Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II

5 Um amor dos Sonhos. – Lindir e Gimli.


Notas iniciais
"Vai se entregar pra mim Como a primeira vez Vai delirar de amor Sentir o meu calor Vai me pertencer Sou pássaro de fogo Que canta ao teu ouvido Vou ganhar esse jogo Te amando feito um louco Quero teu amor bandido Minha alma viajante Coração independente Por você corre perigo Tô afim dos teus segredos De tirar o teu sossego Ser bem mais que um amigo (...)." Música: Pássaro de Fogo - Paula Fernandes

O anão saiu do castelo e andava apressado pelas ruelas, decidira consigo mesmo que aquele seria o dia para que tivessem finalmente uma casa. Ele a encontraria: Uma casa perfeita, com jardim, claro, queria agradar ao elfo, com grandes janelas, teto alto, afinal de contas, não queria que o outro se machucasse denovo e o melhor de tudo, ele mesmo ansiava em ter uma noite com aquele elfo, queria concretizar e formalizar a relação. Gimli queria fazer amor com Lindir, antes mesmo dele morrer, porque, por ironia do destino, sempre acontecia algo, ou ele mesmo, o anão, acabava causando algo que evitava que eles realizassem o sonho de viver um momento só deles, como aconteceu na fonte, na banheira do reino.

– Ele tem razão, noites passadas até eu ouvi os gritos de Aragorn... – o anão apertava os passos- Coitado do Lindir... tsc, se para mim foi tão óbvio e audível, imagina para ele.

E o anão lembrara-se de uma noite em que ele acordou com alguns respingos esbranquiçados ao seu lado, sutis gotas que enfeitavam o lençol e quando se sentou na cama, Lindir o olhou tímido, temeroso e sorrindo sem jeito.

– Ele, tanto quanto eu... almejamos este momento. Eu sei que ele se tocou enquanto eu dormia... eu o quero e quero tê-lo o quanto antes!

Pensou determinado adentrando uma casa razoavelmente bonita, pois precisava de obras de restauração, mas era uma casa bem localizada. O anão olhou ara os lados e viu que se tratava da zona élfica.

– Ele poderá me abraçar... sem medo e nem eu ficarei constrangido, já que os elfos são um tanto... enfim...

Um elfo loiro veio recebê-lo, cumprimentou o pequeno.

– Boa tarde.

– Ei, elfo... – O anão nem se dera o trabalho de responder-lhe.

– Bom tarde, anão. – O elfo olhava-o ainda “de cima”, continuou com uma voz ligeiramente desagradável e antipática. – Não vai ser mal-educado comigo, não é?

– Quero comprar a casa, não preciso nem te responder nem gostar de você. – Depois de uma pausa, tomou um gole de ar, pode estar ligeiramente cansado, pois andara uns quatro quarteirões para chegar ali. — Quanto quer nela?

– Escute. – O elfo colocou-se a andar até o pequeno, parando em sua frente. — Tens que descobrir se desejo vendê-la para você.

– Ah, é mesmo? Vai se danar, elfo! E diga logo a porra do preço!

O elfo adentrou a casa e quando ia bater a porta na cara do pequeno anão, este precipitou-se e evitou que a porta fosse fechada, mas tal fato fez com que machucasse os dedos, pois a porta bateu neles.

– AI! CARALHO!

O elfo loiro abriu a porta se deliciando com a cena do anão a assoprar a ponta dos dedos, ele soltou uma gargalhada gostosa e quando pôs-se a fechar a porta, ele sentiu uma pedra acertar-lhe fortemente a testa, bem no meio delas. Ele levou uma das mãos ali e pôs-se a olhar com os olhos arregalados para frente.

– QUEM FOI QUE...

Ma o elfo surpreendeu-se de ver outro elfo ali, ao lado do anão e ele parecia encará-lo raivoso, ofegante, sem mais se conter, Lindir adentrou ali. Gimli olhava para aqueles dois elfos se engalfinhando, brigando entre si. O anão estava completamente atordoado, peraí, Lindir estava brigando? Pensou o anão aproximando-se dos dois, segurando-lhes pelas cinturas, enfiando-se entre eles. Outros elfos observaram a bagunça e se aproximaram se esforçando a separar os dois.

Acabou por ficar dois grupos de elfos, quatro de cada lado, sendo que de um lado, estava Lindir e do outro o tal elfo loiro.

– Ele só quer comprar a casa! Se não vender o denunciarei para o rei!

Berrou o elfo de Valfenda sentindo o sangue ferver em chamas e ser bombeado por todo corpo, ele tinha a respiração falhada, entrecortada e falava num tom tão rouco de voz que até surpreendera Gimli, que se sentou numa pedra ali perto, tomando ar, pelo esforço tremendo que fez ao tentar separá-los.

– “Puta que pariu, acho que troquei a lebre por gato” – Pensou o anão achando Lindir notadamente másculo, viril, disposto a, ao menos aparentemente, arrancar as entranhas do outro elfo com suas próprias mãos. — “Ele não é tão passivo assim, sua gentileza... sua meiguice, onde está? Esta relação não só me mudou como a ele também?”

Ao ver que ambos pareciam mais calmos, foram soltos e Lindir agachou-se diante do anão, segurando-lhe devotadamente a mão, observando-a atentamente, parecendo procurar feridas, mas ao ver que foi só uma ferida superficial, fraca, não profunda, ele sorriu para Gimli e encostou a tal mão nos lábios, dando um beijo meigo e gentil ali.

– Quando for assim, deixe que eu converso, Gimli... – Lindir disse quase que implorando. – Odeio quando te maltratam, quando fazem pouco de você... só não briguei com Legolas da última vez porque o rei apareceu... – O elfo voltou a olhar os dedos do anão, sorriu novamente dando outro beijo ali, estalado. – Lindir permitiu entoar um sorriso levemente sacana- Ia dizer que era ele que merecia um banho com detergente para tirar aquele loiro desbotado dos cabelos.

Gimli não deixou de dar sutis risadinhas secas.

– Está realmente bem? Agora? – E o pequeno tocou a face de Lindir, este se permitiu afagar, cerrou os olhos deixando o rosto pender para o lado, na direção da mão.

– Sim, meu amor. – Finalmente o elfo abriu os olhos, seu brilho era de êxtase, amoroso, fogoso.

Lindir soltou um longo suspiro e levantou-se colocando as mãos na própria cintura, voltou-se para a casa comentando baixo:

– Tem certeza que quer essa? Lembro de ter visto outra melhor e mais próxima do castelo.

Gimli saltou da rocha, parando ao lado do elfo, parecia observar a casa, junto a ele.

– Sim, mas esta tem um grande jardim, espaço traseiro para cultivar plantas, você não gosta de jardinagem?

– Quem disse isso?

Gimli levou uma das mãos à barba, a coçando entre os dedos, olhando desconfiado para um dos lados, realmente, ele achava que elfos adoravam cultivar plantas, tocar harpas e filosofar sobre ser ou não andrógino. O anão soltou uma risadinha baixa ao lembrar-se de um discurso de seu pai:

–“Gimli, escute bem, soube que há elfos na reunião para determinar a Sociedade do Anel, prepare-se para a androginia e unissexualidade, eles são tudo baitolas, viados da melhor qualidade!” – E o pai dele levantou-se, como se representasse um elfo, continuou com o discurso:- “Bem, meus cavaleiros, eu queimo a rosca, tenho esses cabelos longos e eu cheiro a buceta, porque tomei banho de ervas afrescalhadas no rio mais purificado da terra-media, pois minha pele não tem pêlos, mas é aveludada, podem sentir, sou aveludado, minha gente! Olhem meu traseiro magro e com um buraco sexy, gente! Olhem! olhem!” – E o pai dele ficou balançando a farta bunda para um lado e para o outro.

E Gimli virou a face para o lado oposto a Lindir, sorrindo escancaradamente, mas tentando se conter ao máximo para não chamar a atenção nem dele, nem dos elfos ali perto, mas o efeito fora o contrário. Todos olhavam para o anão.

– Gimli... – Lindir mantinha as mãos na cintura disse calmo e bem baixo- Melhor evitar comentários racistas.

– Como?

– Você mencionou alguns trechos sem perceber... pele aveludada... o resto me recuso a repetir.- Lindir virou a face para o outro lado, soltou um longo suspiro angustiado.

– Caralho! Mesmo? Nem me dei conta! Puta que... – O anão olhava para os elfos com os olhos arregalados, sorria sem jeito. — Er... tudo bom? Essa parte é linda, não é? – Alguns elfos foram se distanciando, aceitando as desculpas, afinal, gostavam de ter paz.

E quando ele percebeu que estavam praticamente a sós, comentou:

– Era meu pai que dizia essas coisas...

– Infeliz exemplo que você teve desde cedo. Vamos.

E o elfo começou a andar numa direção, Gimli tocou-lhe um dos antebraços.

– O que foi? Me perdoa, Lindir, saiu sem querer.

O elfo parou de andar, o olhava “de cima”, nem chegando a se inclinar ou agachar-se.

– Penso que essas ideias serão todas refeitas, Gimli.

– Como assim?

– Você verá em breve, posso ter a pele aveludada, mas quem vai ter um buraco sexy, será você.

– Como Assim?!

– Simples. – O elfo cruzou os braços, o olhava sério- Quero ter você.

– Vo... você diz que EU que levarei no fiofó?

– É.

Gimli tocou as laterais das pernas do elfo, puxando-lhe as abas de seu saiote élfico, apertando as mãos ali. Lindir apenas o observava com os braços cruzados.

– Sem choros, Gimli, você não é corajoso?

– Ahhh, vai... não seja tão mal!

– Antes dos seus comentários, eu ainda estava em dúvida, agora? – E ele fixou mais o olhar no do anão- Agora tenho certeza do que quero de você, do que espero dessa relação.

Gimli soltou-lhe o tecido, levando uma das mãos à nuca, apertando seus grossos dedos ali, permitindo que a cabeça tombasse para frente.

– Puta que pariu... – Resmungou ainda sem encarar o outro, apertando fortemente a barba na palma da mão.

Lindir por uns instantes lamentou o distanciamento do pequeno, de sua roupa, gostava do contato gerado entre eles, não importando qual forma tivesse. Soltou um longo suspiro e inclinou-se, tocando os ombros do pequeno.

– Gimli, para que sofrer, deixe acontecer.

– Aham, aham, não vai me convencer com essa voz melosa, hã, afinal de meloso e delicado, levar no rabo não tem nada!

Lindir sorriu gentil, segurando o queixo do pequeno, apertando os delicados dedos ali.

– Eu te amo, Gimli. Nada mais importa.

– Meu rabo importa e muito!

– Está bem, se for o caso, não faremos nada disso, ok? Ficaremos apenas nos apertos e amassos... – O elfo sorriu docemente.

Gimli olhou para o outro desconfiado, pensara em como Lindir conseguia tê-lo na palma da mão, o pequeno consentiu com a cabeça, retrucando levemente agoniado, afinal de contas, ver aquele caralho élfico, tão bonito ser deleitado com seu corpo pequeno e gorducho era sutilmente excitante. Fazer aquele elfo implorar, gemer, deliciar-se consigo, dizer-lhe palavras atraentes, sedutoras, gastar sua beleza élfica consigo, ter para si seu corpo tão belo e delicado, a pele alva... ah, a pele alva.

– Pensando bem. – Disse o anão encabulado, olhando em direção ao chão.

– Hum? – O elfo chegou mesmo a se agachar, percebera que algo interessante sairia dali. — O que foi, Gimli? Meu amor...

– Acho que devemos acertar isso depois.

O elfo sorriu e consentiu, levantando-se, ato que foi acompanhado pela olhar tímido do pequeno. Só agora, uma criança elfa se aproximou de Lindir, segurando-lhe pela lateral do saiote, olhando-o tímida, pois havia o achado lindo, mas a mesma criança olhava fazendo uma careta para Gimli, até que comentou baixinho, com uma voz infantil:

– Meu avô queria se desculpar e disse que vocês podem ficar com a casa... o meu primo, aquele elfo que brigou com vocês, foi expulso e denunciado para o rei. Ele deve ser preso. Por isso, meu avô resolveu dar-lhes a casa como pedido de desculpas.

Lindir sorriu, afagando os cabelos dourados da pequena garotinha, esta sorria-lhe escancaradamente, mas ao ver Gimli mostrou-lhe a língua.

– Affe, que criança.... – Resmungou o anão com uma face não muito amigável e sutilmente decepcionada.

– Não faça mais isso, está bem? – Lindir agachou-se tocando os ombros da menina — É feio, não se deve mostrar a língua para ninguém.

– Por que esta vivendo com ele, tio? Viva comigo... – A menininha sorria timidamente. — Você é bem bonito.

– Que gentil, mas eu amo aquele anão e gostaria que você respeitasse isso. – Lindir falou sério, a menina o olhava temerosa. — Agradeça ao seu avô, mas decidimos morar em... outro lug..

Antes do elfo terminar, Gimli se aproximou tocando um dos ombros da pequena.

– Vamos aceitar.

– Mesmo? – A menina abraçou as pernas de Gimli, roçando a bochecha ali- Oba! Um tio anão!

– Que fofa... – Lindir olhou para Gimli, depois para a menina, deixou um sorriso discretamente magoado enfeitar-lhe o rosto, ele sabia que aquele “tipo” de relação não geraria frutos, mas mesmo assim, queria estar ao lado do outro, passar todo tempo que conseguisse consigo. Embora admirasse o comportamento paterno do anão, imaginando que ele seria um ótimo pai.

– Vamos agradecer ao seu avô, minha elfinha linda?

– Sim, tio anão! Obaaaaaaaaaaa.........

E a garota pôs-se a correr numa direção numa velocidade que permitiu que o anão a perdesse de vista, Lindir segurou-lhe uma das mãos ao ver que o pequeno parecia procurá-la.

– Eu o guio até ela... – Sorriu o elfo gentilmente.

E eles foram andando, de mãos dadas, pela rua, voltando na direção da casa.

– Por que decidiu voltar para aquela casa?

– Eu não sei... acho que gostei dela, agora, já conhecemos um dos vizinhos... é melhor ainda, não é?

– Sim.

E Lindir permitiu-se abraçar Gimli por trás, fato que fez ambos pararem de andar. O elfo contentou-se apenas a ficara li, discretamente agachado, abraçado ao outro, com o queixo sobre um de seus ombros.

– Sabe, Gimli...

– Hum? – Ao contrário de antes, o anão aceitou ficar junto ao outro.

– Eu estou me sentindo tão feliz. – Lindir sentiu os olhos umedecerem- Obrigado, por permitir que viva contigo, eu... – Deu um beijo demorado na bochecha do pequeno. — Me sinto tão pleno e realizado... penso em como era infeliz antes de ti. – Ele apertou o abraço- Eu o amo tanto.

Gimli permitiu-se sorrir, abraçou aqueles braços que cercavam seu robusto tronco, ele sorriu ao ver que ambas as mãos de Lindir nem se tocavam diante de si devido ao seu largo tronco, ele pegou aquelas delicadas mãos e passou a segurá-las com as suas.

– Também, te amo... elfo.

– Qual é o meu nome, Gimli?

– Tá bom, tá bom. – Retrucou o anão contrariado, balançando a cabeça para um dos lados, comentou baixinho. – Também te amo, Lindir. Meu amor.

O elfo sorriu e postou-se ao lado de Gimli, logo estavam ali, agradecendo o presente recebido.

– Finalmente, elfos educados. — Comentou Lindir.

O elfo mais antigo, avô da menina, consentiu:

– Quando vi meu neto, agindo daquela forma inaceitável, quase morri de vergonha. Veja como a vida é justa e bondosa, perdi um neto idiota e ganhei um sobrinho maravilhoso. Tens quantos anos?

– Quase quatro milênios. – Disse Lindir inclinando-se para o elfo, mas retrucou baixinho. – Não deixe Gimli saber, hehe...

– Hahaha, claro, claro... tenho cinco mil anos.

O anão já raspava uma das paredes, descascava a velha tinta, a pintaria com tonalidades de azul e verde, mas Lindir achou melhor uma cor de palha, um laranja bem claro, quase branco.

Era tarde da noite e ambos haviam acabado de comer algo e encontravam-se deitado no chão da sala, olhavam o teto já pintado, mas sorriram juntos ao verem que eles mesmos estavam respingados de tinta, as roupas pesavam de poeira, ambos estavam esgotados fisicamente e quase dormindo ali. Foi quando o anão resolveu sentar-se, seus fios ruivos pareciam brancos com tamanha poeira, o elfo olhava-o atencioso embora sentisse que o corpo parecesse implorar por descanso.

– O que foi, Gimli? – Lindir sentou-se ali, apoiando o tronco nos braços esticados.

– Apenas pensei se... – O anão olhou-o por cima de um dos ombros, sorriu, para depois voltar sua face para frente e encarar o chão. – Poderíamos... interagir...e inaugurar a sala. – Comentou olhando na direção oposta a Lindir, nitidamente encabulado e tímido.

– Agora? – Lindir olhou para os lados, eles já haviam comprado alguns móveis, como sofás, camas, mas estava tudo coberto por panos, os quais acomodavam quilos de poeira.

O anão soltou um longo suspiro, ao lembrar-se de que o outro era um elfo e que nunca iria aceitar tamanha loucura, além do mais, ele poderia se machucar ou até asfixiar com aquela sujeira, mas o pequeno se surpreendeu quando Lindir colocou-se de pé diante de si, jogando uma camisa branca para um dos lados, depois descendo a calça, já encontrando-se descalço.

O corpo magro e nu do elfo destacou-se devido ao luar iluminar ali, adentrar por uma enorme janela. Sua pele alva parecia de prata, quase cintilante. Ele agachou-se detrás do anão, ajoelhando-se ali, puxou-lhe a camisa para cima a retirando. Gimli logo se voltou para o outro, olhando-o com os olhos esbugalhados. O elfo sorriu ainda ajoelhado, permitindo que suas mãos se apoiassem sobre os joelhos, ele deixou a cabeça tombar parcialmente para um dos lados, sorrindo levemente surpreso com a atitude do anão.

– O que foi, Gimli, você não queria isso?

Gimli engolira em seco, ele consentiu tímido com a cabeça, mas logo olhou para um lado qualquer e comentou baixinho:

– Eu... acho que... pensando agora... talvez não seja uma boa ideia... nem estou de banho tomado... você vai desmaiar quando... – Levantou um dos sovacos dando uma fungada ali. – Cruzes!

– Hahaha... – Sorriu o elfo, passando a engatinhar até o anão, parando diante dele, tinha um olhar pedinte. — Você me provoca e volta atrás?

– Hum... e também... – Gimli ainda evitava encarar o outro, suas bochechas estavam sutilmente vermelhas de tão nervoso e excitado que já estava. — Estou cansado... e...

Lindir tocou-lhe o meio das pernas, apertando o volume “avantajado” do pequeno ali, na palma da mão.

– Hum... ele não parece cansado. – Comentou apertando mais a ereção do anão por cima da calça.

– Ah... Lindir...hummm... – Gimli deixou o corpo deitar no chão, mantinha as pernas abertas, o anão seguiu com as mãos até sua própria calça e a retirou prontamente, feito isso, voltou a deitar-se, tocando seu próprio membro completamente duro e o qual pesava sobre seu próprio abdômen.

O elfo postou-se ali, entre as pernas do pequeno, permitiu seu tronco arquear para a frente, inclinar-se de encontro ao quadril de Gimli, ele esticou a língua para fora e tocou com a pontinha dela o meio do saco, esfregando-a ali, separando as bolas, para logo sugar uma delas com a boca.

– AHHHHHHHHHHHHHH....... – Gemeu longamente e alto o pequeno.

Lindir levantou um pouco a face, comentando baixo:

– Shiu, Gimli... não tão alto... – Disse mantendo uma face sacana, fez aquilo só para torturar o anão, finalmente ele ouvira o que seu sangue élfico lhe dizia: Para aprontar com aquele pequeno avantajado. – Tente conter-se... – E voltou a tocar a língua, agora no pênis, percorrendo-o de sua base até a ponta, chegando ali, roçou algumas vezes a pontinha na parte inferior da glande, para logo segurar aquele membro carente de atenção com uma das mãos e começar a engoli-lo.

Gimli remexia com a cabeça para os lados, seus lábios carnudos emitiam notáveis bufadas de ar, ele chegava até mesmo a bater com a nuca no chão, num ato desesperado de conter os gemidos que dançavam em sua garganta e teimavam em sair bem altos.

– PUTA QUE PARIU! AHHH CARALH... — E levou uma das mãos ali, na boca, segurando a potente voz, ali dentro dela.

Lindir excitara-se ao ver que o outro lhe correspondia às investidas, ele mesmo se tocava sentindo seu próprio falo já melado do pré-gozo, seus dedos magros deslizavam-se em sua ereção, ele sentia uma vontade enorme de foder o anão, de meter-se logo ali e tomá-lo para si, tomar posse daquele corpo gordo e encorpado, que agora, entoava gemidos e bufadas que soavam como uma música para seus ouvidos, o elfo sentia-se próximo do êxtase, da frenesi, prestes a cometer alguma loucura, inclusive quando voltou a lamber-lhe o saco e pôde ver a entrada piscando mais embaixo. Ele levou uma das mãos ali, segurando o saco, empurrando-o para cima e mais que depressa, num ato ligeiramente apressado, enfiou a ponta da língua ali, naquele cú cabeludo, esfregando-a vorazmente naquela entrada que piscava com a invasão, mostrando que estava gostando dela, que almejava por um contato mais profundo.

Gimli tinha os olhos perdidos num ponto qualquer do teto, seu brilho tênue enevoava-se em luxúria e êxtase, o pequeno sabia o que Lindir faria, ele sabia o que o esperava, mas seu corpo, antes tido tão seguramente como “másculo, viril, heterossexual”, agora desejava vorazmente aquele outro macho, desejava sentir sua masculinidade, seu afundar-se, inebriar-se nas estocadas que estavam por vir. Gimli apertou os dedos na grossa manta onde estavam deitados e fechou os olhos, engasgando um gemido ao sentir um dedo invadir-lhe a entradinha virgem, ele ofegava bastante e pôde ver que Lindir, encontrava-se agora, ajoelhado entre suas pernas, ele pôde perceber que mesmo o elfo mantinha também uma face de deleite, de luxúria, como que tivesse em pleno orgasmo só por ver o pequeno ali, completamente acessível a si.

– Gimli... – A voz do outro era entrecortada, falhada e ele gentilmente tocou a face do anão, sorrindo-lhe na melhor meiguice que conseguiu naquele instante. – Me autoriza? – Sua voz era amável e macia como um veludo.

– Sim, por favor... Lindir, quero você, sempre quis você, desde a primeira vez que o vi... o amo tanto... – Gimli sentiu os olhos umedecerem, piscou-os algumas vezes, sua face demonstrava uma dor contida, amarga, mas ao ver que o elfo o olhava preocupado, sim, Lindir prestava atenção a cada sinal emitido pelo outro, mesmo que pelos gestos faciais, o anão brincou:- Me fode logo, elfo tarado! Hahaha, puta que pariu, falei do rei e vou tomar no fiofó também!

Lindir percebeu o nervosismo do outro, voltou a afagar-lhe uma das bochechas, ainda sorrindo meigo.

– Gimli... não tem que fazer isso, se não quiser...

O anão sentou-se ali, mantendo seu robusto tronco apoiado nos braços esticados, olhava desafiado para o elfo, comentou baixo, rouco:

– Mas eu quero! Quero muito, acha que é fácil admitir isso para um elfo?

Lindir não se conteve e o abraçou, resmungando baixo algumas palavras num dos ouvidos do outro:

– Sim, também quero e muito... quero sentir você sentar em mim. Cada dobra sua mover-se e suar como um leitãozinho no cio.

Dito isso, o elfo sentou-se ali, ficando a mover seus dedos por sua ereção, mantinha um olhar pedinte para o outro, como se o pedisse em silêncio.

– Vem, Gimli... meu tesãozinho... meu baixinho gostoso, meu buraco sexy.

– Hahaha, pegou pesado, elfo.

– Você merece isso, anão.

Lindir entrou no jogo do outro, a fala do elfo mexeu com o fetiche do pequeno que sentiu um arrepio correr-lhe por toda coluna, arrepiando seus inúmeros pelos.

– Ah, é? Quero ver se vai aguentar meu embalo ou se vai amarelar.

Dito isso, agachou-se no colo do outro, de forma a ficar de frente para ele. Lindir apenas o observava com as mãos apoiadas no chão, detrás de si, ele deixaria Gimli determinar a velocidade, a intensidade e a profundidade das estocadas, mantinha um sorriso safado e olhava para a cintura de Gimli, desejando que a mesma descesse logo, mas ele esperaria o tempo que fosse necessário, afinal de contas, em seus olhos, Gimli que deveria ter prioridade naquela relação e não ele mesmo, pois se sentia incapaz de exigir algo do anão, de decepcioná-lo, por isso o deixaria a vontade para usar seu corpo élfico como desejasse.

Gimli direcionou aquele volume em sua entrada, ficando levemente impressionado pelo fato de seu corpo não reclamar e até aceitar bem aquela invasão, seu ânus rapidamente escancarara-se, adaptando-se perfeitamente à ereção do elfo. De repente, ao sentir o membro de Lindir, todo dentro de si, Sentiu uma pontada lá dentro que enalteceu seus sentidos, que provocou-lhe um gemido agoniado.

– Puta que pariu... isso é... muito bom.

Lindir se permitiu segurar-lhe a cintura, apertando levemente os dedos ali. Gimli segurava-lhe os ombros, com ambas as mãos depositadas ali e começou sutilmente a mover-se. Embora Lindir o olhasse diretamente na face, atentamente, Gimli permitiu-se manter os olhos fechados, concentrado naquela estranha, diferente, mas deliciosa sensação, que só parecia provocar um prazer maior a cada estocada, a cada afundar.

– Ah...ah... ah...

Gimli sentava completamente naquele membro, afundando-o totalmente dentro de si, após sentar algumas vezes, ele permitiu-se ficar com aquele volume duro dentro de si e colocou-se a se masturbar por sentir que seu membro amolecera depois de algumas penetrações. O pequeno quando parou de sentar e começou a se tocar, encarou Lindir, para logo beijar-lhe os lábios, enfiar sua grossa e grande língua na boca do elfo que não pestanejava e correspondia na mesma intensidade.

Lindir permitiu abraçar Gimli, levando-o de encontro a si mesmo.

– Deite-se.

Num gesto levemente brutalizado e inesperado, Gimli parou o beijo e empurrou o peito do elfo na direção do chão, ainda permanecendo sentado sobre ele.

– Quero que enfie em mim.

Ordenou o pequeno sentindo uma vontade enorme de dar uns tapas na face daquele elfo, sua mão chegava a tremer ao entrar em contato com a face delicada e macia de Lindir, este o olhava sério, astuto, percebendo alguma amostra da intenção do pequeno.

– “O racismo e agressividade podem se realizar no ato sexual.” – Pensou o elfo engolindo em seco ao lembrar-se de um livro que lera certa vez sobre perversões sexuais, livro a princípio, escondido a sete chaves por Elrond. Era o favorito do Senhor de Valfenda, já que falava do sexo homossexual.

Num gesto de amor, Lindir tocou a mão do anão e sorriu-lhe, comentando baixo:

– Gosta de maltratar elfos, como fez na Cidade das Alegrias?

Gimli arregalou os olhos, como ele sabia? Pensou. Havia escutado? Resposta que foi logo dada pelo outro.

– Enquanto eu estava me recuperando, pude ouvir o que conversavam...

Lindir soltou-lhe a mão, mantendo um sorriso gentil.

– Pode me bater, Gimli. Se assim deseja...

Gimli apertou ambas as mãos cerradas no peito do outro, ainda sentia a ereção dele pulsar em si, o anão não encarou-o, mantendo a cabeça jogada para a frente e os olhos cerrados, ele rangia os dentes, ele não queria agredir Lindir, ele o amava, e por isso, seu coração doía e muito naquele instante.

– Está tudo bem, Gimli.

– Calado! – Gimli permitiu-se arquear o tronco para frente, tocando delicadamente as mãos no peito do outro, sussurrou provocante- Eu falei para enfiar, não falei?

Lindir sorriu, tocando-lhe gentilmente a face.

– Sim.

E logo o elfo colocou-se a segurar a cintura do anão e passou a estocar na velocidade que tanto queria, enfiava-se todo ali, acelerando mais e mais ao perceber que Gimli tremia de prazer, emitindo bufadas e gemidos altos, o elfo sentia-se próximo do êxtase, fato que foi atingido antes pelo anão.

Gimli levantou seu tronco, sentando-se ereto no quadril do outro, permitiu que seu próprio peso interferisse nas estocadas, as parando, ele segurou firme os joelhos de Lindir com as mãos, já que encontrava com seu corpo ligeiramente inclinado para trás, manteve a cabeça jogada para trás por um tempo e num pico de prazer, voltou a olhar para o seu elfo, permitindo que um sorriso brotasse em seus lábios carnudos e ao fazer isso, soltou grandes jatos sem ao menos se tocar, acertando o peito do outro, parte de seu abdômen, melando sua pele alva consideravelmente.

Lindir ao observar aquela cena, apertou as mãos na cintura dele e jogou a cabeça para trás, forçando a nuca ali, mantendo a respiração ofegante, mas não conseguira gozar ainda. Gimli ao sentir-se saciado, pendeu para frente, segurando a nuca do elfo com uma das mãos, puxando-a para cima, aproximando a face dele de um de seus ombros.

– Me preenche, elfo... quero sentir você dentro de mim, deixe sua marca em mim, porra!

Lindir segurava as abas da bunda do anão enquanto voltou a adentrar ali, num gemido agoniado soltou-se dentro dele, feito isso, deixou os braços caírem para os lados, ele se sentia completamente exaurido.

Gimli acolheu-se em seu peito e os dois acabaram por dormir pesadamente.