Lembranças
10 Who's that boy
Notas iniciais
Elena estava em casa, tinha acabado de sair de uma reunião urgente, estava radiante de tão feliz: a editora tinha aceitado cobrir o seu novo romance, e ela estava ansiosa com isso, mesmo não sabendo por onde começar. Dali a duas semanas ela já tinha que ter um esboço ou pelo menos uma sinopse da historia e mal sabia por onde começar. Tomou um banho e vestiu a roupa mais confortável que tinha, Jenna estava trabalhando, na verdade ela tinha saído bem cedo pela manhã, um pouco antes de Elena ter ligado para Caroline. O que de alguma forma foi bom porque Elena ainda estava com raiva da tia por ter atrapalhado seu momento com Stefan.
Sentou-se no sofá com um caderno de notas e pensou por um tempo. Ele não saia de sua mente, nem se quer por um segundo, e era tão estranho porque quanto mais o evitava mais ele estava lá. E afinal está para nascer um homem que tenha um sorrisinho tão adoravel quanto o dele, e ela se sentia bem quando ele estava perto.
Elena houvera ligado para Caroline ás 06h00min da manhã, e ela só chegou ás 10h00min.
–E ai, você não vai me contar o que aconteceu ontem?- Caroline estava mais animada do que o normal. — se é que isso é possivel-
Sorri.
–FOI PERFEITO, tudo lindo, nos beijamos... –suspirei ao me lembrar do gosto dos lábios dele nos meus. — até a Jenna chegar e atrapalhar o clima.
Revirei os olhos com raiva, e Caroline riu da minha reação.
–Parece que alguém queria brincar mais um pouco né- ela disse rindo.
Fingi não estar entendo onde ela queria chegar. Ok, tente parecer inocente Elena. Mas é com Caroline Forbes que eu estou falando, pra ela eu sou qualquer coisa menos inocente.
Joguei um travesseiro da cara dela.
–Nem começa.
–Ele beija bem?
–CAROLINE!
Mas ela continuou esperando pela resposta.
–Sim- disse rindo- muito, na verdade.
Ela concordou rindo de mim.
–Você é cruel sabia?
–Por quê? É algo tão normal perguntar se o cara beija bem.
Revirei os olhos.
Ela correu para o telefone e me entregou.
–Liga pra ele agora.
–O que? Não, claro que não, ele que tem que me ligar.
–Talvez ele esteja esperando pela sua ligação.
A encarei.
–Será?
Deu de ombros sorrindo maliciosamente.
–Não, acho melhor não, eu vou parecer muito desesperada.
Ela revirou os olhos.
–Ok. Então o que quer fazer? -perguntou demonstrando tédio em seu tom de voz.
–Quero saber sobre você, tem algum gato na sua vida- perguntei rindo.
Alguns dias depois que acordei do coma Caroline me contou que Tyler e ela haviam terminado o namoro á um ano, o que foi estranho, porque eu realmente não me lembrava disso.
Ela suspirou.
–Na verdade eu não sei.
–Como assim não sabe?
–Eu não sei, tem esse cara novo. Niklaus. Ele é lindo, gentil, me chamou pra almoçar umas duas vezes, mas eu não sei, ele parece tão distante. Acho que não quero me magoar de novo, já me basta à desilusão amorosa que eu tive o Tyler...
Concordei e dei o telefone a ela.
–Devia ligar pra ele- disse e ela riu alto.
–Não, claro que não. Ele que tem que ligar pra mim- imitou a minha voz.
Passamos o resto da manhã conversando e rindo feito loucas. Eu realmente amo quando estou com ela, na verdade, quem não ama estar ao lado de Caroline? Ela é incrível, a melhor amiga do mundo, e eu não chamaria mais ninguém pra conversar além dela e de Bonnie.
Enquanto estávamos almoçando o telefone tocou, olhei pra ela nervosa, meu coração acelerou do nada e nós saímos correndo para atender.
–Alô?
–Elena? Oi minha filha, como você está?- minha mãe gritava do outro lado da linha.
É importante dizer que minha mãe não fala no telefone, ela grita mesmo.
–Estou bem mamãe, e vocês?- perguntei tentando não parecer decepcionada por não ser ele.
–Estamos bem, voltamos em uma semana. Jeremy está com saudades- ela disse e eu sorri.
–Diga a ele que também estou com saudades.
Jeremy é três anos mais novo que eu, ele tem 18 anos bem distribuídos. E essa viaje foi especialmente para ele passar alguns dias na casa de amigos em Nova York, mas eu insisti que meus pais também fossem, porque se não, nunca conseguiria voltar para o meu apartamento.
–Tudo bem, seu pai mandou um beijo.
Sorri mais uma vez.
–Mande outro e diga que estou com saudades.
–Ele mandou dizer que também está morrendo de saudades. Agora precisamos desligar porque seu pai não quer pagar o custo da ligação. Até mais minha filha- ela disse.
–Até mais mamãe- disse e desliguei o telefone.
Olhei para Caroline e joguei o telefone no sofá.
–Não era ele- ela disse rindo.
Revirei os olhos.
–Não.
–Mas você queria que fosse.
–Claro.
Ela riu e me abraçou, voltamos a comer e depois assistimos tv no quarto, passava algum filme de ficção cientifica, que eu não estava entendo nada já que começamos a ver pela metade, Caroline tem essa mania irritante de pegar os filmes pelo meio. Não sei qual é o problema dessa garota. E de repente, meu celular tocou, já tinha 1 uma chamada não atendida. Olhei para Caroline e respirei fundo.
Stefan.
–Alô?- disse.
Alo? É só isso que eu consigo dizer?
–Hey Lena- Stefan disse.
A voz dele era tão perfeita pelo telefone.
–Oi, e ai?
Serio? “E ai?” Quantos anos eu tenho? 15?
–Como você está?- perguntou.
Bem melhor agora.
–Bem, quer dizer, estou bem feliz, a editora aceitou cobrir o meu romance- disse.
–Nossa meus parabéns, fico muito feliz por você Lena- ele disse.
Awn seu lindo.
–Obrigada. Como passou o dia?- perguntei.
Ele riu.
Porque ele riu? Foi uma pergunta normal, não foi?
–Bem Lena... Mas estou com saudades.
JESUS E AGORA? CALMA ELENA, CALMA.
Sorri gentilmente.
–Senti a sua também, pensei muito sobre você, mas pra que não se ache tanto vou apenas dizer: senti a sua também- disse e ele riu.
–Quer sair ás 08h00min?- ele perguntou.
Olhei para Caroline que imediatamente fez um gesto positivo.
–Não sei...
Banque a difícil Elena.
–Qual é Lena, por favor, você não disse que estava com saudades?
Sim estou morrendo.
–Mas eu estou cansada- menti completamente.
Ele riu. Cara quando ele ria era tão perfeito, até mesmo pelo telefone.
–Tudo bem, mas dê uma desculpa menos terrível.
–Não é desculpa.
–Não?
–Claro que não.
–Então você está na defensiva.
–Não estou.
–Está sim.
–Não estou não.
–Então eu te pego as 08h00min
–Ok- disse enfim e ele sorriu.
Desliguei o telefone e gritei alto enquanto Caroline me olhava entusiasmada.
–Vocês são tão fofos- ela disse totalmente comovida.
Eu não parava de sorrir.
–Eu sei, mas é ele... Ele é tão fofo.
Eu não sei de onde esse cara veio, porque só foi ele aparecer que as coisas simplesmente começaram a mudar, pra melhor é claro, quando estou perto dele me sinto... viva, amada, feliz. E eu não me lembro de ter me sentido assim antes. Então vamos ás perguntas, quem é esse cara? e porque ele me faz tão bem?
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