Lendas de uma sonhadora
4 Vislumbre de um protetor
Notas iniciais
AIYANA DORIAN-CARTER
“- Eu não me importo, se você pensa que irei me torna mais um personagem nesse drama adolescente então você só pode esta louco- Gritei enquanto dava as costa e batia porta com força...
– Somos um só, você e eu. Sempre vou escolher você – Uma voz sussurrou em meu ouvido enquanto mãos acariciavam meu corpo...
— É como se a corda me prendesse esse mundo de repente se partisse e me prende-se a você...
A floresta passa ao redor como um borrão, o frio da cidade acariciava gentilmente minha face como toque do meu amante... — Esse lugar é lindo, obrigada por encontra-lo – Falei enquanto abaixava meu rosto ate seu pelo macio...”
Suspirei olhando para o mar a minha frente, estava um pouco frio porem o sol brilhava acima de mim. Ainda assim parecia simples, o êxtase que deveria sentir pelo sol não existia.
Meus sonhos havia se tornando uma sequencia de coisas desconexas, sem sentido algum. Aquela voz, aquele toque fazia meu coração estremecer e desejar a companhia de alguém inexiste.
Não sabia se era visões ou simplesmente a mente de uma adolescente fantasiosa.
Balancei a cabeça na esperança de apagar as imagens da minha mente e foquei no um livro negro com uma lua prateada que repousava em meu colo.
O Grimório da família era um livro onde todos os segredos passados em geração estavam. Também havia descrições de momentos da vida das diferentes mulheres a quem ele pertenceu. E também contava como seus poderes se manifestaram uma maneira de ajudar as futuras gerações, mas parecia que não servia para mim, cada uma deles se manifestou em um momento de necessidade, enquanto o meu apareceu no meio da noite.
“... eles vieram queimando tudo, mataram minha família e então algo saiu de mim....”
“.... a correnteza parecia não ter fim, já estava franca quando uma força me tomou...”
“... ele entrou meu quarto a força, puxou meu Braço com uma mão e a outra me apontou uma faca, deveria ser meu fim quando ele caiu de joelhos com sangue saindo de seus olhos...”.
Todas elas passaram por provações enquanto eu acordei no meio da noite com visões. Estava exausta, tinha nem mesmo força para ter medo, não conseguia entender a origem dos poderes, nos livros a passagem é sempre a mesma
“... ela apareceu diante da primeira, com seu longo vestido cinza e cabelos negros, era belíssima e tenebrosa, seu rosto parecia mudar hora era jovem, hora era velha. Ela estendeu a mão e todo o exercito que tentava adentrar a vila sucumbiu as sombras, ela se a joelhou de ante da primeira tocou-lhe seu ventre e disse que ali repousava um presente, o sangue do seu amor e guerreiro que foi tirado dela...”.
Não havia como saber que era a mulher que apareceu diante de Laros, a primeira da linhagem.
Fechei o livro frustrada, tanto tempo pesquisando e ainda respostas corretas. Nem adiantava olha na internet já que a verdade se misturava com os mitos.
Suspirei passando a mão nos cabelos, não adiantava nada me estressar com isso ainda, logo chegaria Mabon, o dia de equinócio de outono. Precisava me preparar para o ultimo dia da colheita do ano.
—Ana! – escutei alguém me chamando tirou-me de meus pensamentos conflitantes, era Kim que acenava chamando-me pra onde ela estava junto com um grupo. Eram os caras de ontem, assim como algumas pessoas novas.
Guardei meu livro na mochila e me aproximei. Ela estava junto com os meninos de ontem e alguns novos.
— Olá — falei aproximando-me
— Oi Ana — os caras de ontem responderam se aproximando e me abraçando. Fiquei assustada com as ações deles, aparentemente eles era pessoas bem táteis.
— Gente essa é Ana – falou Kim me arrastando para onde estavam alguns meninos – Ana esses são o Embry Call, Paul Lahote e o Jacob Black.
— Prazer em conhecê-los meninos – Os cumprimentei, os meninos era belíssimos, altos e musculosos. Parecia que o gene quileutes era bom.
— Jacob? Jake!– chamou Kim chamando atenção para um garoto ou homem que me olhava atentamente.
Todos os meninos eram bonitos e isso era impossível negar. Mas esse Jacob era diferente. Alto provavelmente 1,98m com um corpo musculoso que se elevava em meus míseros 1,60m. A pele de colocação quileutes e olhos castanhos que me olhavam sem pisca. Olhos que ao se encontrarem com os meus fizeram com que alguns dos sonhos retornassem a minha mente.
Jacob me olhava como se eu fosse à resposta de uma pergunta que a muito ele procurava a resposta. Percebi distraidamente que os outros pararam para nos olha e senti minhas bochechas esquentarem.
— O quê? – Perguntou ele confuso ainda me olhando. Senti minhas bochechas corarem e meu coração disparar como a asa de um beija-flor.
— Tudo bem? – Perguntou Kim preocupada.
— Sim, está tudo perfeito – Falou ele com um sorriso enorme no rosto – Prazer em conhecê-la Ana.
— Igualmente – Tentava a todo o custo acalmar meu coração e apagar as imagens de minha cabeça. Porem a mostrava uma tarefa impossível.
— Esta gostando da reserva- Falou Jacob chamando minha atenção de volta.
—Sim, esse lugar é maravilhoso, com certeza não vou querer me mudar tão cedo – Falei quase sonhadora. De fato a tranquilidade da reserva conquistou meu coração de um jeito que achava ser impossível.
Talvez os planos de fazer uma faculdade na Califórnia devam ser alterados.
Passamos o resto da manha na praia conversado. Percebi que Jacob nunca se afastava muito de mim, sempre me dando atenção, respondendo minhas perguntas ou perguntando algo sobre mim. Não nego que gostava da atenção dele.
Logo já passava do meio de dia e estava com fome, então decidir ir para casa. Despedi-me da galera e caminhei em direção ao meu carro.
— ANA! – escutei um grito. Vi que era Jacob que corria ate mim.
— Oi
— Queria saber, será que seria possível trocar telefones? Ou talvez da uma volta comigo algum dia – falou ele olhando ansioso para mim, podia ver suas bochechas vermelhas.
— Claro, talvez a gente possa ir combinando – Falei entregando meu celular pra ele colocar o numero dele.
Logo nos despedimos e segui em direção a minha casa. Ouvi um som do meu celular, verificando vi uma mensagem do Jacob.
DE: Jacob Black
Mal posso espera pra vê-la de novo.
Não pude evitar um sorriso que cresceu em meus lábios ou a vermelhidão em minhas bochechas.
Mal conheci essa cara, mas Jacob Black já me afetava.
Fiquei sentada na varanda de casa olhando para floresta a minha volta. Quanto mais olhava algo me mandava adentra-la. O sentimento ficava cada vez mais forte.
Suspirei antes de tranca a porta e entra no meio do mato. Não havia mais nada pra fazer em casa mesmo.
A floresta em si era linda, isso era inegável. As arvores eram antigas, seus sussurros alegres me indicavam um caminho a seguir.
Não disse que podia entender as Plantas? Sim isso é possível para pessoas como eu. Porem quanto mais antigas as elas sãos, mais altos são seus sussurros e ensinamentos.
As arvores me guiavam e me ensinavam sobre as ervas que eu poderia encontrar, sobre como elas me dariam pedaços de seus galhos ou suas folhas para que eu pudesse usar em minhas poções. As agradeci acariciando meus galhos ou suas raízes.
Passaram-se alguns minutos caminhando, não estava preocupada em me perder, sabia que minhas novas amigas não permitiria isso.
Logo cheguei a uma grande clareira, sua grama verde com pequenas flores amarelas. Um pequeno riacho ao longo. Era perfeita, e era o que eu precisava pra pratica meus rituais durante os sabbaths.
Já podia me imaginar sentada lendo ou praticando nesse lugar.
Sentei-me encostada em uma arvore, distrai-me a escutando fala sobre coisas que ela já viu, sobre os invernos ou primaveras. Sobre os protetores dessa terra. Protetores? Questionei.
Veja o protetor filha da anciã, veja como ele de guarda e te deseja
Veja o guardião..alma antiga...forte....legitimo....
Os sussurros ficaram cada vez mais alto, me fizeram abri os olhos que nem havia percebido se fechar. Apenas para encontra olhos castanhos que me olhavam assustados por ser pego. Olhos que pertenciam a uma fera enorme. Um lobo de pelo a vermelhando me olhava do outro lado da clareira.
Era belo, grande e forte. Estava deitado me olhando como tanta inteligência. Levantei-me devagar e tentei me aproxima, entretanto ele deu um passa para trás fazendo-me parar imediatamente.
Sentei-me novamente ainda olhando para essa criatura magnifica. Um guardião aparentemente.
Ficamos assim pelo que deveria ser horas, logo o sol começou a abaixar e eu sabia que deveria voltar antes que escurecesse. Levante-me devagar passando meus dedos pela casca da arvore gentilmente pedindo que ela me guiasse de volta.
Logo estava seguindo uma trilha invisível quando percebi que estava sendo seguida. O lobo caminhava a alguns metros de mim, como se me guardasse de algo. Antes mesmo de perceber, me vi em minha varando, virando-me fitei o lobo que me olhava da linha das arvores virando e correndo floresta adentro.
Fechando a porta trás de mim, sentei-me no chão pensado no lobo e na coisa estranha em meu peito.
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