Notas iniciais
"Antes a inquietação de um amor, do que a paz de um coração vazio." (Caio Fernando Abreu)

O clima estava ameno, tranquilo, ao contrário do clima que se propusera antes entre ambos machos. A impressão era de que em tudo aquilo seria posto um fim, um final inesperado, arrogante e intrometido, o qual comprometia e muito o caminhar daquele encontro a seu ver, “às escuras” na alma de ambos.

Trevas se fizeram presente, uma sombra negra emancipara-se e pairava sobre o ar, perpendicular aos dois, embora apenas um deles pensasse isso, e este, era Aragorn.

O cavaleiro tinha suas costas observadas pelo seu mais recente parceiro, sendo que este, não era tão recente assim, já que o sentimento de ambos era antigo e brotara como uma semente no coração deles, este crescia e se tornara uma frondosa árvore, os agoniando, arrancando suas inspirações, suas vontades, tornando-os joguetes do destino que agora parecia querer matá-los e eliminá-los da face da terra.

Uma voz quebrara a escuridão na qual Aragorn se enfiara sem dó nem piedade, atitude essa que sempre adotara durante sua vida, um pessimismo tão grande que era necessário o apoio de terceiros para que as trevas não lhe arrancasse a vontade de viver, de conquistar. Seja Arwen, seja Elrond, Gandalf ou qualquer outro, o espadachim, sempre precisava de palavras, da companhia, de motivos maiores para percorrer seus sonhos, ir atrás deles e ao menos tentar alcançá-los, mas naquele instante, ele se sentia vazio, abandonado pela vida, jogado de um abismo de desesperança, afinal de contas, estava cometendo um tabu na terra-media, ao abandonar seu lar, sua esposa e reino para se encontrar com um elfo, o qual também possuía um reino e que deveria também procriar sua espécie.

Espécie essa que já estava um tanto comprometida pela dificuldade de relações, mesmo entre os elfos, o que diminuía ainda mais a permanência existencial daquela raça na terra-media. E para piorar, Aragorn lembrara-se de algumas palavras de Elrond acerca daquela raça, que ela iria sumir com o passar dos anos, que seu destino seria ou abandonar a terra-media, ou desaparecer. Segundo o sábio, este seria o destino de toda linhagem élfica.

O moreno engolira em seco, sentindo o seu peito dolorido, amargurado, ele permaneceu observando a paisagem diante de si e só agora parecia ver um discretíssimo ponto preto mais adiante, o qual parecia ser a ponta de uma torre. Seria a tal cidade para qual Legolas o levaria?

– “E eu...” – Pensou baixando a cabeça na direção do chão, sua excitação o abandonara completamente. — “Aqui, o corrompendo... acostumando-o a causar o fim de sua linhagem, o convencendo a isso... se eu morrer e ele estiver acostumado com esta realidade, procurará outro homem e assim seguirá... a linhagem dele será extinta se acaso ele mesmo morrer e tudo isso acontecerá por minha causa.”- Dobrou mais as pernas as trazendo para si, tocando seu tórax nos joelhos dobrados, abraçando-os, recolhendo-se mais em si.- “Normal ele ficar angustiado, agressivo, pois estou lhe determinando a punição da extinção, do isolamento, do erro.”

O elfo encontrava-se sentado detrás do moreno, olhava para as nuvens permitindo que um sorriso brotasse em sua boca, para logo encarar Aragorn, passando a observá-lo atentamente, recebendo-lhe os sinais depressivos, inseguros e pensou consigo que Aragorn era diferente de Éomer, que ele não parecia ser tão agressivo quanto o outro cavaleiro, foi então que Legolas engatinhou e sentou ao lado do moreno, também dobrando as pernas e apoiando os cotovelos sobre os joelhos, ainda sem olhá-lo, embora o rei já estivesse fazendo isso.

– “Ele vai me xingar, dizer que o magoei, que o humilhei... droga, tanto medo de perdê-lo e finalmente aconteceu.” – Pensou o moreno baixando o olhar, encarando a grama verde.

– Vejo que és bem diferente de Éomer. – Legolas deixou o corpo arquear sutilmente para trás, esticou as pernas e apoiou seu corpo nos braços esticados detrás de si. – Não gosta de violência...

– Como? – Aragorn olhou-o pelos cantos dos olhos, ligeiramente desconfiado.

– Só fiz aquilo... – O elfo olhou-lhe o canto da boca, uma sutil marca, uma pequena ferida. — Porque achei que, assim como seu cavaleiro louco, você gostasse.

Aragorn engoliu em seco, ele tentava entender o motivo pelo qual Legolas ousou compará-lo com Éomer, será que o loiro não percebera que a postura de ambos era bem diferente?

– Penso no motivo que o fez me comparar com ele. – Disse friamente o rei.

– Vocês dois são humanos e cavaleiros...

Aragorn soltou uma bufada, descruzou os braços também esticando as pernas e apoiando seu corpo inclinado para trás nas mãos.

– É o mesmo que compará-lo com Lindir.

Legolas arregalou os olhos o encarando sério, nitidamente horrorizado. Aragorn olhou-o de relance, comentando baixo:

– O que foi? É verdade. Foi isso que acabou de fazer... comparou dois homens completamente diferentes. – Aragorn inclinou-se para frente, dobrando as pernas, cruzando os pés diante do corpo, olhava para Legolas com um sorriso gentil nos lábios e continuou. — Nunca usei da violência com quem amo... e nunca pretendo usar... nem com meus inimigos, claro, se for possível. – Soltou um sorriso mais escancarado.

– Me desculpe. – Legolas olhava para um ponto qualquer ao lado, apertava levemente os lábios.

– Você me deu um belo susto, achei que tivesse odiado... – Aragorn deixou a cabeça tombar para frente, engoliu em seco antes de falar- Sabe, temia perdê-lo... – Voltou a olhá-lo- Não faça mais isso, Legolas, não me dê esses sustos... sabe que me culpo pelo que estamos passando... por tudo... – Olhou para os lados, fazendo uma fisionomia triste, amarga, até que voltou a encarar o loiro- Isto.

– Isto?

– Nós dois... no meio do nada... eu prendendo-o comigo, neste tipo de relação... de ligação. – E voltou a baixar a face, encarando o chão, suas costas estavam completamente arqueadas, encurvadas para frente.

– Bem, não vou mentir. – O elfo olhou para cima, passando a observar o sol tímido, detrás das nuvens. – Não gostei de pensar em ser o passivo. – Comprimiu os lábios olhando na direção oposta a Aragorn, sentindo seu coração bater mais acelerado, mas gelar de medo, pois para si, assumir aquele tipo de coisa faria o moreno desgostar dele. Imagina não poder ter um momento de “Homem” por pouco que fosse? Tendo que ser a garotinha de um elfo? O loiro contraiu os olhos, franzindo os celhos, virando mais a face, fazendo com que o outro apenas conseguisse observar sua nuca, seus fios dourados, os quais estavam já nitidamente desalinhados e bagunçados. – “Ele agora vai me trocar por outro elfo ou... mulher, ele vai buscar os elfos da Cidade das Alegrias ele... vai me deixar!” – Sua fisionomia adoecera, ele sentiu uma vontade crescente de chorar, sua face era agonizante, até que levou uma das mãos aos olhos, apertando as pontas dos dedos neles. – Ah! – Soltou um suspiro agoniado, fato que fez Aragorn abraçá-lo. – “O quê?” – Pensou o loiro vendo o moreno abraçado a si e ele foi empurrando-o de encontro ao solo e o deitando ali, para logo sorrir gentil, tocando sua face e entoar palavras melodiosas e belas.

– Esse era o seu medo? – Sua voz era assertiva e calma.

Legolas engoliu em seco, sentindo-se ligeiramente atordoado com a atitude do outro, mas respondeu-lhe com uma voz mansa e bem baixa:

– Sim. – As pupilas azuis encaravam as verdes. — Vai me deixar?

Aragorn sorriu mais largamente, tocando o queixo do loiro, apertando sutilmente as pontas dos dedos ali.

– Para o seu azar... Não.

O elfo soltou um suspiro de alívio, fechando os olhos e respirando profundamente, para logo abri-los e enfrentar aquele céu azul, fixando sua atenção por um tempo nele, vendo algumas aves voarem, mais precisamente um par de pardais, sendo que o elfo percebera que se tratavam de dois pássaros machos, foi então que sorriu abraçando o outro, trazendo-o para si, retrucando baixo:

– Desculpe assustá-lo.

– Está tudo bem... mas não vou mentir. – Aragorn ainda o encarava, mesmo sentindo os braços do outro rodear-lhe o pescoço. – Preciso de você... agora.

Legolas engoliu em seco, olhando-o tenso, pensara se ele se referia a sexo, mas logo Aragorn, ainda o encarando, tocou o meio das pernas do elfo, começando a masturbá-lo, segurando na palma da mão, o seu pênis, o circulando com seus dedos, fazendo movimentos de vai e vem. Legolas ainda o encarava, sentindo sua testa suar, encarando por alguns instantes a boca do outro, para logo voltar a olhar-lhe diretamente nas orbes verdes. “Ah, o verde”, pensou.

– Eu que... – Retrucou inseguro o elfo.

Aragorn levantou uma das sobrancelhas, dando uma consentida com a cabeça.

– Eu já disse... eu passivo? Poxa! – O loiro virou a face para um dos lados, fazendo uma cara de choro.

– Hahaha... relaxe, Legolas, eu já entendi.

O elfo engoliu em seco, voltando a olhá-lo com uma face desconfiada e receosa. Aragorn permitiu-se inebriar-se ainda um pouco naquela face andrógina que conhecia tão bem, naquele aroma, “Ah, o aroma”, e aproximou o nariz dos fios dourados do outro, sugando-lhe o cheiro.

– Admito. – Voltou a encarar o elfo. — Adoraria tê-lo, tão próximo de meu corpo que poderia encher minhas narinas com seu cheiro, enquanto o tocava fundo, sentindo sua pele macia, alva, roçar na minha...

O elfo olhava-o levemente aterrorizado, o moreno continuou:

– Não vou mentir, que o desejo desde que o vi, tomando banho... – Aragorn deixou um sorriso sacana fugir de sua boca. — Entrei em crise, pensei até em deixar Arwen por sua causa... mas...

Legolas olhava para um dos lados, tinha uma face ferida, machucada.

– Tenho que aceitar que a aparência me enganou... neste caso... e que... bem... – Ele postou-se sobre o outro, sentando em seu quadril, tocando o meio do peito do elfo com as palmas das mãos. – Isso não faz muita diferença, sabe por quê? – Disse dobrando lentamente os braços aproximando as faces, ficando frente a frente do elfo, este o encarava sem ao menos piscar. — Porque te amo... e não importa qual posição ou quem faz o quê... – Segurou a face do loiro entre as mãos, ainda sorrindo-lhe. — O que importa... – Aragorn sentia seu coração apertar e seus olhos umedecerem, consequentemente, sua garganta secar. — É que seja com você, meu amor.

O elfo apertou os lábios, fazendo uma fisionomia de uma dor profunda, para logo ter os lábios tocados pela boca do cavaleiro, ambos se abriram aproximando mais e mais, afundando um no outro. Legolas tocou as costas de Aragorn, puxando-o para si, enquanto que este ainda continuava segurando-lhe as laterais da cabeça, sendo que as línguas dançavam num ritmo frenético dentro das bocas.

E foi o moreno que parou o beijo para ficar a olhá-lo diretamente na face, deixando um sorriso acolhedor estampar-se em sua boca.

– Eu o amo mais que tudo... tudo... tudo o que puder imaginar.

Legolas fechou parcialmente os olhos, sentindo-os úmidos e inchados, consentiu com a cabeça, tocando as nádegas do outro, sentindo-se magoado, machucado de ser “fraco” e não ser capaz de ceder àquele homem. Foi neste instante, que fechou os olhos e começou a chorar baixinho, Aragorn apenas aproximou-se mais do outro, o abraçando.

– Está tudo bem... agora que estamos juntos, está tudo perfeito.

Legolas engoliu em seco, soltando discretas bufadinhas e fungadas.

– Eu... – Ele apertou os lábios, de seus olhos já brotavam algum líquido. — Permito.

Aragorn voltou a encará-lo, mantendo as sobrancelhas franzidas, observando o outro atenciosamente.

– Co...como?

– Faça, me use. – Legolas olhava para um dos lados, piscava os olhos algumas vezes, fungando baixo.

– Usar? – Aragorn sorriu gentil, afagando as bochechas do elfo com os polegares. – Legolas... haha... – Beijou-lhe docemente a testa, fato que fez o elfo fechar os olhos e soltar um gemido baixo.

– Faça... – Finalmente ambos voltaram a se encarar. — Antes que mude de ideia. – Fingiu uma cara de brabo, ligeiramente zangada, mas seus lábios se apertaram num beicinho tão tentador para o moreno que logo o beijou vorazmente, Aragorn invadia aquela boca com toda vontade, apertando seu sexo no outro, fazendo com a cintura para frente, anestesiado com a possibilidade de seu sonho finalmente se tornar real, só faltava Legolas postar-se de quatro, empinando sua bunda e olhá-lo com uma feição carente.

Depois de um tempo, o moreno afastou os lábios, tocando as testas, cerrou os olhos sentindo seu coração aos pulos e sua respiração afobada, intensa. Foi abrindo os olhos bem devagarzinho, tentando manter o controle, até que falou rouco, mas gentil:

– Me permite? Tem certeza?

O elfo tocou-lhe a face, dobrando e abrindo as pernas.

– Sim, faça logo, sem cerimônias.

– Hahahaha! – Aragorn ajoelhou-se diante do elfo, entre suas pernas. — Não vai me dar uns tapas novamente, não é? Quase deslocou minha arcada...

O elfo dobrou as pernas, unindo os joelhos numa frágil tentativa, pois o máximo que conseguiu foi tocar as laterais da cintura do cavaleiro.

– Não... tapas não, apenas uns socos, talvez... – Disse num tom arrogante, levantando uma das sobrancelhas, deixando um sorriso ligeiramente sádico nascer ali.

– Soco tá bom, pode ser, hahaha... – Aragorn se divertia, tocando as mãos nos joelhos do elfo.

Mas logo os sorrisos sumiram, dando espaço a um encarar fixo, intenso. O moreno engolira em seco, enquanto que o elfo o encarava fixadamente, como uma estátua, atencioso, apaixonado, dedicado.

– Faça meu corpo seu, use-o como quiser. – Disse o loiro numa voz imparcial.

Aragorn sorriu tímido, mas como iria dizer que temia machucá-lo e um fato que piorou sua segurança é que esquecera a tal garrafa, da Cidade das Alegrias, o tal lubrificante élfico?

O moreno não deixou de reparar que Legolas o encarava fixadamente, aguardando a investida, mas como ele iria dizer que o medo lhe travava todas as ações e inclusive, não se sentia seguro o suficiente para tomar Legolas para si? Ele se certificou de seu estado quando olhou para as próprias pernas e foi, neste instante que decidira disfarçar sua própria e humilhante situação, inclinando-se e abaixando com o tronco ali, passando a fazer um oral no outro, lambendo-lhe toda a ereção, sim, Legolas em nenhum instante amolecera, seu mastro continuara erguido a cada segundo, em todo momento íntimo com seu cavaleiro, bastava haver uma sutil possibilidade de ficarem juntos como um par, um casal de namorados, que logo o fogo do elfo acendia em sua majestade.

– Já está bom, Aragorn, me tome.

O moreno fingiu não escutá-lo, lambendo-lhe o saco, para logo seguiu pelo pênis e chegar à glande, roçando a pontinha da língua ali, para logo engolir sua cabeça inchada. O elfo lamentava dentro de si que não seria o ativo, ele cravava os dedos no chão, segurando-se o máximo que conseguia, mas logo, num acesso de êxtase, segurou firme os cabelos do moreno passando a estocar dentro da boca dele, sem dó nem piedade, apoiando os pés no chão, para levantar a cintura e afundar-se completamente em sua boca.

– Me chupa, seu safado. – Legolas mordia o lábio inferior, às vezes lambendo-o alvoraçadamente. — Dê pra mim, ao menos mais essa vez, senta em mim, bem gostoso... vem.. senta... – Disse puxando os cabelos do outro para o alto, forçando Aragorn a olha-lo. – Quero você, vamos... ah... ah... – E deixou a cabeça pender para trás e soltar um gemido agoniado. — Quero te foder, ah, ahhhm! – Gemia totalmente entorpecido em êxtase, acabando por soltar os fios negros do outro, contorcendo-se no chão, mexendo a cintura para os lados e acabando por morder fortemente o próprio dedo indicador, abafando gemidos que sairam aos montes de sua boca.- Ah... ah... que fogo... ahm! Ahm... senta aqui... por favor...

Aragorn sorriu sacana.

– Ah, é? — Aragorn deu uma longa olhada para o outro, pensara que ele finalmente caíra na armadilha. – Então vai ter que me lubrificar, vem.

E virou-se de costas para Legolas, pondo-se de quatro diante dele, dobrando os braços em direção ao chão e empinando a bunda, o moreno começara a se tocar e só agora se deu conta que seu falo apontava para a frente, encontrando-se completamente ereto, sim, ele teria que admitir que sentia uma vontade enorme de dar para aquele elfo e como! No fundo, nem importava se Legolas o umedeceria ou não, desejando apenas queria sentir novamente aquelas fincadas dentro de si.

– Vem, elfo... vem logo... antes que... eu tome você.

E Legolas logo se postou detrás do outro, aproximando sua boca de sua entradinha cabeluda para roçar ansiosamente a ponta da língua ali, o loiro segurava-lhe as nádegas afastando suas abas, expondo mais a entradinha carente, Aragorn permitiu-se entoar gemidinhos agoniados, mexendo com o quadril para os lados, às vezes investindo-o para frente sentindo seu membro já totalmente duro, seus dedos melados da pré-ejaculação.

– Me fode logo elfo, ah...ahhhhh... porraaa...

Legolas logo pôs-se atrás do outro, ajoelhando-se ali, ele mesmo tocava seu membro algumas vezes, cuspindo na palma de uma das mãos para esfregar a saliva no seu falo duríssimo, tinha a respiração entrecortada, sentindo todo seu baixo ventre arder em brasas, doer de tão duro e contraído.

– Eu vou... ah... – Sem mais resistir, o elfo abraçou Aragorn por trás, o puxando para si, ainda sem adentrá-lo apenas roçando seu pau duro entre suas nádegas, esfregando cada centímetro dele na entradinha que latejava e piscava por um contato mais profundo.

– Vamos, logo... ahmmm... ahmmm... Legolas... por favor... – Resmungou empinando mais a bunda. – Ah...

O loiro ainda não o penetrou dando uma longa lambida pelas suas costas, seguindo de seu quadril até chegar á nuca, depositando um beijo carinhoso ali e logo dando uma sutil mordidinha com os lábios, marcando-lhe a pele com sua saliva morna.

– Me fode... por favor... me fode.... ahhh que porra.... ahhh elfo.... por favor!

Legolas levantou-se parcialmente levando as mãos às costas do outro, forçando a ponta dos dedos em sua pele, arranhando-a em toda sua extensão, até chegar as nadegas, para adentrar-lhe dois dedos assim que chegou ali, rodava os dedos dentro do rei que gemia escancaradamente, deixando sua boca arreganhada e emanando uma saliva constante e intensa.

– AH!... isso...isso.... quero...mais... mais...

O elfo sentia a entradinha apertar-lhe os dedos, os chupando para dentro, ele se deliciava com aquele toque, pois dentro do rei era tão quente e acolhedor, delatado isso, ele prontamente colocou-se ali atrás, logo enfiando seu mastro completamente, todo de uma só vez e ficou completamente surpreso quando Aragorn tocou-lhe a lateral da perna apertando os dedos ali, pedindo por mais, muito mais.

– Me fode com força... ah... Legolas, não seja mal... ah, que porra...

E o elfo segurou-lhe o quadril para logo estocar vorazmente naquela entrada apertada, mas sedenta de si, ele sentia a bunda malhada e dura do moreno ir de encontro com seu quadril, bater firme em sua pele, criando um atrito, o moreno suava bastante colando, grudando sua pele na alva do elfo, Aragorn pareceu ir com o próprio corpo para trás afundando ainda mais as penetrações.

– Ah...ah...ah... !!!

Gemia o elfo mordendo o lábio inferior, enquanto metia com toda força que conseguia. No começo, Legolas se preocupara com a velocidade, mas ao ver que o outro arranhava-lhe a perna, ele aumentou sua velocidade ao máximo e não demorou muito ao moreno, com ambas mãos para trás, as quais seguravam fortemente as laterais das pernas do elfo induzindo-o a ficar parado dentro de seu parceiro, que o corpo do moreno deu um forte solavanco, uma tremida que o fez gozar sem ao menos tocar-se, liberando consideráveis jatos.

– Ahhhhh!

Aragorn permitiu que seu corpo tombasse para frente, caindo deitado de bruços, Legolas sentiu seu membro sair de dentro do outro, postando-se no ar e então logo começou a se tocar, para logo marcar a bunda bronzeada do espadachim com seu sêmen prateado.

Depois do gozo, o elfo ainda ficou ali, sobre Aragorn, mantendo os braços esticados, e permitiu-se ir abaixando bem devagar, até abraçá-lo por trás, começando a distribuir beijos pela nuca, pelos ombros, pelas costas, intercalando com lambidas, mordidinhas, e foi, neste momento que se permitiu engolir uma gotícula de sêmen de seu próprio gozo para logo voltar a deitar, só que ao lado do moreno, segurando-lhe a lateral da face, o induzindo a encará-lo e logo o beijou enfiando a língua gozada ali, na boca do outro, misturando as salivas e suas excitações.

Aragorn sentia um sono perturbador e sorriu adormecendo por mais que sentisse que Legolas ainda o beijasse, ao perceber que o moreno literalmente apagara, o elfo levantou parcialmente e acolheu-o sobre seu próprio peito, permitindo que ficassem ali abraçados, sobre a verde grama. O elfo ficou a olhar para aquele céu, sentindo paz em seu coração.

– Heh... ativo é?

Deixou um sorriso levemente esnobe e sacana brotar em sua boca.

– Sonhar não custa nada.

Soltou uma risadinha baixa apertando mais o abraço, para logo permitir-se descansar um pouco também.