Notas iniciais
Soy super! 3 capitulos em 3 dias... Fazia tempinho que não andava cheia de inspiração... Mais estes dias estive mais inspirada, ao menos para escrever Fleurs *-* Espero que seja do agrado de todos, pessoalmente eu amo todos os capitulos e cada um me parece mais belo do que o outro (me gabando)! Faço sempre com carinho... Tal e por que suas personagens já viraram em parte filhas adotivas minhas kkk Amo :) Aproveitem *3*

Capitulo 30

Meia-noite – O pasaro e a estatua

“…Passe todo seu tempo esperando
Por uma segunda chance
Por uma mudança que resolva tudo
Sempre há um motivo
Para não se sentir bem o suficiente
E isso é difícil no fim do dia
Eu preciso de alguma distração
Oh, bela libertação
Lembranças vazam de minhas veias
Deixando-me vazia
Oh, e leve, e talvez
Eu encontre alguma paz esta noite

Nos braços de um anjo
Voe para longe daqui
Deste escuro e frio quarto de hotel
E da infinitude que você teme
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso
Você está nos braços de um anjo
Talvez você encontre algum conforto aqui

Tão cansado de seguir em frente
E para todo lugar que você se vira
Existem abutres e ladrões prontos para atacar
E a tempestade piora
Você continua inventando mentiras
Para compensar tudo o que lhe falta
Não faz nenhuma diferença
Escapar uma última vez…”
Sarah Mclachlan — Angel

A festa transcorria bastante bem para os dois lados, tantos os vampiros como as humanas pareciam se manter a gosto em relação a pequena festinha planejada pelas moças. A maioria compartia conversa, alguns ate riam com alguma que outra piada que outro contava, era ate novo para alguns dos vampiros, que pareciam aguentar sua sede de sangue sem problemas alguns, ou simplesmente era isso que dava a entender nos olhos humanos.

Tsubaki ainda não havia chegado na festa, o único que verdadeiramente se preocupava era Touya, ela não acostumava a sair sozinha e muito menos demorar tanto tempo, principalmente sabendo sobre os vampiros e quem eles eram. O vampiro se sentia opressivo mesmo que a simples vista ele demonstrava calma.

– Touya! se pode saber o que esta fazendo aí sozinho? Vem… — Nathaly segurou o braço de Touya, fazendo-o se dar conta da realidade que o envolvia, ele também estava pouco acostumado a estar sem sua irmã, poderia parecer algo criança nos olhos alheios e ate mesmo bobo em pensar que com quinze anos ele não desejava esta sem ela, o que levava a todas as complicadas emoções de preocupação do vampiro, era que ela, era o único que ele mais amava e sobre onde girava seu mundo.

Nathaly o puxo para perto das demais garotas e alguns vampiros. Não demorou muito Touya admirou como Nathaly conversava animada com todos e tirava a riza de um que outro, Laito o admirou e sorriu, Touya capto então que os olhos de Laito estavam fixos em Nathaly e mal percebia a presencia dele, assim que continuou a admirar o entorno da pequena festa e parou sua visão justamente em Alice, quem estava parada perto da mesa dos cupcakes, sozinha.

Touya e Alice se conheceram a bastante tempo atrás, até uma vez chegaram a compartir cenário, porém um para um concurso de violino e a outra para um concurso de piano. Touya admirava a musica de Alice como todos e, Alice também chegava a admirar a música de Touya, seus fãs mal podia pensar que os dois estavam juntos em convivência, dois prodígios musicais em um único lugar era realmente incrível.

Mesmo os dois não sendo amigos tanto como o tempo em que se conheciam, Alice e Touya compartiram ótimas conversas durante o mês que havia se passado, os dois tinham assuntos bastante iguais e não somente havia falado sobre música, Alice também compartia o gosto por diversas coisas que Touya também compartia, tal e como a literatura.

Alice parada na mesa, tinha um prato com um de seus Cupcakes, ela ignorava o olhar de Touya sobre ela, pois tinha sua mente um pouco longe…

– Não acha que esta parada frente a mesa dos alimentos, pode incomodar quem deseja pegar algo para comer? – A voz de Ruki mostrava rigidez e também um pouco de desaprovação, em relação a Alice, esta volto seu rosto a ele, apesar de não poder ver-lho sua voz era uma pista grande para decifrar onde ele estava. Sem dizer nada Alice deu dois passos para o lado, não entendia o motivo de Ruki Mukami, esta tratando-a assim, já fazia uns três dias.

Alice não conhecia a Ruki, mais ele sim a reconhecia… Ruki havia escutado a voz angelical de Alice e desde esse momento não parecia haver tirando-a da mente, se sentia frustrado com isso, ao menos até rever-lha, foi uma grande supressa para ele ver-lha em aquele lugar que mal desejava esta. Era impensável morar baixo ao mesmo teto com os Sakamaki, sequentemente para ele foi impensável morar baixo o teto da vampira Arisugawa, mais impensável foi esta novamente entre as barras da gaiola que Karl Heinz adorava colocar-lho…

Ruki seguia frustrado, não podia culpar do todo a Kalr Heinz, quando foi a vez do plano ‘Adam e Eva’, ele mesmo tinha se anteposto em ajudar-lho simplesmente sem pensar com clareza e com a única promessa esfarrapada do homem quem prometeu a ele a vingança que ele desejava contra humanidade, o rancor e o ódio, fez ele mal se importar se estava sendo usado ou não, o problema foi, quando o envolvimento com ‘Eva’ ultrapasso o extremo que jamais deveria ter ultrapassado.

Então, frente a Ruki havia outro plano de Karl Heinz, ajudado por Arisugawa quem havia trazido ele e seus irmãos a viver baixo o mesmo teto que essas mulheres e ela… Alice era parte do plano de Karl Heins, Ruki decidiu ficar em aquele lugar para descobrir mais sobre ele, mais não podia mentir para si, ele também desejava saber o que tinha Alice de especial, seria mesmo que sua voz era como um canto de sereia?

– Por que não olha por onde vai? Os humanos não têm educação? – Ruki havia se topado com Alice, quem caiu ao chão ao chocar contra o vampiro. Ele não tinha ideia da condição da jovem, os olhos dela eram iguais os de um humano normal, por mais que fosse cega, Alice tinha a capacidade de ver as pessoas como um humano normal, justamente por que era guiada por sua audição, seus novos olhos.

O mesmo tinha sua forma fria e ferina de ser. Ruki era incapaz de calar o que pensava e não seria diferente com ela quando mais ele duvidava dos planos de Karl Heinz, apesar da vampira garanti a ele que as moças não sabiam praticamente nada da existência do mesmo, Ruki sabia que ela podia esta mentida a pedido de Karl Heinz, assim que deixou os muros de gelo novamente congelados diante dele.

– Me desculpe… — Alice não teve problemas em se desculpar em seguira, no momento ela se sentia realmente culpada, sabia que devia ‘ver-lho’, mais ele andava em um um total silêncio e ela estava distraída escutando os demais sons da casa que perdeu a capacidade de ‘ver-lho’ a ele…

Mesmo os muros de gelos estarem estendidos diante de Ruki, aquele muro que evitava a penetração de qualquer sentimento, os que ele tratava apagar depois da morte de Komori Yui, por quem ele acabou tendo um grande… O corpo de Ruki se sentiu estranho e sua mente pareceu traciona-lo com as desculpas de Alice. A voz delicada e educada dela faziam que o vampiro quisesse acreditar nela, mesmo seu consciente gritasse a ele que não podia baixar a guarda.

Esse não foi o único encontro que ele teve com ela, com o tempo que ia passando, Ruki passou a observar-lha um pouco mais, até chegaram a coincidir na biblioteca da casa, em onde Ruki percebeu algo bem grande sobre Alice. Frente a ele, ele viu ela ler um livro escrito em braile, o codigo usado para a leitura de pessoas com descapacidade de visão, para ele foi uma supressa descobri a incapacidade de ver dela, o que fez o interesse dele crescer mais.

Outro encontro dele, foi ver-lha enquanto tocava o violino, sua musica era sauval e delicada, tal e como era sua voz, a luz da lua e o vento da madrugada, envolveram totalmente a cálida imagem de Alice dentro da sala de musica. As cortinas de seda branca, pareciam dançar com a música da jovem, tal e como a fora as árvores que se via desde o marco da janela aberto.

Ruki presenciou aquela imagem e escutou aquela música, fez recordar-lho um conto que uma vez seu pai havia contado a ele, era a história sobre uma estátua que havia se apaixonado pelo canto de um pássaro… Ruki não lembrava precisamente do conto, mais lembrava que em aquele então a história havia tido um final feliz, ao menos para ele, quem havia rido achando estupido o conto dramático.

No final do conto o pássaro também havia se apaixonado pela estátua, mais os dois nunca estariam juntos e pior que o final os dois acabaram mortos, tanto o pássaro como a estátua que foi quebrada por que os humanos decidiram demole-la.

–“…Como um pássaro pode amar a uma estatua? E a estatua, ela nem sequer possui coração… Este conto é uma piada…” – Ruki lembrou de aquelas palavras, era o que havia pensado quando era apenas um menino e não entendia a profundidade dessa frase que agora provocou uma pontada em seu peito oco, ele mal entendeu o por que.

Alice e Ruki voltaram a se encontrar na biblioteca e dessa vez Ruki não se importo em conversa com ela perguntou que livro ela estava lendo, e para a supressa de ambos, tivera a coincidência de ler o mesmo livro. Compartiram opinião sobre o mesmo, apesar das palavras duras e frias de Ruki, Alice contrariava elas com um tom mais carinhoso e caloroso, ele e ela eram os opostos, mais Ruki começo a se agradar em conversa com ela, mesmo o duro que algumas vezes a tratava.

Ruki começa a ver que Alice era bastante educada, mesmo quando ele era groso e frio com ela, a voz suave de Alice o acalmava, até mesmo Kou, Yuma e Azusa havia se dado conta de que o irmão aparentava outro e pouco menos frio do normal. Mais a exatamente três dias, algo mudou em Ruki e sua relação ‘amigável’ com Alice.

– Eu gostei do final do livro… Ultimamente é novelas como esta é difícil de ter um final feliz e poucas vezes os protagonistas são afortunados com o que este teve… — A imagem de Touya com Alice deixou a Ruki pensativo…

– Você também gosta? Eu também adorei este final, por mais que ache que a vida real tudo é mais duro, algumas vezes este finais de livros são bons, principalmente nesse tipo de livros, ultimamente os autores matam os personagens principias ou deixa eles infelices, para mim foi uma supressa. – Alice sorria enquanto conversava com Touya, o mesmo quem pouco Ruki havia conhecido, estava sorrindo sem nenhum contra ou porem. Alice não havia agido assim quando Ruki explicou que não gosto nada de aquele final, mais em compensação com aquele ser, ela sorria…

Repentinamente o mesmo sentimento que o invadiu cada vez que via a Komori com Ayato ou os demais vampiros… Retomou a esta presente dentro do peito de Ruki, ele queria negar-lho, mais se sentia totalmente incomodo, principalmente na frente de Alice, quem não demorou em perceber que Ruki a tratava com frieza tal e como ele havia tratado ela nas primeiras vezes que havia se encontrado.

Ao escutar os passos de Ruki que iam embora de seu lado, Alice continuava se perguntando o que havia acontecido com ele, o que será que ela havia feito?

Notas finais
Somente falta Kimi, Ake e Megu... Affiss... que espera com Yuma, Reiji e Shuu... To super curiosa por como minha inspiration ira trazar estes romances lindos que amo