Lendas de Midgard

4 Filhos do Deserto


Notas iniciais
Os personagens de Ragnarok não me pertencem, pertencem a GravityCorp.

Um lugar muito quente, quase sem seres vivos, esse é o Deserto de Sograt. Ele cerca a cidade de Morroc. Um lugar deserto duas crianças são abandonas, muito distante de qualquer civilização.

Wickebine: Eremes, to com fome e cansada. – diz uma criança que aparentava ter uns sete anos, magra, olhos azuis escuros, cabelos preto azulado e sua pela morena clara, devia ao sol.

Eremes: Vamos parar na sombra do cacto. – diz um menino idêntico a ela, apenas um pouco mais alto.

Sentaram-se na sombra do cacto.

Eremes: Vou procurar alguma coisa pra gente comer. – disse se levantando e se afastando.

Wickebine ficou observando seu irmão gêmeo se afastar. De repente sua visão começou a ficar escura e então desmaiou.

Eremes: Droga. Onde vou achar coisa pra comer aqui. – ele olhou mais adiante e viu um lobo. – Merda!

O lobo foi em sua direção. Ele tentou correr, mas foi em vão, o lobo o alcançou com facilidade e salto na frente de Eremes. O lobo mostrou os dentes. Eremes estava com medo, tinha certeza de que morreria ali. Quando o lobo pulou para atacá-lo, ele percebeu que o lobo estava sangrando. Então ele viu uma faca cravada nas costas do lobo, e por reflexo desviou do lobo. Ele tentou pegar a faca, mas o lobo mordeu seu braço. Quando viu o sangue escorrendo ele sentiu algo estranho como se o incentivasse a ir com tudo para cima do lobo, Eremes perdeu a consciência e quando a recuperou o lobo estava morto, ele com a faca em sua mão e coberto pelo sangue do lobo. Começou a chorar estava assustado com a imagem do lobo morto à sua frente. Ele pegou alguns pedaços da carne e foi até onde se encontrava sua irmã.

Estava próximo de onde se encontrava Wickebine, viu algo caído no chão então correu até lá. Quando chegou perto viu sua irmã desmaiada, largou os pedaços de carne no chão.

Eremes: “Wicke” acorda! “Wicke”! – gritou, mas não obteve resposta.

Então colocou a carne dentro da bolsa, feita com couro de animal, pendurou em um dos braços e colocou sua irmã nas costas e seguiu para um lugar seguro.

Quando acordou Wickebine estava em uma tenda.

Eremes: Você está bem?

Wickebine: Onde agente ta? – perguntou assustada.

Eremes: Em uma tenda próxima as pirâmides. – ele joga a bolsa para ela – Tem comida ai, vou pegar um pouco de água lá fora. – ele se levanta e vai saindo da tenda.

Wickebine: Você já comeu?

Eremes para na porta da tenda: Não to com fome, pode comer. – e sai da tenda.

Ela comeu alguns pedaços e deixou o resto pro irmão, mesmo ele dizendo isso ela sabia que ela estava com fome. Ele retorna para dentro da tenda e joga uma garrafa para ela, ela olha-o com uma cara interrogativa.

Eremes: É água.

Ela sorri para ele e toma um pouco da água e devolve a garrafa com metade de água.

Eremes: Toma tudo tem mais lá fora. – mesmo ele falando isso ela coloca a garrafa do lado dele e se senta perto dele, com um sorriso tonto.

Ela pega a bolsa e leva perto dele e coloca a bolsa no colo dele.

Eremes: “Wicke” e pra você essa comida, eu não to com...

Wickebine: Para de mentir. – ela estava com a cabeça abaixada – Por favor, coma.

Ele viu uma lágrima escorrer dos olhos dela e se culpou pelo que estava acontecendo com eles.

Eremes: Obrigada. – e pegou a bolsa da mão da irmã. Ela levantou o rosto com um sorriso nos lábios e lágrimas em seus olhos.

Depois de comer eles foram dormir, achavam que pela primeira vez dormiriam em segurança.

Já era de manhã, o sol estava forte. Eles acordam com um barulho, que cada vez estava mais perto, eles levantam e pega o pouco que tinham e saem da tenda. Quando saíram deram de cara com um mercador de escravos de Morroc.

Mercador: O que vocês estão fazendo aqui suas pestinhas. – diz isso e logo tira uma espada.

Os dois correm em direção as pirâmides, olharam para trás e vira o mercador no chão, vira um vulto se aproximando deles então entram na pirâmide.

Então começaram a andar devagar.

Wickebine: Aonde agente vai?

Eremes: Temos que achar algum lugar para nos esconder.

Wickebine: Eu escutei alguma coisa.

Eremes: O que? – ele parou e virou para ela.

Wickebine: Cuidado! – ela se abaixa e puxa ele, alguns morcegos passam por eles.

Eremes: Familiares, vem. – ele pegou na mão dela e saiu correndo.

Eles chegaram ao centro da pirâmide.

Wickebine: Agente ta perdido.

Eremes: Calma.

Wickebine: Mas agente ta perdido.

Eremes: Eu já disse calma! – ela ficou quieta e o encarou. – Vamos andando.

Eles viram uma escada, desceram-na mais não havia nada apenas um beco sem saída.

???: O que vocês estão fazendo?

Eles olham para o topo da escada e vêem um assassino, ele tinha mais ou menos 1,80 de altura, pele branca, era magro e possuía olhos e cabelos negros. O assassino começou a descer a escada, Eremes encostou sua irmã na parede e se pos na frente dela.

???: O pensa que pode fazer? – ele sorriu chegou perto dos dois se abaixou e puxou uma corda, abrindo uma passagem. – Entrem logo. – os dois obedeceram.

Os três chegaram até o final da escada abriram à porta. As duas crianças ficaram assustadas com o que viram, havia um bar ali.

Balconista: Bem-vindos. Quanto tempo Sora! – sorrindo.

Sora: Onde estão aqueles malucos?

Balconista: Direto ao assunto como sempre né? Eles ainda não chegaram se quiser descansar fique a vontade. E quem são essas crianças? Seus filhos? – disse com um sorriso percebendo que ele não estava sozinho.

Ele olhou-a com um olhar de reprovação, a fazendo dar risada.

Wickebine: Eu sou Wickebine e ele é meu irmão gêmeo Eremes. – disse com naturalidade, como se não tivessem passado por nada há cinco minutos atrás.

Balconista: Você é muito bonita Wickebine. Pode ir descansar Sora eu cuido deles.

Sora: Eu só os trouxe aqui porque não gosto de matar crianças. – disse se retirando da sala.

Eremes: Encosta o dedo na minha irmã e acabo com você.

Sora olhou para ele e deu um sorriso e se retirou.

Balconista: Fica calmo ele não teria coragem de encostar em vocês. – disse sorrindo. – E então vão querer alguma coisa.

Wickebine: Não temos como pagar.

Balconista: Tudo bem, é de graça pra vocês. — Wickebine deu um sorriso de orelha a orelha. – Você fica muito mais bonita quando sorri.

Wickebine ficou corada: Pode me dar água?

Balconista: Que tal um suco?

Wickebine: Tá.

Balconista: Vai querer algo Eremes?

Eremes: Não. – respondeu seco e se sentou em uma das cadeiras ao lado da irmã.

A balconista entregou o suco: Onde estão os pais de vocês?

A Wickebine abaixou a cabeça.

Eremes: Eles nos abandonaram.

Balconista: Desculpa, e como vocês estão vivendo?

Eremes: Damos nosso jeito.

Balconista: Quando foi a última vez em que comeram?

Wickebine: Ontem de noite. Meu irmão matou um lobo para que agente tivesse alguma coisa pra comer.

Balconista: Nossa! Você deve ser bem forte, os dois na verdade, conseguiram viver até hoje sozinhos. – ela ficou quieta e depois deu um sorriso – Pois hoje algo vai mudar — os dois olharam-na assustados – Vou fazer uma proposta irrecusável. – ela deu um sorriso torto – Vocês não querem ser algo melhor, algo que o mundo inteiro ira reconhecer?

Eremes: Como assim?

A Balconista deu um sorriso malicioso: Vão até aquela porta, lá vocês descobriram um mundo muito diferente do que vocês vivem, um mundo de fama e poder. O mundo de um assassino.

Os gêmeos ficaram curiosos, Eremes deu um sorriso torto.

Eremes: Não tenho nada a perder. “Wicke”?

Wickebine: Vamos! – disse ela colocando o copo vazio em cima do balcão e indo à porta.

Eles abriram à porta, entraram e depois a fecharam.

Balconista: Pode aparecer Sora. – nesse momento Sora surge encostado em uma parede.

Sora: São eles.

Balconista: Você sabe que não existe essa coisa de humanos com dons divinos, é apenas uma crença para que nos humanos tenhamos algo para acreditar que um dia esses humanos nos salvem. Se eu não acredito, por que um assassino como você, vai acreditar?

Ele sorriu.

Sora: Eu vou morrer logo, você sabe disso.

Balconista: Pessimista. Você vai mesmo tentar?

Sora: Não tem outro jeito. Quero saber o quão forte estou.

Balconista: Mesmo sabendo que vai morrer. Você é maluco.

Sora: Eu estou indo. Sigfried está me esperando. Até logo. – foi em direção à porta.

Balconista: Até Sora. Tenha cuidado.

Sora: Sempre tenho. – disse sorrindo e logo desapareceu.

Os dois estavam assustados a sala era escura, de repente umas velas são acessas.

? : O que desejam?

Eremes: Nós queremos ser assassinos?

? : Pensa que é fácil garoto? – ela sorriu

Wickebine: Faremos qualquer coisa.

? : Então comecemos logo isso.

Wickebine: Antes disso posso saber o seu nome?

? : Sinto muito querida. – ela se curvou no balcão olhou nos olhos das crianças, sorriu e disse — Assassinos não possuem nomes, na verdade não precisamos. – ela sentou-se no balcão. – Antes de tudo, vou fazer umas perguntas a vocês e dependendo da resposta indicarei à vocês o caminho, saiba q nem todos tem o dom para ser um assassino. Estão pronto? – ela os olhou de um jeito desafiador.

Os dois responderam juntos: Sim!

? : Ótimo! É assim que eu gosto. Vamos lá! – disse isso se levantando do balcão e virando para eles com um sorriso. Só agora eles viram como ela era magra, altura mediana, olhos pretos, cabelos vermelhos que estavam presos num rabo de cavalo, que mesmo assim iam até o meio da costa, e tinha a pele branca, branca até demais para alguém do deserto. – São perguntas bem tontas, mas que podem fazer diferença. Primeira pergunta: Vocês matariam por dinheiro?

“Wicke” e Eremes: Sim!

? : Segunda pergunta: Vocês matariam inocentes por dinheiro?

Wickebine: Não.

Eremes: Sim.

? : Terceira pergunta: Deixariam algum amigo para trás?

Eremes: Talvez.

Wickebine: Nunca.

? : Não existe “talvez”. Sim ou não?

Eremes abaixou a cabeça.

Eremes: Não! – disse um pouco envergonhado.

? : Não tenha vergonha, também nunca abandonei meus amigos. Quem faz isso é apenas lixo pra mim. Isso basta pra mim.

As duas crianças olharam para ela, que estava sorrindo.

? : Mas vocês dois não podem ser assassino. Apenas um de vocês tem a qualidade pra isso. Os dois venham comigo, vou levá-los ao lugar certo.

Eremes: Espera! Por que apenas um?

? : Como eu disse apenas um de vocês tem a qualidade para ser assassino.

Wickebine: Qual de nós?

? : Vou levá-los para fora. Eremes você vem comigo.

Eremes: Mas...

? : Vamos logo, tenho que leva sua irmã para a mestre da guild dos arruaceiros.

Wickebine: Tá bom!

Eremes: Como assim “tá bom”? – ele olhou para sua irmã, incrédulo.

Wickebine: Acho que não era pra eu ser assassina mesmo. Eu vou esperar você termina o teste daí nós vamos para a guild dos arruaceiros.

? : Sinto muito, mas vocês vão se separar. Esse teste demora uns 5 dias, o seu “wicke” não pode esperar, o caminho para a guild se fecha e demora muito para abrir, então não podemos esperar.

Wickebine: Então não quero. – olhou para a mulher fazendo bico.

Eremes: Vai “Wicke”. Logo nós vamos nos encontrar.

Wickebine: Promete?

Eremes: Claro.

? : Vamos logo! – ela desceu do balcão e foi para a porta.

Balconista: Olá! – disse com seu sorriso costumeiro.

? : Já estamos indo.

Balconista: Grossa! – disse vendou os três que estavam indo à escada.

Quando iam sair da pirâmide a assassina parou na porta.

? : Fiquem aqui! – e foi saindo.

Eremes: Onde você va... – antes de termina de falar ele escutou um barulho de pedras. – O que foi isso?

? : Pelo visto ele ainda esta vivo. Maldito!

Wickebine: Quem? – perguntou olhando para a assassina.

? : É perigoso vocês saírem.

Eremes: Espera!

? : Você é surdo por acaso! – gritou com eles e logo saiu da pirâmide.

Os pequenos ficaram assustados.

Eremes: Eu não vou ficar aqui sem saber o que está acontecendo.

Wickebine: Mas...

Eremes: Eu to cansado de fugir “Wicke”, você não está?

Ela o olhou e foi saindo da pirâmide, tirando um sorriso de seu irmão.

Ao saírem viram dois assassinos um pouco machucados.

Assassino 1: Não vamos conseguir para-lo.

Assassino 2: Os mestres já devem estar chegando, segura ele mais um pouco.

Surgi algo saído da areia com uma aparência nada comum uns 4 metros de altura, parecia ter quatro olhos e dentes enormes, cheios de sangue. De repente essa criatura vai para cima dos assassinos. Conseguiu pegar um deles comendo o mesmo, o outro ficou travado vendo seu amigo gritando enquanto era engolido. O bicho horrendo já estava indo atrás do outro quando uma pedra bateu em sua cabeça, ele se virou avistando duas crianças o encarando sem medo.

Criatura: Ora carne nova. – disse virando-se e indo até onde esta as crianças.

Ele se aproximou rapidamente deixando os dois gatunos sem reação.

Criatura: Acho que fico com você primeiro. – logo em seguida pegou Wickebine.

Eremes: Solta ela seu desgraçado! – foi atacar.

Criatura: Você acha q consegue fazer algo! – ele parou o ataque de Eremes o jogando a alguns metros.

Wickebine: Nii-san!

Criatura: Você é muito barulhenta. Logo ele se juntará a você.

Ele foi aproximando ela da boca.

? : Solta ela! – pulou uma assassina em suas costas cravando duas adagas. Ele jogou a garota, que desmaiou, e virou-se atacando esse novo ser.

Os mestres chegam e tentam impedi-lo de voltar a destruir a cidade.

Mestre Assassino: Freoni fizemos um trato.

Freoni: E eu o quebrei, não tem graça ficar sozinha sem ter quem matar. – ele pegou a garotinha de novo. – Vão me deixar ir ou posso matá-la agora?

? : Não se atreveria!

Freoni: E por que não? – ele a olhou desafiando-a a fazer alguma coisa.

Ela retirou a katar se preparando para atacá-lo.

Mestre Assassino: Pare! Você pode levá-la se deixar o resto da cidade em paz.

? : Mas...

Freoni: Acho que não! – ele ia comer “Wicke”, quando algo passa rapidamente tirando-a de suas mãos. – O que foi isso? – ele se vira e olhos vermelhos como sangue o encarando com ódio.

? : Eremes! – grita à assassina.

Eremes parecia estar inconsciente e logo atacou o monstro. Freoni tentou pega-lo mais foi inútil o gatuno passou por baixo dele subiu nas costas pegando as duas adagas, saltou e voltou para o chão. A criatura se virou para ele assustada, Eremes estava com um sorriso nos lábios, seus olhos estavam diferentes, como a ira de um deus aprisionada ali dentro, eram muito intensos para uma criança. O moleque sumiu mais Freoni era experiente e sua velocidade não ficava para trás, ele parou o golpe da criança o jogando para longe, mas Eremes caiu em pé e foi para cima de novo, dessa vez muito mais rápida, o bicho não conseguiu acompanhar a velocidade e recebeu dois cortes, um no braço direito e outro em um dos olhos, o gatuno se afastou rindo da cara que a criatura ficou.

Freoni: Ora seu pirralho! – ele começou a virar fazendo uma tempestade de areia – Eu ainda te mato moleque! – após dizer isso sumiu.

Assim que a poeira abaixou a assassina viu as duas crianças jogadas.

? : Eremes! Wickebine! – ela correu até eles.

Mestre Assassino: Quem são essas crianças?

? : Eu estava levando-os para se tornar assassino Senhor.

Mestre Assassino: Qual deles?

? : O menino. E ela eu ia levar para a Guild dos Arruaceiros.

Mestre Assassino: Eu vou para a guild agora eu o levo comigo, você pode levá-la para a Sayuri.

? : Claro! – ela foi pegar o moleque para dar ao seu mestre quando viu uma marca no pescoço dele. – Mestre o que é isso no pescoço do garoto?

O mestre se aproximou e se assustou com o que viu, havia uma marca o rosto de um lobo. O símbolo do deus Vidar.

? : Mestre tem um também na mão dela.

A marca da menina era uma rosa exótica. O símbolo da deusa Freya.

? : Mestre o que é?

Mestre Assassino: Não é nada. Apenas leve-a para a Sayuri e peça para ela vir falar comigo depois. – ele pegou Eremes e seguiu para a Guild dos Assassinos e sua subordinada pegou Wickebine levando-a para a Guild dos Arruaceiros.

O caminho dos irmãos foi mudado, nenhum deles sabe para onde está indo, não se sabe quando iram se ver ou se um dia terão esse privilegio.

Deus sempre passa pelo deserto os seus heróis,

Antes de lhes colocar num lugar de propósito e honra.

Notas finais
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kissus ;D