por nada que cada uma demonstrasse sua preocupação e curiosidade. Tsubaki e os vampiros escondiam muito delas, e muitas entendia e via que por mais que tentassem ir ao fundo estes vampiros sempre tinha paredes de gelo que impediam penetrar totalmente no que deveria ser estes segredos.
Uma coisa sim todas estavam certas, Tsubaki havia contado a elas sobre a pessoa que eles perderam e um pouco sobre as relações que eles tinha com suas mães e seu pai… Aquele homem que algumas mais espertas tinham claro que tinha tudo a ver com aquele estranho momento.
– Somos realmente de alguma utilidade para eles…? – Os olhos de Kimiko transmitia uma espécie de preocupação maior, ela havia falado em alto o que começava a pensar, ao lembrar de aquele vampiro quem tanto havia se preocupado com ela, ele a tinha a ajudado e ela, seria de utilidade a ele?
Por mais que fosse um pensamento só, algumas se sentiram identificadas com aquelas palavras. Ninally até pode lembrar de um vampiro em concreto, lembro do dia em que ele deu medo a ela e alem disso além de sua sorrisa, quem depois de tanto pensar justamente depois do que viu, ela ate pode concluir que sua sorrisa em verdade era estranha ate o ponto de mostrar que era apenas uma parede para proteger algo que ele deveria esconder.
Sadie foi a seguinte em se sentir algo identificada com a frase já que ela desejava fazer algo por aqueles vampiros, de algum modo ela sentia uma imensa força de poder fazer mais, porem não tinha muitas ideias de como faria isso, eles eram tão diferentes e ao parecer tinham mais problemas do que demonstravam.
Os olhos safiras de Yurie contemplaram a imagem de preocupação de Kimiko, ela relembro dele…
“É melhor ficar longe de mim…. Fique longe de qualquer vampiro... A lua cheia nos deixa com bastante mais fome do normal...”
Yurie admirou o vasto céu cinza por encima do nevoeiro, pensou em como ele deveria se senti — seria mesmo que havia se segurado para não devorar-lha? Não que isto significasse que ela tinha medo dele nem de nenhum vampiro, melhor dito, ela estava preocupada por ele e entendia que o que sentia era uma espécie de aprecio por aquele quem demonstrava sempre preocupação por ela.
Já Alice, se perguntava se toda a reação que Ruki havia tido com ela era parte de todo este caótico momento. Em um primeiro momento Ruki era rude com ela, mais aos poucos que se conheceram o mesmo havia demonstrado ter algo além do que ela imaginava e repentinamente, ele mudou completamente: Pensar nisso a fez se sentir incomoda, não sabia muito bem o por que sentia vontades de falar com ele mais a fundo sobre isso, ao final, Alice não era de se apegar as pessoas, porem era tarde de mais.
– Não acho Kimi-chan… — Nathaly surpreendeu a todas com sua frase cortada a qual continuou – Provavelmente fique difícil de saber o que esta acontecendo com eles ao cem por cento, odeio um pouco ser ignorante de tudo mais acho que podemos fazer algo e descobri o que acontece, acho que temos essa possibilidade, isso se vocês realmente querem…
As palavras de Nathaly cotiam o ânimo que todas pareciam haver perdido, na realidade Nathaly era a única que jamais perdia o ânimo, sempre segura de si e confiante, demonstrando-se que era ela em parte que interligava as moças e dava ânimos a ela tal e como…
– Estou de acordo com Natty-chan meninas… — Anne apareceu entrando pela porta junto a Touya que vinha ver como elas se encontravam.
Paras todas foi uma supressa, elas se levantaram para saber como Anne estava e Nathaly a abraço com carinho, percebendo pelos olhos vermelhos da loira que a mesma havia estão chorando, mais a tonalidade de voz dela era completamente diferente a uma tonalidade de voz triste ou que demonstrasse algum sentimento negativo.
– Acho que justamente a senhorita Tsubaki nos chamo para isso, tenho certeza… — Anne admirou um pouco o chão e logo levanto sua face com um grande sorriso que fez seus brilhos chegarem as outras moças. – Não devemos nos rendi com estes vampiros, estamos aqui para ajudar-lhos no que podamos.
– Sim tem razão Anne, acho que não estaríamos aqui se não fosse por isso. – Nathaly a aperto um pouco mais o que Anne retribuiu.
Sadie ao ver a cena e escutar aquelas palavras se sentiu meio estranha mais conclui que isso era uma espécie de confiança que as moças a faziam passar, justamente isso ela achava estranho, não tinha muita confiança nas pessoas e não gostava de se entrosar neste ponto, porém, algo dentro dela sentia que podia ser diferente desta vez.
Kimiko e Ninally, por o parecidas que eram, mostravam-se as mais inseguras, porém a diferencia de Ninally, Kimiko sentia que tinha uma pequena divida com Yuma, ela não queria dever nada a ninguém mesmo que temesse um pouco os laços que pareciam se formar entre eles. Ninally por outro lado não sabia muito bem o que pensar, não confiava nos vampiros, muito menos em aquele que ela conhecia um ‘pouco’ melhor.
Alice se sentia um pouco igual as duas anteriores, estava insegura e mais seu interior, por alguma razão, a fazia querer ser de ajuda nem que fosse um pouco para ele.
– Acho que pode ser algo complicado, os vampiros são meio fechados… — Todas admiraram a Megumi quem demonstrava uma emoção neutral. – Mais acho que vocês podem conseguir, tal e como meu pai conseguiu comigo e como Tsubaki conseguiu convencer-lhas, sei que a muito mais vampiros que são iguais a ela e principalmente Touya…
Touya contemplo os olhos de Megumi, estava algo supresso, mais mostrou um total controle das emoções, ele não costumava se emocionar facilmente e se demonstrava meio indiferente e até frio tal e como as moças pensavam no início mais ao tempo.
– Falou e disse Megumi, vamos conhecer mais a fundo esses chupa-sangues, porem dessa vez de verdade – Nathaly estava bastante animada, ela travava isso como um reto e realmente estava interessada em tudo o que não a contavam. – Vamos dar um jeito de descobri um pouco mais sobre eles!
···
Akemi viu desde a janela de sua sala pessoa, repleta de seus instrumentos de tortura e caça, a mudança repentina do tempo nas primeiras horas da manha a nevoa havia se dispensado e do céu começava a cair pequenos copos de neve. Ela acostumava a gostar deste tempo, adorava o frio e adorava ver a neve, até lembrava de seus dias felizes com seus pais, uma lembrança somente sua e que formava parte de um dia quem ela foi.
– Por que não sai logo…? – Ela murmurou com sua fina voz, quase imperceptível e audível, parecia apenas pequenos sons sem significado algum, mais Celestia o entendeu.
– Tks… — A mesma suspirou algo doida justamente por que percebia que seu talento nato para ser assassina estava sendo deteriorado por aqueles malditos sons de trovões e por aquele maldito vampiro. – Você e boa… Se não fosse por que queria que você o sentisse eu jamais…
Akemi não demonstrou nenhum interesse pela menina, ela volto seu corpo e contínuo admirar a neve que caia, mais ainda não o suficiente para deixar o chão coberto. Celestia sentiu aquilo como desrespeito e se frusto bastante.
– Ei você! Eu estou falando! – Celestia perdeu a compostura se sentido completamente indignada. – Como ousa vira suas costas!?
A mais velha não ligava pois achava que Celestia era como um filhote de cachorro intrometido que muito latia e pouco fazia, era mimada consentida e por mais que fosse um prodígio, nunca havia matado ninguém, ela não tinha os olhos de uma assassina apenas o sobrenome.
– Ei você! Me olha ao menos! – Ela bate com suas botas com salto no chão, fazendo Akemi admirar-lha porem sem interesses algum, a mais velha começava ate sentir um certo prazer de ver a mesma ‘latia’. – Não me olhe assim…!
– Vai continuar ladrando ou vai falar logo o que deseja de mim? – Akemi ergueu uma de suas sobrancelha, mostrando o mesmo interesse que no inicio.
– Que…!?! – Celestia tomou um pouco de ‘susto’ com as atitudes da outra que pouco a respeitava. – Não trate alguém de nobreza assim sua verme!
– … — Celestia pode contemplar o olhar de uma assassina, contemplo claramente o brilho vermelho escarlata nos olhos da mais velha quem a encarou deixando-a sem ar, os olhos de Akemi lembraram os olhos do seu pai quem era o assassino quem mais ela admirava e quem mais ela sabia que somente seu olhar podia matar qualquer um. – Se você vai continuar gritando coisa com coisa será melhor que vá embora, eu não acostume a dizer nada antes, mais faço a exceção com você por que tenho coisas melhores para me preocupar e não sinto nenhum pouco de vontade de banhar minhas mãos com seu sangue…
Celestia percebeu que Akemi a menos prezava justamente por que ela sim era uma assassina de verdade, a diferencia dela, Celestia era apenas treinada para aquilo…
“ Ainda falta um pouco mais Celestia, você ainda não esta preparada…”
Ela lembro as palavras de seu pai, por mais que fosse o prodígio da família, fosse a melhor em tudo, mais seu pai dizia a ela que ainda faltava algo nela, um pouco mais, por mais que ela se frustrasse batesse o pé contra o chão ele não a escultava, por primeira vez pensou que ele deveria ter razão.
– O que você acha que me falta a mim para ser uma assassina…? – Celestia estava sensível depois do que havia acontecido com Kanato, ela se sentia bastante estranha e desgostava do que havia passado mais cada vez que ela lembrava um milhão de coisas pareciam passar por sua cabeça. – o que voc…
Celestia engoliu suas palavras assim que viu como Akemi passava dela completamente enquanto que parecia estar limpando uma de suas espadas bastante afilada por sinal. Celestia sentiu que a ira subia desde seus pés até sua cabeça e aperto as mãos em dois punhos tratando de se segurar com toda a força mais…
– COMO PODE SER TÃO…!?!!? – Celestia não conseguiu se segurar e gritou em seu idioma natural. Começo a xinga com o seu francês, Akemi escuto tudo, pensando que xingar com Francês era elegante, refinado e educado dando a entender outras coisas do que realmente frustação ou xingamento.
– Você perde o controle facilmente, é incapaz de segurar suas emoções, você não seve para ser assassina… — Celestia prestou bastante atenção as palavras de Akemi, por mais que a mesma estivesse xingando os quatro ventos ela as escuto claramente.
– Que eu QUE?! – A jovem morena apenas se frustrou mais, porém era exatamente isso que era um dos contras dela, então por mais que tentasse ela…
Era capaz de voltar a perder para Kanato, era capaz de que ele fosse superior a ela e de que a beijasse outra vez, odiava isso, odiava pensar em seu estupida primeiro beijo e em tudo o que poderia significar, Celestia pensava em outras coisas parra sua vida… Ela não queria ser apenas uma comparação de quem Kanato a havia mencionado.
Ela estava completamente submissa no caos e na discórdia em sua mente, ela não sabia o que era estes sentimentos e os confundia apenas com impotência, vontades de se mais, ela os tapava e os ignorava com seu orgulho, mal tinha ideia de que era uma coisa a mais de uma adolescente normal de sua idade. Por mais que ela se achasse, adulta e superior a quem fosse, era apenas uma criança inocente que não conhecia nem a metade das coisas que havia neste mundo.
Ir até Akemi foi uma forma de fugir algo distinta para ela, assassina era mais madura, era toda uma assassina e controlava perfeitamente seus sentimentos sem demonstrar que nada a atravessasse, Celestia até pensou que gostaria de ser assim, mais no fundo até ouvidos ignoravam a voz que dizia a ela que talvez jamais chegaria a ser como Akemi. A loira era o que era por tudo o que havia passado, enquanto Celestia jamais havia tido nenhum problema na vida.
Akemi via bem o que Celestia era, não dava para enganar, uma criança mimada que tinha tudo, e que poderia ter algo que ela havia perdido, porem as duas eram diferentes de mais e muito menos Akemi queria se entrosar com a egoísta e infantil Celestia.
– Você tem que me ensinar como ignorar meus sentimentos…! – Akemi quase demonstrou a supressa que estava sentido ao escutar aquele pedido em forma de ordem, mais se manteve calma sem demonstrar que estava com umas grandes vontades de bater uma de suas mãos contra sua cara da supressa e da estupideça da infantil Celestia.
– Se você realmente quer isso. – Akemi fechou os olhos e logo os volto a abrir com um sorriso ‘amável’ e sarcástico. – Você tem que me obedecer e latir como um cachorro…
– … — Foi o tempo de Celestia demonstrar suas emoções, ela ficou sem palavras e totalmente ‘branca’ do que Akemi havia dito a ela. – COMO QUE O QUE!?
···
A precipitada nevada, indicava a chegada do inverno, no rumo de aquele inicio do mês de dezembro que tinha todas as características de ser um mês frio. A chegada da noite mostrou consigo as consequências da nevada que ainda caíam com calma sobre a cidade. Toda esta estava repleta com o manto prateado e branco da neve, a noite o nevoeiro havia se dispensado por algumas zonas da mesma deixando a paisagem mais boêmia e solitário.
O primeiro que Ayato fez quando acordou, foi ver o teto de aquele que deveria ser seu quarto. Abriu tão lentamente seus olhos os quais pesavam, ele sentia o peso em seu corpo mais se sentia leve encima da cama tão suave e fofa. Ele pensou no que havia sonhado, lembrava que alguém chamava por ele, lembrava os ecos de seu sonho.
Ele também lembrava da doce textura do sangue que fluía por suas veias, seu estomago parecia haver se conformado, não sentia tanta fome como antes, mais: — Como era possível? Não era um sonho? Ou tudo até aquele então havia sido um sonho…?
Ayato se ergueu com dificuldade, parando sentado na cama, seus pés tocaram no chão de linóleo e consequentemente se misturaram com um pouco de calor que havia nele, ele levou as mãos ao rosto e o esfregou, tentava lembrar de tudo, cada coisa de uma vez, sua mente estava tão distante como se tivesse sido dopado, as lembranças voltaram a sua mente, até mesmo coisas que ele achou que haveria esquecido mais eram impossíveis.
Lembro quando era pequeno, de sua mãe, de seus irmãos e de uma das únicas vezes em que viu seu pai, ele havia dito algo a ele, mais Ayato nem sequer lembrava de suas palavras frias e sem um pingo de carinho, ele lembrava que ate este era mais cruel que sua mãe.
Ayato lembro das vezes em que brincava com seus irmãos, em aquele tempo os três eram tão diferentes do que eram agora, até podia se dizer que Ayato sentia a vontade de proteger-lhos, até uma vez sentiu a vontade de proteger sua mãe de seu pai… : — Por que agora estava voltando tudo isso em sua mente?
Ele fecho mais uma vez seus olhos e lembro da vez em que se decidiu com todas as forças em quebrar as correntes que o atavam a sua mãe, lembrou a sensação de como havia sido bom ver-lha com o medo que ele sempre havia sentido por ela quando a mesma o perseguia, ele sorriu em aquele então, mais os ecos era tão distantes e distorcidos que o vampiro se pergunto se havia sido apenas uma espécie de sonho ou melhor dito: — pesadelo.
Ele sentia vontades de parar de lembrar, mais foi impossível esquecer de lembrar dela, a jovem de pele branca e cabelos loiro canário, sua voz suave, como havia sido amável com ele, por mais das vezes que ele havia se aproveitado dela com o fim de obter seu sangue, mesmo todas as vezes seu sorriso não mudava…
Bateu então em sua memória o momento em que tudo o que ele havia conseguido dela se rasgou e o volto a acorrentar a pedra de mármore no fundo do lago. Mais uma vez ele se sentiu debater por uma espécie de calor, de vida, de algo que ele parecia nunca atingi. Ele jamais atingiria a superfície se continuasse a perder todo o pouco de pequenas partículas que pertencia a uma lembrança feliz ou confortável.
“ Ayato-san…”
Havia uma voz que ecoava alem de todas as outras
“Ayato-san…”
Como o som da melodia de um piano em uma tarde ensolarada e o cheiro de torta de framboesa, era cálido…
Ayato abriu os olhos e retirou as mãos de sua face uma delas se abaixou e encontrou o vazio e oco lugar que ocupava seu peito esquerdo. Não entendia por que mais aquele lugar estava quente e vivido desde quando lembrou de aqueles olhos azuis…
Ela quem conservava um sorriso caloroso como o sol e cheirava como a primavera, por que provocava tudo isso nele?
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