Notas iniciais
Os personagens de Ragnarok não me pertencem, pertencem a GravityCorp.

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Uma leve garoa caia sobre os campos de Prontera. Ao leste da cidade uma mulher, sem nenhuma proteção, caminhava rapidamente com um embrulho em suas mãos. A mulher era de estatura mediana e possuía pele clara, cabelos loiros, que estavam muito molhados, e olhos azuis anil.

Depois de muito andar avista muros altos e um portão negro, também alto. Ela esboça um sorriso de alivio e caminha mais depressa. Chegou perto do portão e viu a capela, de arquitetura gótica. Abriu o portão devagar para ninguém escutar, aproximou-se da capela ficou parada a poucos metros da porta.

???: Desculpe-me meu anjo. Não queria fazer isso contigo, mas não tenho outra escolha – olhou para o embrulho e começou a chorar. – Me perdoa – deixou o no chão, bateu na porta e saiu correndo, deixando o que mais amava para trás... O seu filho.

Um monge abre a porta nesse momento um relâmpago corta os céus, fazendo um estrondo, e um bebê que estava no chão começa a chorar.

Monge: Coitadinho – se abaixa e pega a criança no colo. – Melhor leva-la para dentro.

Quatro anos depois...

Era primavera o clima estava agradável, sol fraco, uma brisa leve e vários pássaros cantando. Vários monges meditavam abaixo de uma videira, era primavera, havia apenas um menino junto a eles, seu rosto era sereno. O garoto tinha quatro anos e possuía cabelo curto e loiro, olhos azuis e de pele clara, usava roupas bem simples uma bata longa de cor bege, com detalhes brancos. Depois de horas meditando eles resolvem encerrar, todos se levantam e seguem para seus outros afazeres, apenas um garotinho foi para as rochas a beira mar, porem ao longe um dos monges o observava sorrindo.

Dez anos depois...

Era verão, o sol brilhava forte no céu e uma brisa marítima passava por ali. Um menino, com roupas mais fechadas em tom pastel, havia uma faixa vermelha amarrada em sua cintura, estava à beira mar olhando para o oceano, tão concentrado que nem percebeu que alguém se aproximava de si.

???: Ebeceeee! – gritou no ouvido do menino.

O pequeno monge se assustou e quase caiu da pedra, que estava sentado.

Ebece: Mestre Yuri?! – olhou espantado para seu mestre.

Yuri tinha trinta anos, era de estatura mediana, cabelos castanhos, olhos verdes, pele clara e um corpo definido.

Mestre Yuri: Ai. Você não perde a mania de me chamar de “Mestre” não é?

Ebece: Desculpa – sorriu.

Mestre Yuri: ... – suspirou. – A próxima vez que me chamar de “Mestre” vou pegar pesado no seu treinamento.

Ebece: Mais? – riu.

Mestre Yuri: É isso ai! – começou a rir junto.

Ebece: Claro Yuri.

Yuri: Assim esta melhor – fez uma breve pausa e sorriu. – Vamos?

Ebece: Mas não está muito cedo? – levantou-se e foi seguindo-o.

Yuri: Sim, pois terei de sair para resolver umas coisas e vou adiantar seu treinamento. Depois você ira continua-lo sozinho, enquanto eu não estiver aqui, entendeu?

Ebece: Sim!

Yuri: Então vamos para a cachoeira – disse alegre.

Os dois seguiram para o local indicado.

Na cachoeira, um lugar lindo e tranqüilo, perfeito para quem quer meditar, se passou algumas horas.

Yuri: Você está bem? – olhou para o menino ofegante no chão.

Ebece: Sim, estou ótimo.

Yuri: Então se levante, vamos almoçar – foi indo em direção a casa.

Ebece: Espere!

Yuri: O que foi? – parou e olhou para o pupilo.

Ebece: Por que tive de treinar combate? – perguntou ainda um pouco ofegante.

Yuri: Isso ajuda na disciplina – sorriu. – Todos nós, monges, sabemos combater, porém não usamos isso para machucar os outros, mas sim para proteger o que é precioso.

Ebece: O que é precioso para o senhor?

Yuri: Minha vida é preciosa – sentou-se próximo à Ebece. – Meus amigos também são preciosos – fez uma breve pausa e perguntou – E para você?

Ebece: Eu?

Yuri: O que é precioso para você, Ebece? – ficou sorrindo.

O loiro ficou apenas olhando para seu mestre, pensando nessa pergunta respondendo por fim.

Ebece: Eu não sei – olhou para o chão. – Não possuo nada precio...

Yuri: Por enquanto meu pequeno – se levantou estendendo a mão para o garoto.

Isso chamou a atenção do jovem monge, ele não possuía nada... por enquanto. Assentiu para seu mestre e pegou sua mão, os dois seguiram para uma casa dentro do monastério.

Monastério...

Depois de almoçarem, foram sentar-se em baixo de uma árvore para descansarem um pouco. O vento estava agradável e mesmo sendo verão o sol não estava tão quente.

Yuri: Ebece – chamou a atenção do garoto loiro. – Vou te fazer algumas perguntas enquanto descansamos o corpo.

Ebece: Está certo – respondeu com um pouco de preguiça.

Yuri: Antes de tudo tenha disciplina, responda-me sem preguiça – repreendeu-o. – E escute os mais velhos, sempre teremos coisas para te ensinar.

Ebece: Sim! – sentou-se direito e dessa vez respondeu mostrando total interesse.

Yuri: Muito bem. Diga-me os sete pecados e seus opostos, ou seja, as virtudes.

Ebece: Apenas isso?

Yuri: Sim, apenas isso – sorriu.

Ebece: Pecados seria luxúria, avareza, gula, preguiça, – viu o mestre sorrir – ira, inveja e soberba.

Yuri: E o oposto? – indagou.

Ebece: Virtudes seria castidade, generosidade, temperança, diligência, paciência, caridade e humildade.

Yuri: Correto, parabéns. Agora qual você deve seguir?

Ebece: Claro que as virtudes – pausou. — O senhor está fazendo perguntas muito obvias.

Yuri: Podem ser obvias. É claro que devemos seguir as virtudes, mas é difícil de segui-las.

Ebece: Por quê? – olhou-o sem entender.

Yuri: O mundo nos faz seguir sempre para os pecados, e como monges devemos ter consciência e disciplina para não fazer.

Ebece: Então nunca podemos cometer esses pecados?

Yuri: Depen...

???: Yuri se não for treina vamos indo!

Yuri: Calma!

Ebece: Vamos treinar Yuri – se levantou e foi para seguindo para a cachoeira novamente.

Yuri: Hei! Eu não terminei de explicar.

Ebece: Eu já entendi, obrigado – sorriu e foi correndo pra cachoeira.

Yuri: Ele não entendeu – suspirou. – Ele vai descobrir quando ficar mais velho então – sorriu. – Moleque sem paciência — seguiu para a cachoeira também.

Cachoeira...

Ebece: E agora o que vamos fazer?

Yuri: Você ira meditar.

Ebece: De novo?

Yuri: Ali – apontou o indicador direito para a cachoeira. – Quero que você converse com o seu interior e descubra sozinho o que precisa melhorar – sorriu.

Ebece: E o combate?

Yuri: Hmn... Já te ensinei o básico agora você vai melhorá-lo sozinho – ficou olhando o garoto se dirigindo para a cachoeira. – Oh garoto você precisa ter mais paciência. Desse jeito não aprenderá nada.

Ebece: Certo! – sentou-se em uma pedra em baixo da cachoeira, sentiu-a bater forte em sua costa, se inclinou para diminuir a dor.

Yuri: Fique reto! Se concentre em seu interior, seu corpo não sentirá mais dor. – falou firme.

Ebece: Sim! – se endireitou e se concentrou.

O loiro ficou pouco tempo assim, logo saiu um pouco ofegante.

Yuri: O que foi?

Ebece: É impossível.

Yuri: Nada é impossível. Tente de novo.

E ele tentou varias vezes até o por do sol.

Yuri: Vamos parar agora.

Ebece: Está bem – saiu da cachoeira, não conseguindo se manter em pé, caiu de joelhos.

Yuri: Eu não vou te carregar. Eu disse que pegaria pesado já que amanhã não estarei aqui, mas gostaria muito que você se esforçasse e conseguisse se entender para mudar seus pontos francos e melhora-los.

Ebece: Pode indo na frente depois eu vou – estava de joelhos tentando se levantar.

Yuri: Tente não demorar muito – sorriu e voltou para o monastério.

Ebece: Ele tem coragem de sorrir depois de me deixar assim. Ele é louco tenho certeza – começou a rir sozinho. – Acho melhor eu indo – tentou se levantar, mas foi em vão. Resolveu sentar-se e refletiu sobre o que tinha aprendido hoje, nada. – Ele só me fez pensar e isso não me ajudou em nada. Amanhã tento entender isso – dessa vez conseguiu se levantar, sem fazer esforço, e seguiu para o monastério.

Três anos depois...

Um tempo agradável pairava sobre o monastério de Rune-Midgard.

???: Até que enfim voltei! – falou alto.

???: Você grita demais Mestre Yuri – reclamou um monge.

Yuri: Desculpa – sorriu.

Os dois entraram na capela e entregaram uns papeis ao Frei, logo depois deixam a capela.

Yuri: Acho que vou ver meu aprendiz – se espreguiçou.

???: Este garoto será um ótimo monge no futuro. Mas ainda tem muito que aprender sobre os dilemas da vida.

Yuri: Eu irei prepará-lo para qualquer coisa... E então ele será melhor que nós – afirmou.

???: Como você pode ter certeza disso?

Yuri: Eu apenas sei – sorriu. – Vou indo até mais tarde – correu para a cachoeira deixando um monge surpreso para trás.

Cachoeira...

Yuri chega próxima a cachoeira e vê um menino loiro a baixo da mesma, o menino parecia muito concentrado. Então o mestre resolve fazer um teste pega uma pedra e a arremessa, com força, em direção ao seu aprendiz. Ebece mesmo de olhos fechados segura a pedra, com a mão esquerda, e em seguida começa a abrir os olhos, vendo seu mestre ali na margem.

Ebece: Mestre?!

Yuri: Não sou o fantasma dele – começou a rir.

Ebece: Que medo – riu junto, se levantou e foi até onde estava o outro monge.

Cumprimentaram-se e sentaram-se em baixo de uma árvore.

Yuri: Como está o treinamento?

Ebece: Ótimo, agora consigo me concentrar melhor – sorriu tímido.

Yuri: Isso é bom.

Eles ficaram quietos, Yuri percebeu que seu pupilo estava estranho.

Yuri: Está bem cansei, me conta o que aconteceu? – olhou com a cara fechada para o jovem monge, que ficou surpreso.

Ebece: Nada – sorriu nervoso.

Yuri: Você não sabe mentir e nem devia mentir. Então vamos me conte? – ficou encarando o outro.

Ebece: Ah! É que... – abaixou a cabeça – Ultimamente ando tendo uns sonhos esquisitos.

Yuri: E como são? – ficou de frente prestando total atenção no que ele falava.

Ebece: Eu vejo um idoso alto, cabelos brancos um pouco compridos e seus olhos são a únicas coisas que não vejo. Eu vejo a boca dele mexendo, mas não consigo escutá-lo, e isso me deixa agoniado – começou a tremer.

Yuri: Só isso?

Ebece: Não – pausou, parecia estar pensando se contava ou não. Por fim disse – Toda vez que sonho com ele acordo com febre e com uma dor nas costas, mas que parece que vai pro corpo inteiro, e não consigo levanta.

Yuri: Posso ver suas costas?

Ebece: Hã? – demorou um pouco pra entende. – Claro mestre – levantou-se, tirou seu manto e se virou de costa.

Ficaram em silêncio, Ebece estranhou e olhou para seu mestre, que estava paralisado.

Ebece: Algum problema? – ficou assustado.

Yuri: Quantas vezes você sonhou com ele?

Ebece: Uma vez por mês, então acho que 20 vezes. Por quê?

Yuri: Você viu a marca que está em sua costa?

Ebece: Marca?! – arregalou os olhos.

Yuri: Sim. Ela é assim – começou a desenhar no chão.

O loiro viu se formar um circulo depois um risco na horizontal e um na vertical que era mais comprido, no final desse um circulo menos era formado e outro risco na horizontal era feito, e do meio do risco vertical havia um traço na horizontal.

Ebece: Isso está nas minhas costas? – viu seu mestre confirmar com a cabeça. – Mas o que significa?

Yuri: Você não tem nenhuma noção?

Ebece: Não – confirmou rapidamente.

Yuri: Está certo, sente-se que vou te explicar.

Ebece: Tudo bem – sentou-se e ficou olhando para seu mestre esperando ele começar.

Yuri: Você sabe quem são os deuses que sempre estão conosco, não é?

Ebece: Claro, todos os deuses de Asgard estão conosco.

Yuri: Correto... Você sabe a lenda dos doze guerreiros do reino?

Ebece: Sim – respondeu desconfiando. – “Aonde ele quer chegar com isso?” – pensou.

Yuri: Pois bem... Eu sou um dos doze.

Ebece: Como?! – gritou.

Yuri: Fale baixo – repreendeu. – Nos últimos três anos o rei reuniu os doze para discutir sobre uma visão que a sacerdotisa do Templo de Rachel teve. Mas por alguns improvisos não foram todos que apareceram.

Ebece: Qual foi a visão?

Yuri: Nessa visão Odin apareceu para ela sorrindo e disse “Eu e alguns deuses resolvemos ajuda-los nessa batalha. Abençoamos alguns humanos, que podem ter nossas personalidades, mas acima de tudo terão nossa proteção contra qualquer mal. Haverá muitas rebeliões contra o reino e eles cuidaram disso, enquanto nos deuses os protegeremos e cuidaremos de outros mal que estão por vim...”.

Ebece: Que mal?

Yuri: Ele não disse. Mas ele disse uma coisa importante – pausou esperando Ebece corta-lo, mas não veio. – ele disse assim “Para reconhecê-los é simples. Uma marca, apenas por ela vocês irão de saber quem são eles. Essas marcas surgiram como uma cicatriz e depois ficará negra, destacando-os. Não sei que destino eles tomaram só espero que seja o correto”. A sacerdotisa nos mostrou as marcas que surgiram, mas ela nos disse também que os escolhidos talvez não tenham seguido o seu destino. Só que o rei quer fazer um novo grupo, apenas com os escolhidos.

Ebece: Mas e os guerreiros do reino?

Yuri: Logo iremos para nossa última missão.

Ebece: Última? – se espantou.

Yuri: Sim – sorriu.

Ebece: Você sorri até mesmo na hora da morte.

Yuri: É o que pretendo fazer... Rir da morte – começou a rir.

Ebece: Maluco – se limitou a um sorriso. – Mas o que tenho haver com isso?

Yuri: Hmn... – ficou serio. – Você é quem ira me substituir.

Ebece: Não pode ser?

Yuri: Mas é.

Ebece: Eu não sou especial.

Yuri: Você é muito especial.

Ebece: Ma...

Yuri: Você quer saber quem te escolheu?... Talvez seja essa pessoa dos seus sonhos.

Ebece: Quem é? – estava curioso e com medo ao mesmo tempo.

Yuri: Você Ebece é o escolhido de Odin.

O mestre estava tranqüilo quando disse, mas Ebece não acreditava, não podia ser. Ele foi o escolhido de Odin.

O destino é uma questão de escolha e para tomarmos a decisão correta

Necessitamos de um espírito de mestre.



Notas finais
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