Lembranças
3 Dois - Vida nova.
Notas iniciais
Não curti muito esse capitulo, enfim...
Eu sei que você querem ver os meninos, mas eles só aparecem a partir do terceiro capitulo.
Hope you like ^^
Boa Leitura!!
Era difícil, para Charlie, se acostumar com tudo aquilo. O lugar, a casa, o ambiente, tudo muito novo. Connecticut é uma cidade fria, isso deixava sua pele mais pálida, juntamente com, seus olhos azuis e seu cabelo vermelho.
– Linda, não?- sua mãe falou toda sorridente, olhando para a nova casa.
–...Onde fica meu quarto? – ignorou o comentário de sua mãe.
– Terceiro andar, fim do corredor.
Pegou suas malas e começou a subir as escadas. Lance após lance, parecia não ter fim. Já cansada, ela chega ao terceiro andar, dá de cara a um longo corredor com uma porta branca no final. Sem demorar, vai empurrando tudo que tinha em mãos. Abre a porta, levando um susto.
–...Isso só pode ser brincadeira. – se depara a um quarto rosa, com estampas floridas em todas as paredes. – MÃE! – joga as malas em qualquer canto. – MÃE!
– Sim, querida? – fala sem ar, pelo fato de subir as escadas correndo. – O que aconteceu?
– Olha para esse quarto. Isso é...é, ridículo. – falava com a maior cara de nojo – Tá certo que, eu não sou muito frescurenta para este tipo de coisa, mas...isso já é demais.
– E o que eu posso fazer? – encostou na porta – Você acha que eu consigo agradar a todos? – disse seca
– Desculpa se te incomodei, não farei isso novamente, mamãe. – falou com desprezo
– Infantil. – saiu do quarto, deixando-a falar sozinha
– Grossa. – bateu a porta trancando-a.
Se jogou na cama e ficou observando o quarto, cada detalhe, para ver o que gostaria de mudar. Olhava cada canto, notando uma pequena parte, do papel de parede, descolada. Se levantou rapidamente até ela, começou a puxá-la.
– Você acha que ela gostou daqui? – Chad falava ao desempacotar os objetos da sala.
– É sempre assim no inicio. Deve ser medo de conhecer novas pessoas.
– Ou medo do novo quarto.
– Fala baixo, se ela te ouvir não quero nem ver o que vai acontecer. – lhe dava um pequeno selinho.
– Com esse barulho que esta vindo de lá? Duvido.
– É... – parou para ouvir — Estranho. Vou lá ver o que é isso. – começou a subir as escadas rapidamente, parando em frente a porta – Charlotte, abre essa porta. – batia na com força – Charlotte, não quero ficar pedindo. Charlotte...- ouviu o destrancar da porta.
– Desculpe, mãe. Eu precisava fazer isso.
– Você...- sua mãe olhava indignada para o quarto. Ele estava completamente...- Horrivel. Como? Por que? Você estragou seu quarto, menina. – aumentou a voz — Sabe o que significa? Mais gastos. – saiu batendo os pés, Charlie foi atrás.
– Mãe, você nem deixou eu me explicar. Falar a idéia que tive.
– Faça o que quiser. Só não conte com minha ajuda, Charlotte.
– Odeio quando me chama assim.
– Não deveria, é seu nome. – colocava a mão na testa e ficava andando de um lado para o outro – Eu e o Chad vamos sair, queremos ver se esta tudo certo com a matricula da sua escola. Daqui...daqui a pouco voltamos.
– Certo. – foi tudo que disse. Não gostava de brigar com a mãe, era tudo que lhe sobrava da família. Tinha medo de perde-la também.
Não demorou muito deles saírem e a, garota começara a busca por tintas. Olhou em todas as caixas, já estava sem esperança de encontrar algo Eis que surge algumas latas dentro da ultima caixa que olhara.
– Azul, vermelho. – olhava tinta por tinta – Verde, branco. Acho que servirão. – pegou as latas, e as levou para o quarto. Juntou todos os moveis no centro, cobrindo-os com um lençol velho, começando a pintar.
Pintou as paredes, do lado e atrás da cama em um tom pastel, deixando apenas uma em branco. Ela queria fazer algo diferente nessa. Não tendo nenhum lugar para misturar as tintas, ela juntou as tampas das latas, viradas para cima, no chão e pôs a pintar.
Ela dançava o pincel na parede, cada forma um movimento, cada cor uma batida. A parede ia ganhando cores, formas...Vida.
– Isso sim é um quarto. – sorria ao apreciar o que acabara de fazer na parede. Começou a arrumar os móveis em seu devido lugar, tomando todo cuidado para não manchá-las.
– Charlie, chegamos! – sem resposta – Charlie? – subia as escadas – Charlie, filha, abre a porta.
– Tem certeza que você quer entrar aqui?
– Eu tapo os olhos, prometo, só...vamos conversar.
– Certo. – destrancou a porta – Tape os olhos. – o fez. Abriu com cuidado para não bater na parede – Pode olhar. – sua mãe tirou a mão do rosto
– Incrivel! Ah, filha. – a abraçou – Desculpa por não te ouvir. Acho que estou na TPM.
– Perdoada. Agora senta aqui, comigo. – ambas sentaram na cama – Vai começar o por do sol.
– Como assim, querida?
– Espera. – o sol começara a se por, refletindo na pintura que Charlie acabara de fazer. – Eu adoro praias, mas prefiro os rios.. – dizia ao ver seu rio ganhando mais vida com o sol.
– UAU! – Chad falou surpreso vendo a imagem
– Lindo, né. Ela que fez. – beijou o topo de sua testa.
– Sabe, Charlie, tem uma parede no nosso quarto que esta bem feinha.
– Resolverei seu problema. – todos riram – Então, mãe...quando começa minhas aulas?
– Depois de amanhã.
– Caraca, tão cedo? Mal cheguei de viagem.
– É a vida filha, é a vida.
Notas finais
UAHSHUSHAUHSUAH -n
Espero que tenham gostado.
Reviews? Xingamentos?
BeijosLeto, té...
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