Leonetta

151 New life.


Notas iniciais
Não me matem..

Por Francesca:

– Não, ela não pode ir. — Ele parecia perdido. Pobrezinho.. — Não, ela não pode.

– Léon..

– Ela nao pode! — Ele gritou me assustando.

– Calma, filho.. A mãe dele o tentava acalmar.

– Leon, eu sinto muito, mas ela foi. — Ele se sentou e ficou por um tempo em silencio olhando para o nada.

– Eu vou atras dela. — Falou de repente.

– Não, você não pode. — Eu disse.

– Eu vou atras dela.

– Léon, ela precisa de um tempo sozinha, para refrescar a cabeça. Recomeçar a vida dela. Dá um tempo para a menina.

– Francesca, eu sei que você quer o melhor para ela. Mas ela querendo ou não, ainda estamos casados. E ela não pode comecar a vida estando casada.

– Você está certo, mas tenho certeza que ela já planejou o divorcio ou já falou sobre ele, não estou correta? — Ele fez uma careta triste.

– Sim.. Já falou. Não me importo, eu vou atras dela. Antes que fale algo, Francesca. Eu sei que errei, e errei feio. Mas me arrependo. Devia ter lutado por ela. Eu sei, nao preciso que fiquem me lembrando. Mas agora, que tenho a oportunidade, não me importa nada, eu vou lutar por ela. Vale a pena.

– Eu realmente acho que você já teve a oportunidade e não aproveitou.

– Acha que não sei disso? Me sinto o pior idiota do universo por te-la deixado. Estou arrependido.

– Eu acho que você não devia estar falando isso para nós. Vai lá, vai atrás dela.

– Eu vou.

Por Violetta:

Depois de horas e horas de voo finalmente cheguei em Madrid. Quando sai do portão para pegar minha bagagem, lá estava Diego com a minha mala. Eu corri para abraça-lo. Quando estava perto, notei uma cicatriz no seu rosto. Resolvi não pergunta.

– Como você sabia qual era a minha mala? — Pergunta ainda abraçada a ele.

– Era a única mala que tinha cara de "Violetta" — Eu ri. — Alem de ter seu nome nela.

– Tonto. — Nós rimos.

– Vamos? — Ele perguntou sorrindo para mim e pegou a minha mão, me guiando ao carro.

– Vamos. — Madrid estava exatamente como eu me lembrava, linda.

Chegamos, mas não estavamos na casa do Diego. Estavamos no estacionamento de um prédio.

– Você está morando aqui? — Pergunto curiosa.

– Sim, o Thomas saiu da cadeia e ai veio atras de mim, quando voltei para cá. Ele pos fogo na minha casa, quando eu estava lá. E meu pai, bom ele fugiu antes e não ouvi mais nada dele. — Estava de frente para mim.

– Meu deus. — Estava surpresa.

– Foi a seis meses, e ele já esta no hospicio. — Começo a observa-lo.

– Essa cicatriz.. — Toquei de leve com a ponta dos meus dedos.

– Sim, foi uma parte do teto desabou, mas está tudo bem. Não se preocupe. Fiquei feio?

– Você nunca foi feio. — Rimos. Ele sorriu, se aproximou de mim e começou a fazer cocegas.

– Você também nunca foi feia, tampinha. Me pegou no colo e me girou no ar, eu só estava rindo.

– Para.. Para, Diego! — Eu estava rindo muito. Ele parou, e ficou sorrindo.

– Está tudo bom aqui, mas acho melhor entrarmos. — Falo quebrando contato visual.

– Certo.. — Pegou minha mala e fechou o carro. Entramos no prédio chique.

Pegamos o elevador até o segundo andar. Até a porta 21, ele girou a fechadura revelando um lindo apartamento.

– O seu quarto é no fim do corredor, segunda porta a direita.

– Beleza, vou guardar as coisas. — Falo respondendo.

– Fica a vontade, enquanto isso eu vou fazer o jantar. — Eu fui até o tal quarto, era grande. Desfiz a mala, e resolvi tomar um banho quente.

O banheiro do quarto era lindo. Depois de um bom banho, puis meu pijama por que já era tarde. O cheiro que vinha da cozinha era delicioso.

– Achei que era mentira.. — Digo rindo, me aproximando dele que já estava pondo a mesa.

– O que? — Pergunta confuso enquando eu o ajudo a finalizar seu trabalho.

– Que voce cozinhava.. — Falo rindo mais ainda depois da expressão que ele fez.

– Engracadinha. Muito engraçadinha. — Ri comigo. Nos sentamos, eu começamos a nos servir de uma linda pizza. Ai, minha barriga roncava de fome.

– Nossa, que delicia. — Falo comendo um pedaço.

– Obrigada, baby. Receita de familía. — Ele diz me encarando. Por um tempo ficamos assim, nos encarando. Mas estava ficando estranho.

– Então, sabe onde posso conseguir um emprego? — Pergunto mudando de assunto.

– Você pode trabalhar dando aula na escola de musica que eu dou aula. Estamos precisando de uma professora de canto. E eu sei que você seria incrivel no emprego.

– Eu vou lá amanha então. — Continuamos trocando assunto, ate que eu me levantei. — Pode ir dormir, deixa que eu lavo a louça.

– Não, você não precisa fazer isso.

– Eu sei que não, mas eu quero.

– Tudo bem então. — Ele se levantou.

– Boa noite. — Eu disse lavando um prato.

– Boa noite, baby. — Rio e ele se retira.

Após acabar, vou para o meu quardo, deito na cama e me perco pensando em Leon até cair no sono.

Por Leon:

Já havia feito a minha mala. E comprado tickets, estava indo, mas antes perguntei a Francesca, que ainda estava lá no apartamento:

– Fran, a Violetta te disse onde ela iria ficar? — Ela me olhou estranha. — O que?

– Sim, ela disse. — Parou um instante. — Com o Diego.