Notas iniciais
Percebam que, por enquanto, pouco da história original vai ser alterada. Seguiremos o curso de Hogwarts pelos olhos de Cordélia, de quem eu espero que vocês estejam gostando, mas Hogwarts segue seu curso.

Double, double, toil and trouble.
Fire burn and cauldron bubble.
Double, double, toil and trouble.
Something wicked this way comes!

Relâmpagos cortavam o céu no momento em que as carruagens pararam diante das enormes portas de carvalho e arabescos da entrada no castelo. O grupo de seis setimanistas pulou das carruagens –Cedrico esperando Cordélia para ajudar sua descida, enquanto os outros corriam para dentro do hall, que parecia seco e acolhedor diante da tempestade do lado de fora. A iluminação feita por archotes do saguão esquentava o ambiente e lançava sombras amarelas em seus rostos molhados, afinal, a maioria dos feitiços impermeáveis havia desbotado na viagem.

O chão do saguão de entrada estava particularmente cheio d’água quando eles pararam para fazer feitiços de secamento uns nos outros. Para sua surpresa, sem que ela pedisse, Anna Smith apontou sua varinha para a sonserina e secou suas vestes com um gesto rápido do pulso. Cordélia soltou Gargamel no chão para que achasse seu caminho no castelo sozinho e estava agradecendo quando Mary e Lana a alcançaram, vindo do salão.

—Desculpa ter deixado você. –Mary alcançou Cordélia e colocou seus cabelos cor de mogno atrás das orelhas da menina. –Mas não teríamos conseguido encontrá-la na tempestade.

—Não tem problema. –Murmurou Cordélia, afastando as mãos da amiga, que pareciam as de uma mãe especialmente preocupada.

Lana havia se virado para seus novos colegas lufanos, incluindo Cedrico, que parecia estar esperando por Cordélia para entrar no salão.

—Obrigada por virem com ela. –Disse Lana, como se Cordélia fosse uma criança sem acompanhamento. A sonserina de cabelos escuros tentou protestar, mas sua amiga loura já estava apertando as mãos dos lufanos com alegria, criando laços, enquanto eles a diziam que havia sido um prazer. Exatamente como pais.

—Bem, o que aconteceu aqui? –Gregor apontou todo o chão molhado. –O lago transbordou ou algo assim?

—Foi pirraça. –A voz de Mary era sombria. O poltergeist habitante do castelo era um assunto sensível para ela desde que arruinara suas vestes para uma festa de halloween escondida no ano anterior. –Ele usou os alunos como alvos para suas bolas d’água até Mcgonagall vir aqui manda-lo embora.

O grupo, maior agora que suas amigas sonserinas haviam se juntado a ele, fez seu caminho pela escadaria de pedra até o salão principal, que tinha o esplendor de sempre, iluminado por centenas de velas, os pratos, talheres e taças de ouro refletindo as luzes amareladas, o som de conversas se misturando no ar até que fossem todas indistinguíveis entre si. As sonserinas acenaram para os colegas lufanos quando se separaram, indo sentarem-se cada um a suas mesas. Cedrico segurou o olhar de Cordélia por um tempo um pouco longo demais, que a fez mais uma vez naquele dia ficar corada, mas, quando se sentou, ele já havia se distraído em conversas. O salão estava agradavelmente quente e seus colegas sonserinos não demoraram em começar a reclamar de fome.

O Barão Sangrento, fantasma da Sonserina, famoso por ser especialmente assustador, mas sempre prestativo com alunos da casa das serpentes perdidos pelo corredor do castelo, estava flutuando perto do grupo do sétimo ano.

—Boa noite, Barão. –Cumprimentou Edmundo, com um gesto educado de cabeça, que o fantasma respondeu antes de se aproximar.

—Ah, aqui estão os nossos próximos formandos. –Comentou, olhando de um para o outro. –Vocês têm um ano interessante à frente. –Disse, misterioso. –Muito interessante...

Com isso, se afastou mais para o meio da mesa, parecendo satisfeito em ser enigmático. Cordélia e Peter trocaram um sorriso; três anos antes, o Barão fizera um comentário parecido enquanto eles se esgueiravam para uma festa proibida no Lago Negro. Foram duas semanas de detenção, limpando taças e troféus, mas Cordélia ainda achava que havia valido a pena.

—Ei. –Cassius chamou a atenção dos colegas. –Onde está o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas?

Cordélia seguiu seu olhar, notando os três espaços vazios na mesa dos professores.

—Pena que Lupin foi demitido. –Comentou Mary. –Ele era um bom professor. E bonito.

Cordélia não podia dizer que concordava. Tinha uma forte opinião sobre lobisomens, gigantes e afins. Havia um motivo para que não se confiasse neles; não eram dignos de confiança, não importa o quão boas houvessem sido as aulas de Lupin. Segundo seu padrinho, ele havia estado envolvido na fuga de Black, embora Snape não devesse ter compartilhado aquela informação com ela.

—Deus, você tem um problema com padrões de beleza. –Edmundo voltou a criticá-la. Cordélia, é claro, sabia que na verdade ele se incomodava que ela estivesse sempre flertando com outras pessoas, mas não podia dizer nada.

—Havia algo de selvagem nele. –Ela pareceu indiferente ao colega, falando com um ar sonhador.

—Ele era um lobisomem. –O tom de Edmundo era seco o suficiente para desidratar qualquer coisa por perto. Cordélia sabia que os Greengrass compartilhavam a opnião dos Bloxam sobre mestiços de criaturas.

—Shiu! –Exclamou Lana, fazendo um gesto para ambos.

Cordélia acompanhou seu olhar. Entrando no salão, vinha uma fila pouco organizada, liderada pela professora Mcgonagall. Se Cordélia havia se sentindo úmida e fria, mesmo após se secar com feitiços, nada se comparava aos novos primeiranistas. Tremendo de frio, parecia que eles haviam atravessado o lago a nado pelo quão molhados eles estavam. Cordélia passou os olhos por eles, procurando sua irmã. Ficou aliviada em notar que ela estava menos encharcada que seus colegas, mas seu nariz estava distintamente vermelho, brilhando em comparação com as bochechas pálidas.

A professora colocou um banquinho alto de três pés muito familiar diante dos novos alunos. Cordélia ainda se lembrava bem da sensação de estar ali: exposta, visível, ansiosa, com medo. Seu pai era um sonserino, sua mãe, uma corvina. Sua tia –que jamais conhecera, pois morrera na guerra, mas que sua mãe sempre dizia que parecia com ela –havia sido uma grifinória, assim como a maior parte de sua família materna. A pressão era menor do que a de um Malfoy, ela supunha, mas os Bloxam ainda eram sonserinos em sua maioria -sua avó era uma Black, sua bisavó era de um galho adjacente da família Gaunt. Esperou com impaciência enquanto o chapéu seletor cantava uma nova canção, contando a história dos fundadores de Hogwarts, antes que a seleção propriamente dita tivesse início.

A professora Minerva desenrolou um longo pergaminho amarelado:

—Ackerley, Stuart!

O garoto que se aproximou tremia dos pés à cabeça.

Corvinal! –Anunciou o chapéu em alto e bom som.

—Baddock, Malcolm!

Sonserina!

Embora estivesse distraída à espera de sua irmã, quando seus colegas começaram a aplaudir, Cordélia se juntou ao coro de palmas, olhando com nojo para a mesa da Grifinória quando os diabos duplicados que eram os gêmeos Weasley passaram a vaiar sem motivo aparente –uma demonstração de falta de educação notável.

—Bloxam, Lucy! –Chamou a professora Minerva.

Cordélia assistiu com atenção dobrada sua irmã subir os degraus até o chapéu e se sentar cum dificuldade no banquinho. Seus amigos a lançaram olhares encorajadores. Mary sorria grandemente para Lucy, que conhecia todos os seus amigos. Cordélia sentia como se o chapéu não pudesse demorar mais enquanto cobria os olhos de sua irmã caçula.

Corvinal!

A mesa ao lado irrompeu em vivas. Cordélia se sentiu murcha por um momento, mas, quando os olhos de sua irmã encontraram com os seus da mesa de sua nova casa, grandes, azuis e à procura de aprovação, ela deu um grande sorriso e também aplaudiu, sendo seguida pelos seus cinco amigos. Edmund, por quem Lucy tinha uma quedinha, fez sinais positivos com ambos os dedões, que fizeram a menina corar e se encolher em seu lugar. Nenhum colega sonserino lançou olhares feios para eles; afinal, a maioria deles gostava de Cordélia, que era uma monitora justa e prestativa. A seleção continuou, parecendo ainda mais monótona, depois disso.

—Branstone, Eleanora!

Lufa-Lufa!

A menina de marias-chiquinhas sentou-se na mesa na altura em que estava Cedrico, e Cordélia aproveitou a oportunidade para admirar o colega lufano mais um pouco, sem parecer que estava encarando. Sua mão ainda parecia quente onde ele havia a segurado e ela poderia apontar o exato ponto de sua cintura que ele segurara quando a ajudara a descer da carruagem debaixo da chuva. Ela havia mantido esperanças que ele a chamasse para sair no ano anterior, mas quando a sonserina saiu com Rogério Davies, ele pareceu perder o interesse, sendo muito visto ao lado de Cho Chang, uma quintanista da Corvinal muito bonita. Se no ano anterior ele parecia ter perdido o interesse, Cordélia imaginara que durante as férias ele se esqueceria completamente dela, como se esquecera quando ela passara um ano de estudos em Beauxbatons.

Seu coração parecia feito de esperança agora; certamente não o coração de uma sonserina.

—Cauldwell, Owen!

Lufa-Lufa!

Agora Cordélia se obrigou a parar de prestar atenção no Garoto de Ouro da Lufa-Lufa, ou logo seria contagiada a aplaudir com ele quando um primeiranista fosse selecionado para sua casa. Ela não deixava de se impressionar com a capacidade de Cedrico Diggory de coloca-la sob encantamento.

—Creevey, Dênis!

Grifinória!

Cordélia deixou de prestar atenção à seleção por um segundo quando achou em seu bolso o card de Morgana dos sapos de chocolate. Se sentiu boba por ter colocado as iniciais do lufano ali, mas era uma lembrança que ela pretendia colocar em sua caixa das boas memórias. A seleção continuou:

—Madley, Laura!

Lufa-Lufa!

—McDonald, Natália!

Grifinória!

—Pritchard, Grão!

—Sonserina!

Eles aplaudiram efusivamente, as palmas das mãos já cansadas e doloridas, mesmo enquanto Cassius se inclinava um pouco para frente para falar baixinho “que nome” para os colegas que soltaram risinhos condescendentes.

—Quirke, Orla!

Corvinal!

Por fim, “Whitby, Kevin!” foi selecionado para a Lufa-Lufa, encerrando a seleção. A professora Minerva recolheu o banquinho e o chapéu e os levou embora por uma porta lateral à mesa dos professores.

—Só tenho duas palavras para lhes dizer –Dumbledore havia se levantado de sua cadeira e aberto os braços, pronto para selar a felicidade de todo o salão. –Bom apetite!

As travessas vazias na sua frente num instante se encheram de bolo de carne, torta de rins e batatas assadas, enquanto suas taças enchiam-se magicamente de suco de abóbora o suficiente para que todos se servissem de forma abundante, e foi o que fizeram.

Warrington, cujos pais trabalhavam no ministério, voltou a um assunto que aparentemente eles tiveram no trem antes que Cordélia voltasse à cabine.

—Ele estava sendo todo misterioso, o papai. –Contava, entre uma garfada e outra. –Disse que esse ano iria entrar para a história de Hogwarts. Falou que o Ministério passou o ano negociando os termos. Acho que queria que eu perguntasse o que ‘tá rolando, sabe? Mas eu não podia dar o braço a torcer.

Edmundo tinha uma história parecida.

—A mesma coisa lá em casa. –Ele pôs a taça de vinho cheia de suco na mesa com um tilintar. –Papai ficou dizendo que com dezessete anos era minha chance de brilhar. E lamentou que Astória e Daphne fossem tão novas, pois poderíamos aumentar as chances da Sonserina.

—Sonserina? –Peter devaneou. –Se é uma competição entre as casas, deve ter a ver com quadribol. –Ele disse, animado, como artilheiro do time da Sonserina. –Seria bom vencer esse ano, antes de ir embora, não seria?

Eles já estavam na sobremesa agora, a parte preferida de Cordélia, que havia guardado a maior parte de seu estômago para variar entre torta de caramelo, pudim de leite e bolo de chocolate recheado. Edmundo olhou para seu prato como se ela fosse uma aberração, mas não teceu comentários.

Ao fim da sobremesa, Dumbledore se pôs de pé mais uma vez, para dar os avisos usuais, sobre a Floresta Proibida e a lista do zelador Filch, que crescia a cada ano, agora incluindo Frisbes Dentados e Bumerangues-de-repetição. Cordélia, como monitora, anotou os dois acréscimos mentalmente, para que pudesse ficar atenta aos seus colegas, que gostavam de desobedecer às regras.

—Tenho ainda o doloroso dever de informar que este ano não realizaremos a Copa de Quadribol entre as casas.

Cordélia, entretida, observou seus colegas que pareciam em choque. Peter e Cassius estavam até mesmo pálidos, e até Edmundo, que não era um fanático, mas jogava, parecia perplexo. Mary, entusiasta do esporte, repetia a frase em um tom muito baixo para ser ouvido como se estivesse enfeitiçada, mesmerizada. Cordélia trocou um olhar divertido por Lana, que sorria, batendo no ombro de Peter amigavelmente, mas sem empatia.

Dumbledore continuou:

—Isso se deve a um evento que começará em outubro e irá prosseguir durante todo o ano letivo, mobilizando muita energia e muito tempo dos professores, mas eu tenho certeza de que vocês irão apreciá-lo imensamente. Tenho o grande prazer de anunciar que este ano em Hogwarts...

Mas sua fala foi interrompida por uma trovoada ensurdecedora, que abriu as portas de carvalho pesadas do salão.

Havia um homem parado à porta, apoiado em um cajado e coberto por uma capa de viagem. Todas as cabeças olhavam para ele agora e Cordélia o seguiu com os olhos enquanto caminhava em um passo irregular para a mesa dos professores. O passo irregular tinha um ruído metálico e, quando um segundo relâmpago cortou o céu, jogando luz sobre seus traços, Cordélia prendeu a respiração e procurou a mão de Lana por debaixo da mesa.

O rosto do homem era desfigurado. Cordélia queria achar outra palavra, porque aquela soava sombria, mas não havia. A boca era um rasgo fino, o nariz estava sem um pedaço, que claramente fora arrancado, o rosto era coberto por cicatrizes; algumas mais finas, outras mais grossas, algumas brancas e algumas que desfiguravam a pele completamente, o deixando grotesco. Ele caminhou até Dumbledore para apertar sua mão e, quando se sentou no único lugar vazio na mesa dos professores, puxou para si um prato de salsichas, ignorando o ar de suspense que o salão havia adquirido com sua entrada.

—Gostaria de apresentar o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. –A voz animada de Dumbledore contrastava com o silêncio de túmulo que envolvera o salão. –Professor Moody.

Dumbledore e Hagrid bateram palmas para a nova adição, mas foram os únicos. O resto do salão ainda olhava em choque hipnotizado para a aparência do novo professor. Na mesa da Sonserina, um murmúrio crescia como um fogo aceso: filhos de ex-comemensais caçados por Moody, como Malfoy, ou, no caso dos mais velhos, como o grupo de setimanistas da qual Cordélia fazia parte, a lembrança vaga de um período de trevas quando eles eram novos demais. Uma garota do quinto ano chamada Ariadne Rosier abriu a boca em um esgar violento -seu pai fora morto pela equipe de aurores de Moody nos tempos da guerra.

Moody parecia indiferente à recepção fria. Cordélia o notou bebendo de um frasco arrolhado que tirara de suas próprias vestes enquanto ignorava o suco de abóbora fresco bem à sua frente. Dumbledore voltou a pigarrear:

—Como eu ia dizendo –recomeçou –, teremos a honra de sediar um evento muito excitante nos próximos meses, um evento que não é realizado há um século. Tenho o enorme prazer de informar que, este ano, realizaremos um Torneio Tribruxo em Hogwarts.

—O senhor está BRINCANDO! –Exclamou em voz alta um dos gêmeos endiabrados ruivos pertencentes à família Weasley.

O salão todo explodiu em risadas amigáveis, mas Cordélia estava trocando olhares espantados com seus amigos.

—Não estou brincando, Sr. Weasley. –Dumbledore disse, antes de começar a devanear e ser interrompido pela professora Minerva.

Depois disso, recebendo total atenção de seus alunos, o diretor começou a explicar os pormenores do torneio, desde sua fundação às suas regras e ao prêmio. Houve uma grande comoção quando foi anunciado que apenas bruxos maiores de dezessete anos poderiam competir pela taça, mas Cordélia, que fizera dezessete durante as férias, não estava preocupada.

—Vocês vão se inscrever? –Perguntou aos amigos, que pareciam perdidos no mundo dos pensamentos.

—Sem dúvida. –Mary respondeu.

Edmund deu de ombros.

—Seria bom se a Sonserina ganhasse, não é? –Sorriu malicioso. –Calar os grifinórios por um segundo. Eles provavelmente acabariam torcendo por Beauxbatons ou Durmstrang para não darem o braço a torcer.

Warrington nem hesitou, assim como Mary, em confirmar sua participação. Luna pareceu mais hesitante.

—O cálice não me escolheria. –Deu de ombros. –Imagino que vá escolher o melhor bruxo de cada escolha, não é?

—Você é a melhor entre todos nós. –Garantiu Peter, se inclinando para tirar cabelo louro do rosto da namorada.

Depois disso, os alunos foram liberados para os seus dormitórios. Edmundo e Cordélia, finalmente, por serem monitores-chefe, podia relegar a ingrata tarefa de guiar os primeiranistas pelo castelo aos monitores do quinto e sexto ano, e assim o fizeram. Estavam muito cansados para continuar conversando, mas Mary, que parecia bastante acordada, foi por todo o caminho falando sobre quais tarefas ele imaginava para esse torneio. O único que parecia disposto a ouvi-la era Edmundo, lutando contra seu próprio sono, mas Warrington andava na frente, acompanhado de perto por Cordélia, que queria cair na cama.

—Salazar. –Warrington deu a senha para entrarem no salão comunal. Como sempre, era um lugar esverdeado pela luz do lado que atravessava as janelas. As lareiras estavam acesas e poucos alunos se dividiam nas poltronas de couro, lutando contra o sono e comentando sobre o que fariam com o prêmio de mil galeões.

Alguns se viraram para o grupo quando este entrou, parecendo analisar qual deles seria escolhido caso todos se inscrevessem, sendo que, como setimanistas, eram todos maiores de idade.

—Aposto em Warrington. –Disse um segundanista. Ao que outro respondeu:

—Não sei, Bloxam não é aquela menina cujo pai trabalha no Instituto Flammel de Poções? Ouvi dizer que ela conhece mais venenos do que o professor Snape.

Cordélia se despediu dos meninos, que seguiram para o dormitório da direta, antes de se virar para os mais novos.

—Conheço. E se não querem ser envenenados no café, subam para os seus dormitórios.

Quando se livrou de todos os remanescentes do salão comunal, finalmente subiu as escadas cansada, para encontrar sua já familiar cama coberta por cobertores de veludo e seda verde-esmeralda e verde-garrafa em sua cama de dossel. Suas duas colegas já estavam dormindo e Cordélia escovou os dentes rapidamente antes de deitar, colocar o card de sapo de chocolate debaixo de seu travesseiro e se deixar afundar no mundo dos sonhos.

Notas finais
E aí? Cordélia vai se inscrever? Vai concorrer contra o lufano? Deixe sua opinião! A música do começo do capítulo é Double Trouble, da sountrack de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, disponível no Spotify na playlist da fanfic!