Les Fleurs du Mal
16 Capitulo 15
Notas iniciais

Capitulo 15
Anémona – A menina que não sabia sorrir
"...Tenho que tentar
Me libertar dos pensamentos em minha mente
Usar o tempo que tenho, eu não posso dizer adeus
Tenho que fazer direito
Tenho que lutar
Porque eu sei que no fim valerá a pena
Que a dor que eu sinto devagar desaparecerá
E estará tudo bem
Eu sei que deveria perceber
O tempo é precioso, isto é o que vale
Apesar de como
me sinto por dentro
Tenho que confiar que estará tudo bem
Tenho que me levantar para
estar mais forte..."
Within Temptation — Pale
Sadie Tsuyoshi havia nascido em japão, tal e como seu nome indicava, era uma moça triste, porem forte. Sua tristeza vinha diretamente de sua vida, seus pais, nunca havia tido precisamente alegria de ter-lha com eles, muito pelo contrário, eles sempre odiaram Sadie, maltratando-a tanto fisicamente como psicologicamente.
Por outro lado, Sadie era forte e persistente, por mais que estes
a maltratassem ela se colocava firme no lado da vida, ela nunca havia tentado desaparecer ou se suicidar por conta disso, apesar de se manter calada, triste e solitária.
A menina voltada todos os dias a casa, por mais que os pais a desprezassem, a odiassem e fizessem o que fizesse, Sadie seguia os passos ate aquele lugar que ela considerava seu lar, em meio a um caminho de aqueles que conversavam sobre sua pessoa.
Todos os dias, Sadie escutava os vizinhos comentando sobre ela e seus pais quem a descuidavam e maltratavam, tanto que Sadie também era ignorada pelos vizinhos que não faziam caso dela, acreditavam que ela era um estranho ser, precisamente por ser calada e pelo modo em que vivia.
Sadie nunca se importo, também nunca demonstro um coração frio, sempre fora amável, por mais que fugissem dela, ela era amável, mesmo incapaz de sorrir como
qualquer outra menina de sua idade.
Um dia, quando Sadie já tinha nove anos de idade, volto a casa encontrando a morada em total silencio, algo que a fez sentir a gosto, ao menos
por um tempo, pois sabia que quando sua mãe chegasse da compra e seu pai chegasse de trabalhar, os dois acabariam descontado as brigas nela, na culpada de tudo. Porem aquele dia foi o mais distinto que Sadie teve…
… No pequeno cubículo que Sadie devia chamar de quarto, havia bonecas que a própia mãe fabricava manualmente e um livro, Sadie o deixou lá, acreditando que se tocasse em aquilo, seria um pior pretexto para
que eles a maltratassem. Sadie passou a tarde esperando por sua volta, também a noite, adormeceu a madrugada e na manha: — Não havia nada, ninguém havia voltado a casa…
Sadie era calada e triste mais não burra, ela entendeu que seus pais não voltariam no quinto dia, deixou de ir a classe para esperar-lhos, porém durante cinco dias e cinco noites passou sem comer ou sem qualquer tipo de contato humano, dando a ela no que pensar… Sem mais começou a ler aquele livro que parecia o único que restava e aprendeu como fazer bonecas de todos os tipos
…
… Passou-se semanas e Sadie, sofrendo de fome, sofrendo pela dor da perda, por mais que ela fosse vazia, permaneceu lendo o livro e aprendendo, mais seu corpo não chegou aguentar mais, deixando-a desvanecida sozinha em sua morada. Sadie acho que sua vida chegava ao fim, por mais que ela tivesse vontades de seguir, se perguntava o que era que a faria continuar
viva.
Desvanecida e tendida sobre o chão foi como
o seu professo, preocupado por
ela, há havia encontrado depois de semanas sem acudir a classe, ele sabia sobre os rumores que os pais de Sadie a maltratavam, assim que temia o pior… Ao encontra-la de aquela maneira magra e desnutrida, a levou ao hospital, em onde a mesma passou um tempo internada, assim que a mesma saiu, o jovem professor Akita Tomoya acabou por adotar-lha e cuidar dela.
Akita sempre tratava de tratar a Sadie da melhor maneira possível, porém ela era estranha para
os olhos alheios, por mais que ele se esfoçasse que a mesma se enturmasse, as pessoas nem a mesma colaboravam, Akita tinha claro que o problema estava na confiança da mesma, nem mesmo nele ele sabia que ela confiava, pois havia sido abandonada pelos própios pais.
Em seu decimo quarto aniversario, Sadie decidiu fugir da casa de Akita, também de sua cidade natal, indo a uma bastante longe de onde vivia, ela desejava ser forte e sair de aquele lugar que tanto mal a havia trazido, não que isso a importasse muito, porem sentia a necessidade de deixar a vida de Akita que tinha problemas para encontrar uma pessoa que quisesse se casar com ele por culpa dela, entendido isso, Sadie cortou todo tipo de ligação com aquele lugar.
Longe, Sadie acabou encontrando trabalhos que a servia de ajuda para ajudar a pagar
o aluguel do quarto que vivia, ajudava seu colégio e a fazia sentir mais segura de si, apesar de sua forma distante não mudar muito, muito menos sua gentil forma de ajudar os demais sem ser ‘vista’.
Sétima Flor – Duvidas sobre se parar ou prosseguir.
O moreno rapaz de pele alva, capto a curiosidade de Sadie que o admirou por um bom tempo se perguntando se ele havia visto algo estranho nela, apesar da mesma não esta tão supressa em relação aos outros que normalmente pensavam nela como um ser estranho.
– Aqui… — Sem duvidar mais um instante o rapaz entregou a ela a boneca que ela havia trazido ao seu trabalho de meia jornada, somente por que ela adorava esta perto de suas bonecas, pareciam ser aqueles objetos que jamais a abandonavam.
– Obrigada. – Sadie segurou a boneca com as duas mãos e noto como seus dedos colidiram com a mão do rapaz que a admirou da mesma forma reservada, calado e supressa no fundo dos olhos. Sadie se sentiu meio nervosa internamente, não entendia o que provocava a vontade de olhar para ele.
Outra vez olhando para ele, Sadie sentiu que parecia triste mais também nervoso, seriam dúvidas dela? Ela realmente não sabia dizer, se sentia curiosa em relação a ele e mal entendia, se nem fazia cinco minutos que o conheciam, ela sabia internamente que não devia agir assim que abaixo a cabeça fazendo as típicas reverências japonesa para agradecer pelo gesto e ao levantar deu seus primeiros passos para continuar com o que devia fazer.
Ao mesmo momento o fraco antebraço de Sadie sentiu um gélido agarre, para a supressa de Sadie este vinha desde o rapaz que a volto para olhar para ele, este continuava mostrando uma face neutral puxando para um lado triste e desolado, os lábios dele se moveram, captando uma vez mais a atenção dos ouvidos de Sadie e também dos seus olhos que admiravam o momento silenciosamente.
– Você vai embora por que a incomodei? Se a incomodei… — O mesmo solto o braço de Sadie, acabando por admira-la nos olhos. – Se a incomodei e tem raiva pode descontar-lha em mim?
Sadie não entendeu a pergunta do rapaz, ela não sentia raiva, nem muito menos queria incomodar-lho e pior, descontar nele? Ela não estava nem um pouco segura do que ele queria dizer com aquilo, não era de aquele jeito nem de aquela maneira e pensar em machucar alguém a traumava, ela tinha sido bastante machucada e não desejava machucar ninguém.
– Sinto muito, devo continuar trabalhando… — Ela mais uma vez se desculpo encurvando corpo, nem sabia por que devia pedir desculpas de algo que nem sequer ela queria fazer.
Assim que Sadie ergueu sua cabeça, frente a ela não havia ninguém, o rapaz havia desaparecido, deixando-a meio desentendida, mais não acho que era de seu inconveniente, ate chegou a se sentir mais segura sem ele por perto, o por que? A mesma não tinha ideia.
···
Sadie ainda lembrava de aquele dia, sentia curiosidade por aquele rapaz, ao mesmo tempo não entendia o por quer, o mais estranho foi lembrar dele em aquele momento marcante em sua vida.
– Sa-Sadie-san… — Sadie volta seu olhar para uma conhecida voz, a voz de sua conhecida, sua colega de escola e trabalho da mesma festa de aquele dia.
– Ninally-san? – A voz de Sadie se escutou como uma pergunta quase silenciosa vendo ao lado dela, frente a escola Kuroutsuki. — Sadie-san você também aprovou o exame de aqui…? – Ninally e Sadie apesar de conversarem pouco havia coincidido em alguns dos trabalhos que as duas faziam em meio período, além de que viviam próximas e as vesses se encontravam no anterior colégio de secundária que frequentavam, algumas das vesses que coincidia pois as duas iam em classes diferentes.
– Eu… — Na realidade Sadie não lembrava se havia se apresentado a um lugar assim para estudar, ela não tinha muito dinheiro e ahorrava tudo para seu hobbie e não precisar de ninguém, o desentendido foi quando Arisugawa Tsubaki chegou em seu trabalho de meio período na loja de doces e a convidou ao colégio Kuroutsuki, Tsubaki havia contado a ela que a escolha era dela…
Sadie não desejava nada alem de seguir vivendo como sempre, apesar de sua vida parecer triste nos olhos alheios, ela mesmo já tinha se acostumado a vida que levava, foi uma baita de uma supressa o convite, não sabia muito bem por que havia acendido a aparecer na data prevista do dia anterior quando ela havia aceitado a petição de Tsubaki…
Sadie não tinha muitas ideias, mais era uma verdadeira supressa encontrar com Ninally em aquele mesmo lugar, mesmo que em um primeiro momento ate chegou a se alegrar, sabia que significava que as duas acabariam juntas de uma maneira ou outra, Ninally era bondosa, ela sabia disso, mais a própia Sadie não queria ter exatamente uma relação por medo que a mesma… A abandonasse, não, por algo Sadie sentia que Ninally compreendia a solidão dela, talvez ela tinha medo a se sentir confortável ao lado da menina...
Ela se perguntou a si mesma si devia seguir, mais não podia mais escapar ela estava ali em frente.
Fale com o autor