Lendas de uma sonhadora
2 Um Novo Lar
Notas iniciais
AIYANA DORIAN-CARTER
Suspirei novamente enquanto andava pelo saguão do aeroporto de Seattle, estava exausta mentalmente e fisicamente. Vamos começa do inicio, tenho poderes estranhos, e às vezes sonhos estranhos, a exatos 3 meses atrás tive um sonho em que meu pai tinha um acidente de carro, e eu como uma boa filha tentei impedir o acontecimento, o porem é que meu relacionamento com ele não é um dos melhores. Minha mãe morreu quando eu tinha 10 anos, antes eu era menina dos seus olhos, mas após a morte dela me tornei seu pesadelo, também não ajudou que eu fosse idêntica a minha mãe.
No dia do acidente tentei fazer com que ele não fosse, pois ele era a única coisa que me restou, mais não importava, ás 15h027min recebi a ligação de que um carro capotou na rodovia e ninguém sobreviveu, então, aos 17 anos, preste a fazer 18 deixei de ser adolescente bruxa de San Francisco, e me tonei a adolescente/bruxa órfã que esta se mudando pra uma cidade que chove 90% do ano.
Agora depois de 4 dias de conversa, venda de propriedades, transferências de toda a papelada e uma conversa por telefone com meus últimos parentes vivos, entrei em um avião rumo a Seattle.
Procurei por alguém que deveria ser meus parentes, depois de um tempo andando pelo aeroporto lotado vi uma placa com meu sobrenome e me aproximei. Diante de mim estava uma mulher e um garoto. Ambos tinham a pele a vermelhada, cabelos e olhos escuros, deveriam ser minha tia Sue Clearwater e meu primo Seth.
— Olá, Tia Sue?- disse timidamente para a mulher
— Olá querida, é tão bom conhece-la finalmente, olhe pra você, se parece tanto com sua mãe — disse ela me abraçando, geralmente as pessoas evitavam me comparar com minha mãe, porem sempre tive orgulho de me parecer com ela. — esse é seu primo Seth
— Oi — disse Seth com um sorriso enorme que não pude evitar não devolver- deixa que eu levo pra você – falou enquanto pegava minha mochila e assumia o controle do resto da minha bagagem.
— Vamos queria você deve esta tão cansada depois de tudo que aconteceu. Você esta bem? A algo que podemos fazer pra lhe ajudar a se sentir bem? – enquanto se afastava.
— Não precisa se preocupar com nada tia Sue com um bom descanso vou fica bem – a tranquilize.
— Ta bem, então vamos pra sua nova casa – disse me guiando para fora do aeroporto.
— Aproposito. Meus pêsames pelo tio Harry – disse tristemente, nunca o conheci pessoalmente, somente algumas conversas por telefone. Aparentemente Richard não gostava da parte da família Quileutes da mamãe então os únicos contatos eram por telefonemas, por mais breves que fosse pude conhecer uma parte da mamãe.
— Obrigada querida, eu só lamento ele não tê-la conhecido – falou tristemente caminhando ao meu lado.
Algumas horas depois entramos na reserva Quileutes, a cidade mais próxima era uma cidade pequena e chuvosa chamada Forks com poucos habitantes, porem após conversar com a Tia Sue, os membros do conselho decidiram que eu teria permissão para morar na reserva e frequentar a escola local. Eles disseram que não era minha culpa Richard me afastar nas minhas origens e que cabiam a eles me ensinarem o que deveria ter sido ensinado desde a infância.
Para qualquer lado que se olhasse era possível ver florestas, claro que comparado com a caótica San Francisco, era uma mudança e tanto, porem eu adorei.
Nos telefonemas com a Tia Sue, ela me contava sobre a mamãe e que quando era criança ela desejava morar em uma casa com flores por toda parte. Então com isso em mente procurei algo parecida. Tia Sue não gostou no começo, achava que eu deveria morar com ela, porem sempre fui independente então queria meu próprio espaço, ainda era estranho ter uma família tão presente e isso me incomodava um pouco.
E logos faria 18 anos, então não era um problema. Depois de muita persuasão ela aceitou e me ajudou nessa parte me enviando algumas fotos de casas que estavam à venda. Não eram muitas, porem uma me chamou atenção.
A casa escolhida era uma cabana mais afastada porem não insolada, era belíssima, com 02 andares feitos em madeira, com uma varanda. Havia flores por toda a frente da casa, e uma arvore mais afastada dela. Estava tão animada de ter algo meu, que seria somente meu. Sabia que algumas das minhas coisas já ha via chegado com caminhão de mudanças, então já estava ciente de que iria ser uma arrumação e tanto.
Ao entra na casa eu fiquei apaixonada imediatamente, era simples toda em madeira, uma sala com uma lareira, uma televisão, um sofá e duas poltronas confortáveis, havia também um tapete peludo no chão, havia uma cozinha com armários de portas brancas não muito grande, do outro lado da sala havia uma mesa de janta, também tinha estantes par que eu pudesse colocar meus livros, além de um banheiro social simples. No segundo anda tinha um quartos de hospede e uma suíte que eu estaria ocupando, com janelas enormes e uma porta que dava pra a varanda. E por fim um sótão onde eu ia transformar em um mine atelier de bruxaria, afinal não da pra tentar ser normal.
— Tia esse lugar é maravilho, assim que eu terminar de colocar as coisas no lugar vai fica perfeito! – exclamei quase pulando, estava tão animada, já fazia tempo que não me sentia assim.
— Estou tão feliz que você gostou, confesso que tinha ficado preocupada que você não iria gosta, sei que é uma mudança e tanto, mas você tem certeza que não quer morar com a gente? – Perguntou preocupada.
— Está tudo bem tia, acho que essas mudanças vão me ajudar, e sinceramente prefiro um lugar mais tranquilo principalmente depois de tudo — a tranquilizei, sei que é errado usar o acidente como desculpa, porem era necessário, afinal como ia explicar as coisas estranhas que às vezes rola comigo?
— Ta bem então, mas é melhor você me ligar se algo acontecer, e se precisar de qualquer coisa, não importa a hora. – ela me disse me olhando atentamente, imediatamente assentir.
— Muito obrigada tia Sue por tudo, e a você também Seth, nem sei o que faria sem vocês- disse enquanto a abraçava.
— Você é família, esse é o mínimo que eu poderia fazer, mas não se preocupada ta? Bom descanso querida – disse dando um beijo na minha testa.
— Tchau prima- disse Seth me abraçando
— Tchau — falei enquanto fechava a porta.
Suspirei encostando-se a ela, enquanto olhava ao redor.
— É docinho, casa nova, vida não tão nova, agora comer, toma banho e dormi. E a primeira coisa pra fazer ao acorda é colocar proteção nessa casa.
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