Notas iniciais
Oi gente, como vocês estão?

AIYANA DORIAN-CARTER

Dei um suspiro assustado enquanto me sentava, odiava sonhar, coisas ruins sempre acontecem quando eu sonho. Mas dessa vez era diferente de alguma forma, não entendo o porquê dos olhos vermelhos ou daquele lobo, uma parte de mim queria ignorar as imagens, pensar que sonhei somente por causa da lembrança das antigas lendas quileutes, mas eu sabia que não era tão fácil assim. Olhei ao redor do quarto e percebi que a maior parte das coisas que eu havia tirado das caixas ontem estava se mexendo, o próprio quarto estava com um cheiro opressor dos meus poderes que vazam de mim, eu sabia que por mais que tentasse não ia conseguir controla-los completamente.

Levantei-me rapidamente procurando uma pequena caixa preta onde deixava minhas ervas. Rapidamente misturei as sálvias, o cedro e o absinto em um pequeno recipiente, também peguei meus cristais para me ajudar a focalizar mais rapidamente e os coloquei ao redor do recipiente. Ascendi as ervas em fogo, enquanto entoava as palavras que ajudaram tantos outros de minha família.

Altissime exaudi orationem meam, da mihi potestatem a me ademptam, da mihi vim sustinere (Ouça minha oração altíssimo, dê-me o poder que me foi tirado, dê-me força para suportar).

Repetia as palavras como se em transe, após um tempo sentir minha magia se controlando aos pouco, não entendia o porquê de minha magia se descontrolar assim, sei que não é a primeira vez, mas nunca nessa forma. Quando sentir que já não havia perigo de nada ser destruído, guardei tudo e foi me arrumar, pois o dia ia ser longo.

Enquanto me vestia me olhei no espelho, sempre foi me dito que eu parecia com minha mãe, os mesmos negros cabelos ou o formato do rosto. Mas enquanto ela tinha cabelos lisos, os meus caiam em longos cachos desarrumados, sua pele herdava a coloração que a marcava como uma meia Quileutes, já a eu herdei a pele morena do pai. Soyala Carter era a verdadeira beleza que poderia ser dita como a mais bela do mundo, e não falo somente de aparecia, o próprio coração dela brilhava de tanto gentileza, ou assim me diziam.

Não posso dizer o mesmo de mim, após a morte da mamãe, foi jogada em um mundo cinza onde nunca fui boa o suficiente, á copia barata e danificada na dela, Richard Carter jamais poderia me ver como filha novamente.

Suspirei saindo quarto, não ia valer de nada fica pensando no passado. Tomei um café da manhã rapidamente e fui arruma o resto da casa. Já passava do meio dia quando finalmente terminei tudo, olhei ao redor e não pude evitar rir, tudo parecia ser meu, aquele sentimento de pertencer a algo veio de uma maneira tão forte, tudo parecia aconchegante, meus livros mais “normais” estavam nas prateleiras da sala, havia almofadas no chão da sala e mantas no sofá. No anda de cima decidir deixa o quarto de hospedes arrumado de madeira simples, não é como se alguém fosse vim dorme de qualquer maneira. Mas no quarto principal, esse sim fiz ser meu, com cristais e incenso que não podia ter em casa antes, sabia que não podia colocar coisas estranhas lá, pois alguém podia ver, por isso o sótão se tornou meu local para praticar sem ser incomodada.

Estava morrendo de fome com todo o trabalho mais ainda não faltava fazer algo que não podia ser mais adiado. Coloquei um pouco da erva Guiné triturada nas janelas e portas da casa para me ajudar no feitiço. Abrindo o Grimório da família procurei um feitiço de proteção.

— Mas que saco, vocês deveriam ter feito um prefácio, iria adiantar muito nossa vida – resmunguei enquanto procurada o maldito feitiço, o Grimório era um livro preservado pela magia do sangue Dorian, a família do lado materno do meu pai que existia há séculos, foi passado da antiga líder do coven para a nova, ate chega a mim, á ultima mulher da linhagem. –Finalmente achei tá bom uma ágata, sangue, o de sempre.

Peguem o Crystal e um athame, e desenhei uma á uma as runas para proteção com meu sangue. Segurei a Ágata com as duas mãos observando como ela era envolvida pela minha magia, não pude deixar de me sentir hipnotizada pela nevoa esbranquiçada que saia de meus dedos, respirei fundo e recitei o feitiço.

Cum sanguine meo protegat domum istam (com meu sangue proteja essa casa)

O Crystal flutuou de minha mão ate o centro da sala e se quebrou em pequenos fragmentos e voaram em direção as paredes da casa e logo desapareceram, eu sabia que se qualquer outra bruxa ou bruxo estivesse por perto poderia ter visto a energia que emanou da casa.

Suspirei e decidir prepara um sanduiche pra comer, tia Sue havia deixado algumas compras na casa mais não era o suficiente pra durar, porem ainda estava sem carro, sabia que iria ficar dependente sem um então decidir resolver logo isso. Peguei o celular e pesquisei sobre alguma concessionaria em Forks, mas sem surpresa não tinha nenhuma. Somente em Port angels. Depois de pedir um taxi, fui me arrumar, afinal tava de moletom e meia. Escolhi uma calça jeans clara, uma bota preta, vestir uma camisa de gola alta branca e um casaco preto, deixei meus cabelos soltos, estava sem vontade de penteá-los.

Algumas horas depois, estava saindo da concessionaria dona de um Peugeot 2008 preto, decidir ir ao supermercado em Forks mesmo, já passava das 15 horas e não achava que era aconselhável fica ate tarde Port Angeles, principalmente com os desaparecimentos e assasinatos.

Não foi difícil encontra o supermercado de Forks, a cidade era pequena comparado de onde eu vim, e por isso não era preciso dizer que ao entra todo mundo começou a me olhar, algumas ate mesmo conversando sobre mim. Reprimir o suspiro irritado e continuei a fazer minhas compras, estava tentando pego um produto no alto da prateleira quando uma voz falou atrás de mim.

— Deixe-me te ajudar

Atrás de mim estava um homem bonito, tinha a pele pálida, cabelos loiros e olhos dourados, ele tinha um sorriso gentil, mas não fez nada pra impedir o sentimento de cautela que surgiu. Ele me entregou o saco de batatas e se afastou em direção ao caixa, fiquei parada por alguns segundo, ate que voltei a sentir os olhos das pessoas em mim, paguei as compras e sair de lá rapidamente, me irritava como as pessoas tendiam a fica olhando e como isso me deixava, geralmente não ignorava porem depois do descontrole que tive pela manhã, parecia que a qualquer momento alguém ia descobri sobre mim. Do outro lado do estacionamento vi o mesmo homem colocando as compras em uma linda Mercedes preta e saindo.

Fiquei me perguntando quem era ele e o porquê do sentimento, ele também era bastante estranho, nunca visto alguém tão pálido antes. O som do meu celular tocando me tirou dos meus pensamentos, atendi sem ver quem era.

— Alô

Ana como você esta? –Pergunta com uma voz carinhosa

— Oi tia Sue, estou bem e a senhora? – perguntei, a irritação em que estava sumiu rapidamente, ainda me surpreendia como minha tia me acolheu.

Estou bem querida, queria ver como você está, Seth foi sua casa, mas não tinha nenhum lá— Falou ela levemente preocupada, sabia que a tia Sue não estava tentando me controlar, sabia que só estava tentando garantir que tudo esteva bem, mas ainda era estranho alguém se preocupar tanto.

— Desculpa tia, fui a Port Angeles comprar um carro, não dava pra continuar sem um, aproveitei e fui ao mercado compra algumas coisas – explique.

oh, é claro, nem havia pensado nisso, só fiquei preocupada, mas como eu disse ontem você pode me liga pra qualquer coisa, — Disse ela calmamente – Bem te liguei para te chama pra jantar hoje à noite, alguns dos amigos da família estarão aqui.

— Claro, estarei lá – respondi animada.

Logo ela me falou o horário e desliguei, segui direto pra casa me arrumar.

As 19:00hrs estava pronta, estava um pouco nervosa em conhecer pessoas novas. Coloquei um vestido preto com manga longa e um vermelho, espero ser o suficiente, queria causar uma boa impressão. Logo estava batendo na porta da casa de Tia Sue, uma garota atendeu a porta, era a Leah.

— Olá — disse nervosa

— Oi, é tão bom conhece-la pessoalmente — disse ela me abraçando, durante uma das minhas ligações com a tia Sue antes de me mudar conversei um pouco com a Leah, ela parecia ser alguém legal e com um gênio forte. – Entra, todo mundo quer te conhecer.

Leah me levou para a sala onde estava o pessoal, tia Sue que ao me avistar veio me abraçar.

— Ana bem vinda, venha vou te apresentar – falou ela me puxando levemente. — Pessoal essa é minha sobrinha Aiyana.

— Oi- respondi com um pequeno sorriso

— Oi – recebi em troca de todos

— Olá Aiyana, é um prazer finalmente te conhecer – Falou um homem na cadeira de rodas, Billy Black, o líder tribal.

— Prazer em conhecê-lo senhor Black, pode-me chamar de Ana.

— Apenas Billy Ana – Disse ele gentilmente – Espero que você tenha se estalado bem.

— Sim, a casa é maravilhosa – Disse um olhar sonhador, não pude evitar, já estava apaixonada pela casa – Obrigada por me permitir compra-la.

— Bem você tem sangue quileutes, é daqui vêm suas raízes – Disse ele.

Se ele soubesse que por mais que eu tenha sague quileutes, o sangue Dorian foi mais forte, bem mais forte. Logo tia Sue começou a me apresentar as pessoas

— Esses são seus primos Seth e Leah que você já conhece – falou tia Sue – Esses são minha sobrinha Emily e seu noivo Sam Uley– ela apontou para um casal, uma moça com cicatrizes no rosto e um cara enorme. – Quill Ateara, Jared Cameron e sua namorada Kim.

— Prazer em conhecê-los, e obrigada por me ajudar na montagem dos moveis – Agradeci a eles, tia Sue falou que os meninos se esforçaram para termina a montagem de todos os movei em moveis 2 dias.

— Sem problema – Falou Sam– Você é da família da Sue.

— Bem, vamos a comida já está pronta – falou minha tia da porta da cozinha, os meninos já estavam praticamente correndo para a mesa – Nem pensem nisso, primeiro os convidados, venha Ana ou então você não conseguira comer nada.

Não pude evitar rir com a cara de cachorro chutado que eles fizeram logo a mesa estava cheia de risos, os meninos apesar de parecerem brutos eram uns fofos.

— Então, Sue falou que você foi a Port Angeles – começou Billy – Sei que não temos o direito de lhe fala o que fazer porem peso-lhe que tenha cuidado fora da reserva.

Concordei, afinal não tinha como eu explicar que dificilmente seria atacada, afinal bruxa com poderes estranhos falando.

— A mãe disse que você vai estudar aqui na reserva, serio verdade? –Perguntou o Seth

— Sim, a princípio eu ira estudar em Forks, porem a escola da reserva é mais próxima – expliquei.

— Estou no meu ultimo ano junto com os meninos, então você não vai esta sozinha – Falou a Kim animada.

— E pelo menos você não vai precisar estuda com os Cullens – Disse Quil com uma voz de nojo.

— Quem? – perguntei

— Alguém que não é uma boa companhia, tenha cuidado com eles – Respondeu Sam com uma voz definitiva.

Passamos o resto do jantar conversando, os meninos queria saber sobre San Francisco ou sobre mim, era um tanto opressor, já que nunca tive muitos amigos.

— Obrigada tia, o janta tava delicioso – Falei me despedindo- E foi um prazer conhecê-los.

—De nada minha querida — respondeu tia Sue me abraçando.

Logo me despedi de todos e fui para casa, estava exausta, queria apenas dormi. Parei o carro na garagem quando escutei um uivo ao longe, ignorei entrando na casa a porta. Preparei-me pra dormi, estava fechando a porta da varanda do quarto e não pude evitar olhar pra a floresta, parecia que algo estava me chamando, um desejo de adentra a floresta me tomou, mas decidir ignorar, e ver isso pela manhã.

Joguei-me na cama com um longo suspiro, logo será segunda e começara minhas aula, estava atrasada 01 semana de aula, infelizmente chamaria atenção para a nova garota.

— Só espero um ano tranquilo — falei com o rosto enterrado no travesseiro.

Notas finais
Tão iludida ela. Se você soubesse querida nem falava nada. ( Final da historia editada. Esqueci que as aulas delas começa logo. Sem moleza garota, pra aula)