Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II

15 Paixão avassaladora. – Legolas e Aragorn.


Notas iniciais
“Ah! Dentro de toda a alma existe a prova de que a dor como um dardo se renova quando o prazer barbaramente a ataca...” Versos de Augusto dos Anjos

Realizado a reunião breve com os soldados antes de partir, logo todos seguiram na direção do trajeto realizado nas rondas, sendo que Éomer e Aragorn andavam a alguns galopes mais à frente, estrategicamente, e o resto do exército de quinze homens, mais atrás, de forma que o que ambos conversassem não fosse ouvido pelos demais.

– Então, meu rei, ansioso?

– Um pouco, Legolas é imprevisível.

– Realmente, igual ao pai.

Aragorn sinalizou que todo o exército parasse e eles obedeceram devotadamente ficando a alguns metros mais atrás, o próprio rei parara, encarando Éomer que se postou diante de si, em seu próprio cavalo.

– O que disse, Éomer?

– O quê? Igual ao pai?

– Está se encontrando com Thranduil?

Aragorn o olhava atentamente, sério.

– Soldados, descansar!

Sinalizou o rei e muitos desceram de seus cavalos, se aproximando de um rio ali perto, dando de beber aos animais e eles mesmos tomavam um pouco do transparente líquido, começando a entoar uma conversa animada entre eles mesmos.

– O que tem, Legolas e o senhor... com todo respeito...

– Éomer! Isso é completamente diferente!

– Como, posso saber?

– Thranduil é maldoso, ele é interesseiro... ele sempre tira proveito de tudo... ele até abusa do próprio filho!

– O que está querendo dizer?

– Que ele está tratando-o bem com segundas intenções, provavelmente...

– Provavelmente, meu rei. – Éomer desceu do cavalo, tocando a crina do cavalo de Aragorn,, olhando-o “de baixo”- Meu rei... – Disse com uma voz gentil, deixando propositalmente que uma de suas mãos tocasse um dos joelhos de Aragorn. – Me escute, sou leal ao senhor, eu nunca o diria algo de Gondor, pois foi o reino que me acolheu, depois ter sido estupidamente expulso do meu pelo meu próprio pai... – Do joelho, a mão seguiu para a mão do rei, segurando-a cuidadosamente, mas com um aperto seguro, forte. — Eu o amo, meu rei, quero apenas me divertir com aquele elfo.

Aragorn engolira em seco, olhando-o preocupado.

– Ele ousou machucá-lo?

Éomer deu uns passos para trás, virando-se de costas, ele mantinha uma expressão agoniada e pensara em como Aragorn era esperto, como ele percebia a alma dos seres com uma facilidade sem tamanho. O rei ao perceber o distanciamento, resaltou a pergunta:

– Ele o machucou?

– Sim. – Respondeu o espadachim numa bufada.- Pensei que ele que fosse dar o corpo élfico dele para mim, mas... Eu que me dei mal.

Aragorn chocalhou a cabeça para os lados, negativamente, não parecia acreditar.

– Conversarei com Legolas...

– Escute... – Éomer se voltou para o rei, retirou o elmo e encarou-o atentamente. — Eu o procurei, eu pedi para ele fazer isso... não há nada a conversar... ele pode machucá-lo. Não ouse pensar em conversar sobre isso com Thranduil, ele é insano demais para entender seus próprios atos.

– Eu sei disso. – Aragorn soltou um longo suspiro- Por isso iria falar com Legolas, ao menos ele conhece o próprio pai há 700 anos...

Éomer deixou um sorriso surgir na boca.

– Puta que pariu, Legolas é muito velho.

– Mais que nós dois juntos, meu caro. – Aragorn sorriu.

Éomer voltou a se aproximar, mas se surpreendeu quando estava a um passo de Aragorn, uma flecha o interceptou passando diante de si, na altura de sua face, quase a acertando. Legolas vinha até eles a passos apressados, parando a uns cinco passos dos dois.

– Sua ronda está atrasada.

Retrucou zangado, olhando desaprovador para Éomer que o encarava com os olhos arregalados.

– Faça o que combinamos. – O elfo o encarava com os olhos arregalados também, suas pupilas azuis se destacavam no branco de seus olhos. – Simplesmente... vá embora.

Aragorn encarava aquele elfo ligeiramente preocupado, mas passou a olhar seu cavaleiro se distanciar e seguir para a continuação da ronda com seu exército. Quando todos pareceram sumir no horizonte, Legolas saltou detrás de Aragorn, sentando-se ali, abraçando-o, apoiando o queixo sobre um de seus ombros, cochichou baixo.

– Não seja tão mal... me deixando esperar...

Aragorn olhava fixadamente para frente, engoliu em seco, sentindo as mãos de o elfo apertar-lhe a cintura. O moreno finalmente sorriu, tocando aquelas mãos, afagando-as.

– Só estava conversando com Éomer... ele estava me contando de seu pai.

Legolas sussurrou ao ouvido, pressionando as mãos no peito do cavaleiro, puxando-o mais para si.

– Deixe-os... que me importa isso agora? Vamos curtir nosso momento...

E o elfo mantinha uma face agoniada, Aragorn sentiu o coração apertar, passando a cavalgar com o cavalo, lentamente.

– A cidade é nessa direção?

O elfo sugava-lhe o aroma dos fios, permitindo que seus olhos ficassem fechados, inebriado de êxtase e satisfação, comentou rouco:

– Sim... – E beijou-lhe demoradamente a nuca, apertando o corpo do moreno de encontro ao seu, apertando-o bastante que fez Aragorn parar com o cavalo e fechar os olhos, soltando um gemido baixo.

– Legolas, é melhor nós...

Disse entrecortado, mordendo o lábio inferior, já o elfo lambia-lhe demoradamente a nuca, esfregando toda a língua ali, mesmo que alguns fios castanhos grudassem em sua boca, ele usou a face para distanciá-los e liberar caminho, insistindo nas lambidas, intercalando, agora, com mordidinhas com os lábios.

– Legolas... ah... hum... – O moreno mordeu o lábio inferior, sentindo a excitação do elfo detrás de si, as mãos do loiro tocavam o meio de suas pernas, as abrindo mais, apertando as regiões internas de suas cochas.

– Sim? – Retrucou rouco o elfo para logo morder-lhe a orelha.

Aragorn sem mais aguentar, desceu dali, deixando o elfo sobre o cavalo que logo tomou as rédeas para si fazendo o sangue puro erguer as patas dianteiras no ar.

– Tem certeza que irá a pé?

Retrucou brincalhão o elfo, fazendo o cavalo descer e postar-se ao lado do rei que andava a passos lentos, ainda sutilmente inebriado com aquelas sensações, seu coração estava aos pulos, sentindo a sua garganta rasgar, seca, assim como sua boca, e isto tirando seu pênis que já pesava e incomodava entre suas pernas. Finalmente o moreno parou, com as mãos na cintura, olhando para cima, na direção de Legolas Greenleaf, este postou-se diante dele, sorrindo-lhe debochado.

– Você sempre gostou de brincar comigo, Legolas.

O elfo saltou dali e parou diante do cavaleiro, encarando-o sério:

– Eu ou você?

O encarar, agora, suas faces estavam tão próximas, distantes por apenas alguns centímetros, mas o elfo não deu para trás, ficando a encará-lo, desafiador.

– E eu achei que...

Legolas franziu os celhos, olhando-o atentamente.

– O quê achou, meu rei?

–“Que eu seria o macho, mas você me enganou...” – Pensou, sem responder em voz alta.

Legolas viu o moreno passar por si, quieto e por achar aquilo estranho, tocou-lhe um dos ombros, evitando-o de andar.

– Não gosto de tentar ler pensamentos, prefiro que me diga.

Aragorn permaneceu parado, sem olhá-lo.

– Por acaso está terminando comigo? Não quer vir mais aqui, não quer mais me ver?!

Apertou a mão ali, no ombro do outro com tanta força que fez Aragorn voltar-se para ele, encarando-o, automaticamente, induzindo ao elfo a soltar-lhe o ombro.

– Não é isso, Legolas... – O moreno engoliu em seco, encarando o chão, mas ele teria que admitir que sentia uma vontade enorme de ser o macho, já que Arwen não estava lhe concedendo isso, o moreno até pensou que se estivesse em seu limite, que ele queria e muito que Legolas ofertasse seu corpo sutilmente andrógino para si, que lhe oferecesse um banquete carnal deleitoso, deitando-se ao chão, sobre uma tapete de urso, sim... Aragorn permitiu-se sonhar, ao ver aquela face pálida, aqueles fios dourados, espalhando-se sobre a pele felpuda de um urso branco e, ao imaginar, soltou um suspiro agoniado, que despertou ainda mais a atenção do elfo.

– Se não me dizer... eu não vou saber!

Aragorn olhou na direção do chão, respirou profundamente e logo disse:

– Aonde é a cidade?

– Aragorn...

– Eu perguntei: Aonde é a cidade?

Legolas percebeu uma dureza na voz, fato que o incomodou profundamente.

– Não queria ter vindo? Queria estar com sua rainha?

– Tsc...

Aragorn soltou um longo suspiro, olhando contrariado para um dos lados, mantendo as mãos na própria cintura e finalmente encarou o elfo.

– Legolas, penso se... eu vou ser... – Engoliu em seco, encarando o outro com os celhos franzidos, pensava numa melhor forma de dizer aquilo, mas não sabia como. — Hum... – Apertou os lábios, olhando para o chão, mantendo uma fisionomia preocupada.

– Vai ser...

– Eu não estou podendo tocar em Arwen... – As orbes verdes finalmente encontraram a azuis.

Legolas olhava-o atentamente, postou-se diante do outro, encarando-o.

– Quer fazer a troca.

Aragorn engoliu em seco, olhando para o elfo nitidamente receoso, temia decepcioná-lo, magoá-lo com a mudança brusca de posições, pois Legolas parecia bem confortável com ela, de ser “o macho” daquele par.

– Você... – Aragorn falou baixo, receoso, cruzando os braços. — Aceitaria?

Legolas olhou-o com uma feição dolorida, mas logo andou até ele, tocando-lhe a face, mantendo um sorriso nos lábios, beijou o moreno demoradamente, dando-lhe um selinho, permitindo que os lábios se colassem, mas apenas Aragorn fechara os olhos, Legolas ficou a olhá-lo, permitindo que uma lágrima brotasse –lhe pelo canto de um dos olhos.

– Nove meses e nada.

Retrucou o loiro, tocando a testa na do moreno, Aragorn arregalara os olhos, lembrou-se de ter ouvido aquela fala, era de Lindir.

– Você escutou toda a conversa! Legolas, isso foi cruel! – Disse o moreno apertando as laterais dos braços do outro, chocalhando-o levemente, porém o elfo não reagira, permitindo que suas pernas se dobrassem, deixando seu corpo ficar mole, o induzindo a cair na direção do chão e Aragorn ao ver que isto estava acontecendo, ele segurou-o firme nos braços acabando por cair sobre o loiro, parcialmente sobre sue peito, Legolas ficara a afagar-lhe a nuca.

O moreno podia perceber o coração afobado do elfo, debaixo de si, Legolas mantinha uma respiração lenta, calma, ate que disse meigamente, com uma voz macia:

– Aceito tudo que me pedir...

Dito isso, ele olhou para um dos lados, vendo que ambos estavam deitados sobre uma grama rasteira, macia, a qual criava uma maciez natural ao solo, o verde os cercava, o elfo pensou se aquele seria um ótimo local para que sua primeira vez fosse realizada. Ele queria ter Aragorn, não importava como, e aceitaria sim, ser tanto o macho quanto a fêmea daquela relação.

O elfo sorriu dobrando e abrindo as pernas, retrucou baixo, ainda afagando os cabelos do moreno, o qual parecia estar dormindo sobre si, Aragorn se sentia acolhido, um carinho seguro, livre de ameaças, pois ele sabia que Legolas o avisaria de qualquer perigo, de qualquer forma que tivesse e se o elfo estava li, debaixo de si ofertando-lhe carinho, isso significava que eles estavam completamente sós, que a muitos quilômetros de distância não havia uma viva alma que lhes importunaria.

– Se quer me ter... haha...

Aragorn levantou a face olhando para o elfo, seus fios dourados encontravam-se espalhados pela grama verde. Legolas sorria-lhe meigamente, segurando sua face entre as mãos, seus olhos azuis, eram mais claros devido a um sol ameno, o clima estava nitidamente nublado, embora fosse já umas dez da manhã. O sol ainda encontrava-se escondido detrás das nuvens e montes.

– Vai ter que tirar minha roupa.

O elfo levantou uma das sobrancelhas e continuou com uma voz melodiosa:

– Ser sensual para mim, ter aquela pegada, sabe?

– Hahaha...

– Não sou como aquelas meninas da noite que conheces tão bem...

Aragorn engoliu em seco, tocando o meio do peito do elfo, tocando a mão direita em seu broche de seu reino, desabotoando-lhe e enquanto fazia isso, encarava aquela face diante de si, os olhos de ambos nem sequer piscavam, eles estavam hipnotizados pelo momento, por aquele encontro.

Exposto parte do peito, Aragorn deixou que sua mão adentrasse ali, tocando um dos mamilos do elfo, sentindo-o duro, fato que fez Aragorn sorrir brevemente, para logo começar-lhe a apertar-lhe com a ponta dos dedos, bem levemente.

– Ah... – Legolas jogou a cabeça para trás, engolindo em seco, abafando um gemido.

Aragorn puxou mais aquele tecido para os lados, expondo aquele mamilo duro, para logo aproximar seus pequenos lábios dali, mordendo-o com a boca, para logo esfregar a pontinha da língua ali.

Legolas dobrou uma das pernas, apertando a sola de sua bota na farta grama, seus dedos apertavam-se dentro do calçado, ele engoliu em seco jogando a cabeça para um dos lados, todo seu baixo ventre já formigava. Foi então que voltou a olhar para o moreno, o qual lambia o meio de seu peito com a língua, parecendo-lhe sentir o gosto da pele, seu aroma de mato, de florestas.

– Assim não vou aguentar...

Retrucou o elfo levantando parte do tronco e apoiando-os nos cotovelos.

– Já tô pronto, tira logo as botas e a calça...

Ordenou o príncipe já notadamente ofegante.

– Ah...ah... por favor!

E bateu a sola da bota no chão.

– Senão...

Voltou a deitar-se, com os braços abertos, olhando na direção do céu.

– Eu que vou acabar comandando essa merda!

– Hahahaha...

Aragorn sentou-se ali, mordendo o lábio inferior, mantendo um sorriso sacana na boca, retirando sua túnica real, para logo desabotoar sua camisa que se encontrava por debaixo, expondo o tórax bem definido e preenchido de sutis hematomas e cicatrizes, além de alguns pêlos escuros.

– Então, é para já...

Comentou animado o moreno pondo-se diante do elfo, entre suas pernas, retirando-lhe uma bota e depois a outra, para logo puxar-lhe as calças.

– Nossa, meu cavaleiro destemido, está sendo tão romântico!

Aragorn permitia que seu sorriso se mantivesse, postou-se sobre o outro, Legolas ainda estava vestindo sua túnica élfica, embora as calças e as botas já tivessem sido removidas, então, o elfo abriu a túnica e expôs seu peito, discretamente magro e alvo, que logo chamou a atenção do cavaleiro, que sem resistir começou a mamar novamente um de seus bicos endurecidos.

O moreno adorava seios, mas, naquele instante, era o que tinha e teve que se contentar, num acesso de volúpia, mordeu um mamilo cravando os dentes ali, apertando-o um pouco forte, o puxando, fato que fez o elfo soltar um gemidinho de dor e logo Aragorn parou passando a olhá-lo temeroso, para logo engolir em seco.

– Vê, se pega leve, é minha primeira vez, meu rei...

Disse o elfo abraçando-lhe pelo pescoço, o trazendo para si, beijando-lhe. As bocas ofegantes se abriram, entrelaçando as línguas, roçando-se vorazmente, criando atritos internos dentro das bocas, para logo Legolas sugar-lhe a língua, mordendo-a com os dentes, sem mais se conter, o elfo desferiu-lhe um forte tapa nas nádegas fartas do outro, abriu as próprias pernas apertando fortemente a bunda do moreno com as mãos, chegando a cravar as unhas ali, afastando as abas. O elfos e contorcia todo ali embaixo, olhando com um desejo sem tamanho para o outro, passando a arranhar-lhe as costas, pressionando as unhas ali, fato que fez Aragorn jogar a cabeça para trás e emitir gemidos doloridos.

– Isso, sinta minha dor... paladino maldito.

Legolas segurou-lhe a nuca fortemente, puxando sua cabeça para trás, arqueando seu próprio tronco de encontro ao outro, focalizando sua face a poucos milímetros da sua, mesmo assim, ainda pressionava a mão ali, apertando-lhe forte os fios, puxando rudemente a cabeça do cavaleiro para trás.

– Quer me possuir, é? Quer? Então implore por isso!

– AH... ah... ah...

Aragorn olhava-o com uma fisionomia dolorida, sentindo as ereções tocarem-se mais abaixo, já que ele acabara por dobrar as pernas e sentar ali, no baixo ventre do outro.

– Legola....

– Implore!

– Por... fa...vor...

O elfo deixou uma risadinha sádica brotar-lhe no canto da boca, soltou-lhe a nuca, voltando a se deitar, ao encontrar-se encostado ao chão, desferiu-lhe um tapa, fato que fez Aragorn olhar para um dos lados e soltar algumas gotículas de sangue, mas logo Legolas voltou-lhe a pegar pelo queixo, forçando a olhar para si.

– Sinta um pouco da minha dor... do sangramento que sempre me causa quando se afasta de mim.

Aragorn engoliu em seco, tentava reconhecer quem seria aquele outro, pois não estava parecendo seu amigo leal e companheiro.

– Quer tanto isso, não é? Já que estás sem uma fêmea... não se importa de me humilhar...

O moreno olhou receoso para o outro, pensara se Legolas não havia gostado da proposta, mas percebeu que ele estava ereto, então, para o moreno, aquela hipótese não fazia sentido.

– Nunca pretendi humilhá-lo, Legolas.

– É meu amor!

Outro tapa foi-lhe dado.

– Pare com isso, Legolas!

– Já disse... – Voltou a se erguer novamente encarando a face do moreno próxima de si, resmungou baixo, rasgando as palavras com os dentes. — Sou seu amor!

E cuspiu-lhe na face, fato que fez Aragorn se ajoelhar e virar aquele elfo de costas para si, feito isso, afastou-lhe as pernas e direcionou sua ereção à entrada do outro, Legolas se contorcia debaixo de si, arranhando a grama, seus dedos tremiam cravando-se no solo, Aragorn olhou aquelas cabelos dourados, a face virada para um dos lados, o olhar raivoso do loiro em sua direção mesmo que por cima de um dos ombros.

Ele tremia com seu próprio membro duro no ar, quase adentrando ali, mas tremia-se todo, não queria machucar o outro, afinal, Havia esperado tanto tempo para ter um momento como aquele? Aragorn se levantou dali e sentou-se ao lado do elfo, de costas para ele, passando a olhar a paisagem mais adiante, ainda tinha a respiração afobada, mantinha as pernas dobradas e os cotovelos apoiados sobre os joelhos.

O silêncio anterior daquele local se refez.