Lembrem-se de Cedrico Diggory

6 A Festa Proibida de Halloween


Notas iniciais
Esse é um capítulo dedicado ao fato de que só porque Harry Potter não tem uma vida social em Hogwarts, isso não quer dizer que não exista uma vida social em Hogwarts. Aqueles que não são perseguidos por bruxos das trevas e mistérios durante todo o ano escolar precisam ocupar seu tempo e mente com outras coisas, então aqui vamos nós! Como esse é um capítulo pequeno, o próximo sai em seguida, se preparem!

"Hey there Little Red Riding Hood,
You sure are looking good.
You're everything a big bad wolf could want.
Listen to me."

—Inacreditável. –Mary bateu no tampo na mesa com alguma violência.

Os murmúrios cresciam por todo o salão, todas as cabeças concentradas na mesa da Grifinória. Mesmo Cordélia, incapaz de se distrair de Cedrico, que devia estar na sala ao lado esperando suas instruções, esticou o pescoço para dar uma olhada no garoto franzino de olhos muito verdes do outro lado do salão. Perto dela, Ivan Ibramovitch franzia as sobrancelhas seriamente.

—Outrrro campeom de Rogwarts? –Ele levantou as sobrancelhas que pareciam dois texugos colados em sua testa.

Quando Dumbledore chamou uma segunda vez, Potter foi aos tropeços atravessando o salão, parecendo tentar fazer isso da forma mais rápida e discreta possível. Não funcionou. Ele não teria chamado mais atenção nem se tivesse feito o percurso ao som da Macarena. Cordélia estava prestando atenção em Madame Maxime, que parecia furiosa, o rosto bonito torcido em desgosto. O diretor de Hogwarts se virou para os seus alunos:

—Peço que voltem aos seus dormitórios imediatamente. Boa noite! –Disse parecendo apressado e, seguido dos outros quatro juízes do torneio e alguns dos professores, se apressou para a câmara lateral.

O salão principal explodiu em conversas. Draco Malfoy bradava em alto e bom som como ele esperava que Potter se saísse no torneio, mas a maioria estava mais curiosa sobre como o garoto dera um jeito de entrar. Cordélia já estava se perguntando se, diante dos acontecimentos, a festa de Halloween Proibida seria cancelada, mas viu Rogério Davies confirmando as instruções para os grupos e decidiu que iria.

A sonserina se apressou para encontrar Claire e Marlon, que pareciam lutar para estarem animados por Fleur, e combinar de encontra-los no saguão em trinta minutos, antes de seguir os amigos para as masmorras, onde colocariam suas fantasias. Muitos sonserinos haviam ficado insatisfeitos, já que fantasias eram uma tradição trouxa para o Halloween, mas, diante dos últimos acontecimentos, todos haviam esquecido o desgosto. O nome de Cedrico e de Potter passavam de boca em boca por onde eles iam, sendo algumas vezes citados juntos com Krum e Fleur.

—Sabe. –Disse Peter quando chegaram ao salão comunal da sonserina, se jogando em um sofá. –Eu realmente espero que Potter se arrependa de seja lá o que ele tenha feito para ser escolhido. Cedrico vai ganhar; ele é um bruxo mais competente do que Potter jamais vai ser. Honestamente.

Gargamel havia aparecido, sue rabo cinza de escovinha no ar, e se sentara no sofá no colo de Cordélia como se fosse seu lugar de direito inalienável, ambos, gato e dona, ouvindo a conversa com atenção.

—E agora a Grifinória vai agir como se eles fossem os grandes escolhidos de Merlim. –A voz de Mary era tão venenosa que Cordélia se inclinou para longe. –Como se não tivessem roubado para comprar seu lugar no torneio. Que grande palhaçada.

Warrington, que parecia ter ficado satisfeito com a escolha de Cedrico, assumira um ar desagradado após o anuncio de Potter, e não ficou com os amigos no salão comunal, subindo para o dormitório sem fazer comentários na direção deles.

—Só espero que Potter não estrague tudo. –Seus amigos a olharam com curiosidade quando Cordélia abriu a boca e ela responde com um suspiro exasperado. –Os diretores de Beauxbatons e Durmstrang não vão ficar nada feliz com Hogwarts tendo duas chances de ganhar, não é? Não vão querer continuar no torneio. Além disso, todos nós sabemos que quando Potter está envolvido coisas estranhas acontecem. O mistério de como os ataques aos nascidos-trouxas pararam no quinto ano. –Um arrepio cruzou a sua espinha quando ela considerou o assunto. Imaginou se Potter colocaria Cedrico em perigo de alguma forma e se imaginou o azarando com alguma maldição pesada, apenas por prazer.

Seus amigos entraram num estranho silencio contemplativo, enquanto o salão ao seu redor esvaziava e o fogo na lareira diminuía. Olhando o relógio, Mary se levantou num pulo.

—Use seus poderes de monitora-chefe para se livrar dos remanescentes, ‘Délia. –Sugeriu a outra sonserina, apontando com um aceno discreto do queixo para Malfoy e sua corja, que seguiam no salão comunal, jogados em poltronas, parecendo mais insatisfeitos do que nunca. –E vamos nos vestir.

Foi o que Cordélia fez, levantando-se com o gato nos braços. Os quartanistas saíram do salão para dormitório aos resmungos, mas ela não deu atenção nenhuma a eles, voltando pelas escadas do dormitório feminino. Tendo estado no dormitório de suas amigas francesas mais cedo, seu dormitório parecia mais sombrio do que nunca, com o verde-musgo das cortinas da cama de dossel, a madeira escura dos armários, as janelas de luz esverdeada do lago.

Não pôde deixar de rir quando viu as fantasias de suas amigas. Mary se apertava num colante vermelho brilhoso usando uma tiara com chifres igualmente vermelhos. Havia enfeitiçado um rabo de mentira para balançar de um lado para a outro, com uma ponta triangulas. A diabinha tinha até mesmo um tridente. Já Lana parecia enorme numa fantasia fofa de coração, os braços e pernas finos saindo pelos buracos adequados. Num instante, Cordélia pôs um vestido com corpete simples e jogou por cima uma capa vermelha com capuz de veludo.

—Eu sei quem você é! –Lana riu alto. –Você é a Chapeuzinho Vermelho!

—Nham nham! –Mary a rodeou com passos felinos. –Cadê o Lobo Mau, mocinha?

O gato deu um olhar de reprovação para sua amiga diante da frase, e pareceu aliviado quanto todas foram embora, olhando feliz para um jogo de xadrez bruxo que ele poderia perseguir –as peças correndo dele e se esgueirando em frestas pelo quarto –por horas a fio.

De volta ao salão comunal, Edmundo e Warrington pareciam estar vestidos de Os Dois Mosqueteiros, mas quando Cordélia riu disso, eles disseram que Hugh Spizba seria seu terceiro membro. Peter usava antigas vestes bruxas e tinha um vazio sangrento no lugar de seu coração, que fora enfeitiçado para expelir sangue falso de tempos em tempos, deixando um rastro que se auto limpava quando eles se distanciavam.

No saguão, já estavam Fleur, Claire e Marlon, ainda nas vestes de Beauxbatons, sem fantasias, mas sem parecerem incomodadas. Para sua surpresa, lá estavam também Vítor e Ivan, se divertindo ao tocar as orelhas peludas de Cedrico, que usava também um focinho por cima do nariz, que fazia ruídos caninos ao ser apertado, e luvas peludas. Edmundo e Warrington num instante cumprimentaram os nortenhos, resolvendo o mistério de quem os chamara, e deram os parabéns também a Fleur e Krum.

—Parabéns por ter sido escolhido. Eu sabia que você seria. –Era verdade. Sabia mesmo, por isso achava que ele não devia se inscrever, mas agora era tarde para trazer o assunto à tona. –Os lufanos deixaram você escapar? –Cordélia perguntou ao se aproximar do namorado, limpando tinta amarela de seu maxilar. Também haviam confetes na cor da Lufa-Lufa em seu cabelo, que ela espanou, mas não muito. Gostou que ele carregasse por aí marcas da alegria de seus colegas.

—Acho que eles estão levando a festa para o sétimo andar. –Cedrico admitiu, passando um braço por cima dela e sujando as bochechas de Cordélia de tinta amarela também.

—Non vam se imporrrtarr qu’ leve os concorrrent’s? –Fleur perguntou, parecendo divertida com as atenções masculinas que recebia. Ivan, o flertador, e Fleur, que também gostava de atenção, pareciam estar se dando especialmente bem.

Cedrico riu, balançando a cabeça de forma divertida.

—Não essa noite. –Ele garantiu. Então mais baixo, apenas para Cordélia ouvir, continuou: –Escrevi uma carta para o meu pai. Não ficaria surpreso se ele viesse comemorar também. –Ao que Cordélia riu baixinho.

O grupo, em gestos rápidos e precisos, se juntou para fazer feitiços de desilusão uns nos outros. Mary fez o de Cordélia, que sentiu como se houvesse levado um banho de água gelada enquanto o feitiço deslizava de sua cabeça até os seus pés. Não era um disfarce perfeito: eles podiam ver as sombras e os movimentos uns dos outros, mas qualquer passante mais desatento não seria capaz de nota-los. No caminho, Cedrico contou a história do chapeuzinho vermelho aos que não conheciam contos trouxas, gerando comentários engraçadinhos de todos os seus amigos.

No corredor do sétimo andar onde estava marcada a festa, eles contaram as armaduras até chegarem àquela que usava um chapéu cônico de bruxo. Quando se aproximaram, o cavaleiro abriu os olhos de metais e quando falou sua voz era como duas engrenagens raspando uma na outra:

—Senha?

Foi Cordélia que, dando uma risadinha, se inclinou para frente.

—Doces ou Travessuras?

A parede atrás da armadura começou a se abrir como fazia a do Beco Diagonal. Era uma magia incrível, ela teve que admitir. Rogério Davies podia ser um jogador de quadribol metido, mas era um bruxo brilhante quando se tratava de dar festas. A sala lá dentro era maior do que a maioria das salas de aula; se por causa de algum feitiço ou por ter sido criada assim, Cordélia não sabia. Eles foram engolidos pela música e pela decoração de abóboras, velas e tecidos etéreos laranja e pretos caindo do teto para o chão, escondendo grupos de alunos e casais de namorados.

Os amigos de Cedrico foram os primeiros a vê-los entrar e correram para a sua companhia. Susana estava usando uma roupa branca de anja com uma auréola de plumas em cima de sua cabeça. Como prometido, Hugh era o terceiro cavaleiro e se juntou a Edmund e Warrington quando Susana cruzou braços com Mary. Gregor e Anne eram Jack e Sally, uma história trouxa, mas, olhando ao redor, Cordélia notou que a maioria das fantasias era muito criativa:

O próprio Rogério Davies, carregando uma garrafa de uísque de fogo Ogden, era o Drácula. Theodore Clearwater e seus amigos corvinos eram Dorothy e seus amigos: o leão sem coragem, o espantalho sem cérebro e o homem de lata sem coração. O próprio Theo era o Mágico de Oz, com uma capa e chapéu. Alice Spinnet era Alice no País das Maravilhas, acompanhada de outro grifinório que era o chapeleiro. Os gêmeos Weasley, enfeitiçando o rádio para que tocasse música trouxa dos anos sessenta, eram os Bananas de Pijamas, mas não parava aí. A maioria de seus colegas estava tão engraçada que Cordélia apontava para todos os lados, tentando escolher seu preferido.

Seus amigos se dispersaram num instante. Ivan e Fleur foram para a pista de dança, assim como Gregor e Anne, o que por si só já fez com que metade das atenções da sala fossem chamadas para eles. Vítor acompanhou os três mosqueteiros para perto da mesa de bebidas, sendo seguidos por um grupinho de meninas, e Mary e Susana, como anja e diabinha, trocaram um olhar e também foram para a pista; Mary lançando olhares sensuais para Susana como se a estivesse tentando e a anjinha corando e olhando ao redor embaraçada.

Peter e Lana desapareceram nos cantos do salão, cujo tecido diáfano os escondia dos rostos curiosos e ficaram Marlon, Claire, Cedrico e Cordélia por alguns instantes, conversando animadamente. Não durou muito. Logo, Marlon e Claire foram assediados pelos alunos de Hogwarts e o próprio Cedrico estava sendo tratado como uma celebridade. Alunos de outras casas –exceto os poucos Grifinórios que estavam ali –vinham até eles dar os parabéns e oferecer sua ajuda para qualquer coisa que Cedrico precisasse.

Algumas garotas, como Marietta Edgecombe, uma menina comum do quinto ano da Corvinal, falaram isso como se realmente quisessem dizer qualquer coisa, os cílios piscando insistentemente para o campeão de Hogwarts. Cordélia estava sentindo como se fosse azará-la quando Cho Chang, vestida de queixa japonesa, se aproximou apressada.

—Ei, pessoal. –Sorriu animada. –Parabéns, Cedrico. A Corvinal com certeza está torcendo por você. Quero dizer, pelo Harry também, mas... bem, deixa para lá. Estamos felizes que foi escolhido. Marietta, vem comigo?

A sonserina pensou que a menina asiática era muito sensata, mas logo após as corvinas terem saído, um grupo de lufanas mais novas se intrometeu entre eles novamente. Cedrico, é claro, era muito educado para as dispensar antes de ouvir cada bobagem que elas tinham a dizer, mas Cordélia fez uma careta de chateação e o deixou sozinho. Quando se aproximou de Claire e Marlon, eles estavam rindo de Rogério Davies, que estava tão encantando com Fleur que derramara metade da garrafa de uísque de fogo em suas vestes.

—Non fique chateada. –Claire sugeriu quando ela se sentou e aceitou um copo de cerveja amanteigada com uma careta para a pouca quantidade de álcool ali contida. –Ele é o herrrói de Ogwarts ‘sta noite. As pessoas vam se acostumarrr e você vai tê-lo de volta.

A sonserina apenas fez que sim com a cabeça, observando com os olhos estreitos enquanto Marietta Edgecombe, em sua ausência, voltava para perto de Cedrico para se juntar ao grupo de garotas lufanas. Ela assistiu o namorado virar a cabeça de um lado para o outro, à procura dela, e acenou amigável quando ele a achou, sentada no banquinho com os amigos franceses. Ele fez menção de se juntar a ela, mas, querendo manter as quintanistas longe para não azarar todas elas, fez um gesto para que o namorado ficasse onde estava.

Se sentiu menos amarga ao notar que Fleur e Krum estavam sofrendo um assédio parecido e se deixou desligar do assunto.

Por fim, decidiu não ficar sentada sentindo e ciúmes e se sentindo mal por sentir ciúmes. Quando Ivan apareceu para chamar Claire para dançar, Marlon estendeu o convite para Cordélia, que o acompanhou à pista de dança, deixando que o amigo francês a girasse debaixo das luzes das velas e a jogasse de um lado para o outro em seus braços, fazendo com que o capuz de sua capa vermelha caísse em suas costas.

—Sab’. –Marlon começou quando uma música mais lenta se fez ouvir pela sala. –Porrr atençon de grupe algum de garrrotas eu deixarrria você sozinha numa festa assim.

Cordélia prendeu a respiração, olhando nos olhos azuis do amigo à procura de sinais de que estava brincando, mas Marlon estava sério. A sonserina parou a dança, se afastando um pouco para começar um diálogo. Eles haviam saído num par de encontros quando estavam na França, mas a sonserina tinha a impressão de que nenhum dos dois levara a coisa a sério. O relacionamento, se é que poderia ter sido chamado dessa forma, de dissolveu de forma natural. Um dia eles estavam juntos, se beijando. No outro, apenas de mãos dadas. Então de repente eram amigos e tudo parecia bem.

Não sabia o que diria; se defenderia Cedrico ou se riria, para dissipar a estranheza do momento. Mas seja lá o que decidiria, não teve tempo de fazê-lo.

O próprio Cedrico havia se aproximado dos dois, com passos ansiosos. Ele sorriu para o casal na pista e estendeu a mão para a namorada.

—Perdão por interromper. –O tom dele não indicava que ele havia visto algo errado na interação. –Cordélia, você quer ir para algum lugar menos cheio?

O tom dele era suplicante. Claramente, ele queria ir para um lugar menos cheio, mas só iria com ela. A sonserina sorriu feliz e se virou para Marlon com uma expressão de desculpas. O francês se afastou com um gesto cortês de despedida e Cordélia seguiu Cedrico, cujas pernas longas fizeram passos rápidos em direção à saída.

O corredor estava mais escuro do que antes, com os archotes quase apagados. O luar se escondia atrás de algumas nuvens e os iluminava fracamente quando eles passavam pelas janelas de vitrais em direção à torre de Astronomia. Cedrico a deixou subir na frente quando eles chegaram as escadas da torre e Cordélia as subiu nas pontas dos pés, indo logo para a grade da torre mais alta, olhar a longa queda que a esperaria se não fossem as barras de ferro.

Cedrico estava ao seu lado em um instante, o cabelo sendo varrido pelo vento. Ele não olhou para baixo; seus olhos estavam no rosto da namorada. Ela olhou para ele também e colocou as mãos nas laterais de seu corpo, o puxando para perto. Ele não demonstrou resistência, deixou que Cordélia o puxasse até que estvessem se tocando quase completamente; barriga, peito e quadris. Ele passou os braços ao redor dela e inspirou em seus cabelos.

—Parece que fazem dias e não horas que você foi escolhido. –Cordélia observou, tensa.

—Não sei. –Ele deu de ombros em resposta, o movimento movimentando a ambos. –É uma coisa estranha quando você sente um número grande de emoções num espaço pequeno de tempo.

—E Potter?

—Potter? –Ele repetiu, como quem não entende. Cordélia se afastou para olhar em seu rosto, se perguntando se ele estava fingindo.

—Sim... –Ela repetiu. –Potter. Ele vai... simplesmente participar?

—É o que parece. –Cedrico respondeu, um tanto rígido. Seu tom indicava que ele ainda estava processando o assunto. Ele falaria sobre em algum momento, apenas não naquele, e Cordélia respeitou isso. Decidiu, então, mudar de assunto:

—Quando vai ser a primeira tarefa?

—24 de Novembro.

—Tão cedo? –Ela sussurrou baixo. –O que eles disseram?

—Querem testar... nossa coragem diante do desconhecido. –Ele se aproximou, dela baixando a cabeça até que suas testas estivessem encostadas. –Não deram pistas.

Fingindo que isso não importava, Cordélia deu de ombros e estendeu os dedos para se entrelaçarem atrás da nuca dele, onde ela podia passar os dedos pelo cabelo macio.

—Não importa. Vamos descobrir como passar. –Garantiu, baixinho.

Cedrico sorriu como se ela realmente o tivesse feito mais tranquilo e a puxou para perto, a abraçando mais apertado do que normalmente fazia. Depois, os dois sentaram-se no chão e conjuraram pássaros para se distraírem enquanto o sol não nascia. Ele a contou que estavam vendo pomorins em Trato das Criaturas Mágicas, o que o fez querer ter um, embora soubesse que a criação das aves mágicas era ilegal. A sonserina, bocejando, o prometeu leva-lo na casa dos seus pais, onde eles tinham um santuário para a ave.

Quando o sol nasceu, ela já havia dormido, mas Cedrico se mantinha acordado, assistindo enquanto o sol lentamente iluminava o rosto relaxado, as pálpebras finas, a boca teimosa, até que ele próprio adormecesse com a cabeça encostada na dela.

Notas finais
Esse é um dos capítulos (haverão alguns desses na fic) que destoam da história contada por Harry. Então, que tal os programas proibidos de Hogwarts? Detenção para todos? Você anda acompanhando a fic e ainda não comentou nada? Faça o dia de uma escritora e deixe uma nota com sua opinião! A querida Brisa de Gamo fez uma pergunta pertinente no último capítulo sobre a possível existência de cenas mais quentes na fic. Ao que eu respondo: vamos chegar lá! Nossos personagens têm algumas outras preocupações agora, mas é por enquanto. A música do capítulo é de The Diamonds; Batman, Wolfman, Frankenstein ou Dracula. OBS: Já checaram os links na entrada na fic? Ainda não? Eu recomendo; se querem uma imersão melhor na estética da fic!