Notas iniciais
Capítulo curtinho, mas, como de praxe, o próximo vem em seguida, coladinho, no máximo amanhã! Boa leitura para vocês e nos vemos nas notas finais!

"And I've always lived like this
Keeping a comfortable, distance
And up until now
I had sworn to myself that I'm content
With loneliness

Because none of it was ever worth the risk"

Dezembro chegou a Hogwarts trazendo chuva e neve granulada. As correntes de ar que varriam o castelo, bem-vindas no verão, causavam arrepios e deixavam Cordélia irritada em ter de mudar de uma sala para a outra. Em Herbologia, estavam terminando o trabalho com plantas aquáticas no lago, que se tornara uma tarefa insuportável. As Traiçoeiras estavam maiores do que nunca, mas o inverno as inibia e elas pareciam menos propensas às tentativas de afoga-los. Porém, sempre terminavam a aula com os dedos dos pés dormentes.

—É o momento perfeito para colher suas sementes. –Disse a professora Sprout, enquanto os fazia colocar os tornozelos e as mãos na água gelada para a tarefa.

—E para congelar nossas almas. –Mary murmurou, com os dentes cerrados, ao seu lado, insatisfeitíssima com a professora, mas tendo o cuidado de falar baixo o suficiente para que ela não a ouvisse; já estava de detenção por ter sido pega dentro do salão comunal da Lufa-Lufa, mais especificamente no dormitório de Susana. Os detalhes não foram dados, mas o fato de que recebera duas semanas de detenção falava por si só.

—Você não está com frio? –Cedrico se aproximou de Cordélia na metade da aula, tirando o cachecol para emprestá-la. Ela não aceitou.

—Frio é para lufa-lufas, Cedrico. –Respondeu com arrogância. O olhar que Mary a lançou depois dessa frase não foi amigável. –Sonserinos nascem do frio.

—Vou me lembrar disso da próxima vez que quiser meu cachecol. –Ele ameaçou, risonho.

Ela considerou o cheiro de lavanda que as roupas dele sempre exalavam e estendeu a mão para aceitar a peça amarela e preta, fingindo não se importar.

Ao fim de uma aula particularmente espinhosa de Poções sobre trabalho de modificação, que era a habilidade de melhorar uma poção às condições do ambiente em que seria servida ou preparada para seu melhor efeito e também justamente o assunto que Cordélia estava abordando no trabalho que enviaria para o Instituto Flammel, Snape, parecendo mais desgostoso do que parecera todo o semestre, pediu para que ficassem um segundo na sala.

—Fui incumbido de dar a vocês um aviso. –Ele falou como se as palavras machucassem. –Como tradição do Torneio Tribruxo, o Baile de Inverno está próximo. É, tradicionalmente, uma oportunidade para conversar socialmente com nossos hóspedes estrangeiros. Embora o baile só seja permitido para alunos do quarto ano em diante, vocês podem chamar um colega mais novo.

Alicia Spinnet deu uma risadinha com Anne Smith, enquanto Lana e Peter trocaram um olhar meloso. Cordélia quis muito checar Cedrico, ao seu lado, para ver o que pensava, mas não o fez, embora sentisse o olhar dele em cima dela. Manteu seus olhos verdes no professor de Poções, com uma expressão que pensava ser neutra.

—Isso não significa que podem se comportar como os diabretes da Cornualha que frequentemente são em minha sala de aula. –Ele voltou a falar, mais incisivo. –O decoro que se espera de alunos de Hogwarts se mantém e, se algum aluno envergonhar a escola, vou deixar cair uma gota de Veritasserum em seu suco de abóbora matinal, enquanto se expõem ao ridículo.

A sineta tocou, fazendo com que os alunos, que haviam perdido toda a expressão de riso à última fala so professor, começassem a sair da sala.

—Diggory e Bloxam, fiquem onde estão, por favor.

—Morgana nos ajude. –Cordélia murmurou baixo para Mary sob a respiração, baixo demais para o professor ouvir, ao que a amiga deu um risinho e escapou para fora da sala com passos apressados.

Snape esperou pacientemente que todos os seus colegas saíssem, estes lançando olhares curiosos para trás, antes de fazer um gesto para que se aproximassem de sua mesa, onde rolos de pergaminho de seus últimos trabalhos descansavam prontos para serem dissecados pelo mestre de poções.

—Sr. Diggory, fui incumbido da tarefa de avisá-los que os campeões e seus pares abrirão o baile, como manda a tradição.

Cedrico apenas levantou as sobrancelhas e respondeu “sim, senhor”. Cordélia supôs que era menos ruim do que enfrentar um dragão. Snape deixou que Cedrico saísse, avisando que a esperaria no corredor, antes de se virar para Cordélia.

—Seu pai me escreveu. –Snape anunciou. –Querendo notícias suas, porque aparentemente sua primogênita anda muito ocupada para o escrever. Queria saber como anda o seu projeto de admissão para o Instituto Flammel, Srta. Bloxam. –Cordélia abriu a boca para falar, mas Snape a interrompeu. –Eu não o respondi ainda, Cordélia, mas se você não começar a trabalhar em sua modificação do Veneno Luciferino, então eu terei que escrever ao seu pai, dizendo que a filha dele anda muito ocupada ajudando o campão de Hogwarts para pensar em seu futuro.

A sensação de que ele estava certíssimo afundou seu estômago. Cordélia andara muito distraída nas últimas semanas para pensar sobre o seu projeto.

—Eu posso usar seu laboratório? –Cordélia mordeu os lábios, ao que Snape apenas acenou com a cabeça. –Vou entregar algo esse fim de semana. –Prometeu, antes de sair da sala.

Como prometido, Cedrico a esperava do lado de fora da sala de poções, encostado na parede, pensativo. Levantou os olhos cinzas quando ela se aproximou.

—Algo errado?

—Ainda não. –Cordélia suspirou. –Ele estava me espremendo porque não tenho trabalhado no meu projeto de admissão para o Instituto Flammel, apenas.

—Está em problemas, então? –Perguntou, preocupado.

—Com Severus? –Deu de ombros. –Sempre.

Cedrico riu pelo nariz.

—Sempre me esqueço que ele é seu padrinho. –Admitiu balançando a cabeça em incredulidade. –É estranho pensar no professor Snape como um padrinho preocupado. Bem... de qualquer forma...

A hesitação de Cedrico a estava deixando nervosa. As mãos dele pareciam estar suando. O coração de Cordélia se encolheu em uma pequena bola quando ela pensou que ele terminaria.

—Você... quer ir ao baile comigo?

Incrédula, Cordélia riu de alívio, o nó dentro dela se desfazendo, deixando seu sangue correr mais uma vez.

—Claro que sim. –Respiro fundo. –Droga, Cedrico, pensei que você ia terminar comigo ou algo assim.

Ele teve a ousadia de rir.

—Por que eu terminaria com você?

—Não sei! –A sonserina se exaltou. –Não achei que você fosse me convidar; pensei que estava subentendido que iríamos juntos.

A expressão de Cedrico era chocada.

—Não seria muito romântico, não é?

O dia foi povoado por muitos convites; alguns mais criativos do que outros. Córmaco McLaggen, da Grifinória, conjurou cinco pequenos pássaros azuis para levarem uma faixa escrita “Grace, me dê a honra de sua graça no baile” até a mesa da Lufa-Lufa para Grace Moore. Um garoto chamado Wayne Hopkins fez uma performance no Grande Salão de Dance To Me, Witch, d’As Esquisitonas para Melinda Bobbin, uma grifinória cuja família era próxima dos Bloxam, mas com quem Cordélia não tinha contato.

No jantar, eles estavam assistindo James Cumberbatch escrever as palavras “baile, comigo, Alicia? ” com pétalas de flores no chão do saguão de entrada quando Cedrico se virou para ela com o olhar mais estranho. Mais tarde, após, aliás, Alicia ter dito sim, eles foram à torre de astronomia, não para um encontro, mas para fazer o mapa de estrelas que era a tarefa da semana, quando Cedrico se virou para ela com as sobrancelhas tão juntas no centro da testa que pareciam uma monocelha.

—Você queria que eu tivesse sido mais romântico? –Os olhos cinzas dele escanearam o seu rosto, procurando uma resposta honesta.

Cordélia abriu e fechou a boca surpresa, então trocou o peso de um pé para o outro.

—Não. –Encolheu os ombros. –Estou feliz que você tenha feito algo privado. Quero dizer... os convites foram lindos e tudo o mais, mas eu teria ficado mortificada. Você já chama tanta atenção só por ser você, então por ser o campeão, que eu gosto de o ter para mim e apenas para mim às vezes.

A tensão nos ombros dele não se dissipou, então Cordélia estendeu um dedo e apertou no lugar onde um vinco de formava entre suas sobrancelhas até que ele se desanuviasse. Então deu um beijo na bochecha dele e voltou-se para o seu mapa estelar.

Cedrico seguia tentando desvendar a pista do ovo nos dias seguintes e Cordélia sentia como se não houvesse muito que ela pudesse fazer quanto àquilo. Seguia acreditando que o grito era de uma Banshee, mas Cedrico discordava.

Nos tempos livres, ele vinha se dedicando a ensiná-la a voar. Era uma tarefa perdida, que no geral acabava com ela convencendo-o a voar com ela na garupa, enquanto eles davam um passeio que frequentemente sobrevoava o lago ou a floresta proibida. Uma vez, de propósito, ele fez os dois caírem nas águas geladas do Lago Negro, de onde voltaram nadando para a margem; ele rindo e ela o amaldiçoando em alto e bom som –mas nunca de verdade ou de maneira pesada.

—Uau, a volta na vassoura de Diggory deixou você molhada, não foi? –Perguntou Mary, para todo mundo ouvir, quando eles chegaram na margem nessa ocasião.

Nas semanas seguintes, o baile foi o único assunto recorrente em Hogwarts. Garotas andavam em bandos, rindo alto para chamar atenção e cutucando umas às outras quando passava um garoto bonito. Cordélia vinha alternando seu tempo entre a biblioteca e o laboratório de poções, que Snape a permitira usar para sua pesquisa. Via Cedrico nas aulas e nas refeições, que às vezes faziam juntos no jardim congelado se não estivesse nevando: ele e seu copo de café, ela e suas panquecas com mel e mirtilos. Cedrico não podia acreditar que ela detestasse aquela bebida amarga como a língua do diabo.

—Com quem você vai? –Ela perguntou a Hugh, num dos poucos momentos em que os dois ficaram sozinhos na saída do salão principal.

O lufano deu um olhar para a mesa da Sonserina, na altura onde comia o pessoal de Durmstrang.

—Ninguém. –Respondeu tristemente, ao que Cordélia ficou confusa.

Soube, por intermédio principalmente de Mary, a quem Susana contava tudo, que Cedrico fora convidado por várias meninas e pelo menos um par de garotos ao baile, mas isso não a surpreendeu. O que a surpreendeu foi ser convidada por cinco garotos diferentes, embora bem menos que Mary, que recusava convite após convite. Os garotos foram Theodore Clearwater, com quem ela teria ido se não namorasse Cedrico, e ficou realmente decepcionada em negar. Marlon, com quem vinha falando pouco, também a convidou, embora tivesse admitido que esperava uma negativa. Ivan Ibramovitch tentara a sorte, afirmando, com seu sotaque forte, que os ingleses eram muito certinhos e que ela poderia querer alguma aventura, ao se referir ao namorado dela. Então, mais surpreendentemente, um garoto do quarto ano da Grifinória, chamado Simas Finnigan, que chamava Cedrico de Zé Bonitinho e de quem ela não gostava, e por fim Rogério Davies, que usou como argumento o fato de que ela estava cada dia mais bonita.

Algumas vezes, ela teve motivo para perder a cabeça.

Numa sexta-feira, ela e Cedrico estavam juntos na biblioteca. Tinham tido supreendentemente pouco tempo sozinhos nos últimos dias e Cordélia estava disposta a tirar o melhor do pouco tempo que tinham juntos ficando num canto mais distante da biblioteca, numa sessão de artes das trevas que, geralmente, era pouco frequentada, exceto por alguns sonserinos que queriam criar uma reputação para si mesmos.

Para sua surpresa, um grupo de meninas quartanistas se aproximou da mesa deles, dando risadinhas e cutucando umas às outras. Era difícil saber a que casa pertenciam porque não usavam uniformes. Cordélia fez um esforço para ignorá-las, mas Cedrico parecia genuinamente distraído, ela notou quando o olhou pelo canto do olho.

Finalmente, uma das garotas –uma das mais altas, de cabelos cheios e olhos negros intensos de cílios vastos –suspirou com força, deixando as outras três para trás e se aproximando deles. Cordélia arrumou a postura, se preparando para o que ela sabia que vinha. Cedrico levantou a cabeça com curiosidade quando ela parou de frente para a mesa deles, onde apoiou as mãos, se inclinando para frente.

—Olá, Cedrico. –Ela disse com uma voz enjoativa.

O sorriso que cresceu no rosto do lufano era absolutamente educado. Cordélia provavelmente deveria pelo menos tentar fingir não estar prestando atenção, mas ela baixou o livro e levantou as sobrancelhas para a cena. A garota nem olhou para ela. Devia ser muito corajosa, porque Cordélia no geral parecia intimidadora, com os grandes olhos verdes intensos e uma boca teimosa que se torcia em nojo de forma bastante convincente.

—Oi. –Cedrico respondeu e a olhou, esperando.

—Eu estava me perguntando... se você já tem um bar para o Baile de Inverno.

As sobrancelhas de Cedrico foram para cima, chegando perto da franja. Cordélia quis rir.

—Eu... –Ele pareceu sem-graça, porém educado. –Já, sim.

Ela fingiu surpresa, colocando uma das mãos na altura do peito.

—Posso perguntar com quem você vai?

Cedrico nem hesitou.

—Com minha namorada. –Então estendeu um braço para passar por cima dos ombros de Cordélia com um grande e genuíno sorriso.

—Ela é da Sonserina. –A garota apontou, parecendo verdadeiramente confusa.

—É, sim. –O lufano olhou para a garota desconhecida. –Nem acredito na minha sorte às vezes.

Com isso, a garota deu meia-volta e saiu pisando duro, sendo seguida por suas amigas, que espiavam por de trás de uma estante sobre poções proibidas e perigosas. Quando Cedrico se virou para ela, as sobrancelhas dele estavam franzidas em curiosidade.

—Eu disse algo errado?

Rindo, Cordélia se inclinou na direção dele para beijá-lo.

—Você não vai aceitar ninguém? –Perguntou a Mary, numa tarde enquanto as amigas andavam da aula de Poções para a de Feitiços mais à frente dos outros colegas.

Mary pareceu surpresa.

—Pelo contrário: já aceitei ir com Susana. –Disse tranquila e Cordélia não insistiu no assunto, arrependendo-se de ter sido tão obtusa.

O número de bottoms também havia diminuído sensivelmente naquelas semanas. Pelo que Cordélia sabia, Cedrico chegara uma bela noite no salão comunal da Lufa-Lufa e pedira a todos seus colegas que parassem de usá-los. Ele não se gabou do feito, mas Cordélia o recompensou mesmo assim, com vários beijos a cada vez que ela se lembrava da atitude.

Seus horários livres estavam sendo passados surpreendentemente na companhia de Krum, que passava muito tempo na biblioteca. Os dois não conversavam muito, mas se entendiam bem mesmo assim. Krum era bom em poções e a fez algumas boas sugestões em seu projeto quando ela o falou dele; que deram resultado no laboratório, deixando Snape feliz o suficiente para deixar de olhá-la feio a cada vez que via a afilhada nos corredores.

Já tendo seu par garantido, ver os colegas se atrapalhando ao tentar conseguir um encontro virou um de seus passatempos prediletos. Warrington estava certo de que precisaria chamar uma terceiranista. As terceiranistas estavam aceitando quase qualquer coisa, desde que não poderiam ir ao baile se não fossem acompanhadas por um aluno mais velho. Ainda assim, seria melhor do que ir sozinho, já que nada menos do que cinco garotas já haviam recusado os pedidos do sonserino.

Numa manhã cinzenta, estavam os sonserinos setimanistas na mesa de sua casa, trocando brincadeiras. A professora de adivinhação tinha dito a Peter que ele tinha talento em ver o futuro, deixando todos os seus colegas incrédulos, mas Peter insistira que seu futuro era casar com Lana. A sonserina de cabelos dourados havia apenas sorriso presumida, mas Mary o havia pressionado a ler suas folhas de chá da sua xícara vazia no café, ao que ele havia dito que via no futuro uma bonita garota lufana.

—Isso não é o futuro. –Mary apontou. –Já aconteceu.

Peter suspirou e se inclinou para pegar a xícara de Cordélia, que tentou afastar a mão do colega, mas já era tarde; ele derramou o seu resto de chá numa taça vazia e olhou para a borra deixada; que Cordélia estava convencida ser apenas borra velha.

—Eu vejo... –E agora a expressão de Peter ficou muito séria, de forma não usual, lançando arrepios pela espinha da sonserina. Seus colegas, ainda rindo, não pareciam ter notado, mas ela sentiu um arrepio. –Algo escuro se aproximando... um futuro negro ou.... Magia negra?

Mary virou-se para Lana para dar risinhos. Cordélia estava ela mesma se sentindo menos cética, mas forçou uma risada.

—Me parece uma aposta segura que uma sonserina vá fazer magia negra no futuro. –Comentou, puxando sua xícara de volta para si. –Eu ficaria mais impressionada se você conseguisse as respostas dos NIEM’s com isso. –Então desviou a atenção, enquanto seus colegas riam ainda mais alto. –Tente a de Warrington.

O grandalhão da mesa da Sonserina também tentou se afastar para longe, mas, mais uma vez, Peter foi mais rápido:

—Eu vejo... ah! Eu o vejo sentado no Baile de Inverno sozinho com aqueles quartanistas grandões que também continuam sem par!

Por isso, todo o grupo ficou bastante surpreso quando Marietta Edgecombe, numa demonstração de coragem, se aproximou deles quando iam para as estufas e fez o pedido a Warrington na frente de todos. O grupo os teria dado privacidade, se não estivesse em choque. Marietta não era uma menina feia e provavelmente conseguiria um par com uma reputação menos obtusa. Warrington, enervado, disse que sim, ao que ela acenou eficiente com a cabeça e voltou para dentro do castelo sem olhar nenhum dos outros nos olhos.

A última semana do trimestre ficava cada vez mais animada à medida que os dias passavam. Boatos sobre o Baile de Inverno eram criados para todo lado: Dumbledore comprara quinhentos barris de quentão de Madame Rosmerta, unicórnios fariam parte da decoração. Mas foi confirmado, felizmente, que o diretor contratara As Esquisitonas, o que deixou Cordélia em polvorosa com a vinda de sua banda preferida.

No último dia de aula, Snape apareceu para a parabenizar pelo avanço de seu projeto. Se sentindo especialmente natalina, Cordélia sorrira e dera um abraço no professor, que não repeliu o gesto, mas deu batidinhas em seu ombro com desconforto.

Numa das tardes livres antes do baile, Cedrico, Cordélia e Edmundo estavam saindo do salão quando deram de cara com Fleur e Claire. O grupo parou para conversar, mas só até que Fleur desse de cara com Rogério Davies, a quem estava procurando, e começasse uma conversa aparentemente despretensiosa, durante a qual ela ficara jogando charme para ele, esperando ser chamada para o baile. Então, num estranho evento, um garoto alto, ruivo e sardento da Grifinória, que andava com Harry Potter, parou ao lado da amiga francesa e perguntou, um pouco aos berros, se ela queria ir com ele.

Fleur ficou parada, em choque, olhando para o garoto magricela, antes que a irmã mais nova dele, uma garota igualmente ruiva e sardenta, aparecesse para tirá-lo de lá. Edmundo se voltou para Claire com naturalidade nesse momento.

—Falando em baile, você gostaria de ir comigo?

Cordélia arregalou os olhos para Cedrico, que balançou a cabeça para ela e escondeu a expressão da namorada dos outros dois amigos com o próprio corpo, de forma que ela só pôde ouvir a resposta, sem inibi-los.

—Ah. Claro! Claro, gostaria.

Mais tarde, quando encontrou Krum na biblioteca para sua sessão de estudos que virara quase uma tradição, ele a disse que convidara uma garota do quarto ano chamada Hermione para o baile. Cordélia fez um esforço para não arregalar os olhos em surpresa e o parabenizou por isso. Cedrico, ao seu lado, também pareceu intrigado, olhando Krum com um interesse quase acadêmico, como se o bruxo não fosse quem ele pensara que era.

"I've got a tight grip on reality
But I can't let go of what's in front of me here
I know your leaving in the morning, when you wake up
Leave me with some kind of proof it's not a dream, oh

You are, the only exception
You are, the only exception
You are, the only exception
You are, the only exception"

Notas finais
O que acharam? Quero opiniões sobre o andar da história e sobre os personagens. Acompanhando a história, mas ainda não comentou? Há um campo para isso logo aqui embaixo! Estímulos mantém a história sendo escrita! Nos vemos no próximo capítulo! XOXO