Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II
7 Meu único amor - Legolas e Aragorn.
Notas iniciais
Aragorn segurava com certa força a cabeça do elfo, pressionava as palmas das mãos em suas laterais, depois de dado um beijo agoniado e ofegante, que envolvia uma língua tremida e insegura, ele colocou-se a olhar aquela face, diante da sua, com as testas unidas, suas orbes esverdeadas encaravam aquela boca delicada, bem torneada e rosada, permitindo que a sua própria se encontrasse parcialmente aberta. Sua respiração tocava os lábios gentis e passivos do outro, que apenas o olhava, sem tocá-lo, enfrentando o verde de seus olhos.
Passado algum tempo, bem curto, Aragorn finalmente enfrentou as orbes azuis do outro, estas se deitavam sobre as suas numa calmaria sem tamanho. Legolas apenas se permitia ser segurado, contido, admirado e observado.
O espadachim tinha a respiração ainda ofegante, mas agora, menos intensa ou agitada, por estar mais relaxado como que se aquele “pico” de tesão tivesse sido lentamente desfeito ou diminuído. O moreno respirou profundamente, inebriando-se no aroma do elfo, seu cheiro campestre, de mato ou terra molhada, sim, ele cheirava à floresta depois de um belo chuviscar, um cheiro de neblina, um amadeirado úmido e fugaz. Percebido isso, deitou-se na cama, sentindo sua respiração acalmar lentamente, ficando a olhar para o teto, fechou os olhos e soltou um longo suspiro.
– Depois vou me desculpar com Gimli e Lindir. – Retrucou baixinho, com uma voz mansa.
Legolas voltou-se para frente, inclinando parcialmente seu tronco, entrelaçando os dedos, ele continuava focando algum pedaço do quarto, diante de si, até que comentou baixo:
– Leu a carta?
Aragorn olhou seu perfil, franziu os celhos e o respondeu:
– Que carta?
Dito isso, levantou parcialmente o tronco, apoiando-o nos braços dobrados:
– Legolas, seja como for... acho que está enganado... carta?
– Eu deixei uma carta -O elfo soltou uma risada seca- Sobre uma estante... – Voltou a olhar o cavaleiro, mesmo que lateralmente- Arwen deve ter guardado.
Aragorn sentou-se na cama, apoiando-se nos braços esticados, olhava levemente temeroso para o elfo e se indagava se Arwen teria sido capaz de tal atrocidade, inclusive numa situação delicada como aquela. Ele levou uma das mãos a um chumaço de cabelo dourado do elfo que lhe caia por um dos ombros, segurou por um tempo os fios entre os dedos, apertando-os levemente, sentindo sua maciez, engoliu em seco e aproximou o nariz dali, cheirando o aroma do outro.
Legolas tinha uma expressão magoada, ele mesmo franziu as sobrancelhas passando a encarar o chão, mas sem mais resistir, voltou seu olhar para aquele rei, que tanto amava. Queria dizer-lhe que sentira sua falta, que estar longe dele era como se não tivesse um coração, que todo seu corpo parecia anestesiado de raiva e de um ressentimento que parecia devorar-lhe todas as entranhas, mas não falou, nem ousou dizer uma só palavra, permitindo observar aquele ato de devoção em silêncio.
– E eu nem tomei banho hoje. – Disse o elfo zombeteiro.
Aragorn soltou-lhe os fios e soltou algumas risadinhas, passando a afagar-lhe a face.
– Obrigado por ter vindo.
Os sorrisos sumiram, neste instante, ficou apenas a seriedade e o encarar entre eles.
– Não tinha como não vir... – Legolas se voltou para o outro, virando-se em sua direção, ficando de frente e tocando-lhe a face. – O segui desde o castelo... cheguei com Éomer.
Aragorn olhou-o desconfiado para logo comentar:
– E por que fez isso? Por que não veio falar comigo?
Legolas olhou por um tempo para baixo, fazendo uma fisionomia de dor.
– Acho que... –Ele engoliu em seco, comprimindo os lábios- Estava inseguro... – Finalmente suas orbes azuis enfrentaram as do outro.
– Mas por que inseguro? — Aragorn ainda afagava-lhe a face, apertando mais a ponta dos dedos na macia pele.
– Soube que Arwen está grávida... Faramir nos disse. – Legolas levantou-se dali, andou até a porta de entrada, parando de frente para ela, ficando calado.
– E?
O elfo nem se moveu, ficando a encarar aquela madeira diante de si.
– ...
Quanto Aragorn colocou os pés no chão e pretendia se levantar, o elfo finalmente respondeu, ato que o fez ainda ficar ali, sentado, a olhá-lo atencioso.
– Quanto a... sei lá... me sinto estranho... – Disse bem baixinho, quase inaudível, para logo engolir em seco.
– Mas Legolas, o bebê é meu e seu... por que está inseguro? – Aragorn se levantou, abraçando-o por trás, o elfo deixou-se abraçar, deixando a cabeça tombar para um dos lados e exposta uma pequena região do pescoço, Aragorn logo a beijou, um beijo sutilmente molhado, morno. Legolas cerrou os olhos, inebriando-se com a sensação, com o carinho, pegou as mãos do moreno, aproximando-as de seu peito, apertando-as ali.
– Eu o amo tanto...
Retrucou o loiro dolorido, olhando-o por cima de um dos ombros, Aragorn segurou-lhe gentilmente a face, outro beijo foi dado, agora, os lábios se tocavam levemente, colando-se ao serem pressionados um contra o outro. A ação deu lugar a um encarar, Legolas virou-se ficando de frente para Aragorn, suas faces se fitaram demoradamente. O espadachim voltou a segurar-lhe as laterais da cabeça, sorrindo-lhe meigo.
– Jogue essa insegurança no lixo. Entendeu?
Legolas soltou um sorriso gostoso, mordendo o lábio inferior, sentindo uma excitação crescente por estar tão próximo de seu amor, sem mais se aguentar, tocou-lhe a cintura, o induzindo a dar passos para trás, Aragorn deixou um sorriso inocente brotar ali e deixou-se empurrar, acabando por cair sentado na cama.
O elfo ainda encontrava-se de pé diante de si, Legolas tocou o próprio pescoço com as mãos, começando a desabotoar a sua vestimenta élfica, enquanto fazia isso, permitia-se ainda morder os lábios, fazendo a melhor cara de desejo que conseguia, já que realmente, seu sangue fervia pelo corpo do outro, o loiro dava sutis requebradas com o quadril, para os lados, finalmente puxando sua túnica para os lados, a abrindo, expondo seu tórax, grande parte dele.
Feito isso, ele parou, inclinando-se para frente, tocando o dedo indicador nos lábios do outro, com um sorriso sacana, enfiou a pontinha do dedo ali para logo tirá-la, aproximando mais sua face da do outro, encarando-o fixadamente.
– Eu quero... – Seus lábios ficaram abertos alguns segundos, emitindo sutis bufadinhas de ar, sim, ele estava excitado. Aragorn apenas lambeu os lábios, consentindo com a cabeça.
– O que quer que eu faça? – Disse o rei, sorrindo gentil.
Legolas engoliu em seco, sua face endurecera, segurou firme o pescoço o outro, o deitando na cama, subindo nele, sentando-se em seu quadril, ainda apertava a mão ali, em seu pescoço, mantendo o tronco inclinado para frente, as faces próximas.
– Ah...ah... – O loiro mantinha a respiração afobada, consideravelmente ofegante. Seus fios dourados caiam-lhe pelas laterais, tocando os ombros do moreno, afagando sua roupa.
–Legolas...
O loiro fechou os olhos, sentindo seu corpo perdido numa avalanche de sensações, sua pele parecia ter escamas arrepiadas as quais fritavam-lhe a epiderme, a aquecendo vorazmente, toda sua coluna soltava arrepios que espalhavam-se por todo corpo causando tremidas. Ele apenas depositou a cabeça ao lado de Aragorn, tocando seu queixo num de seus ombros.
– Ah... ah...
Aragorn tocou-lhe a cintura, afagava-lhe as costas, tentava adivinhar o que o outro desejava fazer e agora, lembrara-se do olhar de Lindir na direção de Gimli e pensou, se já aqueles dois, mesmo vivendo juntos, já tinham um “fogo” e tanto, imagina eles dois, que não se viam ou se tocavam fazia dias. Agora Aragorn sabia que sua carência não era solitária, que o outro também sofrera e muito com o afastamento deles.
– Legolas...- Sussurrou próximo do ouvido, este deu uma tremida mais notável, um sutil tranco com o corpo. – “Será que ele está sentindo-se mal?” – Pensou virando a face para o lado, mas o máximo que conseguiu ver foi sua orelha élfica e sua típica trança que se dirigia de seu couro cabeludo para trás da orelha. – Legolas?
O loiro engoliu em seco, sentindo sua testa suar, todo seu corpo retesar àquele contato, ele levantou a face e apoiou os cotovelos no peito do outro, o encarando. Seu corpo ainda encontrava-se deitado sobre o de Aragorn, suas pernas abertas e dobradas que se encostavam às laterais de seu corpo.
– Desculpe. – Disse o loiro sutilmente constrangido, encarando um ponto qualquer ao lado.
– Sobre? – O moreno engoliu em seco, disse inseguro, ainda o encarando.
– Eu não aguentei. – O loiro sorriu-lhe sem jeito, se levantando dali, sentando ao lado do moreno.
O moreno franziu a testa, apoiando-se sobre os cotovelos, até que se sentou também. Ele ia perguntar ao que o outro se referia, mas ao observá-lo, de sua aparente calma e timidez repentina, levou uma das mãos ao queixo e se perguntava se o loiro se referia a uma ejaculação precoce. Sim, só poderia ser aquilo, o loiro, sutilmente constrangido deitou-se ali, ficando quieto, de costas para o moreno, ele não queria que Aragorn visse que ele estava quase chorando.
– Er... bem...
O moreno pensou em dizer algo para tranquilizá-lo quando o elfo começou a berrar inesperadamente:
– O QUE QUERIA?! – Legolas sentou-se num alvoroço só. — NEM SE DEU O TRABALHO DE ME PROCURAR! TODO ESSE TEMPO! – Agora sua face misturava agonia, dor e dilaceramento. Sua voz saía rasgada, machucada, lacrimosa. – Eu senti sua falta! Muito! MUITOOOO! – E colocou-se a apertar nervosamente as mãos na cabeça, tinha a face avermelhada, uma feição que misturava uma dor sem tamanho. Começou a se debater na cama, Aragorn se colocou sobre ele, tentando contê-lo ali, segurá-lo.
– Calma! Calma! Estou aqui, eu errei, você está certo!
Disse Aragorn tenso, segurando o outro com toda força que conseguia, temia que ele num acesso de fúria, quebrasse todo o quarto e isto se não fosse a casa inteira. O moreno sabia da enorme profundidade de sua dor e imaginava que, talvez, aquele elfo fosse menos resistente àquela tortura, a qual era gerada pelos corações apaixonados de ambos. Aquele sentimento que feria como o veneno mais forte, que queimava, dissecava, cortava cada pedaço de suas almas as amarrando a uma teia de arame farpado.
– AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!
Berrou o loiro desesperado e só parou quando sentiu o ar faltar, Aragorn o apertava de encontro ao próprio peito, o acolhendo ali, aos poucos os solavancos foram parando, ficando apenas aquele corpo élfico magro a mover-se algumas vezes, se chocalhando um pouco, alguns espasmos corporais gerados pelo enorme ataque de estresse que acabara de ter naquele momento. Após o ataque agonizante, Legolas começou a chorar acolhido no peito do outro, fungando baixinho e quando verificado uma maior calma da parte do elfo, Aragorn permitiu-se segurar-lhe o queixo e beijar-lhe demoradamente, como se aquilo fosse o melhor remédio que existisse no mundo. Legolas o abraçou e os dois, ficaram ali, com os corpos colados um ao outro.
Passado algum tempo, o loiro comentou baixinho, inseguro:
– Eu queria ficar próximo a ti... – O elfo pressionou as mãos no peito do outro o afastando um pouco. – Completamente nu... essa era minha intenção antes... mas... –Sua face adoecera- Eu não aguentei esperar... – Comprimiu os olhos, sentindo-os úmidos. — Eu... fiquei tão excitado de estarmos juntos... – Sua face era chorosa, de seus olhos brotavam lágrimas cristalinas.
– Está tudo bem, se você nos quer pelados, é o que irá ter.
Disse o moreno levantando-se e começando a se despir, feito isso, colocou-se entre as pernas do outro, desabotoando-lhe a roupa, fazia isso calmamente, com todo carinho, não deixando de afagar cada trecho liberado do tecido, distribuindo-lhe beijos pela pele, afagos com as pontas dos dedos. Legolas deixou sua cabeça pender para trás, afundando-se no travesseiro e quando se deu conta, seu pênis era engolido pelo cavaleiro, um delicioso oral era feito ali. O elfo quase gozou ao ver aquela boca tão sensual engolir seu volume, aqueles olhos verdes encará-lo com todo desejo que possuíam.
– “Ele me ama... por que estava tão inseguro? Ele me ama... ele me ama...”
Pensou o loiro se surpreendendo quando viu Aragorn ajeitar-se sobre si, descendo seu peso sobre seu abdômen, sentando-se ali.
– Eu também... – O moreno sorriu, pegando uma das mãos do loiro e a direcionando até seu falo duro. – Você não imagina... o quanto esperei para tê-lo novamente... dentro de mim. – Aragorn tocou-lhe gentilmente a face.
Legolas apertou os dedos no volume começando a masturbá-lo e logo sentiu o moreno direcionar sua excitação para sua entradinha. O elfo apertou os olhos e forçou a nuca no travesseiro quando se sentiu todo dentro do outro.
– Ah..............
Legolas voltou a olhá-lo com a boca aberta, devido a sua respiração acelerar-se, quase que num ato automático, segurou firme a cintura do moreno, apertando os dedos ali, naquela macia carne e ao vê-lo arquear para frente apoiando as mãos na cama, entendeu o sinal, inclusive porque este o olhava com a face mais sacana que ele já tinha visto, uma face pedinte, que implorava por aquilo.
– Por favor... – Retrucou Aragorn sentindo-se em êxtase, uma sutil fisgada dentro de si. – Ah... por favor...
Legolas sorriu-lhe consentindo com a cabeça e começou a estocar, movimentos que começaram lentos, espaçados. Aragorn deixara a cabeça tombar para frente e logo seu corpo também, Legolas descia com a cintura para cima e para baixo afundando-se todo ali, acelerando cada vez mais, sentindo ele mesmo próximo do inevitável orgasmo.
– Ah... ahh... ah... que bunda... gostosa...
E mordia o lábio inferior metendo-se todo ali e numa enfiada mais funda, Aragorn sorriu-lhe, segurando-lhe a face com as mãos, declarando-se amorosamente para o outro:
– Lembre-se sempre...
Legolas até parara com as estocadas, encarando o outro com os olhos sutilmente arregalados.
– Você é e sempre será... Meu único amor.
Um beijo amoroso foi dado, logo seguido de uma estocada mais funda que trouxe o alívio para os dois.
A alvorada já nascia no Horizonte.
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