Lei da Paixão

46 Depoimento do Suspeito


Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo! Vejamos o depoimento do suspeito! Boa leitura!

Ela testou ver se conseguia afrouxar o nó que prendia seus pulsos. Nada! Aqueles capangas sabiam mesmo como dar um nó. Tentou ajeitar-se na cadeira sem muito sucesso. Qualquer movimento mais brusco poderia fazer-lhe cair do assento e machucar a si e às crianças e ela não queria isso. Além disso, estava preocupada com sua saúde, pois já estava na mesma posição há dois dias. Seu corpo inteiro reclamava. Não havia uma parte de seu corpo que não doesse devido à má posição e suas pernas e pés estavam muito inchados. Ela sabia muito bem que aquilo não era bom para seus filhos.

Ela ouviu os passos que vinham em direção ao quarto. Respirou profundamente temendo que fosse a louca da Bia. Torcia para que fosse um dos capangas trazendo seu almoço. Seu estômago já dava sinais de fome.

Foi com grande alegria que ela viu entrar um dos capangas.

­­ — Boa tarde princesa — cumprimentou-a Patrick que trazia uma bandeja em suas mãos. Ele sempre a chamava assim – Aqui está seu almoço!

Patrick colocou a bandeja no colo de Sara. Ele abriu a vasilha e o cheiro de carne fez seu estômago embrulhar, o que lhe provocou ânsia de vômito. Ele se preparava para dar-lhe a comida na boca quando ela disse:

— Patrick – ela o chamou com voz carinhosa – Por que você não me solta e deixa que eu coma sozinha? Além disso, eu preciso andar um pouquinho.

— E se você fugir? Se você fugir princesa, minha chefe vai comer meu fígado.

— Eu não vou fugir – ela prometeu – Se eu tentar fugir você pode usar essa sua arma – ela disse apontando para o revólver que se encontrava em sua cintura.

Tom parou para pensar por alguns minutos. Ele realmente gostava daquela mulher. Não entendia porque ela estava ali, mas não era sua função compreender a motivação de sua contratante. Resolveu por fim soltá-la até porque poderia atirar nela se ela tentasse qualquer gracinha.

-o-

— Eureca! – gritou Greg feliz quando saiu o resultado da impressão digital pelo AFIS e pelo CODIS. Ele pegou a folha com o resultado e saiu correndo para passar a informação a Grissom.

O supervisor do turno noturno por sua vez, estava nervoso por não conseguir avançar nas investigações.

— Grissom – ele o chamou – Tenho novidades.

— Que novidades? – Grissom perguntou interessado.

— Encontrei uma combinação para a parcial encontrada na porta do passageiro do carro – anunciou Greg com satisfação.

— Qual o nome da pessoa?

— O nome dele é Tom Miller, tem 32 anos e vende cachorro quente em praças. Tem ficha criminal por arruaça.

— Vamos conversar com ele e ver o que sabe sobre o paradeiro de Sara — declarou Grissom esperançoso.

Tom Miller era um homem alto e forte de cabelos negros crespos e grandes olhos negros. Nos musculosos braços apresentava uma enorme tatuagem tribal. Seu sorriso torto mostrava um brilhante dente de ouro. Usava uma camiseta regata branca que evidenciava seu tórax definido e musculoso e uma apertada calça jeans azul escura com um largo cinto.

Ele estava sentado à mesa de interrogações ante o olhar experiente de Catherine e de Brass. Eles ficaram encarregados de tomarem o depoimento do suspeito. Grissom também queria participar, no entanto o capitão Jim optou por não deixar já que o amigo poderia perder a cabeça facilmente e por a investigação a perder.

— Muito bem senhor Miller, aqui está o senhor para termos uma agradável conversa — comentou Brass — Somente para confirmarmos se o senhor é a pessoa que procuramos, responda-nos uma pergunta.

— Claro! Pode perguntar — Dispôs-se o suspeito.

— Em que o senhor trabalha?

— Sou autônomo. Vendo cachorros-quentes nas praças — ele respondeu sinceramente. Seu trabalho oficial era vender esse tipo de comida nas praças e em suas horas vagas aceitava trabalhos escusos e acatava todo tipo de ordem de quem o contratava.

— E quantos anos você tem?

— 32 anos — ele respondeu.

— Sabe por quê o senhor está aqui? Por quê foi conduzido até aqui para prestar esclarecimentos? — indagou Catherine.

— Deve ser porque sou bonito — Tom respondeu com ironia.

— Muito engraçado! — cortou-o Brass — Acho que esse seu sorriso morrerá quando souber que encontramos a parcial de sua digital em uma cena de crime.

— Sério? — ele perguntou com fingido espanto — E como ela foi parar lá?

— É isso que esperamos que o senhor nos esclareça — declarou Brass impaciente.

— Não faço ideia — ele negou.

— Escute aqui Tom, uma integrante de nossa equipe foi sequestrada e a sua digital foi encontrada na porta do carro em que ela estava.

— Sinto muito por sua perda — ele lamentou — Não sei como minha digital foi parar lá, talvez a implantaram lá para me incriminar. É a única explicação que encontro.

— Você conhece ou já viu alguma vez a mulher que está na foto? — Cath perguntou mostrando ao suspeito a foto de Sara.

— Não — ele negou, embora a perita loura tivesse percebido em seu olhar um vislumbre de reconhecimento, porém isso não era pecado, tampouco um indício de culpa ou uma prova que pudesse incriminá-lo — Eu nunca a vi em minha vida — ele completou com um sorriso cínico — Mais alguma coisa, capitão? Posso ir?

Não havia nada mais que pudesse retê-lo ali. Por isso Brass o deixou partir.

— Permaneça na cidade, Tom. Podemos precisar falar com você novamente.

— Até mais capitão! Espero que vocês encontrem a bonitinha — ele desejou sorte nas investigações e deixou o local sorrindo.

Notas finais
Bem, o que acharam? Por favor deixem sua opinião. Ela é muito importante! Nos vemos no próximo capítulo! Bjinhos da Bia (autora)