Notas iniciais
Aqui estou eu! Sei que demorei um pouquinho (tudo bem! confesso que foi muito kkkk), mas aqui está mais um capítulo para vocês!! Espero que gostem!!

O dia amanheceu nublado e chuvoso da mesma forma como ele sentia sua vida sem Sara. Sem ela tudo era sem graça. Estava deitado no sofá de sua casa. Estava muito triste e extremamente abalado pelo que havia acontecido. A falta de notícias do paradeiro de Sara o deixava sem chão. Hank, seu amigo inseparável, fazia-lhe companhia e parecia compartilhar a mesma tristeza que o dono. O animal não comia e vivia amuado e choramingando pelos cantos. Grissom afagou o pêlo do cão carinhosamente que se deitou junto ao lugar onde estava.

— Ela voltará amigão. Ela voltará – ele disse para o cachorro de estimação ao mesmo tempo em que tentava convencer-se – A mamãe voltará logo.

Rogou a Deus para que estivesse certo.

-o-

Ele andava cabisbaixo pelos corredores do Laboratório, com ombros caídos. Naquele momento ele aparentava ter oitenta anos e não apenas os seus cinquenta e poucos anos. Seu abatimento era visível e compreendido por todos. Era perfeitamente compreensível o estado em que o supervisor do turno noturno se encontrava. Não saber onde a esposa grávida estava não era fácil para ninguém.

Ao entrar na sala de convivência do Laboratório de Criminalística, com um copo de café em suas mãos, encontrou toda sua equipe – os que estavam disponíveis – reunida.

— Conseguiu alguma coisa com os arquivos? – ele indagou dirigindo a pergunta a Catherine. Ele fez movimentos circulares na região dos olhos por debaixo dos óculos e na região das têmporas. Tinha o aspecto de evidente cansaço. Tinha olheiras profundas, prova irrefutável de que não dormia há algum tempo. Fazia dois ininterruptos dias que ele não pregava o olho.

— Nada! – respondeu Catherine desanimada. Ela havia passado os dois dias anteriores pesquisando nos arquivos algo que pudesse ajudar com a investigação – Não encontrei nada. Analisei cada caso em que você e Sara estiveram envolvidos, mas não descobri nenhuma pista que pudesse nos dizer quem a sequestrou ou onde ela pode estar.

Grissom suspirou resignado. Cath observando o estado do amigo de longa data, o abraçou carinhosamente tentando passar-lhe toda sua confiança de que conseguiriam encerrar aquele caso positivamente.

— Nós a encontraremos Gil. Nós a encontraremos – ela garantiu.

— O tempo está passando Cath. E nós não temos nenhuma informação que possa nos levar a ela – ele comentou desesperançado – Você sabe tão bem quanto eu o que isso significa – ele não queria pensar nessa possibilidade.

— Eu sei o que isso significa Gil – ela era uma das poucas pessoas que o chamava assim – Mas prefiro acreditar que logo a encontraremos e com vida – ela comentou segura.

— Eu quero minha mulher de volta Cath! Quero minha mulher e meus filhos de volta – ele anunciou sem conseguir conter as lágrimas.

— Você a terá, eu garanto. Somos CSI’s conseguiremos descobrir onde Sara está e resgatá-la.

Naquele momento Grissom não era o supervisor do Laboratório. Naquele exato momento em que as lágrimas insistiam em cair sobre sua face, ele era o marido e o pai que tivera seu parente sequestrado. Agora ele sabia exatamente o que os parentes das vítimas de seus casos sentiam. E desejou nunca mais estar naquele lado da investigação. Sentia suas forças irem embora. Sentia-se fraco e impotente. Preferiu mudar de assunto. Aquele doía demais.

— Você tem notícias do Nick?

— Ele está bem. Ficará de repouso por mais dois dias. O médico disse que ele teve sorte de ter tido apenas uma concussão e uma luxação no braço. O pobrezinho ainda se culpa por não ter conseguido defender Sara.

— Ele não teve culpa. Foi até bom que ele tenha desmaiado, caso contrário poderia ter acontecido coisa pior e ao invés de investigarmos apenas o desaparecimento de Sara, o que já é muito doloroso, poderíamos estar também investigando um caso de homicídio de um dos nossos – ele comentou tristemente. Ele possuía um carinho especial por cada membro de sua equipe, a final eles faziam parte de sua família. Família de trabalho, mas não deixava de ser família.

Desde que soubera que Sara estava desaparecida – o pior momento de sua vida, vale a pena frisar – ele não tinha mais paz. Sua vida se tornara sem cor e um grande vazio, assim como sua casa. Ela enchia o ambiente com sua vivacidade e alegria contagiante. Ela era tudo para ele. Era a sua própria vida, o ar que respirava. Ele não conseguia imaginar sua vida sem ela e sem seus filhos que ainda estavam por nascer.

Havia dois dias, dois torturantes dias que investigavam o caso e não tinham avançado em nada. Estava tão perdido em sua tristeza que não ouviu quando Greg entrou na sala, anunciando que tinha uma novidade:

— Eu estava periciando o carro em que Nick e Sara estavam e descobri uma coisa – ele anunciou com um lindo sorriso nos lábios.

— O que? – Grissom e Cath perguntaram ao mesmo tempo. O coração do supervisor encheu-se de esperança.

— Uma parcial – ele mostrou satisfeito o adesivo que continha a parcial encontrada na porta do lado do carona – Vou passá-la pelo CODIS e pelo AFIS para ver se consigo algum resultado — ele falou animado, seguindo para a sala de análises.

Notas finais
E aí? O que acharam? Um viva para o Greg! Vejo vocês no próximo capítulo!! Bjinhos da Bia (autora)