Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II

31 Razão de existir. - Thranduil, Legolas, Éomer, Aragorn.


Depois da interação íntima naquele quarto com o elfo príncipe, o rei levantou-se e ajeitava suas próprias calças enquanto que o outro encontrava-se deitado ali, na cama, de braços abertos e parecia adormecido num sono profundo, sim, o elfo finalmente entregara-se àquele sono devorador de energias. O que arrancou um sorriso do moreno, que logo ajeitou suas pernas sobre a cama, suas calças as fechando adequadamente e finalmente o cobrindo.

– "Como deve estar meu filho?" — Pensou empolgado, inclinando-se na direção do outro, tocando ambas mãos ali, dando-lhe um selinho demorado. — Eu te amo, nunca duvide disso.

Disse amoroso, sorrindo mais ua vez, para logo sair dali correndo pelo corredor. Quando adentrou o quarto de sua senhora, logo ouviu o que pareciam ser gostosas risadas de criança. Ele arregalou os olhos e a abriu a porta de entrada vendo Arwen com o filho de ambos nos braços, a sorrir-lhe demoradamente.

– Parabéns, meu rei, é um menino.

E Aragorn fez uma cara de choro, se aproximando da cama, sentando ao seu lado e abraçando cuidadosamente os dois, acolhendo-os em seu peito, feito isso, se distanciou um pouco ficando a afagar a face da esposa, olhando-a com os olhos cheios de lágrimas, que logo escorreram pelas bochechas.

– Muito obrigado!

E permaneceu segurando a face dela com as palmas das mãos, ainda a encarando e afagando com os polegares, para logo dar um beijo demorado, beijo esse que conseguiu arrancar um suspiro agoniado de Arwen. Fazia muito tempo que ela não tinha seu marido para si e logo seu fogo materno e de mulher reacendeu em sua totalidade, arrancando um sorriso sincero de Elrond, que se compadeceu do amor latente de ambos e que somente agora era notado pelo rei que lhe sorria e o cumprimentava com um aceno com a cabeça.

– Um avô coruja.

E o meio-elfo permitiu-se dobrar as pernas e cruzá-las, passando a observá-los com os dedos entrelaçados sobre o joelho mais acima.

– Sim e como. — Disse calmo para logo se levantar dali e pegar seu neto em seus braços, o ninando, o balançando calmamente.

Aragorn voltou a olhar Arwen, sorrindo-lhe e esta lhe correspondia.

– Desculpe, queria ter estado aqui antes. — E tocou-lhe a face.

– Estás bem, isso que importa, meu rei, meu amor. — Disse amorosa a rainha segurando-lhe a mão próxima da face.

– Acredito que precisem de um momento a sós. — Retrucou Elrond pedindo para que Marta o acompanhasse e a parteira assim o fez, sorrindo animada ao ver o casal unido novamente.

Aragorn abraçou apertado sua esposa acolhendo-se em seu peito e permitiu-se chorar baixinho, soltando algumas fungadas, mas apertando-a mais de encontro a si. Arwen ficou a afagar-lhe as costas e a nuca, sorrindo maternalmente.

– Acertou as coisas com Legolas? — Retrucou a dama logo tendo a resposta positiva através do chocalhar da cabeça de seu marido em seu peito. — Que bom. — E ela contiinuou abraçada à ele, afagando-lhe a nuca, sentindo os fios castanhos ondulados e o rei logo levantou a face dali, fazendo com que Arwen visse uma lágrima correr-lhe pela face, a elfa logo a tocou, com o polegar, a secando. — Sobrevivemos a mais um vendaval.

– Sim. — Aragorn entoou seu melhor sorriso. — Sempre sobreviveremos. — E ele segurou a mão que estava sobre sua face. — Eu te amo.

– Eu também. — E a face da jovem se apertou em dor, para logo beijá-lo alvoraçadamente.

O moreno não planejava aquele contato mais íntimo e sorriu tímido com a possibilidade de fazerem sexo justamente no dia após ser pai, ele pensara que a elfa queria outra criança, mas que a mesma seria feita outra hora, pois ele mesmo encontrava-se exaurido, agora sim, passado a adrenalina de ser pai, seu corpo pedia descanso e ele logo se levantou para sentar ao lado da rainha, deixando seu corpo tombar ali. Com Arwen ele dormia mais seguro, já que ele sabia que ela não lhe oferecia risco algum, bem diferente de Legolas, com seu amor intenso e sedento de atenção.

– Permita-me tirar um cochilo.

E sorriu para sua esposa, pegando um travesseiro extra da cama e o abraçando, deitando-se de frente para ela, agarrado ao macio objeto. Ela consentiu, deitando-se de frente para ele, ficando a tocar-lhe a face, enquanto que seu esposo já se encontrava com os olhos fechados e parecia embalado num sono profundo. Logo, ela deduziu que ele se deitara com Legolas, pois conhecia muito bem a costumeira mania dele adormecer após o "ato".

– "Penso se teremos uma interação similar à primeira." — Pensou a dama lembrando-se da bagunça que aconteceu na geração de seu primeiro filho e pelo fato do casal ter uma saúde notável, a criança foi logo feita na primeira vez, ela a sentiu assim que o sêmen de seu esposo adentrara em si, sim, a meia-elfa tinha essa possibilidade, de perceber que seu ventre reagia ao gozo daquele homem, que o desejava vorazmente. Primeiro, por amá-lo e segundo, por se tratar do único homem em sua vida e homem, este, saudável, com uma carga hereditária forte e resistente. — Isildur era um homem notável. — Ela disse sorrindo, tocando a face num dos ombros de seu marido, o abraçando parcialmente e o encarando. — Eu te amo, meu amor... — E olhou para ele, sentando-se ali, suas orbes claras seguiram de sua face e seguiu descendo por todo seu corpo. — Mas Legolas o pegou antes de mim, ágil como uma águia de rapina. — Sorriu deitando-se na cama com a barriga para cima, entrelaçando os dedos sobre o próprio abdômen ainda ligeiramente inchado, porém mais amolecido. — Legolas... um amante necessário. — E sorriu finalmente permitindo-se adormecer também.

Aragorn acordara depois de algumas horas, logo olhou adiante, vendo o espaço da cama onde Arwen dormia completamente vazio. Sentou-se ali, vendo o berço também vazio, este encontrava-se próximo da janela, o objeto tinha uma rede e alguns enfeites num pedaço de ferro dobrado, algumas borboletas de seda dançavam voando pela rede protetora e algumas desciam em direção ao berço dependuradas no tal ferro, ele se levantou e se aproximou dali, vendo os lençóis coloridos e amarelos a cobrir-lhe o colchão infantil. — Qual será seu nome?

E o rei sorriu orgulhoso, logo saindo do quarto.

Existia um alvoroço na cozinha e ele prosseguiu até lá, era Arwen sendo paparicada pelos empregados que logo se afastaram consentindo para o rei, o único que se permitira permanecer na mesma posição fora Faramir, que sorriu-lhe animado consentindo também com a cabeça.

– Olha o seu pai, meu bebê lindo.

Comentou a rainha logo erguendo o próprio rosto o encarando. Passado algumas horas, Aragorn não só soubera do retorno de Legolas para seu reino, embora o elfo tenha resaltado bastante que logo iria voltar, que só iria levar a notícia do nascimento da criança para seu pai, mas também o cavaleiro moreno soube da situação de Gondor. Ele e Faramir conversavam atenciosamente sobre novos rumos que o reino tomaria.

– Concordo convosco, devemos logo principiar os aprendizes, dar-lhes cargos superiores.

– Sim, meu rei, não vejo outra opção.

– Mas quanto a Rohan, realmente está tão decadente como mencionas? — Disse Aragorn depositando um dos cotovelos sobre a mesa, dobrando o braço, apoiando o queixo na mão e apertando sua discreta barbicha entre os dedos.

– Sim.

– Entendo, devemos enviar-lhes alguma coisa... cavalos, talvez... comida.

– É verdade, com cavalos poderiam ir para cidades próximas, mas o principal, meu rei, devemos doar-lhes dinheiro, pois a cidade literalmente, precisas de obras emergenciais e comprar não só equipamentos ou suprimentos, mas também ser reconstruída. Literalmente não ficou pedra sobre pedra.

– Iremos pessoalmente lá, levar o que pudermos.

– Sim.

– E quanto a Gondor, os moradores?

– Satisfeitíssimos. Nunca tivemos uma reclamação sequer como esta semana que se passou, nem de elfos, hobbits ou anões. Todos parecem felizes e bem animados com o nascimento do pequeno.

– Sim e logo o mostrarei a eles, deixe-o ter ao menos alguns dias de vida. — Aragorn permitiu-se sorrir. — Acredito que todos já saibam, se depender da Marta...

E os dois riram.

– Realmente, meu rei. Tens toda razão.

O dia só estava começando nos dois lugares ao mesmo tempo.

Éomer acordara na cama de seu elfo, era um quarto bem maior do que o que estava antes. Thranduil simplesmente encontrava-se deitado ao seu lado, embora seus olhos encontrassem abertos e encarassem o teto do recinto, fato que fez Éomer tocar as pontas dos dedos ali, interferindo naquela forma de dormir macabra e élfica, fechando-os finalmente. Feito isso, voltou a deitar-se parcialmente sobre o tronco do outro, roçando a bochecha ali, para logo sentir a palma de uma das mãos do elfo tocar-lhe as costas.

– Dormiu bem? — Perguntou o Rei Sindarin encarando a nuca do cavaleiro.

– O acordei? Meu elfo macabro... — Disse o jovem espadachim levantando a face e o encarando, o elfo apenas ficou a olhá-lo quieto, observador.

– Não foi nada. — E tocou a face do humano. — Já estava acordado.

– Mesmo? Me desculpa!

E Thranduil sorriu deleitoso.

– Achou que estivesse dormindo?

– Sei que elfos fazem isso... dormem com olhos abertos.

– Sim, mas eu já havia acordado, meu reles humano.

– Hahaha... mais uma vez... — E tocou-lhe o meio do peito, sorrindo jocosamente, para logo tocar a boca ali, na do outro. — Desculpe. — E deu-lhe um selinho demorado e ligeiramente carente.

– Tens abusado muito de mim, meu nobre rei. — E o elfo tocou-lhe a face com ambas mãos, beijando o outro calmamente.

O dia anunciava uma manhã calorenta, alguns pardais cantavam do lado de fora da enorme janela daquele quarto, pois a natureza inebriava a Floresta das Trevas com seu retorno alegre, fazendo-a voltar aos poucos ser a Floresta Verde de antes.

O príncipe chegara naquele mesmo instante ao reino e procurava seu pai alvoroçado.